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Maria Antonieta está indignada com Cinira e Aidar

Maria Antonieta, nossa diligente copeira, está uma fera desde que leu no Painel FC, coluna de Marcel Rizzo que hoje circulou apenas na versão digital  da Folha, uma informação sobre Cinira Maturana, namorada de Carlos Miguel Aidar:

Foi relatado que ela atuou diretamente na demissão de uma pessoa do departamento jurídico, outra da área de marketing e até de uma copeira.

– Não gostei deste “até de uma copeira”, mas o pior é a madame ter mandado embora minha colega. Se este casal aparecer aqui na redação, não sirvo nem cafezinho. Brioche, então, nem pensar!

Já disse mil vezes à nossa Mari Antonieta que o casal não tem o que fazer por aqui. A única vez que vi Carlos Miguel numa redação foi em 1994, no Estadão, para explicar uma notícia que a coleguinha Kássia Caldeira havia publicado em 9 de março sobre um  bom dinheiro movimentado pelo Esquema PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor:

Ontem, em Brasília, a CPI anunciou que vai pedir ao Ministério Público que investigue a ligação do ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, com o grupo IBF, que patrocinava o futebol do clube. O IBF depositou Cr$ 3.204.60,72 para Aidar e Cr$ 36.412.205,00 para o São Paulo dia 6 de fevereiro de 1992. Em 9 de março, Aidar recebeu Cr$ 4.011.906 43 e o clube recebeu Cr$ 44.774,195,00. Os depósitos foram feitos no Banco Excel, na agência da Rua Augusta.

Eu era o editor de Esportes do Estadão e, no dia seguinte à publicação da notícia, recebi Carlos Miguel Aidar para ouvir suas explicações, que estão na edição do dia 11: suas duas filhas, praticantes de jet ski, eram oficialmente patrocinadas pela IBF (Indústria Brasileira de Formulários, que então tinha exclusividade para imprimir os ingressos de jogos do São Paulo) e a família não tinha conhecimento dos caminhos percorridos pelo dinheiro até entrar na conta do pai.

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São Paulo perde o que não tinha: presidente cai fora

Aidar promete renunciar na terça-feira

Aidar promete renunciar na terça-feira

Agora é quase oficial:

– Se o conselho estiver aberto, protocolo a renúncia na terça à noite – informou, na manhã deste domingo, o cartola Carlos Miguel Aidar ao repórter Guilherme Palenzuela, do UOL.

Parece que ele cansou de apanhar. Ou seja: o São Paulo não tem mais presidente.

Tinha?

“… quando você me ofereceu repartir a comissão”

Trecho de e-mail enviado há dois dias por Ataíde Gil Guerreiro, ex-vice de futebol, a Carlos Miguel Aidar, ainda presidente do São Paulo:

… quando você me ofereceu repartir a comissão na contratação do Gustavo da Portuguesa, primeiro a sós e depois na frente da Cinira, vi que vocês dois estavam realmente lesando os interesses do clube. 

Chocante?

Tem muito mais. Leia todo o e-mail, publicado há pouco, com exclusividade,  por Cosme Rímoli em seu blog  no portal R7.com.

Cinira Maturana da Silva, citada no e-mail de Ataíde Gil Guerreiro, é namorada de Carlos Miguel Aidar e negociava contratos de patrocínio do São Paulo.

Os técnicos passam, o presidente fica

Em 6 de abril, dia seguinte à derrota por 2 a 0 para o Botafogo em Ribeirão Preto,  na penúltima rodada da primeira fase do Paulistão, Muricy Ramalho pediu demissão do comando técnico do São Paulo e foi tratar da saúde. Tinha contrato até o final do ano.

Hoje, 6 de outubro, véspera da reapresentação do time para uma semana de treinamento antes de voltar à briga por uma vaga no G-4 do Brasileirão e outra na final da Copa do Brasil, Juan Carlos Osorio pediu demissão do comando técnico do São Paulo e vai dar novo trato à atividade profissional como treinador da seleção mexicana. Tinha contrato até o final de 2016.

Não é fácil trabalhar com Carlos Miguel Aidar, cada vez mais mais ligado nas lutas marciais.

O presidente acredita no técnico, mas o técnico…

Os sinais cada vez mais claros de que o técnico Juan Carlos Osorio prepara as malas para deixar o Morumbi e tocar vida nova no México são rebatidos pelo presidente Carlos Miguel Aidar com um argumento simples:

– Ele tem contrato conosco até 2016, é um homem de palavra e eu acredito na palavra dele.

Pelo que se tem ouvido em suas entrevistas recentes, parece que Osorio é que não acredita na palavra do presidente são-paulino.