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Aqui a bola parou no tapetão

Os processos que correm na Justiça dos Estados Unidos contra José Maria Marin, Marcos Polo Del Nero e Ricardo Teixeira não os ameaçam por aqui.

Pelo menos, por enquanto.

Uma decisão anunciada em outubro pela juíza Débora Valle de Brito, da 9ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, confirmada depois pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região, barra a cooperação entre autoridades brasileiras e norte-americanas nas investigações que se seguem à prisão de altos dirigentes da Fifa.

A sentença da juíza ordena que o Ministério da Justiça devolva aos donos os documentos e informações que havia coletado para repassar aos investigadores norte-americanos, a pedido da Promotoria de Nova York, desbloqueia as contas que haviam sido bloqueadas e re-estabelece o sigilo bancário dos investigados.

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Uma espécie ameaçada de extinção

Fernando Sarney, filho você sabe de quem, é um exemplo da sobrevivência da espécie: começou a brincar de cartola na CBF dos tempos de Ricardo Teixeira, atravessou a era José Maria Marin e agora reluz sob a proteção de Marcos Polo Del Nero.

Quase três décadas depois de entrar na brincadeira, vai ser o homem do futebol brasileiro no Comitê Executivo da Fifa.

Vai?

Há quem ache que a espécie está finalmente ameaçada de extinção, sobretudo os exemplares levados a voar acima do que lhes permitem as próprias asas. Correm o risco de serem abatidos em pleno voo.

É o que eles dizem

Marcelo e Marin @0711@@@Nos Estados Unidos, José Maria Marin jura que é inocente.

O juiz Raymond Dearie achou melhor estipular uma fiança de $ 15 milhões para deixá-lo apenas em prisão familiar até decidir se ele é mesmo inocente ou culpado no processo em que é acusado,  com outras altas figuras do mundo da bola, de fraude, conspiração e lavagem de dinheiro.

No Brasil, as organizações Globo anunciam que estão colocando um ponto final na relação com o executivo Marcelo Campos Pinto, que negociava em seu nome os direitos televisivos de futebol havia uns 20 anos e tinha livre trânsito entre cartolas como José Maria Marin.

Jura a Globo que a aposentadoria do executivo não tem nada a ver com isso. Trata-se apenas da “busca de sinergias e integração entre as operações do Grupo Globo”.

Vaivém dos presidentes da CBF

José Maria Marin, o ex que virou vice da CBF e estava morando em Zurique às custas do governo suíço, vai para os Estados Unidos.

Foi extraditado pela justiça do país e em dez dias deve ser entregue a uma escolta policial que o levará ao novo destino.

Marco Polo Del Nero, o atual presidente da CBF, continua no Brasil. Por vontade própria, inarredável.

Veja só que ele diz agora

“A Fifa apoia as intervenções das autoridades norte-americanas e suíças.”

Sabe quem disse isso?

Joseph Blatter, ainda presidente da Fifa.

E não disse em palestra ou entrevista. Escreveu.

Está no artigo que ele assina semanalmente na revista da entidade. Você pode ler o artigo, na íntegra, em espanhol  ou em inglês.

Não era a Fifa que não admitia jamais a intervenção de autoridades governamentais em assuntos seus ou de seus satélites?

Agora, se estamos lendo certo o que hoje publicou o seu presidente, a Fifa apoia inclusive a prisão de Jack Warner, Jeffrey Webb, Costas Takkas, Eugenio Figueiredo, Eduardo Li, Júlio Rocha, Rafael Esquivel e  José Maria Marin.

E apoia igualmente a Procuradoria Geral da Suíça, que abriu um processo criminal contra um certo Joseph Blatter, não apenas xará do autor do artigo publicado hoje em sua revista, por gestão fraudulenta e suspeita de apropriação indébita de recursos do futebol.

O mundo gira e a bola rola.

Suíça extradita mais um dos cartolas presos em Zurique

A Suíça autorizou nesta quarta-feira a extradição para os Estados Unidos do terceiro dos sete dirigentes da Fifa presos em Zurique no dia 27 de maio – o ex-presidente da Federação Venezuelana de Futebol, Rafael Esquivel.

O cartola venezuelano vai se juntar a Jeffrey Webb, das Ilhas Cayman, e Eugenio Figueredo, do Uruguai.

Na lista de espera está o brasileiro José Maria Marin, ex-presidente da CBF.