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Vamos navegar em novas águas

Uma boa notícia para quem acompanha este blog, nascido em 8 de março: estamos em nova e grandiosa embarcação para navegar os mares da internet – o portal R7.

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O M1to deixa os campos, mas fica na história

Rogério Ceni se despede dos campos:  mais do que mito, o M1to

Rogério Ceni se despede dos campos: mais do que mito, o M1to

O futebol do São Paulo é povoado por figuras mitológicas como os treinadores Béla Guttmann, Rubens Minelli e, acima de todos, Telê Santana, comandante da conquista do bi mundial em 1992 e 1993, e os supercraques Arthur Friedenreich, Leônidas da Silva e Tomás Soares da Silva, Zizinho, o Mestre Ziza, a quem o Rei Pelé presta frequentes homenagens de primeiro súdito.

Pois há um único são-paulino em toda a história que a torcida trata como mito: Rogério Mücke Ceni, o Rogério Ceni que era apenas Rogério quando vestiu pela primeira vez a camisa 1 do time titular em  25 de junho de 1993 e encerra hoje uma carreira de 1.237 jogos, 18 títulos e 131 gols pelo seu time de coração, o único que defendeu em mais de duas décadas no futebol profissional.

Que mais se pode dizer deste goleiro-artilheiro do aquilo que tem sido lembrado por toda a mídia nos últimos dias? Reveja neste balanço do R7 alguns de seus momentos inesquecíveis com a camisa tricolor.

Mais do que mito, Rogério Ceni é para os são-paulinos o M1to.

A despedida dos campos será no Morumbi num amigável confronto entre os são-paulinos bicampeões mundiais em 1992/1993 e os são-paulinos campeões mundiais em 2005. Rogério, é claro, está nas duas turmas. Vai jogar no time de 2005 e promete ir para a linha nos últimos minutos do amistoso que começará às 21 horas.

A festa começa uma hora antes, com show do Ira!

O M1to merece.

Muito chororô na despedida de Luís Fabiano

Luís Fabiano por Rubens Chiri @0412@

         São Paulo 3 x 2 Figueirense: adeus, Fabuloso – Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

O CT da Barra Funda transformou-se num vale de lágrimas tricolores no final da manhã desta sexta-feira.

Foi a despedida de Luis Fabiano, pego de surpresa pela presença de amigos, torcedores, companheiros e dirigentes que foram lhe prestar uma última e comovente homenagem.

Com a voz embargada, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva até trocou as bolas:

– Estou profundamente emocionado. Entre as bênçãos que Deus me deu, agradeço ser o presidente no momento em que Luis Fabiano se despede dos campos, mas nunca do São Paulo.

Na verdade, Luis Fabiano não está deixando os campos. Embora haja outros interessados, parece que vai para o Tianjin Songjian, time Segunda Divisão do futebol chinês que, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, tem a ambição de ascender à Primeira na próxima temporada.

E gostaria de ter ficado no São Paulo, como deixou entendido na entrevista coletiva ao responder por que está saindo:

– Não sei, sinceramente. Não houve nenhuma conversa. O tempo foi passando, diante de muitos problemas as coisas de renovação foram ficando para trás. O tempo passou, estou aqui me despedindo, não sei por que, mas isso é normal. É coisa que foi passando e aconteceu.

E ainda acrescentou:

– Estou morrendo um pouquinho. Vai ser complicado, mas a vida continua.

Ele quer voltar, porém, e talvez por isso tenha chorado em alguns momentos da homenagem prestada pelos são-paulinos, como o capitão Rogério Ceni, que lhe disse:

– Foi uma honra trabalhar contigo desde a primeira vez.  Muito obrigado por tudo. Você foi um dos três maiores centroavantes que eu vi vestir a camisa do São Paulo.

Sem perguntar quem foram os outros dois, Luis Fabiano prometeu a todos:

– A gente vai se ver em breve. Espero nunca me desligar do São Paulo.

Com 212 gols marcados em 352 jogos, tratado carinhosamente pela torcida como Fabuloso, Luís Fabiano é o terceiro maior artilheiro do São Paulo em todos os tempos, superado apenas por Serginho e Gino Orlando, mas curiosamente conquistou apenas dois títulos com a camisa tricolor, nenhum de grande expressão: o Torneio Rio-São Paulo de 2001 e a Copa Sul-Americana de 2012.

Agora com quase 35 anos, que completará em 2 de fevereiro, Luís Fabiano desembarcou pela primeira vez no Morumbi em 2001, emprestado pelo Rennes, voltou para a França em 2002 e, após seis meses lá, foi definitivamente contratado pelo São Paulo. Saiu em 2004, transferido para o Porto, deixando saudades na torcida. Em 160 jogos, tinha marcado 118 gols.

Voltou para o São Paulo em 2011, depois de uma temporada no Porto e seis no Sevilla, para viver um relação de altos e baixos com a torcida que, nos últimos dias, esqueceu todas as tristezas e tem lhe dado sucessivas mostras de carinhoso reconhecimento. Nos 192 jogos desta sua segunda vida tricolor, fez mais 94 gols.

O último abriu o caminho para os dramáticos 3 a 2 sobre o Figueirense no domingo passado e ajudou a escancarar as portas da Libertadores, bastando ao São Paulo empatar com o Goiás na última rodada do Brasileirão para disputar o título continental em 2016.

Saiu do Morumbi aclamado pela torcida tricolor. Com uma lesão no joelho direito, não estará em campo no Serra Dourada.

Garante, porém, que irá a Goiás com os companheiros. É em Goiânia que o velho ídolo começará a vida de torcedor.

Caicedo faz história nas Eliminatórias

Caicedo: artilheiro das Eliminatórias, um gol por jogo

Caicedo:  um gol em cada jogo

Artilheiro das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2018, com quatro gols em quatro rodadas, um em cada jogo, o equatoriano Felipe Caicedo igualou, nos 3 a 1 de ontem sobre a Venezuela, um feito histórico do chileno Jorge Aravena.

Foi seu quinto gol consecutivo em jogos das Eliminatórias. Justamente contra o Chile, pela última rodada das Eliminatórias de 2014, Caicedo havia marcado o gol equatoriano na derrota por 2 a 1.

O goleador, que faz bem menos gols quando veste a camisa do Espanyol, é um dos principais responsáveis pela ótima campanha do Equador nestas Eliminatórias – com aproveitamento de 100%, iniciado na surpreendente vitória sobre a Argentina em Buenos Aires logo na rodada de abertura.

Como se nada estivesse acontecendo em Paris

A comissão técnica do futebol feminino do Paris Saint-Germain marcou um treino para a manhã deste sábado.

As 13 estrangeiras do elenco, incluindo as brasileiras Cristiane e Érika, se recusaram a participar.

O Paris Saint-Germain, como sabe, tem dono: o catariano Nasser Al-Ghanim Khelaïfi.

Infelizmente, ‘L’Équipe’ errou

L'Équipe

A edição impressa de L’Équipe , um dos principais jornais esportivos do mundo, dedica toda a capa deste sábado ao registro dos ataques terroristas que, na sexta-feira, 13 de novembro, causaram a morte de pelo menos 120 pessoas em Paris.

Infelizmente, a realidade é ainda mais trágica do que os números registrados pelo jornal francês na chamada de capa – e atualizados em sua edição digital  ao longo da madrugada:

O HORROR – Ataques terroristas ocorreram ontem nos arredores do Stade de France, em Saint-Denis, e em Paris. À meia-noite e meia, o balanço era de pelo menos 40 mortos.

Ele não quer, mas pode deixar hoje o futebol

Marcos Senna: a hora do adeus - - Foto: www.nycosmos.com

Marcos Senna: a hora do adeus – Foto: http://www.nycosmos.com

Campeão brasileiro de 1999 e mundial de 2000 pelo Corinthians, vice-campeão da Libertadores de 2002 pelo São Caetano, destaque do Villarreal por mais de uma década, campeão da Eurocopa de 2008 pela seleção da Espanha, o volante Marcos Senna não quer, mas pode se despedir do futebol neste sábado.

Aos 39 anos, o paulistano Marcos Hënsmut Senna da Silva, há muito naturalizado cidadão espanhol, defenderá hoje, contra o Fort Lauderdale Strikers, a chance de o New York disputar no sábado que vem o título da NASL, equivalente à Segunda Divisão do futebol dos Estados Unidos.

Se perder este jogo em Nova York, a despedida dos campos terá sido hoje mesmo.

Se vencer, o adeus ficará para o próximo sábado no jogo contra o vencedor de Ottawa Fury x Minnesota United, valendo-lhe o último caneco de campeão.

Marcos Senna já decidiu que, penduradas as chuteiras, voltará a morar na Espanha.

O Brasil lhe é tão distante que o seu site oficial tem versões em espanhol  e inglês, mas não em português.

Curiosamente, seu grande amigo Raúl González, um dos maiores ídolos da história do Real Madrid e que foi por ele convencido a jogar os últimos dois anos pelo Cosmos, também estará deixando definitivamente os campos no último jogo da temporada norte-americana.

E vai continuar morando nos Estados Unidos.

Atualização

De virada, com direito a um gol de Raúl, o New York Cosmos venceu o Fort Lauderdale Strikers por 2 a 1 e vai decidir o título da NASL no sábado.

Ottawa Fury e Minnesota United decidem amanhã a outra vaga na final.

Marcos Senna e Raúl podem ganhar mais um caneco na festa de despedida.