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Se…

Se valessem apenas as últimas dez rodadas do Brasileirão, como acha que deveria ser a nossa copeira Maria Antonieta, adepta da tese de que futebol é momento, o Vasco estaria brigando ferozmente por uma vaga no G-4.

Confira os números:

– Corinthians: 26 pontos, oito vitórias, 20 gols de saldo

– Cruzeiro: 22 pontos, seis vitórias, 11 gols de saldo

– Ponte Preta: 17 pontos, cinco vitórias, cinco gols de saldo

– Atlético Mineiro: 17 pontos, cinco vitórias, um gol de saldo

– Vasco: 17 pontos, quatro vitórias, quatro gols de saldo

Lá embaixo, o que faz Maria Antonieta pensar em sair distribuindo brioches pela comunidade, o Flamengo estaria vivendo o que, na real, vive hoje o Vasco.

Vamos aos números do hipotético Z-:

20º – Goiás: sete pontos, duas vitórias, dez gols de déficit

19º – Joinville: oito pontos, duas vitórias, seis gols de déficit, oito gols marcados  

18º – Flamengo: oito pontos, duas vitórias, seis gols de déficit, nove gols marcados

17º – Avaí: nove pontos, duas vitórias, oito gols de déficit

16º – Palmeiras: nove pontos, duas vitórias, sete gols de déficit

Coritiba 1 x 0 Santos redefine o G-4 e o Z-4

Com o time quase todo reserva, o Santos foi derrotado pelo Coritiba por 1 a 0 no Couto Pereira e deixou de tirar proveito da ajuda que mais cedo lhe deu o Corinthians, ao golear o São Paulo por 6 a 1.

Se tivesse vencido, estaria no G-4, com 58 pontos, dois à frente do São Paulo e do Internacional, que venceu o Grêmio por 1 a 0 e voltou à briga pela vaga na Libertadores de 2016.

Estacionado nos 55 pontos, o Santos está agora praticamente obrigado a conquistar a Copa do Brasil nas finais contra o Palmeiras, que começam nesta quarta-feira na Vila Belmiro, para chegar à Libertadores.

Pelo Brasileirão, já estão garantidos o Corinthians, o Atlético Mineiro e o Grêmio. A briga pela quarta vaga, segundo as previsões do Departamento de Matemática da Universidade Federal de Minas Gerais, ficou assim:

♦ São Paulo – 52.2% de chances

♦ Internacional – 34.1% de chances

♦ Santos – 12.1% de chances

A vitória do Coritiba tirou-o do Z-4, de onde não sai mais o Joinville, derrotado pelo Vasco por 2 a 1.

Depois desta 36ª rodada, em que o Figueirense empatou com a Chapecoense por 0 a 0, o Goiás empatou com o Atlético Mineiro por 2 a 2 e o Avaí perdeu para o Fluminense por 3 a 1, cinco times lutam para fugir do rebaixamento, mas só três escaparão.

A taxa de risco de cada um, segundo os matemáticos mineiros :

♦ Goiás – 96.7%

♦ Vasco – 87.4%

♦ Avaí – 80.3%

♦ Coritiba – 20.4%

♦ Figueirense   15.2

O Infobola dá números ligeiramente diferentes:

♦ Goiás – 95%

♦ Vasco – 87%

♦ Avaí – 70%

♦ Coritiba – 24%

♦ Figueirense – 24%

Em campo, Esperança x Desespero

Está chegando a hora de uns darem adeus à chance de ainda chegar ao G-4 e de outros se livrarem ou se afundarem de vez no Z-4 do Brasileirão. Três dos quatro jogos desta quarta-feira colocam em campo a esperança e o desespero:

– Serra Dourada, 19h30: Goiás x Coritiba

No confronto entre dois inquilinos do Z-4, vencer, dependendo de outros resultados da noite, é a chance de sair da zona de rebaixamento. Empatar não é bom para nenhum dos dois. Perder é encurtar o caminho para a Segundona.

– Ressacada, 21 horas: Avaí x Joinville

Com um ponto acima da linha de rebaixamento, o anfitrião ainda tem um mínimo de gordura para queimar. O visitante, lanterninha do campeonato, ou vence ou dá adeus, hoje mesmo, à Primeira Divisão.

– Moisés Lucarelli, 21 horas: Ponte Preta x Figueirense

A Ponte precisa da vitória para não perder de vez a pequena chance que ainda mantém de chegar ao G-4 ou, pelo menos, ao G-5. Vencendo, o Figueirense se distanciaria um pouco mais do Z-4. Se perder, pode até voltar para lá.

– Arena da Baixada, 21 horas: Atlético Paranaense x Palmeiras

É uma exceção da noite de esperanças e desespero. Fora de risco, sem maiores pretensões daqui em diante, o Atlético pode ir se preparando para quando 2016 chegar e o Palmeiras terá oportunidade de fazer um treino de bom nível para os dois jogos contra o Santos pelo título da Copa do Brasil.

Derrotas de líder e vice adiam definições na Segundona

Líder, em casa, e vice-líder, fora, se deram mal na antepenúltima rodada da Série B do Campeonato Brasileiro: o Botafogo, que seria antecipadamente campeão se tivesse vencido, foi derrotado por 3 a 0 pelo Santa Cruz, e o América Mineiro, que teria garantido matematicamente a classificação para a Série A, perdeu para o Paraná por 1 a 0.

Deram-se bem o Vitória, que derrotou o Ceará em Salvador por 1 a 0 e chegou aos mesmos 63 pontos do América, e o Santa Cruz, que manteve o quarto lugar, com 61 pontos, quatro a mais do que Bragantino, Náutico e Sampaio Correa, folga que dificilmente deixará escapar nas duas rodadas finais.

O G-4 está, pois, praticamente definido.

Lá embaixo, já se foram para a Série C o Mogi Mirim, o Boa Sport e o ABC.

Ceará, de volta ao Z-4, Macaé, Atlético Goianiense e Paraná vão brigar para não lhes fazer companhia. Ceará e Macaé se cruzarão em Fortaleza na última rodada.

Avaí demite Gilson Kleina após 34ª rodada

Gilson Kleina formava com Tite e Levir Culpi o trio de treinadores no comando de um mesmo time desde a primeira rodada do Brasileirão.

Formava.

Gilson Kleina foi demitido ontem pelo Avaí, primeiro time acima do Z-4, com 35 pontos, um a mais do que o Goiás, o primeiro dos quatro rebaixados

É o segundo técnico demitido após a 34ª rodada. Faltam quatro para acabar o Brasileirão.

Palmeiras e Fluminense acertam contas com o futuro

Zé Roberto @2810@@@

Os dois já frequentaram o Clube dos 4 do Brasileirão, um ainda perambula pela vizinhança, o outro anda mais perto do Z-4 do que dos velhos parceiros de elite,  ambos jogarão no maltratado gramado do Allianz Parque, a partir das 22 horas desta quarta-feira, boa parte das esperanças de que sejam melhores seus dias em 2016.

O Fluminense, visitante que precisa de apenas um empate para seguir em frente na Copa do Brasil e fazer a final com o Santos, é dos dois o mais agoniado nesta noite. Se perder a classificação, nada mais terá a fazer em 2015 do que ir se preparando para quando o Campeonato Carioca e, se tal acontecer, a Primeira Liga chegarem.

Perdendo em casa a chance de continuar na Copa, o Palmeiras poderia reconcentrar as forças no Brasileirão, mas, na verdade, pode perder o rumo, pois é um time que não tem mostrado cabeça para segurar as ondas da torcida movida por frustrações no passado recente e esperanças fantasiosas no presente.

O time se acha melhor do que é e a torcida acreditou nisso.

Uma eventual frustração nas semifinais da Copa do Brasil dificilmente será assimilada pelos palmeirenses a tempo de se recompor para continuar a brigar por uma vaga no G-4 do Brasileirão.

E, no entanto, pelo que o time atual mostrou em seus melhores momentos, a comissão técnica liderada por Marcelo Oliveira vem mostrando desde junho, a diretoria tem se esforçado para mostrar ao longo da temporada e a torcida mostra em quase todos os jogos ao lotar o Allianz Parque, bem que o Palmeiras merece disputar a Libertadores em 2016.

Seria uma boa oportunidade para reforçar o elenco e dar sequência ao trabalho iniciado em 2015. O Palmeiras tem de voltar em definitivo à linha de frente do futebol brasileiro.

E, em especial, um jogador merece demais chegar à final desta Copa do Brasil – o polivalente Zé Roberto, o quarentão mais jovem em atividades nos nossos campos, que faz questão de lembrar:

– É a chance de eu ganhar meu primeiro título nacional jogando no Brasil.

O problema é que, instável como tem sido durante todo o ano, este Palmeiras não merece confiança.

E o Flu, é bom que não se esqueça, já eliminou o favorito Grêmio nas quartas de final.

A Sibéria é logo ali

Eurico na Sibéria @2610@

Invicto há nove rodadas, com quatro vitórias e cinco empates da 24ª à 32ª rodada, o Vasco continua à beira do rebaixamento segundo os sites de análise e previsão matemática.

É cada vez maior a probabilidade de Eurico Miranda se mudar para a Sibéria em 2016, conforme prometeu fazer se o Vasco for para a Segundona: de 95,7% , segundo o site Chance de Gol ; de 89%, segundo o Infobola ; de 90.1, segundo o Departamento de Matemática da UFMG.

Os demais fortes candidatos ao rebaixamento, segundo os três sites:

 Infobola

Joinville – 89%

Goiás   – 77%

Coritiba – 61%

Avaí    – 47%

Figueirense – 32%

 Departamento de Matemática da UFMG

Joinville – 87.4%

Goiás   – 78.7%

Coritiba – 60.6

Avaí    – 51.2%

Figueirense – 27.8%

 Chance de Gol

Joinville – 89.7%

Goiás   – 69.6%

Coritiba – 65.7%

Avaí – 57.7%

Figueirense – 20.2%

Indignada com a situação do Vasco, nossa copeira Maria Antonieta quer mandar de presente natalino para Eurico uma coleção de camisetas, estilo regata, para que ele use em seus passeios siberianos depois do Ano Novo.

(A imagem do encasacado Eurico Miranda, que evidentemente ainda não recebeu o presente da vascaína Maria Antonieta, é criação do site Guerreiros da Colina) 

Vasco empata e fica devendo a Dewson e a Doriva

Desta vez, o pênalti à brasileira castigou o São Paulo e beneficiou duplamente o Vasco no Morumbi. Aos 43 minutos do primeiro tempo, o árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva deu pênalti numa bola que bateu no braço de Matheus Reis e ainda expulsou o lateral tricolor. Nenê bateu e empatou o jogo que o São Paulo vencia desde os 50 segundos com um gol de Luís Fabiano.

No segundo tempo, com 11 contra 10 em campo, o Vasco dominou o jogo, virou para 2 a 1, com um gol de Rodrigo, que falhara escandalosamente no lance em que o São Paulo abriu o placar tão mal a bola rolou no Morumbi, e, ajudado por outros resultados da rodada,  poderia ficar a apenas dois pontos de sair do Z-4 se não tivesse desperdiçado muitas chances de fazer o terceiro até, aos 43, permitir que Rodrigo Caio  empatasse.

De qualquer jeito, o Vasco deve agradecer a Dewson Fernando Freitas da Silva e reconhecer a gratidão de Doriva, que deixou o comando técnico do time ao final da oitava rodada do Brasileirão com apenas três pontos, mas já lhe deu quatro de troco – três no Ponte 0 x 1 Vasco e um neste São Paulo 1 x 2 Vasco de hoje.

O Palmeiras precisa cada vez mais de sua torcida

Marcelo Oliveira: quatro meses de Palmeiras

Marcelo Oliveira: quatro meses de Palmeiras

Em outubro do ano passado, o torcedor do Palmeiras vivia o temor de cair mais uma vez para a Segundona – e por muito pouco isso não aconteceu em dezembro.  Tendo empatado em casa com o Atlético Paranaense na última rodada, o Palmeiras foi salvo pelo Santos, que, em lvador, venceu o Vitória.

Um ano e dois técnicos depois, com um elenco quase inteiramente renovado, o Palmeiras entra na segunda metade de outubro batalhando por uma vaga no G-4 do Brasileirão e, em duplo confronto com o Fluminense, pela classificação às finais da Copa do Brasil.

Nada mal para um time que Marcelo Oliveira vem modelando ao longo das duas campanhas, com apenas quatro meses de trabalho. Não é o que acha boa parte da torcida palmeirense, traumatizada com os insucessos acumulados nas últimas temporadas e cada vez mais impaciente com a inconstância do time atual.

É claro que o palmeirense tem todo o direito de sonhar com a volta aos tempos de glórias, mas é cedo demais para cobrar resultados grandiosos de um time que evidentemente ainda está em formação e precisa se reforçar para ser de novo um aspirante inequívoco aos grandes títulos.

O Palmeiras tem de pensar em 2016, em segurar o promissor Gabriel Jesus, em contratar um ou dois craques e em melhorar o nível médio do elenco de forma que Marcelo Oliveira possa sempre colocar em campo um time que não se descaracteriza quando perde dois ou três titulares.

As coisas estão bem encaminhadas fora do campo, com ampla ajuda da torcida nas bilheterias e apoio financeiro de patrocinadores e fornecedores do clube, e serão facilitadas, é claro, se o Palmeiras garantir em 2015 a classificação para a Libertadores de 2016.

Para tal, o time tem de continuar contando com a vibração de sua gente, pelo menos quando joga em casa, pois hoje vai ter de encarar na Ressacada uma torcida mobilizada para tirar o Avaí da vizinhança do Z-4. Era o que estavam fazendo os palmeirenses há um ano.

Em campo, melhores do Brasileirão contra catarinenses

Arena Grêmio, 21 horas: o anfitrião defende folga na tabela

Arena Grêmio, 21 horas: o anfitrião defende folga na linha de frente

O futuro do Brasileirão rola em pés catarinenses neste fim de semana.

Três dos piores times do campeonato vão enfrentar os três melhores e, embora não tenham como mexer na ordem de classificação, podem encurtar a distância que separa o Corinthians, o Atlético Mineiro e o Grêmio na linha de frente.

O primeiro desafio cabe ao time catarinense em situação menos ruim no Brasileirão, único ainda fora da zona de rebaixamento, por um pontinho apenas:  o Avaí, que em Porto Alegre, às 21 horas deste sábado, enfrentará o Grêmio, terceiro colocado, quatro pontos atrás do vice-líder Atlético.

Para não correr o risco de ver muito encurtada nesta 28ª rodada a folga de quatro pontos à frente do Palmeiras, quarto colocado no campeonato, o Grêmio tem de vencer em casa, mesmo desfalcado de Marcelo Oliveira, Maicon e Douglas.

O problema é que o time, agora dividido entre o Brasileirão e a Copa do Brasil, perdeu a passada que, nos primeiros jogos sob o comando de Roger Machado, parecia levá-lo a disputar o título com o Corinthians e o Atlético Mineiro.

Nas seis últimas rodadas, o Grêmio fez apenas dez pontos, unzinho a mais do que o adversário desta noite, que também precisa da vitória, mas para escapar da proximidade com o Z-4. O Avaí venceu seus últimos três jogos.

O atacante Bobô resume o sentimento gremista:

– É um jogo perigoso, mas a Arena é nossa casa e temos de impor o nosso ritmo sempre.

Amanhã, o Corinthians, contra o Figueirense, e o Atlético, contra o lanterninha Joinville, não poderão invocar tal argumento. Ambos serão visitantes, com obrigação igual à do anfitrião Grêmio: vencer ou vencer.