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É o que eles dizem

Marcelo e Marin @0711@@@Nos Estados Unidos, José Maria Marin jura que é inocente.

O juiz Raymond Dearie achou melhor estipular uma fiança de $ 15 milhões para deixá-lo apenas em prisão familiar até decidir se ele é mesmo inocente ou culpado no processo em que é acusado,  com outras altas figuras do mundo da bola, de fraude, conspiração e lavagem de dinheiro.

No Brasil, as organizações Globo anunciam que estão colocando um ponto final na relação com o executivo Marcelo Campos Pinto, que negociava em seu nome os direitos televisivos de futebol havia uns 20 anos e tinha livre trânsito entre cartolas como José Maria Marin.

Jura a Globo que a aposentadoria do executivo não tem nada a ver com isso. Trata-se apenas da “busca de sinergias e integração entre as operações do Grupo Globo”.

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Clubes dizem não à Globo

É crescente o nervosismo em corredores da Globo com a movimentação de alguns dos mais importantes clubes brasileiros para criar a Liga Sul-Minas-Rio como primeiro passo em direção a uma liga realmente nacional.

Sempre nervosinho, Marcelo Campos Pinto, o principal executivo da Globo Esportes, está mais preocupado com a renegociação dos direitos de transmissão dos jogos do Campeonato Brasileiro do que Eurico Miranda com a sobrevivência do Vasco na Primeira Divisão.

A Globo quer esticar até 2020 o contrato assinado com os grandes clubes até 2018.

Marcelo Campos Pinto tem ouvido uma palavrinha que detesta: “Não”.

Não vale para a Série A o que vale para a Série B?

Já na noitinha dqa sexta-feira, para fazer a vontade da Globo e seus satélites, a CBF mudou as data de alguns jogos das 30ª e 31ª rodadas de Série B e aproveitou para transferir dois compromissos do Botafogo para depois das partidas do Brasil contra o Chile e a Venezuela, com um argumento muito justo:

Os dois jogos foram adiados para evitar prejuízo técnico ao time por cessão do goleiro Jefferson, convocado para a Seleção.

Até agora, porém, a entidade não se manifestou sobre a 30ª rodada da Série, marcada para 3 e 4 de outubro, véspera do jogo Chile x Brasil em Santiago.

Não é o caso de também “evitar prejuízo técnico” ao Grêmio de Marcelo Grohe, ao Internacional de Alisson, ao Corinthians de Gil, Elias e Renato Augusto e ao Santos de Lucas Lima?

Como assistir à grande final da Libertadores

Reservada com antecedência para a grande final da Libertadores, esta quarta-feira, 5 de agosto, não terá nenhum jogo do Brasileirão.

E a decisão não terá nenhum time brasileiro. De folga, espera-se que treineiros e boleiros do Brasil pelo menos vejam River Plate x Tigres às 22 horas.

Se não for por interesse pelo futebol, seja pela curiosidade de saber o que têm de bom estes times da Argentina e do México que atropelaram os brasileiros Cruzeiro e Internacional no caminho para as finais.

O jogo não será mostrado na TV aberta. No horário, a Globo, que tem os direitos exclusivos de transmissão da Libertadores, vai esticar a novela de cada dia e exibir um filminho americano, Fogo contra fogo, avaliado assim pelo crítico André Barcinski quando foi exibido nos cinemas em 2013:

O filme é um clichê do início ao fim: começa como uma trama policial e termina como mais um “filme de vingança”, em que o bombeiro elimina a gangue de bandidos, um a um, com crescentes requintes de crueldade e violência. Os atores atuam no piloto automático e parecem loucos para terminar logo e irem para casa.

Quem quiser ver a decisão da mais importante competição de clubes das Américas, tem de se ligar na Fox Sports ou no SporTV.

CBF antecipa Brasileirão para salvar audiência da Globo

Por solicitação da Globo, que para a CBF é uma ordem, teremos dois jogos do Brasileirão às 22 horas desta quarta-feira, antecipados da escala do fim de semana: Atlético x São Paulo, no Mineirão, e Vasco x Corinthians, em Itaquera. Às 22 horas, repita-se. E o pessoal que se vire para voltar para casa lá pela meia noite.

A grade global estava reservada para o primeiro jogo das finais da Libertadores, mas a ausência de um time brasileiro empurra a decisão da mais importante competição de clubes das Américas para a TV por assinatura. Diferentemente da Uefa, a Conmebol não negocia competentemente os direitos de transmissão de suas competições.

Quem compra os direitos da Liga dos Campeões da Europa é obrigado a mostrar a final. Quem compra os direitos da Copa América, da Libertadores não é obrigado a nada. Se obrigações existem, são negociadas por fora do contrato, como estão provando as investigações do FBI sobre cartolas e agentes que operam no futebol das Américas.

Clássicos como Atlético Mineiro x São Paulo e Vasco x Corinthians disputados  numa quarta-feira, terminando quase de madrugada, representam prejuízo econômico e, neste caso concreto, igualmente prejuízo técnico, como disseram ao repórter Rafael Valente, da Folha, o são-paulino Milton Cruz e o atleticano Eduardo Maluf.

O coordenador técnico do São Paulo lembrou que o time  jogou no domingo e, depois do clássico de hoje, só voltará a campo daqui a dez dias:

– Não achei boa a mudança. Sempre é melhor jogar uma vez por semana, com tempo de recuperação e preparação. Às vezes a tabela não permite, mas neste caso era possível.

O diretor do Alético Mineiro lamenta a maratona que terá pela frente após o descanso forçado:

– Isso sim é um prejuízo. Vamos ter dez dias sem partidas, mas depois virá uma sequência de jogos nas quartas e domingos, até o final de agosto. Vamos dar quatro dias de folgas aos jogadores após o jogo no Mineirão por causa dessa maratona.

Nem todos poderão ver a semifinal da Libertadores na TV

Você mora em São Paulo ou no Rio ou em Brasília ou no Recife ou em Curitiba, não torce pelo Santos nem pelo Sport nem pelo Vasco nem pelo América-RN nem pelo Coritiba nem pela Ponte Preta e gostaria de acompanhar na televisão aberta o jogo entre Tigres e Internacional, valendo vaga na final da Libertadores?

Dançou, caro telespectador.

No mesmo horário, a Globo vai exibir nessas cidades jogos da Copa do Brasil que valem vaga nas … oitavas de final!

Globo quer mais espaço nos estádios brasileiros

Antecipando-se à guerra que será a renegociação dos direitos de transmissão das principais competições do futebol brasileiro daqui a três anos, o Grupo Globo planta nesta segunda-feira mais uma estaca no terreno que ocupa solitariamente há algum tempo – a Estádio TV, que vai produzir conteúdo para exibição nos telões dos estádios, novo meio de fazer dinheiro antes e depois que a bola role em campo.

A Globo não é boba. Sabe que a próxima negociação dos direitos com os clubes será mais difícil e transparente do que tem sido até agora. Antes que os concorrentes mostrem as armas, vai criando e ocupando novos espaços no mundo da bola.  Quem agora se amarrar com o Grupo Globo terá mais dificuldade para se desamarrar em 2018.