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Atlético volta a jogar muito bem e bota pressão em Tite

Marcos Rocha: gol dá vitória ao Atlético, que merecia mais do que os 2 a 1 sobre o Inter

Marcos Rocha: gol garante vitória e deixa o Atlético perto do Corinthians

Tite não quis nem ver. Guardou a pilha para se inquietar amanhã à beira do gramado do Itaquerão durante o Corinthians x Goiás. Perdeu mais uma bela atuação do Atlético Mineiro no Brasileirão, senhor absoluto de todas as ações nos 2 a 1 sobre o Internacional.

Quando joga realmente bem, o que vinha rareando nas últimas rodadas, o Atlético é um dos melhores times de se ver no futebol brasileiro dos nossos dias, ofensivo do começo ao fim, insistente, rápido e criativo na armação e nos contra-ataques, combativo em todo o campo, incisivo na linha de frente.

Tite vai conferir no teipe as qualidades do seu único adversário na luta pelo título brasileiro, já avisou antes de dizer que se desligaria do espetáculo ao vivo no começo da noite desta quarta-feira, e terá bons argumentos para motivar sua moçada a não deixar amanhã que se estreite a vantagem sobre este vice-líder inconstante, mas perigoso.

Se não fossem os bandeirinhas bastante ruins, que enxergam impedimento em sucessivos ataques absolutamente legais, o Atlético teria feito mais no Independência do que os gols de Lucas Pratto, em cobrança de pênalti, e de Marcos Rocha, muito pouco para traduzir o predomínio absoluto diante de um Internacional preocupado apenas em se defender.

Levir Culpi mereceu muito mais do que o 2 a 1 que Argel Fucks deve festejar. O Inter poderia ter levado mais uns dois ou três.

A esta altura do Brasileirão, no entanto, importa de verdade é a pilha que Levir conseguiu botar no Corinthians x Goiás da quinta-feira. Até lá, a diferença entre o líder Corinthians e o vice-líder Atlético é de apenas dois pontos.

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Inter, favorito, solta rojões antes da hora

Muito provavelmente o Atlético Mineiro terá Guilherme, garantia de criatividade no meio de campo, mas corre risco de encarar o Internacional no Beira-Rio sem o lateral Marcos Rocha, um dos destaques do time de Levir Culpi.

Diego Aguirre não contará com Nilmar, mas defenderá em casa a vantagem nada desprezível de ter empatado por 2 a 2 o jogo da semana passada em Minas.

O peso do gol na casa do adversário permite ao Inter jogar por um novo empate, às 22 horas, para se garantir nas quartas de final da Libertadores – desde que por 0 a 0 ou 1 a 1.

Nem por isso o time deve se aquietar. “Não acho que nossa vantagem seja tão grande”, diz o técnico uruguaio, dando a entender que pode repetir em casa o padrão ofensivo que por muito pouco não deu a vitória ao Inter no Independência.

Não apenas por ter a vantagem e por jogar em casa, mas principalmente por vir se mostrado nos últimos dias o mais ajustado entre os melhores times brasileiros, o Inter é o favorito neste confronto que definirá o adversário do colombiano Santa Fe na próxima fase da Libertadores.

Bem que a porção mais mal educada de sua torcida poderia ter guardado para comemorar a classificação os rojões que foi soltar durante a madrugada diante do hotel em que está hospedada a delegação do Atlético Mineiro.