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Entre um Cruzeiro e outro, quanta diferença!

Provável escalação do Cruzeiro para enfrentar o fraquinho Mineros na Venezuela, às 22h15, em jogo que pode lhe valer a liderança ou lhe custar a lanterna do Grupo 3 da Libertadores: Fábio; Mayke, Léo, Paulo André e Mena; Willian Farias, Henrique, Alisson, Marquinhos e Arrascaeta; Leandro Damião.

Escalação do Cruzeiro nos 2 a 1 sobre o Goiás que lhe valeram o título de campeão brasileiro de 2014, duas rodadas antes do final, em 23 de novembro: Fábio; Mayke (Eurico), Léo, Bruno Rodrigo e Egídio; Henrique, Lucas Silva (Nilton), Everton Ribeiro e Ricardo Goulart; Willian e Marcelo Moreno (Júlio Baptista).

Atenção: o Willian do jogo do Brasileirão é Gomes de Siqueira e não Farias, como o escalado para o jogo de hoje pela Libertadores.

A torcida não pode reclamar

O Internacional foi ao Equador para não perder do Emelec e volta com um empate por 1 a 1 que o deixa em segundo lugar no Grupo 4, separado do líder apenas pelo saldo de gols. São sete pontos em quatro jogos. Na próxima rodada, o time gaúcho atuará novamente fora de casa, contra a Universidad de Chile, que tem três pontos e segura a lanterninha do grupo. Uma vitória colorada pode garantir a vaga nas oitavas de final – se o líder Emelec também vencer o Strongest na Bolívia.

Em Bogotá, o argentino Lucas Pratto, de cabeça, garantiu no segundo tempo a primeira vitória do Atlético Mineiro nesta Libertadores. O 1 a 0 sobre o Santa Fé não tira a equipe de Minas da lanterna do Grupo 1, mas a recoloca em condições de se classificar para as oitavas. Para não depender de resultados alheios, vai precisar vencer os três jogos que lhe restam – contra o Santa Fé e o Colo-Colo, em Minas; contra o Atlas, no México.

No Morumbi, o São Paulo sofreu diante 26.236 torcedores, público muito pequeno para um jogo tão importante, chegou a ser vaiado, mas, a um minuto do final, garantiu a vitória sobre o San Lorenzo, atual campeão da Libertadores. O gol, de cabeça, foi marcado por Michel Bastos no canto esquerdo do goleiro Torrico. Curiosamente, o meia acertara o poste direito de Torrico com uma cabeçada no primeiro minuto do jogo. O sofrimento valeu. O São Paulo agora é o vice-líder do Grupo 2, com seis pontos, três atrás do líder Corinthians.

Ainda não foi desta vez que Paulo Henrique Ganso brilhou em 2015. Substituído um minuto antes do gol salvador de Michel Bastos, saiu de campo sob intensas vaias de todo o estádio. Pelo menos publicamente, Ganso não se abala.  Tanto que, depois do jogo, prometeu jogar “ainda melhor” nos próximos compromissos do São Paulo. Os são-paulinos estão perdendo a paciência com o meia. Em comepnsação, sobra paciência com Luís Fabiano, que tem praticado um futebol cada vez mais individualista e inócuo.

Morumbi à parte, as torcidas não podem reclamar dos resultados desta quarta-feira. Computados os três resultados, os times brasileiros dependem apenas de si para passar de fase na Libertadores.

É hoje, Ganso

Críticos e palpiteiros não se cansam de pedir que Ganso se movimente mais, combata mais, sue mais a camisa. Muricy Ramalho pede que Ganso entre mais na área, tente mais o gol.

Críticos, palpiteiros, técnico e torcedores acham, na verdade, que o meia, talentoso tanto quanto inconstante, voltou a dever em 2015 o futebol que promete desde a estreia profissional em 2008 pelo Santos e chegou a ensaiar no ano passado com a camisa do São Paulo,.

Na noite desta quarta-feira, o São Paulo terá no Morumbi um confronto que pode ser decisivo para o futebol tricolor em toda a temporada: ou vence o San Lorenzo, atual campeão da Libertadores, assume a vice-liderança do Grupo 2 da segunda fase da competição e se credencia a disputar o título ou entra em parafuso com a possibilidade concreta de cair fora daqui a duas semanas em Buenos Aires.

Paulo Henrique Ganso não parece tão insatisfeito com o próprio desempenho nos primeiros jogos de 2015, como deixou claro na entrevista coletiva da terça-feira: “Não jogo sozinho. Não tenho de carregar o São Paulo”.

Talvez seja verdade. Mais gente está devendo no Morumbi, como os atacantes Alexandre Pato e Luis Fabiano, mas é ao camisa 10 que os tricolores mandarão a fatura em caso de frustração nesta quarta-feira. “Tenho de ajudar o São Paulo e fazer minha parte”, reconheceu o meia na entrevista.

Se Ganso se movimentar mais, combater mais, suar mais a camisa, entrar mais na área, tentar mais o gol, terá feito a sua parte. A noite desta quarta pode ser decisiva para o São Paulo na temporada, mas também para a vida de Ganso no São Paulo – e, quem sabe, até na Seleção!

100% Corinthians

O Corinthians não levava um gol havia 654 minutos quando o uruguaio Barreto cortou o barato de Cássio e companhia, marcando um golaço para o  Danubio já no segundo minuto da prorrogação.

Poderia ter sido 2 a 0, ou mesmo três se Renato Augusto não tivesse também perdido um pênalti, mas o 2 a 1 ficou de bom tamanho.

O Corinthians continua 100% na Libertadores, praticamente garantido nas oitavas de final.

Libertadores: corintiano vê na FOX

Não adianta procurar em telas globais o Danubio x Corinthians marcado para as 20 horas.

O jogo que pode isolar ainda mais o Corinthians na liderança do Grupo 2 da fase de grupos da Libertadores não será mostrado nem pela nave mãe nem pelo seu satélite SporTV.

Para acompanhar o Corinthians em Montevidéu, o torcedor terá de se ligar no FOX Sports.

A Libertadores é que é o x do problema

Com exceção do Corinthians, que não saiu do 0 a 0 com o Red Bull, os aspirantes brasileiros ao título da Libertadores de 2015 que jogaram pelos campeonatos estaduais no fim de semana venceram seus compromissos: o São Paulo quase todo reserva bateu a Ponte Preta, de virada, por 2 a 1; o Atlético Mineiro goleou a URT por 4 a 0; o  Internacional sofreu, mas venceu o Brasil de Pelotas por 2 a 0.

E daí?

Vencer os jogos contra os pequenos nos campeonatos estaduais é bem fácil, encarar a Libertadores é que é o x do problema.

Nesta terça, em Montevidéu, o Corinthians, líder do Grupo 2, com duas vitórias em dois jogos, pegará o Danúbio, lanterninha que ainda não saiu do zero. Pode ser uma moleza. Pode.

Na quarta, o São Paulo receberá no Morumbi o San Lorenzo, atual campeão, e vai precisar mostrar o futebol que ainda está devendo para desempatar de vez a briga pela segunda vaga no Grupo 2. Parada difícil.

E o Internacional enfrentará o Emelec no Equador em jogo que pode valer a liderança ou empurrar o perdedor para o fundão do Grupo 4. Disputadas duas rodadas, os quatro times do grupo têm os mesmos três pontos. Outra parada difícil.

Ainda na quarta, o Atlético Mineiro, lanterninha do Grupo 1, tendo perdido os dois primeiros jogos, terá de vencer o Santa Fé na Colômbia para continuar respirando na competição. Parada dificílima.

Na quinta-feira, o Cruzeiro, que fez apenas dois pontos nos dois primeiros jogos, chegará à liderança isolada do fraquinho Grupo 3 se vencer na Venezuela o lanterna Mineros por dois gols ou mais de diferença. Parada aparentemente fácil. Aparentemente.

A situação incômoda em que estão quatro das cinco equipes brasileiras nesta fase de grupos que ainda não chegou sequer à metade é reveladora, em parte, do estágio atual do nosso futebol, mas também de um calendário perverso impingido pela Conmebol. A Libertadores começa nos primeiros dias de fevereiro, quando os times brasileiros estão encerrando a (curta) fase de preparação para a temporada. É um absurdo.

Os clubes precisam discutir não apenas o calendário nacional, mas também o continental. Os clubes têm de mandar no futebol.