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Hoje é dia de jogo, bebê!

Concentração do Brasil @1711@@@

Em 12 jogos que já fez desde 1969 na velha e na atual Fonte Nova, a Seleção Brasileira jamais foi derrotada. Que bom!

Contados amistosos e jogos oficiais da Copa América e da Copa das Confederações, foram sete vitórias e cinco empates. Não tão bom assim, né?

Dos empates, um foi com o Peru, por 0 a 0, na Copa América de 1989. Dunga estava em campo, como volante. Que mau!

Dunga e Taffarel, nosso goleiro no 0 a 0, bem poderiam relembrar aos seus jogadores a tristeza que foi aquele 3 de julho em que pouco mais de 13 mil torcedores foram à velha Fonte Nova e passaram boa parte da noite vaiando a Seleção.

Podem relembrar também que, em rodadas seguintes, o Brasil se recuperou e acabou sendo o campeão daquela Copa América, com direito a festa diante de mais de 100 mil torcedores no Maracanã.

Afinal, a Seleção atual também precisa se recuperar do início capenga nas Eliminatórias e se instalar logo entre os primeiros aspirantes às quatro vagas que a América do Sul tem direito assegurado na Copa do Mundo de 2018.

O Brasil está em quarto lugar, com quatro pontos, à frente do Paraguai e da Colômbia apenas no número de gols, e pode até sair desta quarta rodada como vice-líder, mas também corre o risco, embora remoto, de despencar para o nono lugar.

É cedo demais para festa, festinha e demais formas de badalação, como a animada visita dos onipresentes e deslumbrados Ivete Sangalo, Léo Santana e David Brazil à concentração do Brasil na noite desta segunda-feira.

É de concentração que a Seleção anda precisando. Afinal, está em Salvador para trabalhar. E hoje é dia de trabalho duro para que a torcida faça festa na Fonte Nova.

Neymar, Lucas Lima, Hulk e companhia precisam ouvir de Dunga como foi a noite de 3 de julho de 1989 na Fonte Nova.

(As fotos foram reproduzidas das contas de Ivete Sangalo e David Brazil no Instagram)

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Imagem do dia: Daniel Alves em família

Daniel Alves em família @1611@

Baiano de Juazeiro, o lateral Daniel Alves da Silva tem sido acompanhado nos treinos da Seleção Brasileira em Salvador por três torcedores muito queridos: Maria Lúcia, sua mãe, Domingos, seu pai, e Lucivânia, sua irmã, que amanhã estarão na Fonte Nova torcendo por ele no jogo contra o Peru. Especialmente emocionado com a presença do pai, que o levou a se interessar pelo futebol e acompanhar a Seleção desde criancinha, Daniel fez até uma promessa um tanto exagerada para um jogador que completou 32 anos no dia 6 de maio:

– Eu pretendo que ele ainda me veja jogar por muitos e muitos anos mais.

Foto: RAFAEL RIBEIRO/CBF

Ricardo Oliveira não é o problema

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ficou mais ou menos claro no 1 a 1 com a Argentina que Ricardo Oliveira não é a solução dos problemas ofensivos da Seleção Brasileira. Também não é o problema.

O problema não era o Fred?

Pois, depois das pífias atuações na Copa do Mundo de 2014, ele tem sido sempre solução no ataque do Fluminense. O problema da Seleção só mudou de nome.

Será a Seleção o grande problema?

Em parte, sim.

O Brasil se acostumou mal – melhor dizendo, se acostumou bem – com uma linhagem incomparável de grandes centroavantes que se encerrou com o fenômeno Ronaldo, teve antes Romário e Careca e poderia ter começado, se tão frágeis não fossem suas condições físicas, com o atleticano Reinaldo.

Sem um craque indiscutível para vestir a camisa 9, é melhor procurar novos e variados caminhos – como Dunga procurou no Monumental de Núñez ao se convencer de que, com um especialista fincado na área, o Brasil não escaparia da derrota nitidamente desenhada do primeiro até o 58º minuto do jogo com a Argentina.

Procurou e achou.

Ao trocar o estilo pouco participativo de um grande finalizador, como é o santista Ricardo Oliveira e continua sendo o tricolor Fred, pela movimentação de um meia/atacante, como é o alemão Douglas Costa e pode ser o francês Lucas ou até o russo Hulk, Dunga dá à Seleção a chance de jogar bola e não apenas disparar chutões da defesa em busca de alguém que lá na frente resolva a parada.

No futebol dos nossos dias, o jogo é jogado em todo o campo. Especialista, só o goleiro, que, mesmo assim, tem de saber sair jogando e deve reinar soberano em sua grande área, virtude que o jovem Alisson ainda não mostrou, mas essa é outra conversa. Estamos aqui falando do centroavante – talvez, mais apropriadamente, do fim do centroavante.

O centroavante é uma espécie em extinção, prenunciavam a Hungria de Hidegkuti em 1954, o Brasil de Tostão em 1970 e as várias Holandas que antecederam o fenômeno Van Basten. Em vários jogos da Copa de 2014, a campeã Alemanha  e a Holanda, terceira colocada, confirmaram: mais vale a versatilidade do que a especialização no arremate a gol.

O futebol é criação. A finalização não pode ser uma especialidade. É um fundamento técnico que se deve cobrar de todos que se aproximam do gol adversário. Foi bom que Lucas Lima, um tanto avesso à finalização, tenha feito o gol do empate com a Argentina. A Seleção precisa multiplicar os seus goleadores.

E tem de se preparar para tal realidade, escalando como parceiro de Neymar um atacante que também se movimente muito, participe do jogo em todo o campo e lhe faça companhia nas cercanias da área.

É mais ou menos o que Gabigol tem feito no Santos e no time olímpico que se prepara para a Rio 2016. Talvez, mais tarde, possa ser uma opção para Dunga fazer este time do Brasil jogar.

Não podemos, porém, esperar o futuro chegar. Amanhã, tem Peru.

Lucas Lima enquadra emoção do primeiro gol

Emocionado com o primeiro gol marcado pela Seleção, Lucas Lima passou o sábado recolhendo o autógrafo de todos os companheiros do 1 a 1 com a Argentina na camisa que usou no Monumental de Núñez:

– Vou fazer um quadro para pendurar lá em casa. Sempre sonhei com esse momento. Vai ficar eternizado.

Sem querer, querendo

Não é o Quico, Maria Antonieta; é o David Luiz bufando contra os argentinos – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Não é o Quico, Maria Antonieta; é o David Luiz bufando contra os argentinos                         Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Nossa copeira Maria Antonieta, que nutre pelo seriado Chaves carinho quase igual ao que devota ao Vasco desde que Roberto Dinamite fazia gols em campo e não bobagens do lado de fora, entrou alvoraçada na redação, exibindo seu tablet com a imagem acima:

– Gente, o Dunga chamou o Quico para a Seleção!!!!

Jemerson, boa novidade na Seleção

Jemerson: na vaga de David Luiz - Foto: www.atletico.com.br

Jemerson: chamado por Dunga – Foto: http://www.atletico.com.br

O baiano Jemerson, um dos destaques do Atlético Mineiro no Brasileirão, é o escolhido de Dunga para substituir David Luiz na lista dos 23 jogadores convocados para o jogo contra o Peru na terça-feira, 17, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

Titular absoluto desde que substituiu o argentino Otamendi na zaga atleticana em 2014, formado nas divisões de base do Atlético, Jemerson de Jesus Nascimento fez 23 anos em 24 de agosto e é sempre muito elogiado pelo técnico Levir Culpi, que já chegou a dizer:

– Não imaginava que, depois do Otamendi, surgisse um zagueiro do mesmo nível tão rapidamente. Ele segue os passos do Otamendi e tomara que se mantenha assim porque vai ser um jogador importante para o Atlético e certamente será convocado para a Seleção Brasileira.

Zagueiro veloz, que se entende bem com a bola e sabe sair jogando, Jemerson vai cumprindo a profecia do técnico.