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Com que time o São Paulo vai à Libertadores?

Como a Conmebol é mais dada a surpresas do que à organização, somente no dia 22 se saberá como será disputada a Libertadores de 2016, com os times alinhados por um Ranking de Clubes que ainda está sendo formatado.

O tal ranking, segundo informa a entidade, vai “estabelecer os cabeças de série de cada grupo, bem como outros times que irão integrar as diferentes linhas para o sorteio”.

A competição começará em fevereiro, é bom lembrar, embora não se saiba ainda exatamente quando.

Para o São Paulo, que disputará a fase eliminatória também conhecida como Pré-Libertadores, começará na primeira quinzena de fevereiro.

Tendo perdido Rogério Ceni, Luís Fabiano e Alexandre Pato, o São Paulo ainda não sabe com que time vai disputar o título continental?

Vai disputar?

O São Paulo, aliás, não sabe ainda nem quem será o treinador.

Libertadores: a história favorece gaúchos e mineiros

Corinthians, São Paulo e Palmeiras, juntos, vão disputar a Libertadores pela terceira vez.

A primeira foi em 2006. O campeão foi um gaúcho: o Internacional, que venceu o São Paulo nas finais.

A segunda foi em 2013. O campeão foi um mineiro: o Atlético, que venceu o paraguaio Olimpia na final, tendo antes eliminado o São Paulo nas oitavas de final.

Mineiros e gaúchos esperam que a história se repita em 2016.

Conmebol negocia às escondidas e paga cotas ridículas

Sem divulgar os valores e prometendo aumentar a cota dos clubes sem também dizer em quanto, a Conmebol anunciou há poucos dias a extensão do contrato com a Fox Sports para a transmissão de todos os jogos da Libertadores da América até 2018.

Assim, ou o Palmeiras ou o Santos se juntará nesta noite, após a definição do campeão da Copa do Brasil, ao trio que já se classificou no Brasileirão para disputar a Libertadores – Corinthians, Atlético Mineiro e Grêmio – sem que nenhum de seus dirigentes saiba quando receberá da Conmebol em 2016.

É a política de transparência da entidade hoje presidida pelo paraguaio Juan Angel Napout.

Em 2015, cada participante da Libertadores recebeu, por fase, os seguintes valores:

  • Primeira fase (Pré-Libertadores): R$ 965 mil
  • Fase de grupos: R$ 3,4 milhões
  • Oitavas de final: R$ 2,1 milhões
  • Quartas de final: R$ 2,5 milhões
  • Semifinal: R$ 2,7 milhões
  • Final: R$ 8,8 milhões para o campeão, R$ 3,8 milhões para o vice

A Uefa paga um pouquinho melhor aos participantes da Liga dos Campeões:

  •  Fase de grupos: € 12 milhões, mais € 1,5 milhão por vitória e € 500 mil por empate
  • Oitavos de final: € 5,5 milhões
  • Quartas de final: € 6 milhões
  • Semifinais: € 7 milhões
  • Final: € 15 milhões ao campeão, € 10,5 milhões ao vice

A CBF premia o campeão brasileiro com R$ 10 milhões, dinheirinho que um clube europeu fatura com apenas duas vitórias na fase de grupos da Liga. Pouco, mas preste atenção: é mais do o prêmio da Conmebol ao campeão sul-americano.

Não é dessa Liga que o Brasil precisa

Clubes dos três estados do Sul, de Minas e do Rio, que já disputam na mesma temporada o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil e podem disputar também a Libertadores, estão criando a Liga Sul-Minas para promover um campeonato inter-regional no início do ano.

É uma tentativa de esvaziar os campeonatos estaduais e suas respectivas federações, o que parece boa ideia.

Será mesmo boa ideia atulhar mais ainda o calendário do futebol brasileiro com jogos e joguinhos que não deixam um mínimo de tempo para os treinamentos e a recuperação física dos times?

O nosso futebol está precisando de uma Liga, sim, mas de uma liga profissional que transforme o Brasileirão numa competição de alto nível e enxugue o calendário para que tenhamos menos jogos e mais treinos.

É urgente melhorar a qualidade técnica dos times e a rentabilidade das competições.

PS: Ninguém sabe ainda como será, mas imaginemos, por exemplo, que Grêmio e Flamengo façam em 2016 dois jogos pela Liga Sul-Minas, mais dois pela Copa do Brasil, mais dois pelo Brasileirão, mais dois ou quatro pela Libertadores. Podem ser dez jogos no ano, um por mês. Quem aguenta?

E, pelo menos em tese, embora certamente ainda não em 2016, poderemos ver tal repetição ao longo do ano de um confronto como Atlético Paranaense x Avaí. Vai estourar as bilheterias.

River Plate é o campeão da Libertadores

Alario: gol muda o jogo

Alario: gol muda o jogo e abre o caminho do título

Muita força, pouca inteligência e uma única pitada de criatividade, já aos 44 minutos, definem o primeiro tempo de River Plate 3 x 0 Tigres.

Cinco cartões amarelos já tinham sido distribuídos pelo uruguaio Dario Ubriaco na tentativa de coibir os golpes de luta livre quando se viu o primeiro lance de futebol: um drible espetacular do lateral Vangioni no mexicano Jürgen Damm e o cruzamento preciso para Alario fazer 1 a 0.

O jogo continuou muito pegado no segundo tempo, com direito a mais quatro cartões amarelos, mas pelo menos se viu um pouco de futebol, pois o Tigres teve de atacar e deu espaço ao River, que fez  2 a 0 aos 29 minutos num pênalti sofrido e cobrado por Sánchez.

Estava decidido que ainda não seria desta vez que o título de campeão da Libertadores sairia da América do Sul.

Depois de fazer na fase de grupos a pior campanha de todos os 16 classificados para as oitavas de final, o River passou bem pelas fases de mata-mata e, mesmo sem brilhar na decisão, mereceu o título.

Tanto mereceu que, quatro minutos após os 2 a 0, o zagueiro Funes Mori ainda marcou, de cabeça, o terceiro gol para enlouquecer de vez o Monumental de Nuñez.

Antes de viajar para a Argentina, o brasileiro Ricardo Ferretti, técnico de Tigres, havia minimizado as dificuldades de visitante: “Os estádios não jogam”.

Engano: o Monumental jogou. A festa da torcida na noite desta quarta-feira em Buenos Aires foi mais bonita do que o jogo.

E assim o futebol sul-americano será representado no Mundial de Clubes por seu legítimo campeão e não pelo vice, o que aconteceria se o River desembarcasse em dezembro no Japão tendo perdido para o mexicano Tigres o título da Libertadores.

Como assistir à grande final da Libertadores

Reservada com antecedência para a grande final da Libertadores, esta quarta-feira, 5 de agosto, não terá nenhum jogo do Brasileirão.

E a decisão não terá nenhum time brasileiro. De folga, espera-se que treineiros e boleiros do Brasil pelo menos vejam River Plate x Tigres às 22 horas.

Se não for por interesse pelo futebol, seja pela curiosidade de saber o que têm de bom estes times da Argentina e do México que atropelaram os brasileiros Cruzeiro e Internacional no caminho para as finais.

O jogo não será mostrado na TV aberta. No horário, a Globo, que tem os direitos exclusivos de transmissão da Libertadores, vai esticar a novela de cada dia e exibir um filminho americano, Fogo contra fogo, avaliado assim pelo crítico André Barcinski quando foi exibido nos cinemas em 2013:

O filme é um clichê do início ao fim: começa como uma trama policial e termina como mais um “filme de vingança”, em que o bombeiro elimina a gangue de bandidos, um a um, com crescentes requintes de crueldade e violência. Os atores atuam no piloto automático e parecem loucos para terminar logo e irem para casa.

Quem quiser ver a decisão da mais importante competição de clubes das Américas, tem de se ligar na Fox Sports ou no SporTV.

Libertadores: River fica mais perto do título

Ficou para Buenos Aires a decisão da Libertadores: o Tigres tentou, tentou, mas não conseguiu vencer o River Plate em Monterrey.

O 0 a 0 iguala teoricamente as chances dos dois na quarta-feira que vem no Monumental de Nuñez, pois um novo empate, por qualquer resultado, levará a decisão para os pênaltis.

Na prática, dificilmente o River entregará os pontos diante de seus torcedores. Parece que o caneco ficará mesmo na América do Sul. É o que acha a torcida, tanto que os ingressos para a  finalíssima em Buenos Aires já estavam esgotados antes do jogo em Monterrey.

Tigres e River abrem luta pelo título da Libertadores

Ninguém mais por aqui dá bola para a Libertadores, mas hoje começa a decisão do título que foi sonho passageiro de corintianos, são-paulinos, atleticanos, cruzeirenses e colorados no começo da temporada.

O Tigres recebe o River Plate em Monterrey, onde estraçalhou o Inter na semifinal,  para primeiro dos dois jogos que valem o caneco.

Mexicanos e argentinos já se cruzaram nesta Libertadores, ainda na fase de grupos. Empataram em Buenos Aires por 1 a 1 e em Monterrey por 2 a 2, mas o Tigres fechou a fase em primeiro lugar no Grupo 6, com 14 pontos, o dobro do que conseguiu o River, que chegou às oitavas com a pior campanha de todos os 16 classificados. O Tigres só ficou atrás do Boca Juniors, que fez os 18 pontos que poderia fazer no Grupo 5.

Das oitavas até chegar à final, o River eliminou o Boca, o Cruzeiro e o Guaraní; o Tigres tirou o Universitario Sucre, o Emelec e o Inter.

Depois da fase de grupos, foi mais dura e bem sucedida a campanha do River, que não perdeu nenhum dos seis jogos no mata-mata. O Tigres foi derrotado pelo Emelec em Guayaquil e pelo Internacional em Porto Alegre.

Se conseguir segurar o ímpeto dos mexicanos em Monterrey, o River Plate ficará muito perto de conquistar o caneco que já foi seu em 1986 e em 1996.

Por mais que desagrade à torcida brasileira a ideia de um time argentino se sagrar  campeão pelo segundo ano consecutivo, em seguida aos quatro títulos conquistados por brasileiros, não é melhor do que despachar para  a América do Norte o mais importante troféu do futebol sul-americano?

Libertadores: Tigres despacha Inter e faz final com River

Rafael Sóbis perdeu pênalti, mas não perdeu alegria: 'Poderia ter sido 4, 5..."

Rafael Sóbis perdeu pênalti, mas não perdeu a alegria

Diego Aguirre havia prometido que o Internacional não abdicaria de jogar em Monterrey para tentar proteger a acanhada vantagem dos 2 a 1 em Porto Alegre, mas o time andou longe de cumprir a promessa.

O Inter se limitou a correr atrás da bola que corria de pé em pé entre os jogadores do Tigres até um deles mandá-la para as redes de Alisson.

E assim o Tigres fez 1 a 0 aos 17 minutos, 2 a 0 aos 40, não marcou o terceiro aos 6 do segundo tempo porque Rafael Sóbis cobrou mal um pênalti que Alisson defendeu, mas fez 3 a 0 quatro minutos depois e mais faria se de mais precisasse.

Não fez e tomou um pequeno susto aos 44 minutos, quando Lisandro López diminuiu o vexame para 3 a 1. Era tarde demais para chegar aos 3 a 2 que lhe dariam a vaga na final.

A verdade em Monterrey era uma só: o Inter não jogou, o Tigres sobrou.

Rafael Sóbis resumiu bem o que foi o jogo:

– O mais justo não seriam os 3 a 1, mas 4 ou 5…

Sorte do River Plate, que já se garantiu no Mundial de Clubes, e vai decidir em casa o título da Libertadores, embora o Tigres tenha melhor campanha. É o preço que os mexicanos aceitaram pagar para entrar como convidados na competição sul-americana.

O Inter perdeu o jogo, a chance do tri e o ano.

Agora, tem de cuidar da vida no Brasileirão, instalado a meio do caminho do Z-4 e do G-4, pensando o que fará para recuperar em 2016 os sonhos que jogou fora em 2015. OU, com um pouco de sorte, recuperar-se ainda em 2015 na Copa do Brasil. Não será fácil.