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Inter justifica em dilmês a demissão de Aguirre

Diego Aguirre não é mais técnico do Internacional.

O presidente Vitorio Piffero justificou a demissão do treinador, às vésperas do Gre-Nal, no mais castiço dilmês:

– Resolvemos fazer antes do clássico para criar uma atmosfera para o clássico que possa nos ajudar. O fato de criar uma situação pré-Gre-Nal é porque estamos pensando no Gre-Nal. Talvez possamos ter outro rendimento no Gre-Nal.

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E ainda dizem que nada muda no futebol brasileiro

Guto Ferreira dançou na Ponte Preta, Diego Aguirre balança no Internacional.

A Ponte, 13ª colocada, é o 11º time a trocar de técnico neste Brasileirão.

Veja a lista completa das trocas, pela ordem de classificação dos times no campeonato:

  3º – Fluminense – Ricardo Drubscky, Enderson Moreira

  6º – Palmeiras – Oswaldo de Oliveira, Marcelo Oliveira

  8º – Grêmio – Luiz Felipe Scolari, Roger Machado

11º – Flamengo – Vanderlei Luxemburgo, Cristóvão Borges

14º – Cruzeiro – Marcelo Oliveira, Vanderlei Luxemburgo

15º – Santos – Marcelo Fernandes, Dorival Júnior

17º – Goiás – Hélio dos Anjos, Julinho Camargo

18º – Joinville – Hemerson Maria, Adilson Baptista, Paulo César Gusmão

19º – Vasco – Doriva, Celso Roth

20º – Coritiba – Marquinhos Santos, Ney Franco

Libertadores: Tigres despacha Inter e faz final com River

Rafael Sóbis perdeu pênalti, mas não perdeu alegria: 'Poderia ter sido 4, 5..."

Rafael Sóbis perdeu pênalti, mas não perdeu a alegria

Diego Aguirre havia prometido que o Internacional não abdicaria de jogar em Monterrey para tentar proteger a acanhada vantagem dos 2 a 1 em Porto Alegre, mas o time andou longe de cumprir a promessa.

O Inter se limitou a correr atrás da bola que corria de pé em pé entre os jogadores do Tigres até um deles mandá-la para as redes de Alisson.

E assim o Tigres fez 1 a 0 aos 17 minutos, 2 a 0 aos 40, não marcou o terceiro aos 6 do segundo tempo porque Rafael Sóbis cobrou mal um pênalti que Alisson defendeu, mas fez 3 a 0 quatro minutos depois e mais faria se de mais precisasse.

Não fez e tomou um pequeno susto aos 44 minutos, quando Lisandro López diminuiu o vexame para 3 a 1. Era tarde demais para chegar aos 3 a 2 que lhe dariam a vaga na final.

A verdade em Monterrey era uma só: o Inter não jogou, o Tigres sobrou.

Rafael Sóbis resumiu bem o que foi o jogo:

– O mais justo não seriam os 3 a 1, mas 4 ou 5…

Sorte do River Plate, que já se garantiu no Mundial de Clubes, e vai decidir em casa o título da Libertadores, embora o Tigres tenha melhor campanha. É o preço que os mexicanos aceitaram pagar para entrar como convidados na competição sul-americana.

O Inter perdeu o jogo, a chance do tri e o ano.

Agora, tem de cuidar da vida no Brasileirão, instalado a meio do caminho do Z-4 e do G-4, pensando o que fará para recuperar em 2016 os sonhos que jogou fora em 2015. OU, com um pouco de sorte, recuperar-se ainda em 2015 na Copa do Brasil. Não será fácil.

Duelo de ídolos decide Tigres x Inter

Rafael Sóbis x Valdívia 227                  Rafael Sóbis x Valdívia: o herói colorado do bi contra o candidato ao tri

Gaúcho de Erechim, Rafael Augusto Sóbis do Nascimento, 30 anos, foi revelado pelo Cruzeiro do Rio Grande do Sul, passou rapidamente pelo Corinthians e acabou a formação nas divisões de base do Internacional. É quase cria da casa. Em 2004, entrou no elenco profissional e já no ano seguinte foi um dos destaques do Brasileirão, tendo marcado 19 gols.

Foi embora em 2006, para jogar no futebol espanhol com a camisa do Bétis, depois de brilhar na campanha que deu ao Inter seu primeiro título da Libertadores. Voltou em 2010 a tempo de participar da reta final da campanha do bi.

Pois este atacante técnico e raçudo pode desfazer nesta quarta-feira, 22, o sonho colorado de chegar ao tri da Libertadores na final de 5 de agosto, contra o River Plate, no Beira-Rio.

Rafael Sóbis é o principal jogador do Tigres, adversário derrotado pelo Inter por 2 a 1 em Porto Alegre, mas perfeitamente capaz de reverter a desvantagem logo mais em Monterrey.

Wanderson Ferreira de Oliveira, 20 anos, também quase cria da casa, é o antídoto colorado ao mal que o antigo ídolo possa lhe fazer em campos do México.

Matogrossense de Jaciara, nascido para o mundo da bola no Rondonópolis, foi ainda júnior para o Internacional e hoje, conhecido nacionalmente como Valdívia, é um dos principais jogadores do time que já perdeu o passo no Brasileirão de 2015, mas tem boa chance de conquistar, pela terceira vez neste milênio, o título de campeão da Libertadores.

Meia veloz, combativo, habilidoso, embora às vezes um pouco dispersivo, Valdívia está no elenco profissional há dois anos,  firmou-se entre os titulares sob o comando de Diego Aguirre, esbanja carisma na relação com a torcida e é o artilheiro do Inter na Libertadores, tendo marcado cinco gols nos sete jogos que disputou.

Passa por seus pés o caminho do tri.

É dia de decisão para o Internacional no Beira-Rio

Diego Aguirre de longe 157Será o jogo mais importante do Internacional desde o começo da temporada, menos apenas do que o da semana que vem lá no México.

Desde 27 de maio, quando se garantiu nas semifinais da Libertadores com a vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fe , o Inter tem a cabeça no jogo das 22 horas desta quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Tigres.

De lá para cá, quase sempre desfalcado de muitos titulares, o Inter acumulou decepções no Campeonato Brasileiro. Foram dez  jogos, com três vitórias, três empates e quatro derrotas – um aproveitamento de apenas 40% dos 30 pontos disputados, índice decepcionante para um time que entrou na competição como candidato ao título.

Hoje colocado em 12º lugar no Brasileirão, a dez pontos do G-4 e a 13 do líder, o Internacional não tem alternativa: ou se dá bem na Libertadores ou terá jogado fora toda a temporada de 2015.

Se a comparação servir de estímulo, Diego Aguirre poderá lembrar à sua rapaziada que o River Plate também sofreu uma queda de rendimento no Campeonato Argentino, mas ontem se redimiu com sua torcida ao vencer em casa o Guaraní por 2 a 0 e encaminhar a classificação para a final da Libertadores.

É o que o Inter tem de fazer hoje contra o Tigres de Rafael Sóbis. Não basta vencer. É preciso garantir alguma folga para o jogo de volta, quarta que vem, em Monterrey.

O desempenho recente não é animador, mas a volta de Juan, Aránguiz, Valdívia, Sasha e Nilmar, finalmente livres das lesões que os afastaram dos campos, dará a Diego Aguirre condições de remontar o time que fechou a primeira fase como líder de seu grupo, eliminou o Atlético Mineiro nas oitavas e o Santa Fe nas quartas.

Suspenso, Aguirre não estará na área técnica do Beira-Rio para empurrar Alisson, William, Ernando, Juan, Geferson, Rodrigo Dourado, Aránguiz, D’Alessandro, Valdívia, Nilmar e Lisandro López rumo à vitória. Vai torcer por eles.

Inter decepciona em Bogotá

Qualquer que tenha sido o preço cobrado pelo ingresso, foi caro.

Durante uma hora, rolou em El Campín um joguinho sem graça, burocrático, de muito toquinho e pouca efetividade, nada de inspiração, zero de criatividade.

Na última meia hora, os colombianos forçaram um pouquinho o ritmo e criaram algumas chances um tanto atabalhoadas de gol, todas em continuidade a cobranças de falta ou escanteio.

Em contra-ataques, o Inter teve duas boas oportunidades, mas uma caiu nos pés de Lisandro López e a outra, um toque por cobertura de Nilmar, foi salva pelo goleiro Andres Castellanos.

Resultado: 1 a 0 para o Santa Fe, gol de Mosquera já nos descontos, aproveitando de cabeça o escanteio cobrado por Omar Pérez.

Castigo, não de todo imerecido, para o Internacional, que precisa voltar ao exercício do futebol daqui a uma semana, se quiser garantir no Beira-Rio a vaga nas semifinais da Libertadores.

Os colorados devem torcer para que Diego Aguirre volte a escalar o time com 11 jogadores, pois em Bogotá o Inter escalou dez e Lisandro López.

Ou seja: jogou com dez.

Aliás, não jogou.

Inter vai às alturas em busca de um golzinho

D'Alessandro treiina em El Campín - Foto: Alexandre Lops/Internacional

D’Alessandro treiina em El Campín – Foto: Alexandre Lops/Internacional

Desde que um gol do visitante passou a valer mais do que o do anfitrião, decidir em casa a vaga num mata-mata é uma vantagem muito relativa.

Quando o anfitrião do primeiro jogo entra em campo com uma vantagem objetiva, como são os 2.640 metros de altitude em Bogotá, as coisas ficam ainda mais complicadas para o time que mandará o jogo da volta.

É com estes problemas na cabeça que o Inter de D’Alessandro porá os pés em El Campín às 22 horas (de Brasília) desta quarta-feira para enfrentar o Santa Fe de Omar Pérez no primeiro confronto por uma vaga nas semifinais da Libertadores.

Evitar que os colombianos marquem em casa dará ao Inter uma boa vantagem aqui, mas melhor ainda será marcar um golzinho lá, mesmo que eles também façam o seu. É a lógica do regulamento: perder por 2 a 1 é melhor do que por 1 a 0.

O ideal para os colorados  é fazer um jogo de contra-ataque, aproveitando as brechas que o Santa Fé costuma deixar na defesa quando se manda à frente, mas terão os colorados fôlego suficiente nas alturas de El Campín para o troco em velocidade?

A altitude é sempre um problema para as equipes brasileiras. Não se esqueça, porém, que o Atlético Mineiro venceu o Santa Fe em Bogotá na primeira fase desta Libertadores.

O Inter pode perfeitamente repetir a façanha, até porque o adversário teve um compromisso difícil e frustrante no domingo, quando foi eliminado pelo Millonarios do Campeonato Colombiano.

O que o Inter não pode é perder a consciência de que um empate em Bogotá será o suficiente para tornar concreta a relativa vantagem de decidir a vaga no Beira-Rio. Com um golzinho, então…