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Fique de olho na molecada

Sub20 Promessas 910@@@               Kenedy, Luan, Gabriel Jesus, Valdívia e Gabigol: na luta pelo ouro olímpico

A molecadinha do Brasil, basicamente o time sub-20, vai pegar gente grande pela frente, hoje à noite, na Arena Amazônia, em Manaus.

Gente grande, de futebol pequeno, porém: o adversário da garotada brasileira que se prepara para brigar pelo inédito ouro olímpico em 2016 será a seleção principal da República Dominicana, 119ª colocada na última edição do ranking da Fifa.

O amistoso das 21 horas será uma chance de ver em ação jogadores como Kenedy, que o Fluminense deixou ir para o Chelsea no meio do ano; Luan, destaque do Grêmio; e Gabriel Jesus, o mais novo de todos, com apenas 18 anos, em fase de ascensão no Palmeiras.

É provável que Rogério Micale, dublê de Dunga, escale os três como titulares, mas pelo menos mais dois jogadores podem sair do banco para fazer a alegria dos torcedores: o colorado Valdívia, meia de muita movimentação e criatividade que gosta de fazer gols, e o santista Gabigol, que está finalmente aprendendo também a se movimentar por todos os setores do ataque.

Podem sair deste quinteto, além do ouro na Rio-2016, mais um ou dois parceiros para Neymar nos campos da Rússia em 2018.

Vale a pena ficar de olho nesta molecada.

Atualização

Molecadinha do Brasil 6 x 0 República Dominicana, com gols de Gabriel Jesus, Maicon, Luan, Valdívia, Fred e Gabigol.

É difícil acreditar que, como registra o ranking da Fifa em outubro, existam 89 seleções piores do que a dominicana no mundo da bola.

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Valdívia não é Romário

Valdívia:

Valdívia: “Quando não faço o gol, eu acho que não jogo bem”

Um dos destaques na vitória por 2 a 1 sobre o Sport na noite deste sábado, como tem sido em quase todos os jogos do Internacional, Valdívia saiu do Beira-Rio discordando dos elogios recebidos com um argumento muito peculiar:

Quando não faço o gol, eu acho que não jogo bem.

O mato-grossense Wanderson Ferreira de Oliveira, que está completando 21 anos neste domingo, é um meia veloz e habilidoso, conhecido nos campos de futebol como Valdívia graças à semelhança física com o meia chileno, mas se parece mais com o brasileiro Romário ao desdenhar dos elogios à sua boa atuação na vitória que, pelo menos temporariamente, mantém o Inter com chances de ainda chegar ao G-4 no Brasileirão.

Matador preciso e refinado, com mais de mil gols contabilizados na carreira, o atacante Romário podia limitar suas andanças à grande área e cercanias para decidir jogos, fáceis ou difíceis, do seu time e da Seleção. Quando resolvia trabalhar em todo o campo de ataque, o que era raro, transformava-se em craque completo, incomparável.

Quando voltou à Seleção em 26 de fevereiro de 1997, encerrando um distanciamento de dois anos e meio após a conquista do tetra nos Estados Unidos, Romário de Souza Faria multiplicou-se por todo o extenso gramado do Serra Dourada, fez e desfez, mandou no jogo, levando o público de 49.546 pagantes ao delírio na vitória sobre a Polônia por 4 a 2, com dois gols de Giovanni e dois do fenômeno Ronaldo.

Por pura coincidência, nos encontramos depois do jogo no elevador do hotel em que estávamos hospedados. Ainda entusiasmado com a exibição do mais atrevido Baixinho de nosso futebol, comentei:

– Que partida, Romário! Você estraçalhou.

– Mas não fiz gol – lamentou-se o craque.

Alguns meses depois, numa longa conversa antes de um jogo do Torneio da França em Lion, voltei a comentar aquela noite em Goiânia e Romário logo me interrompeu:

– Benevides, põe uma coisa em sua cabeça: eu nunca entro em campo para jogar bem. Entro em campo para fazer gol.

O meia Valdívia, com cinco gols marcados neste Brasileirão, não pode se dar a esse luxo.

Chilenos se preocupam com time que vai enfrentar o Brasil

Sampaoli: primeiras convocações para o jogo contra o Brasil

Sampaoli: primeiras convocações para o jogo contra o Brasil

O temeroso respeito com que a nossa mídia vem tratando a seleção chilena, campeã da Copa América e primeira adversária do Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, não é suficiente para tranquilizar os coleguinhas de lá.

Em seguida à convocação de 16 dos 23 jogadores escolhidos por Jorge Sampaoli para os jogos contra o Brasil, no dia 5 de outubro em Santiago, e o Peru, dia 13 em Lima, pipocaram na mídia chilena as primeiras preocupações, detalhadas na edição de hoje do jornal La Tercera:

♦ O goleiro Claudio Bravo, capitão da seleção, está voltando aos treinamentos no Barcelona depois da lesão muscular que sofreu no começo do mês.

♦ O lateral Mauricio Islas, contratado em agosto, participou até agora de apenas dois jogos do Olympique de Marselha.

♦ O meia/atacante Alexis Sánchez começou muito tarde a preparação para a temporada  e ainda não marcou nenhum golzinho pelo Arsenal em seis rodadas do Campeonato Inglês e uma da Liga dos Campeões da Europa.

♦ O volante Arturo Vidal, mais cara contratação do futebol alemão na temporada, vem sofrendo com as críticas frequentes de torcedores e antigos ídolos do Bayern.

♦O meia Jorge Valdivia foi parar no Al-Wahda, dos Emirados Árabes, e até agora jogou  90 minutos, um exagero para os padrões valdivianos.

Em meio a tantas preocupações, os chilenos lamentam também a ausência de Charles Aránguiz, o volante do Bayer Leverskusen  que ainda se recupera de uma cirurgia no tendão de Aquiles.

Em compensação, comemoram a boa fase do zagueiro Gary Medel, destaque da Internazionale, que lidera o Campeonato Italiano com 100% de aproveitamento e sofreu apenas um gol em cinco rodadas.

Pequenas alegrias à parte, lá e cá, a mídia vive de preocupações.

Zebra cearense pasta no gramado do Morumbi

A primeira rodada das oitavas de final da Copa do Brasil fechou com uma vistosa zebra no Morumbi: São Paulo 1 x 2 Ceará.

Rafael Costa fez 1 a 0 logo aos 17 minutos. Bem que o time de Juan Carlos Osorio tentou reagir, foi para o ataque, dominou o jogo, martelou, martelou, mas o goleiro Luis Carlos fechou o gol e só foi vazado por Alexandre Pato aos 22 do segundo tempo, depois que Rafael Costa já tinha feito 2 a 0.

A surpreendente vitória permitirá ao time cearense, lanterninha absoluto da Série B do Brasileirão, classificar-se em casa para as quartas de final da Copa do Brasil mesmo perdendo por 1 a 0 o jogo da próxima quarta-feira.

Os jogos das 19 horas tiveram resultados mais previsíveis, embora o Fluminense tenha sofrido para vencer no Maracanã.

O calendário do futebol brasileiro não é muito propício aos velhinhos. E o Flu andou perto de se dar mal: perdeu os trintões Fred e Ronaldinho Gaúcho, machucados, e já estava quase conformado com o empate por 1 a 1 com o Paysandu, mas foi salvo pelo quase lateral Renato, que fez 2 a 1 aos 48 do segundo tempo.

O quase quarentão Magno Alves, que substituiu Fred, tinha feito o primeiro gol do Flu. Em Belém, na próxima quarta, o Flu joga por um empate, mas ao Paysandu basta uma vitória por 1 a 0 para ir em frente. E o retrospecto no Brasileirão mostra que o Flu dos velhinhos é uma visitante frágil: perdeu cinco dos nove jogos que fez fora de casa.

Com gols de Vitinho e Valdívia, no Beira-Rio, o Internacional derrotou o Ituano por 2 a 0 e ficou muito próximo das quartas de final da Copa do Brasil. Na semana que vem, em Itu, corre um único e pequeno risco: excesso de confiança.

Não é problema que possa afetar uma equipe comandada por Argel Fucks, acostumado a trabalhar permanentemente em alta tensão. Será sempre mais fácil se ver em campo um Inter excessivamente pilhado do que acomodado.

São Paulo faz bem em tentar Valdivia?

Não será fácil para o São Paulo contratar Valdivia, negociação informada em primeira mão por Neto na edição de ontem do seu programa Os Donos da Bola, na Band.

Se o Al Wahda, dos Emirados Árabes, concordar em abrir mão do pré-contrado firmado com o jogador, será um bom negócio para o São Paulo?

Os números do site Futdados  respondem:

Desde que voltou ao Palmeiras em 2010, o meia chileno ficou de fora de 57,14% dos jogos da equipe.

O Palmeiras jogou 343 vezes de lá para cá. Nos 147 jogos de que participou, Valdivia marcou 17 gols e fez a assistência para outros 23.

Em 2015, dos 41 jogos do Palmeiras, ele atuou em dez, não fez nenhum gol, deu o passe para dois.

A debandada de meias e volantes

O Campeonato Brasileiro está cada vez mais pobre no meio de campo. E, ao que parece, continuará empobrecendo. Volantes e meias estão indo embora, raramente para jogar lá fora num time de qualidade.

Tudo indica que o chileno Aránguiz vai mesmo trocar o Internacional pelo Bayer Leverkusen.

Valdivia já trocou o Palmeiras pelo Al Wahda, dos Emirados Árabes.

Está claro que o Porto não vai desistir facilmente de tirar Lucas Lima do Santos.

O Santos já não tem Robinho, que foi para o Guangzhou Evergrande, da China, e Elano vai para o Chennaiyin, da Índia.

O São Paulo perdeu Denílson para o Wahda, dos Emirados Árabes, e Souza para o Fenerbahce, da Turquia.

Renato Cajá deixou a Ponte e foi jogar com Denílson no meio de campo do Al Wahda.

Como é que a bola vai rolar no Brasileirão?