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Empate com Colômbia deixa o Chile atrás do Equador

Vidal fez 1 a 0, mas Chile deixou James Rodríguez empatar

Vidal fez 1 a 0, mas Chile deixou James Rodríguez empatar

Ninguém pega mais o Equador na terceira rodada das Eliminatórias Sul-Americanas que se completará com os jogos Argentina x Brasil, às 22 horas desta sexta-feira e, já na madrugada brasileiro do sábado, Peru x Paraguai.

Em Santiago, o Chile fez 1 a 0 no finalzinho do primeiro tempo, com uma forte cabeçada de Vidal, mas cedeu o empate à Colômbia na metade do segundo, num belo giro dentro da área do seu craque James Rodríguez.

Perdida a chance de manter os 100% de aproveitamento, o campeão da Copa América caiu para o segundo lugar, com sete pontos, um a mais do que o Uruguai, dois a menos do que o Equador.

Na terça-feira, dia 17, eles se enfrentam em Montevidéu. Os colombianos, que vão dormir hoje no quinto lugar, receberão a Argentina em Barranquilla.

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Brasil esquece no segundo tempo o que fez no primeiro

Dunga: "o jogo foi muito parelho”

Dunga, após Chile 2 x 0 Brasil: “o jogo foi muito parelho”

É difícil entender por que o Brasil desistiu de fazer no segundo tempo a marcação mais à frente que lhe dera maior posse de bola e obrigara tantas vezes o Chile a se encolher em seu campo para procurar o ataque quase sempre em bolas esticadas para a direita nos espaços  abertos pelos avanços do lateral Marcelo.

Foi até surpreendente ver o Brasil de Dunga bem agrupado, sem espaços vazios entre as linhas de defesa e ataque, insistindo  em tocar a bola de pé em pé, só muito raramente apelando para os chutões dos zagueiros.

É verdade que por muito pouco o Chile não fez 1 a 0 num chute venenoso de Alexis Sánchez que desviou no poste direito de Jeferson, mas o Brasil atacou bastante, sempre liderado tecnicamente por Willian, e maior sucesso poderia ter alcançado se Oscar, fazendo o papel que é de Neymar, não estivesse tão acanhado em campo.

No segundo tempo, curiosamente, Oscar se soltou mais, mas o Brasil resolveu se prender na defesa e apostar nos contra-ataques. Jorge Sampaoli, ainda no primeiro tempo, tinha substituído por Mark González e o Chile passou a atacar também pelo setor de Daniel Alves.

Como tantas vezes vimos nos amistosos depois da Copa do Mundo e nos jogos da Copa América, a Seleção foi se dividindo em setores estanques e cedendo espaços entre suas linhas para a livre e insinuante movimentação do bom time chileno.

A impressão, desde que a bola voltou a rolar no Estádio Nacional, era de que o gol chileno poderia sair a qualquer momento. E saiu aos 27 minutos com um toque de primeira do esperto Vargas em bola esticada na cobrança de uma falta lá do Pacífico.

Os 2 a 0, aos 44 minutos, com assinatura de Aléxis Sanchez após uma após uma tabelinha com Vidal entre brasileiros mais ou menos atarantados à frente da área foi mera consequência do que se viu durante todo o segundo tempo.

A Seleção desistiu de jogar, achando que o 0 a 0 seria bom negócio, o Chile resolveu se impor.

Vamos torcer para que os 45 minutos iniciais do Brasil em Santiago não tenham sido ilusão passageira.

O problema é que Dunga achou que “o jogo foi muito parelho”:

– O gol mudou tudo – disse, na entrevista coletiva.

Parece que não viu o segundo tempo. O jogo mudou e, por isso, o Chile chegou ao gol – aos gols, aliás.

Chilenos se preocupam com time que vai enfrentar o Brasil

Sampaoli: primeiras convocações para o jogo contra o Brasil

Sampaoli: primeiras convocações para o jogo contra o Brasil

O temeroso respeito com que a nossa mídia vem tratando a seleção chilena, campeã da Copa América e primeira adversária do Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, não é suficiente para tranquilizar os coleguinhas de lá.

Em seguida à convocação de 16 dos 23 jogadores escolhidos por Jorge Sampaoli para os jogos contra o Brasil, no dia 5 de outubro em Santiago, e o Peru, dia 13 em Lima, pipocaram na mídia chilena as primeiras preocupações, detalhadas na edição de hoje do jornal La Tercera:

♦ O goleiro Claudio Bravo, capitão da seleção, está voltando aos treinamentos no Barcelona depois da lesão muscular que sofreu no começo do mês.

♦ O lateral Mauricio Islas, contratado em agosto, participou até agora de apenas dois jogos do Olympique de Marselha.

♦ O meia/atacante Alexis Sánchez começou muito tarde a preparação para a temporada  e ainda não marcou nenhum golzinho pelo Arsenal em seis rodadas do Campeonato Inglês e uma da Liga dos Campeões da Europa.

♦ O volante Arturo Vidal, mais cara contratação do futebol alemão na temporada, vem sofrendo com as críticas frequentes de torcedores e antigos ídolos do Bayern.

♦O meia Jorge Valdivia foi parar no Al-Wahda, dos Emirados Árabes, e até agora jogou  90 minutos, um exagero para os padrões valdivianos.

Em meio a tantas preocupações, os chilenos lamentam também a ausência de Charles Aránguiz, o volante do Bayer Leverskusen  que ainda se recupera de uma cirurgia no tendão de Aquiles.

Em compensação, comemoram a boa fase do zagueiro Gary Medel, destaque da Internazionale, que lidera o Campeonato Italiano com 100% de aproveitamento e sofreu apenas um gol em cinco rodadas.

Pequenas alegrias à parte, lá e cá, a mídia vive de preocupações.

Metade do melhor futebol europeu é da América do Sul

A Uefa divulgou nesta quarta-feira a lista dos candidatos ao prêmio de melhor jogador do futebol europeu na temporada 2014-15. Artilheiro da Liga dos Campeões e um dos destaques do Barcelona, o brasileiro

Cinco sul-americanos concorrem ao prêmio de melhor jogador do futebol europeu da última temporada: os argentinos Messi e Tévez, o brasileiro Neymar, o uruguaio Luis Suárez e o chileno Vidal.

A metade europeia da lista divulgada hoje pela Uefa: os italianos Buffon e Pirlo, o português Cristiano Ronaldo, o francês Pogba e o belga Hazard.

Os candidatos ao prêmio foram escolhidos por jornalistas das 54 federações filiadas à da Uefa.

Ficou faltando um argentino na lista: Mascherano.

Em compensação, outro argentino deve levar o prêmio em 28 de agosto: Lionel Messi.

Que Messi, que nada! Chi Chi Chi le le le!!!

Aléxis Sánchez campeão 047x            Após bater pênalti decisivo, Aléxis Sánchez festeja o título da Copa América

Aléxis Sánchez foi o cara da decisão.

Jogou bem os 90 minutos, quase garantiu o título de campeão no finzinho do primeiro tempo da prorrogação após uma furada estrondosa de Mascherano no meio do campo que lhe abriu o caminho até o chute por cima do gol argentino, e matou o goleiro Romero no pênalti decisivo ao rolar a bola de mansinho no canto oposto a que ele se jogou.

O primeiro título da seleção chilena em mais de um século de tentativas deve-se ao futebol coletivo e corajoso posto em prática pelo argentino Jorge Sampaoli, mas principalmente ao talento e à disposição de jogadores como Aléxis Sánchez, Vidal, Bravo, Isla, Aránguiz, Medel, Valdivia e  Vargas.

Cafu, Jairzinho, Zetti e Mauro Galvão tinham razão: o Chile é merecidamente o campeão da Copa América e Messi, que tudo já conquistou nos campos com a camisa do Barcelona, continuará em jejum com a camisa da Argentina.

Nem adianta a gente fingir que não gostou.

Globo tira a Copa América do ar

É ou não é inacreditável que a Globo, detentora dos direitos, não mostre a final da Copa América entre Chile e Argentina protagonizada por estrelas mundiais como Claudio Bravo, Vidal, Aléxis Sánchez, Mascherano,  Pastore, Agüero, Di Maria e um certo Lionel Messi?

E isso porque a emissora gosta tanto de um mata-mata quando José Maria Marín gostava de uma medalhinha…

Uma das coisas que Galvão Bueno mais tem criticado ultimamente é a desatualização do futebol brasileiro.

Que tal dar uma forcinha, lá na Globo, para que os brasileiros possam se atualizar vendo o futebol que a emissora paga para esconder?

É o Chile de Sampaoli contra o Santo Guerrero

Sampaoli: "Não podemos perder a bola"

Sampaoli elogia ataque peruano: “Não podemos perder a bola”

Um Paolo Guerrero, mesmo ajudado por Pizarro, Farfán e Cueva, não bastará ao Peru para tirar hoje do Chile de Aránguiz, Vidal, Valdivia, Alexis Sánchez e Vargas, no Estádio Nacional de Santiago, o sonho de chegar à final da Copa América, provavelmente contra a Argentina, e vencê-la.

Chegar à final, a esta altura da Copa América, não será tão difícil assim para os chilenos, haverão de concordar até os peruanos mais sensatos. Conquistar o caneco, que o Chile jamais conquistou, é que é o xis do problema.

Pelo futebol mostrado até agora nesta edição da mais antiga competição entre seleções de futebol em todo o mundo, nenhuma equipe merece mais o título do que o Chile que Jorge Sampaoli vem cuidadosamente azeitando desde 2012.

O problema dos chilenos é que o time da Argentina lhes é tecnicamente superior e tem um tal de Lionel Messi.

O estilo ofensivo e corajoso, às vezes temerário, adotado a partir de 2007 por Marcelo Bielsa e retrabalhado nos últimos anos por seu pupilo Sampaoli, implica em riscos defensivos que os argentinos não costumam perdoar.

Basta, no entanto, de levar este papo como se peruanos, hoje, e paraguaios, amanhã, não estivessem também buscando nos campos chilenos o caneco ou, pelo menos, a participação na grande final marcada para o sábado, 4 de julho.

Uma olhada no vídeo  em que a Federação Peruana de Futebol propagandeia seu otimismo nos mostra que os chilenos enfrentarão às 20h30, em seu Estádio Nacional, 11 guerreiros dispostos a provar que favoritismo não decide jogo.

Sampaoli sabe o que vem pela frente:

– O Peru tem um quarteto ofensivo muito difícil de enfrentar, com Guerrero, Farfán, Cuevas e Pizarro, e dois volantes bastante aguerridos. Não podemos perder a bola e permitir que ela chegue aos atacantes deles.

Tradução: o Chile, como tem feito até agora, vai brigar pela bola o mais próximo possível da meta de Gallese; o Peru vai apostar nos contra-ataques, esperando que eles se encerrem nos pés do seu Santo Guerrero.