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Com que time o São Paulo vai à Libertadores?

Como a Conmebol é mais dada a surpresas do que à organização, somente no dia 22 se saberá como será disputada a Libertadores de 2016, com os times alinhados por um Ranking de Clubes que ainda está sendo formatado.

O tal ranking, segundo informa a entidade, vai “estabelecer os cabeças de série de cada grupo, bem como outros times que irão integrar as diferentes linhas para o sorteio”.

A competição começará em fevereiro, é bom lembrar, embora não se saiba ainda exatamente quando.

Para o São Paulo, que disputará a fase eliminatória também conhecida como Pré-Libertadores, começará na primeira quinzena de fevereiro.

Tendo perdido Rogério Ceni, Luís Fabiano e Alexandre Pato, o São Paulo ainda não sabe com que time vai disputar o título continental?

Vai disputar?

O São Paulo, aliás, não sabe ainda nem quem será o treinador.

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Dizem que Muricy vai para o Flamengo. Será?

Assim o presidente Eduardo Bandeira de Mello explicou, em entrevista ao programa Tá na Área, apresentado Bárbara Coelho e Thiago Oliveira no SporTV, por que o Flamengo demitiu Oswaldo de Oliveira a duas rodadas do final do Brasileirão:

–  Foi simplesmente o planejamento para 2016. Decidimos tentar começar o ano já com uma nova comissão técnica, um novo treinador, sem que isso represente nenhuma avaliação negativa ao trabalho do Oswaldo.

E sublinhou:

– Diria que é um processo normal.

Normalíssimo. Tanto que Oswaldo é o terceiro técnico demitido pelo Fla em 2015.

O que não parece normal é a informação que vem pipocando em portais, sites e blogues desde o começo do mês: Muricy Ramalho estaria acertado com Bandeira de Mello para assumir o comando técnico do time em 2016 se o cartola for reeleito.

Quando voltou da visita de trabalho que fez ao Barcelona no mês passado, bem impressionado com o que viu por lá, Muricy disse repetidas vezes que gostaria de voltar ao trabalho em 2016 num clube organizado, com gestão profissional e boa estrutura.

Mal comparando:

♦ Luis Enrique é o quarto treinador do Barcelona desde que Pep Guardiola assumiu a função em 2008 e foi substituído em 2012 por Tito Vilanova, que, vítima de um câncer, morreu em 2014, tendo dado o lugar um ano antes ao argentino Gerardo Martino.

♦ Se assumir ainda em dezembro, para dar largada ao planejamento da próxima temporada, Muricy seria o quarto técnico do Fla em 2014, depois de Vanderlei Luxemburgo, Cristóvão Borges e do recém demitido Oswaldo.

O que o campeão e o lanterna têm em comum

O Corinthians, campeão brasileiro, e o Joinville, primeiro rebaixado para a Segundona, têm algo em comum: já estão tratando de 2016.

Enquanto se preparam sem muitas preocupações para o jogo de domingo contra o Sport no Recife, os jogadores corintianos estão passando pela bateria de exames médicos que normalmente são realizados no início da temporada.

A antecipação dos exames dará mais tempo à comissão técnica para trabalhar o time na volta das férias.

Boa parte da pré-temporada corintiana em 2016 será nos Estados Unidos, o que inclui amistosos com Atlético Mineiro, o Shakhtar Donetsk e Fort Lauderdale Strikers.

O lanterninha Joinville ainda não abriu os trabalhos da próxima temporada, mas garantiu a renovação do contrato do treinador Paulo César Gusmão, que assim comandará o time na Série B com a pretensão de trazê-lo de volta à A em 2017.

Por que o São Paulo não quer saber de Muricy

A incompatibilidade de gênios, digamos assim, entre o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, e Muricy Ramalho impede o São Paulo de apostar no retorno do treinador que já lhe deu tantos títulos e agora, turbinado por meses de descanso e de observação direta do trabalho desenvolvido pela comissão técnica do Barcelona, parece em sintonia com a necessidade urgente de reinventar o futebol brasileiro no dia a dia.

É uma pena.

Um cafezinho não tirará Falcão do Sport para o São Paulo

Falcão: desejo do São Paulo para substituir Doriva

Falcão: desejo do São Paulo para substituir Doriva

Informa Luiz Prosperi em seu blog  no Estadão que “Falcão pode aparecer no futebol paulista na próxima temporada” e especifica: “Seu destino seria o São Paulo na vaga de Doriva”.

Que o São Paulo queira, tudo bem; que ele vá, duvideodó.

Paulo Roberto Falcão é um dos profissionais mais sérios do futebol brasileiro e resolveu ir para o Sport porque se identifica com a filosofia da gestão atual, que dá tempo ao treinador para desenvolver seu trabalho a longo prazo.

É o que Falcão sempre quis como treinador e nunca teve desde que estreou na Seleção em 1990, após o vexame na Copa do Mundo, para fazer um bem sucedido trabalho de renovação que desembocou na efetiva participação de jogadores como Cafu, Márcio Santos e Mauro Silva na campanha do tetra nos Estados Unidos, já sob o comando técnico de Carlos Alberto Parreira.

Demitido como vice-campeão da Copa América de 1991, Falcão perambulou por equipes como o América, do México, o Internacional e a seleção do Japão até trocar os campos pelos estúdios de TV em 1994, retornando à carreira de técnico em 2011, com passagens rápidas pelo Inter, novamente, e pelo Bahia.

Agora, toca um projeto em que acredita e dificilmente o largará no meio do caminho. Não é do seu feitio.

Para dificultar ainda mais sua contratação pelo São Paulo, há a justificativa que os cartolas são-paulinos deixaram escapar a Prosperi: “Seu custo não chegaria nem perto do que Osorio faturava e pode ser até mais baixo do que Doriva recebe do clube”.

Falcão gosta de ganhar bem, conhece seu valor no mercado e, como boa parte dos boleiros que ganharam seu suado dinheiro nas últimas décadas do século 20, é tão pão-duro que, em nossos tempos de convivência mais frequente, sempre que ele me convidava para tomar um café, eu me sentia na obrigação de antecipadamente tirar a dúvida:

– O convite inclui o café, Falcão?

Nunca incluía.

Um colombiano dividido entre o São Paulo e o México

Juan Carlos Osorio: admiração e tolerância da torcida

Juan Carlos Osorio: admiração e tolerância da torcida

Já há são-paulino lamentando que Juan Carlos Osorio, na entrevista coletiva após a vitória sobre o Vasco pela Copa do Brasil, tenha confessado que pode aceitar o convite para comandar a seleção mexicana:

– Uma possibilidade de Copa do Mundo é algo diferente. Tenho objetivos como qualquer um. Meu coração e minha mente estão aqui, mas não posso falar o que vai acontecer amanhã.

Simpático, embora franco, carismático a seu modo, o treinador colombiano tem angariado fãs na torcida tricolor e na mídia brasileira em proporção que não se casa com o desempenho do time sob seu comando no Campeonato Brasileiro.

Em 22 jogos, o São Paulo de Osorio conquistou 32 pontos – 48,5% dos 66 disputados. Este percentual o colocaria atrás do Santos, que hoje é o oitavo colocado no Brasileirão com um rendimento de 49,4%.

Quando Osorio assumiu o comando técnico, na sexta rodada, o São Paulo já tinha vencido o Flamengo, o Joinville e o Santos, empatado com o Internacional e perdido para a Ponte Preta. Somava dez pontos – 66,6% dos 15 disputados. Tal aproveitamento lhe valeria hoje a vice-liderança do Brasileirão.

Em sua coluna na Folha desta quarta-feira (para assinantes do jornal ou do UOL), depois de analisar o trabalho de Osorio com a serena lucidez de sempre, o craque Tostão registra: “Há também uma excessiva tolerância com o técnico colombiano, por ser estrangeiro, como se todos fossem mais bem preparados e mais modernos, e também porque estamos carentes de um treinador diferente”.

A simpatia e a franqueza de Juan Carlos Osorio explicam a admiração mais ou menos generalizada por um trabalho de resultado apenas mediano. Se ganhar a Copa do Brasil, o colombiano será idolatrado no Morumbi. Se não conquistar o caneco, não haverá carente que o segure no emprego.

– Todos aqui sabem da realidade do futebol brasileiro: três ou quatro maus resultados, e eu seguramente não estarei aqui.

Osorio já sabe como a bola rola pelos campos de cá. Talvez seja diferente no México.

O ‘projeto’ que seduziu Eduardo Baptista

Eduardo Baptista:

Eduardo Baptista: “Chego ao Fluminense muito animado”

O presidente do Sport, João Humberto Martorelli, garante que não tentou impedir a saída do treinador Eduardo Baptista, contratado pelo Fluminense para substituir Enderson Moreira e justifica:

– Ele já chegou dizendo que estava saindo por causa da proposta financeira. Já chegou com a decisão unilateral. Eu achava que isso poderia acontecer, mas não esperava que acontecesse da maneira como aconteceu.

Eduardo Baptista, 45 anos, filho e antigo auxiliar de Nelsinho Baptista, dá uma explicação diferente para ter topado assumir seu segundo emprego de treinador apenas três meses depois de dizer, em  entrevista à ESPN, que não deixaria o Sport antes do fim do contrato por nenhuma outra oferta e enfatizar: “pode vir a proposta que for”. O que ele diz agora:

– O que me seduziu foi o projeto apresentado pelo presidente Peter Siemsen, que tem uma leitura sobre futebol muito parecida com a minha. Acredita na importância dos jogadores experientes e nas divisões de base. Chego ao Fluminense muito animado.

Se a “leitura sobre futebol” do presidente do Flu não tiver mudado nos últimos dias, Eduardo Baptista pode se preparar para procurar o terceiro emprego daqui a seis meses. É a média de duração de um técnico no clube desde que Peter Siemsen assumiu a presidência em 2010.

Bem informado, o jovem treinador que comandou o Sport por um ano e sete meses certamente está sabendo o que o espera no novo trabalho: a oito pontos do G-4 e a seis do Z-4, o Fluminense fechou a 26ª rodada em 11º lugar no Brasileirão, com 34 pontos, e ainda corre pelo menos 5% de risco de ser rebaixado, segundo o matemático Tristão Garcia em seu site Infobola, ou 5,9%, segundo o Departamento de Matemática  da Universidade Federal de Minas Gerais.

É pouco? É, mas a classificação e a pontuação de hoje são exatamente iguais às da 26ª rodada do Brasileirão de 2013, ano em que o Flu acabou  rebaixado no campo e salvo no tapetão porque a Portuguesa, após escalar irregularmente o jogador Héverton numa partida, foi punida com a perda de pontos.