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Chile busca em casa a alegria dos campeões

Campanha na Copa América anima a torcida chilena

Campanha na Copa América faz a torcida chilena sonhar com título inédito

Os melhores momentos desta medíocre Copa América foram proporcionados pela Argentina de Messi no primeiro tempo do 2 a 2 com o Paraguai e  em boa parte do 1 a 0 sobre o Uruguai, mas a melhor seleção até agora é a do Chile, que  joga futebol e se arrisca durante os 90 minutos de cada jogo.

O jogo das 20h30 em Santiago, contra o aguerrido e defensivo Uruguai, vai mostrar se o Chile é mesmo candidato ao título que jamais conquistou em quase um século de Copa América. Até porque vale a sobrevivência na competição.

Quem perder, seja com a bola em jogo seja na disputa por pênaltis, cai fora. E quem vencer terá vida bem mais fácil do que os demais adversários nas semifinais. Pegará Bolívia ou Peru. Do outro lado, pode dar um Brasil x Argentina, por exemplo.

Voltemos às quartas. O Chile de Aránguiz, Vidal, Valdivia e Alexis Sánchez marcou dez gols nos três jogos da primeira fase, levou três. Nenhuma outra seleção fez mais de quatro. O Uruguai de Cavani, que pode até não jogar hoje, fez dois e levou outros dois.

É verdade que os chilenos pegaram tripla moleza: Equador, México e Bolívia. Depois do embalo ao som do reggae jamaicano, os uruguaios encararam duas paradas duras: Argentina e Paraguai.

Mais do que os números, o que diferencia os adversários desta noite no Estádio Nacional é o futebol que estão jogando nos últimos tempos.

O Uruguai de Óscar Tabárez se agrupa quase todo na defesa, esperando matar o jogo nas poucas oportunidades em que contra-ataca, receita que tem chances bem maiores de dar certo quando joga um certo Luis Suárez. Sem seu grande craque, o atual campeão da Copa América precisaria pelo menos de um Cavani menos discreto do que se tem visto no Chile, mas corre o risco de tê-lo em campo com a cabeça longe, ligada no drama vivido por seu pai desde o acidente provocou a morte de um motociclista no Uruguai.

O Chile de Jorge Sampaoli corre riscos permanentes na defesa, mas pressiona incessantemente o adversário no meio de campo e no ataque e procura o gol com a obsessão que não se vê em outras equipes nesta Copa América. O argentino Sampaoli explica:

– O grupo está convencido de que a forma de ganhar é jogando. Por isso, fica poderoso no ataque.

Ele sabe muito bem o que tem pela frente:

– A partida é uma final, uma oportunidade única contra um adversário que conhece muito bem esse tipo de jogo. Temos de pensar o melhor para o Chile. E o melhor é jogar.

Vamos ao jogo, então.

Chile vai pegar um visitante muito pouco gentil

O calendário concebido de modo muito simpático aos anfitriões não livrou o Chile de uma gigantesca pedreira nas quartas de final da Copa América.

Nas duas últimas edições da Copa América, o Uruguai mostrou que é um visitante pouco afeito aos bons modos com os anfitriões: sempre nas quartas, tirou da festa a Venezuela em 2007 e a Argentina em 2011.

Brasil ainda tem muito o que melhorar

Thiago e Firmino gols 216Brasil 2 x 1 Venezuela: um gol de Thiago Silva, outro de Firmino – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil ensaiou novos passos, chegou a prometer uma noite de muita alegria, fez 1 a 0 logo aos 8 minutos, com um golaço de Thiago Silva, mostrou Robinho com vontade de ficar no time, movimentou-se por todo o primeiro tempo, encurralou a Venezuela em seu quintal e abriu o sorriso de Neymar em sua posição de ilustre torcedor na tribuna do Monumental de Santiago.

O segundo tempo começou mais dividido, mas Firmino tratou de definir as coisas aos 6 minutos, fazendo 2 a 0 na conclusão de uma belíssima jogada de Willian. Apareceu, então, uma certa acomodação que incentivou os venezuelanos a procurar o jogo e acabou por lhes dar a chance de diminuir o placar aos 38 minutos, quando Dunga já tinha trocado Philippe Coutinho e Firmino por David Luiz e Tardelli.

É preocupante que o gol venezuelano tenha saído em mais uma falha do goleiro Jefferson nesta Copa América. Ele rebateu para a frente o chute de Arango numa cobrança de falta e Miku, de peixinho, devolveu a bola para as redes.

Pelo que se viu de bom, pode-se esperar mais deste Brasil sem Neymar das quartas de final em diante. É preciso, porém, que o time não se acomode jamais.

A bola mostrada até agora nos campos chilenos não permite tal luxo – nem mesmo contra os aguerridos paraguaios no próximo sábado, em Concepción, e muito menos contra argentinos ou colombianos nas semifinais.

Ficam assim as quartas de final

♦ Quarta-feira, 24, em Santiago: Chile x Uruguai

♦ Quinta-feira, 25, em Temuco: Bolívia x Peru

♦ Sexta-feira, 26, em Viña del Mar: Argentina x Colômbia

♦ Sábado, 27, em Concepción: Brasil x Paraguai