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Bilheteria: jogos de maior público têm Coritiba ou Joinville

O lanterninha Joinville já está quase lá, o Coritiba corre sério risco de lhe fazer companhia na Segundona em 2016.

E não é que cada um deles participou de dois dos quatro jogos de maior público neste Brasileirão?

Veja só:

♦ 17 de setembro, no Mané Garrincha: Flamengo 0 x 2 Coritiba – 67.011 pagantes

♦ 12 de julho, no Morumbi: São Paulo 3 x 1 Coritiba – 59.482 pagantes

♦ 28 de junho, no Mineirão: Atlético Mineiro 1 x 0 Joinville – 55.987 pagantes

♦ 4 de outubro, no Maracanã: Flamengo 2 x 0 Joinville – 52.462 pagantes

A média de público deste Campeonato Brasileiro é de pouco mais de 17 mil pagantes por jogo.

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Espertamente, Cruzeiro e Sport jogam neste domingo

O Mineirão recebe neste domingo, às 17h30, um jogo desgarrado da 35ª rodada do Campeonato Brasileiro: Cruzeiro x Sport.

O visitante está a apenas dois pontos do G-4. O anfitrião está a seis.

Portanto, é um jogo importante que a CBF concordou em antecipar, a pedido das duas equipes.

Levir Culpi e Paulo Roberto Falcão foram espertos.

Tiveram uma semana de trabalho para preparar seus times e terão outra antes da 36ª rodada – em que o Cruzeiro visitará o Palmeiras e o Sport receberá o Atlético Paranaense.

Os outros 18 times só voltarão a jogar no meio da semana e, três ou quatro dias depois, estarão novamente em campo.

A agenda mais equilibrada pode ajudar Cruzeiro e Sport na reta final do Brasileirão.

Palmeiras e Vasco enfrentam tabus históricos

Depois de perder para o Inter, o Goiás, o Atlético Mineiro, o Coritiba e o Cruzeiro os últimos cinco jogos que disputou fora de casa, o Palmeiras visita hoje o Fluminense no Maracanã, às 19h30, obrigado a vencer para não sair da vizinhança do G-4.

A história do confronto também não favorece as pretensões palmeirenses. Na última vez que venceu o Fluminense pelo Brasileirão no Rio, o Palmeiras ainda tinha Edmundo no ataque. Foi em 2007.

É verdade, em compensação, que o retrospecto recente do Flu encoraja qualquer adversário: são cinco derrotas, duas em casa, e um empate.

Tem um cheirinho de empate no ar.

No Mineirão, depois de vencer os dois últimos jogos, o Vasco tentará um feito inédito a partir das 22 horas: emplacar a terceira vitória consecutiva neste Brasileirão.

O adversário é o Cruzeiro, que também faz uma campanha ruim e, se for derrotado hoje, pode até fechar a 26ª rodada no Z-4, dependendo dos resultados de Goiás, Figueirense e Coritiba. A esperança do atual bicampeão brasileiro é reeditar os bons momentos vividos em alguns jogos recentes, já sob o comando de Mano Menezes.

A história também joga contra o Vasco. A última vitória vascaína sobre o Cruzeiro no Mineirão aconteceu no Campeonato Brasileiro de 2000 – 3 a 1, com direito a gol do atual senador Romário de Souza Faria.

O jogo foi pelas semifinais do Brasileirão, pois ainda não tinha sido adotada a fórmula dos pontos corridos; Jorginho, o técnico atual, era o lateral direito e o Vasco encerrou a temporada como campeão brasileiro.

Eram outros tempos.

Torcida prestigia estreia de Mano e vê Willian golear

Desta vez foi uma vitória cristalina, sem ajuda da arbitragem, bem diferente daqueles 2 a 1 sobre a Ponte Preta na quarta-feira, vistos de uma cabine do Moisés Lucarelli por Mano Menezes.

Com Mano no comando e quatro gols de Willian, o Cruzeiro acaba de golear o Figueirense por 5 a 1 no Mineirão. Willian tinha marcado seu último gol em 21 de abril, contra o Sucre, na fase de grupos da Libertadores. Marcelo Oliveira ainda era o treinador.

Ao derrotar o Figueirense, o Cruzeiro ultrapassou a Ponte na ordem de classificação do Campeonato Brasileiro.

A Ponte largou bem na competição, mas desandou desde que perdeu o camisa 10 Renato Cajá, não vence há cinco rodadas e empatou agora, na matinê da Arena Condá, com a Chapecoense por 0 a 0.

Cruzeiro, em 13º lugar, e Ponte, em 14º, têm 28 pontos, mas os mineiros levam vantagem no número de vitórias – 10 a 8.

Parece que a torcida do Cruzeiro volta a acreditar no time. Os 5 a 1 foram vistos por 39.040 pagantes.

Grêmio tira Atlético da liderança e entra na briga pelo titulo

Douglas: gol em noite brilhante no Mineirão

Douglas: com direito a gol, noite brilhante no Mineirão

O Atlético Mineiro caiu na armadilha do Grêmio e, no Mineirão tomado por quase 50 mil torcedores, perdeu em dois contra-ataques fatais o jogo e a liderança do Brasileirão.

Os 2 a 0, com gols de Douglas e Luan, colocam o Grêmio em terceiro lugar, a apenas quatro pontos do líder Corinthians.

Foi mais um belo jogo nesta 18ª rodada, marcado no primeiro tempo pelo estilo ofensivo do Atlético, que insistiu em procurar o gol até abrir o amplo espaço em seu campo de defesa que o Grêmio aproveitou em contra-ataque trabalhado desde sua área até a troca de passes entre Douglas e Giuliano que se encerrou com o gol do camisa 10 aos 40 minutos.

O Atlético nem teve tempo de ensaiar a reação no segundo tempo, pois o garoto Luan, concluindo em outro rapidíssimo contra-ataque uma precisa troca de passes com Douglas e Giuliano, fez 2 a 0 logo aos 9 minutos. O trio brilhou em todo o jogo.

Levir Culpi resolveu arriscar ainda mais e trocou o volante Leandro Donizete pelo atacante Luan, que a torcida mineira pedia desde o intervalo.

Se o jogo com um Luan já era bom, ficou mais animado ainda com os dois em campo.

E o Atlético continuou martelando no ataque, procurando insistentemente o gol, criou algumas boas chances, chegou a acertar o poste direito de Marcelo Grohe em chute de Dátolo, mas não conseguiu dobrar a boa marcação gremista.

A torcida atleticana reconheceu o esforço, tanto que aplaudiu o time no final do jogo e abriu o berro:

– Galo, Galo, Galo.

O Grêmio está na briga direta pelo título e o Corinthians lhe dá boas vindas.

No primeiro tempo, Atlético; no segundo, Corinthians

Lucas Pratto: três gols em 24 minutos

Lucas Pratto: três gols em 24 minutos liquidam o São Paulo

No Mineirão, o São Paulo poderia ter feito um ou dois gols até os 18 minutos e assim teria mudado a história do Brasileirão na noite desta quarta-feira, 29 de julho. Não fez. Lucas Pratto não perdoou. Fez 1 a 0 para o Atlético Mineiro aos 19, 2 a 0 aos 25 e 3 a 0 aos 43.

Estava decidido que o Atlético tiraria folga até o dia 9 de agosto na condição de líder isolado do Brasileirão, com 35 pontos.

É verdade que Pato ainda diminuiu para 3 a 1 no segundo tempo, mas já era tarde demais para mudar a história desta 16ª rodada que se vai completar no fim de semana.

No Itaquerão, o Corinthians poderia ter feito um ou dois gols no primeiro tempo. Não fez. A torcida já está acostumada a ver time dominar o adversário, como dominou o Vasco, e não transformar o domínio em gols. Espera com paciência a vitória.

Ela veio no segundo tempo. Tite ajudou, trocando Vágner Love pelo garoto Luciano. Os gols foram saindo com inédita naturalidade: logo no primeiro minuto, Renato Augusto fez 1 a 0; aos 15, Gil fez 2 a 0; aos 31, Elias fechou a conta em 3 a 0.

E o Corinthians vai curtir a folga até 9 de agosto isolado na vice-liderança do Brasileirão, a dois pontos do Atlético.

CBF antecipa Brasileirão para salvar audiência da Globo

Por solicitação da Globo, que para a CBF é uma ordem, teremos dois jogos do Brasileirão às 22 horas desta quarta-feira, antecipados da escala do fim de semana: Atlético x São Paulo, no Mineirão, e Vasco x Corinthians, em Itaquera. Às 22 horas, repita-se. E o pessoal que se vire para voltar para casa lá pela meia noite.

A grade global estava reservada para o primeiro jogo das finais da Libertadores, mas a ausência de um time brasileiro empurra a decisão da mais importante competição de clubes das Américas para a TV por assinatura. Diferentemente da Uefa, a Conmebol não negocia competentemente os direitos de transmissão de suas competições.

Quem compra os direitos da Liga dos Campeões da Europa é obrigado a mostrar a final. Quem compra os direitos da Copa América, da Libertadores não é obrigado a nada. Se obrigações existem, são negociadas por fora do contrato, como estão provando as investigações do FBI sobre cartolas e agentes que operam no futebol das Américas.

Clássicos como Atlético Mineiro x São Paulo e Vasco x Corinthians disputados  numa quarta-feira, terminando quase de madrugada, representam prejuízo econômico e, neste caso concreto, igualmente prejuízo técnico, como disseram ao repórter Rafael Valente, da Folha, o são-paulino Milton Cruz e o atleticano Eduardo Maluf.

O coordenador técnico do São Paulo lembrou que o time  jogou no domingo e, depois do clássico de hoje, só voltará a campo daqui a dez dias:

– Não achei boa a mudança. Sempre é melhor jogar uma vez por semana, com tempo de recuperação e preparação. Às vezes a tabela não permite, mas neste caso era possível.

O diretor do Alético Mineiro lamenta a maratona que terá pela frente após o descanso forçado:

– Isso sim é um prejuízo. Vamos ter dez dias sem partidas, mas depois virá uma sequência de jogos nas quartas e domingos, até o final de agosto. Vamos dar quatro dias de folgas aos jogadores após o jogo no Mineirão por causa dessa maratona.