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Imagem do dia: Daniel Alves em família

Daniel Alves em família @1611@

Baiano de Juazeiro, o lateral Daniel Alves da Silva tem sido acompanhado nos treinos da Seleção Brasileira em Salvador por três torcedores muito queridos: Maria Lúcia, sua mãe, Domingos, seu pai, e Lucivânia, sua irmã, que amanhã estarão na Fonte Nova torcendo por ele no jogo contra o Peru. Especialmente emocionado com a presença do pai, que o levou a se interessar pelo futebol e acompanhar a Seleção desde criancinha, Daniel fez até uma promessa um tanto exagerada para um jogador que completou 32 anos no dia 6 de maio:

– Eu pretendo que ele ainda me veja jogar por muitos e muitos anos mais.

Foto: RAFAEL RIBEIRO/CBF

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Seleção escapa de desastre na Argentina

Willian, Lucas Lima e Neymar: Brasil melhora no segundo tempo - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Willian, Lucas Lima e Neymar: Brasil reage no fim – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Rola a bola no Monumental de Núñez. O Brasil começa no sistema 10-Neymar. E tome bola esticada da linha de defesa para o ataque e sempre retomada pela Argentina, que explora a avenida Filipe Luís e vai criando pela direita de seu ataque sucessivas chances de finalização contra Alisson.

Até os 15 minutos,  é como se o Brasil não tivesse meio de campo.

Como tem sido comum nos últimos jogos da Seleção, com exceção do bom primeiro tempo contra o Chile na abertura destas Eliminatórias, há um enorme vazio entre a linha do meio do campo e a entrada da área que a Argentina explora muito bem em suas manobras ofensivas.

Já são 25 minutos de jogo. Como é mesmo o nome do goleiro argentino?

E quem é aquele moço espigado, não tão moço assim, que veste a camisa 9 do Brasil e ainda não teve nenhum contato com a bola?

Passam-se mais dez minutos e, de tanto evoluir livremente pelo lado esquerdo da defesa brasileira, a Argentina faz 1 a 0: Higuaín, como se fosse ponta, cruza para Lavezzi, como se fosse centroavante, tocar para as redes. Alguém viu Filipe Luís por aí? Procurando-o, David Luiz nem viu Lavezzi.

Daqui a pouco, acaba o primeiro tempo e a gente vai continuar sem saber quem é o moço da camisa 9 amarela e como é o nome do goleiro argentino.

Acabou. E quase a Argentina faz 2 a 0 logo aos 2 minutos do segundo. Daniel Alves impediu o primeiro arremate de Banega, o poste direito de Allisson salvou o segundo. É como já disse um certo Francisco: o papa é argentino, mas Deus é brasileiro.

É preciso, porém, que Neymar ajude. Ninguém ganha jogo sozinho, nem a Divina Providência.

Aos 8, o capitão finalmente aparece no jogo e arrisca de fora da área um chute que assusta Romero. Pelo menos, a gente já sabe o nome do goleiro argentino.

Aos 11, Dunga tira o moço da camisa 9 e bota em campo Douglas Costa, com a 7.

Os céus reconhecem o esforço brasileiro para mudar as coisas. Um minuto depois, Neymar estica a bola para Daniel Alves na direita. O lateral cruza com veneno e Douglas Costa cabeceia no travessão. A bola sobra para Lucas Lima, que, de canhota, emenda para o gol: 1 X 1.

– Eu chutei para o chão procurando dificultar o goleiro – explicaria, mais tarde, o craque santista.

Agora, sim. Aos poucos, o jogo fica mais equilibrado.

Com um cartão amarelo, Lucas Lima é substituído por Renato Augusto aos 18 minutos. O meio de campo do Brasil, mais consistente, passa a tocar a bola, a Argentina se encolhe um pouco, Willian finalmente aparece nas jogadas de ataque.

Depois do primeiro tempo desastroso, o 1 a 1 acabou sendo um bom negócio para a Seleção, mais uma vez prejudicada, nos últimos minutos, por repetidas mancadas de David Luiz, que recebeu o cartão vermelho após duas faltas violentas e estará fora do jogo contra o Peru na terça-feira em Salvador. Talvez não seja má notícia.

Daniel Alves pode se igualar a Maldini

Daniel Alves: em busca do tetra

Daniel:  tetra?

Campeão pelo Sevilha em 2006 e pelo Barcelona em 2009 e 2011, Daniel Alves vai tentar na terça-feira da próxima semana, dia 11, o quarto título da SuperTaça Europeia.

Em Tbilissi, na Geórgia, disputarão o título os vencedores da Liga dos Campeões e da Liga da Europa, ou seja, o Barça de Daniel e o Sevilha que já foi de Daniel.

Ficando com o caneco, o lateral brasileiro igualará o recorde do italiano Paolo Maldini, quatro vezes campeão da SuperTaça Europeia, sempre pelo Milan.

Não deixe de ver Daniel Alves, linguarudo e verdadeiro

Daniel Alves, na ESPN: "Não conto mentira"

Daniel Alves, na ESPN: “Não conto mentira”

Daniel Alves deu ao programa Bola da Vez, da ESPN, o mais franco, profundo, lúcido e bem humorado depoimento de um jogador brasileiro nos últimos tempos. Talvez surpreendidos pela sinceridade e clareza do entrevistado, os entrevistadores  Dan Stulbach,  André Kfouri e Mendel Bydlowski tiveram a sabedoria de pouco interrompê-lo para muito ouvi-lo.

No programa exibido ontem, o lateral do Barça falou com enorme desenvoltura sobre o futebol brasileiro, a Seleção e o Barcelona, fez algumas revelações preciosas e assim resumiu sua surpreendente participação:

– Eu pago por ser linguarudo, mas não conto mentira.

A entrevista é imperdível e ainda pode (melhor, deve) ser vista nos seguintes horários:

♦ quarta-feira, dia 8, às 19h30, na ESPN+

♦ quinta-feira, dia 9, às 19h45, na ESPN Brasil

♦ sábado, dia 11, às 18h45, na ESPN Brasil

♦ domingo, dia 12, às 10h20, na ESPN Brasil

Imagem do dia: conjunto afinado

Seleção colagem 2Seleção colagem 1

Além da bola, o que é mesmo que une (ou separa) esta rapaziada convocada pelo regente Dunga para tocar em conjunto a banda brasileira na Copa América?

Willian, Elias, Daniel Alves, Robinho, Thiago Silva e Philippe Coutinho não são os únicos que raramente se separam dos fones de ouvido nas andanças da Seleção.

Fotos: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil tem Neymar

Neymar 164 xNeymar criou chances, acertou o travessão, marcou  um gol e fez a assistência para outro

Ele tem crédito acumulado em amistosos e em variadas edições do quase amistoso Superclássico das Américas, mas fez bobagem com o pé esquerdo ao estrear numa competição com a camisa 1 da Seleção.

O goleiraço Jefferson falhou clamorosamente logo aos 2 minutos de Brasil x Peru ao presentear  Cueva com a bola que, mal agradecido, o meia devolveu para o gol.

Não é fácil levar um gol logo de cara no primeiro jogo de uma Copa América, mas o Brasil tem Neymar.

Nem deu tempo para sofrer com o susto inicial. Dois minutos depois, como se estivessem no Barça, Daniel Alves cruzou com absoluta precisão uma bola no meio da área para Neymar, de cabeça, decretar o 1 a 1.

O Brasil passou a comandar o jogo, fez um primeiro tempo vibrante, mas voltou meio acomodado no segundo como se fosse senhor do tempo e pudesse resolver a parada quando e como quisesse.

Aos 22, Dunga tirou Tardelli, inofensivo, para a entrada de Douglas Costa. Aos 29, trocou Fred por Firmino.

A Seleção se reanimou um pouco, mas só conseguiu os 2 a 1 aos 46 minutos, com Douglas Costa mandando para as redes de Gallese mais uma boa bola rolada por Neymar.

Para sorte de Jefferson, o Brasil tem Neymar.

Neymar costurou, arrematou, criou inúmeras chances de gol para os companheiros, acertou o travessão num chute de fora da área, fez um gol e uma assistência. O 2 a 1 foi Neymar.

E, por isso, o Brasil já lidera o Grupo C da Copa América.

O Brasil deve se mirar no exemplo de Dunga

Dunga: tricampeão da Copa América

Dunga: tricampeão da Copa América

Depois de vencer os dez amistosos disputados desde que ele reassumiu o comando técnico da equipe, Dunga começa hoje uma nova e decisiva fase do trabalho que se destina à recuperação do prestígio do futebol brasileiro na Copa do Mundo de 2014.

Vencer a Copa América no Chile não é imprescindível, mas lhe seria de grande valia para continuar trabalhando com tranquilidade a Seleção que ele vem renovando aos poucos. Fazer uma boa campanha, no entanto, é quase uma obrigação.

Para o começo dos trabalhos, o  adversário de hoje em Temuco, às 18h30 daqui, é bastante amigável, embora Guerrero e companhia menos ilustre venham prometendo atazanar a vida dos brasileiros.

O Peru é um velho e frequente freguês da Seleção. Em 39 jogos entre as duas seleções, o Brasil venceu 27, empatou nove e perdeu apenas três, marcou 83 gols e sofreu 27.

Na última vez que enfrentou a seleção peruana como jogador, pela Copa América de 1997, o capitão Dunga saiu de campo com uma vitória por 7 a 0.

É claro que ninguém espera hoje um placar tão elástico, mas a expectativa de toda a torcida brasileira é de um bom começo, com a Seleção mostrando em campo muito mais do que mostrou nos amistosos contra o México e Honduras.

Começar bem é fundamental para que este time que tem um único campeão da Copa América – o recém-chegado Daniel Alves, autor de um dos gols nos 3 a 0 sobre a Argentina na final de 2007 – possa fazer uma boa campanha no Chile.

Se faltam campeões em campo, basta aos jogadores olhar para o banco e lá verão um tri da Copa América – o próprio Dunga, campeão como jogador em 1989 e em 1997 e como técnico em 2007.