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Bernardinho chama o veterano Serginho

Serginho 1

 Aos 39 anos, o líbero Serginho volta à seleçãoImagem: Beneclick

No dia seguinte à derrota para o Cruzeiro na final da Superliga, o líbero Serginho, do Sesi, volta à seleção brasileira para disputar a Liga Mundial e uma vaga na equipe que representará o vôlei brasileiro na Rio-2016.

O técnico Bernardinho anunciou há pouco, no Rio, os 25 convocados para os sucessivos jogos da Liga e explicou:

– Teremos um grupo volumoso de atletas, mas o projeto é fazer uma boa Liga Mundial. Vamos fazer alguns testes e trabalhar alguns jogadores para fechar o grupo de 2016. O próximo ano será de definição absoluta. Os últimos testes serão feitos em 2015.

Serginho, agora com 39 anos, vestiu pela última vez a camisa da seleção na campanha de prata em Londres-2012.

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Entre as meninas do Rio e os marmanjos da seleção

BernardinhoBernardinho: depois da Superliga Feminina, a seleção masculina – Imagem: Beneclick

Definiu-se há pouco, no Ginásio do Tijuca, o primeiro finalista da Superliga Feminina de Vôlei e, como era previsível, o Rio de Janeiro do incansável Bernardinho vai disputar pela 11ª consecutiva o título. Depois de vencer o Minas por 3 sets a 1 na primeira partida das semifinais, em Belo Horizonte, o Rio bisou o feito em casa, desta vez por 3 sets a 0, e assim eliminou a possibilidade de um terceiro confronto.

 Natália foi mais uma vez brilhante, Fofão parece eterna, Fabi se multiplica na quadra, mas este Rio que decidirá o título com o Osasco ou o Sesi, é obra de um dos mais vitoriosos técnicos do vôlei em todos os tempos: Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, incansável trabalhador que já comandou a seleção feminina na conquista de duas medalhas olímpicas de bronze, e a seleção masculina na conquista de duas pratas e um ouro. Em cinco Olimpíadas, jamais deixou seu time fora do pódio.

No front interno, Bernardinho comanda o Rio de Janeiro desde 2004, acumulando títulos, sem jamais perder a disposição quase compulsiva para o trabalho. Dá duro nos treinamentos e cobra de suas atletas a entrega total à equipe. Quando para de dar atenção ao time, se é que para alguma vez, é para se dedicar à seleção masculina, como vai acontecer na segunda-feira, 13, dia em que anunciará oficialmente a  lista dos convocados para disputar a Liga Mundial e a programação para o restante da temporada, já com a cabeça na Rio-2016.

Nem por isso as meninas do Rio terão tranquilidade depois de decidir o título Superliga Feminina de Vôlei. Quando está com elas, Bernardinho não se dispensa de enviar mensagens a cada dia para um dos marmanjos da seleção perguntando-lhe o que ele tem feito ou está fazendo para render o máximo nos próximos compromissos. Quando está com eles, a cobrança diária é feita a elas.

Não é a toa que um de seus livros tem como título: “Transformando Suor em Ouro”.

Fofão lamenta falta de renovação no vôlei

De Hélia Rogério de Souza Pinto, a nossa Fofão, campeoníssima levantadora do Rio que,  nesta terça, comemorará em quadra o aniversário de 45 anos , enfrentando o Osasco pela Superliga Feminina de Vôlei:

– O Brasil não está ganhando mais nas divisões de base. Isso preocupa muito, porque sempre íamos bem nos Mundiais. Alguma coisa está errada. Não estamos sendo mais o melhor vôlei do mundo e temos de saber o porquê. Não pode deixar o vôlei regredir. Não dá para voltar a perder Sul-Americano para Argentina e Peru. Não dá para pensar só após 2016.

Para ler a entrevista de Fofão ao repórter Marcel Merguizo na Folha de hoje, clique aqui.

E para conferir a extensa lista de conquistas da levantadora que vai se aposentar no Mundial de Clubes, em maio, clique aqui.