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Copa do Brasil pode ser decidida na Vila

Dorival x Marcelo: luta por vaga na Libertadores

Dorival x Marcelo: luta por vaga na Libertadores

Não é o melhor momento de nenhum dos dois na temporada: o Palmeiras, depois de muito sobe-e-desce, não vence um jogo do Brasileirão há cinco rodadas; o Santos venceu um, empatou três e perdeu um, resultados que lhe custaram a vaga no G-4, agora ocupado pelo São Paulo.

O Palmeiras também tinha frequentado o clube, mas de lá foi desligado faz tempo. Hoje está em décimo lugar, a cinco pontos do Santos, sexto colocado. É o time paulista com pior campanha no Brasileirão.

Para um e outro, o título da Copa do Brasil, que começam a decidir às 22 horas na Vila Belmiro, é o caminho mais viável rumo à Libertadores de 2016. O Santos até pode reverter a situação no Campeonato Brasileiro, mas o Palmeiras só tem a Copa do Brasil como salvação.

Marcelo Oliveira, que três vezes chegou à final e três vezes foi vice-campeão, leva a vantagem teórica de decidir o título em casa na próxima quarta-feira, mas promete botar o Palmeiras para atacar o Santos na Vila.

Tem razão. Embora o tal gol qualificado não valha nas finais, o Palmeiras precisa de um bom resultado hoje para não ter de se arriscar demasiadamente e dar campo ao contra-ataque quase sempre mortal do Santos daqui a uma semana no Allianz Parque.

Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil de 2010 com o Santos de Robinho, Ganso e Neymar, quer liquidar hoje a fatura de 2015.

Embora não tenha saído do 0 a 0 com o Flamengo no domingo, o Santos é quase imbatível em casa. Tinha vencido os 12 jogos anteriores do Brasileirão. Em 18 jogos na Vila, só perdeu um – para o Grêmio, há mais de quatro meses.

Foram mais 14 vitórias e três empates, 42 gols marcados, 14 sofridos (metade nos cinco jogos anteriores à chegada de Dorival, incluindo a derrota para o Grêmio e os empates com a Ponte e o Sport).

Nesta Copa do Brasil, o Santos venceu os seis jogos que fez na Vila, com direito a 2 a 0 no Corinthians e 3 a 1 no São Paulo.

São resultados que devem preocupar o Palmeiras.

Remo é roubado em casa e não vai à final da Série D

Sete homens armados invadiram nesta segunda-feira a sede do Clube do Remo, em Belém,  e levaram R$ 423.632,00 que estavam reservados ao pagamento de funcionários e jogadores.

Pouco depois, no Mangueirão, o Remo empatou por 0 a 0 com o Botafogo de Ribeirão Preto e, como havia sido derrotado no primeiro jogo das semifinais por 1 a 0, perdeu a chance de se classificar para a final da Série D do Campeonato Brasileira.

Botafogo e River, do Piauí, disputarão o título.

Copa do Brasil: Santos é favorito na final com o Palmeiras

Ricardo Oliveira x Zé Roberto: confronto valerá caneco da Copa do Brasil

Ricardo Oliveira e Zé Roberto vão decidir a Copa do Brasil

Michel Bastos definiu com rigorosa precisão a classificação do Santos para a final da Copa do Brasil após o duplo 3 a 1 sobre o seu São Paulo:

– Venceu o time que se comportou melhor, que teve mais qualidade nos dois jogos.

Que mais se pode dizer além do que disse o autor do solitário gol são-paulino na Vila Belmiro?

O Santos é o favorito ao caneco não apenas pelo que mostrou no Morumbi na semana passada e na Vila nesta quarta-feira, quando repicou os 3 a 1, com dois gols de Ricardo Oliveira e um golaço de Marquinhos Gabriel.

O favoritismo santista é reforçado pelo que o seu adversário na final ficou devendo nas semifinais tanto no Maracanã como no Allianz Parque.

O Palmeiras, que se salvou por pouco de cair fora da final no primeiro jogo, largou em alta velocidade na noite desta quarta e já vencia por 2 a 0 aos 17 minutos do primeiro tempo, com dois gols de Lucas Barrios, passando a impressão de que liquidar as pretensões do Fluminense era apenas uma questão de tempo. Mais uma vez, era falsa a impressão passada por este Palmeiras de altos e baixos.

Movido em campo pela boa movimentação e pela clarividência do meia Robinho no primeiro tempo, o time voltou à inconstância de sempre quando ele cansou no segundo e despareceu em campo quando Rafael Marques o substituiu aos 18 minutos.

Gerson mudou o jogo, dando ao Flu no segundo tempo a fluência que Robinho dera ao Palmeiras no primeiro.

E foi aproveitando de cabeça um lançamento preciso do garoto que Fred fez aos 25 o gol tricolor que levou para os pênaltis a decisão da vaga na final.

Até que o Flu mereceria mais no Allianz Parque, como merecera mais no Maracanã, mas o duplo 2 a 1, mas a sorte premiou o time mais competente na cobrança dos pênaltis: Rafael Marques, Jackson, Cristaldo e Allione fizeram para o Palmeiras, Jean fez o único do Flu. Fernando Prass defendeu a cobrança de Gustavo Scarpa e Gum mandou a bola fora do estádio.

Zé Roberto e Fred, que fechariam a série, ficaram dispensados da cobrança.

Seria o segundo embate do lateral do Palmeiras com Diego Cavalieri. Aos 17 minutos de jogo, o goleiro quase impediu o segundo gol palmeirense, defendendo o pênalti cobrado pelo lateral, mas Barrios aproveitou o rebote e fez os 2 a 0.

A incapacidade de manter o jogo sob domínio após conseguir vantagem tão significativa nos primeiros minutos prenuncia as enormes dificuldades que o Palmeiras terá para enfrentar o favorito Santos nas finais dos dias 25 de novembro e 2 de dezembro.

Rogério Ceni será canonizado se o São Paulo for à final

Rogério Ceni: sonho quase impossível na Vila

Rogério Ceni: sonho quase impossível na Vila

O torcedor são-paulino talvez se lembre de que seu time perdeu para os reservas do Ceará por 2 a 1, no Morumbi, o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil e deu o troco uma semana depois vencendo em Fortaleza por 3 a 0.

E daí?

É exatamente o placar que o São Paulo precisa fazer nesta quarta-feira, 28, em Santos para chegar à final da competição.

Não se trata, então, de sonho impossível, há de pensar o tricolor mais animado.

Impossível não é, mas a Vila Belmiro não é o Castelão e o Santos de Vanderlei, Renato, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol não é o Ceará de Luís Carlos, Tiago Cametá, Wescley, Carlão e Siloé.

Sofrer três gols na Vila é coisa que nesta temporada só aconteceu ao Santos contra o Grêmio, pela 11ª rodada do Brasileirão, jogo em que Geuvânio foi expulso aos 28 minutos do primeiro tempo por ter retornado ao campo após entender erradamente uma confusa sinalização do árbitro Felipe Gomes da Silva.

O placar do jogo foi 3 a 1, o suficiente hoje para levar para os pênaltis a briga pela vaga nas finais da Copa do Brasil, e o técnico do Santos ainda era Marcelo Fernandes.

Fazer três gols fora de casa nesta temporada, além dos 3 a 0 no Castelão, é algo que o São Paulo só conseguiu contra a Penapolense, pelo Paulistão, e contra o Vasco, em Brasília, pela 12ª rodada do Brasileirão. Era o Vasco de Celso Roth, e o São Paulo de Juan Carlos Osorio lhe enfiou 4 a 0.

Desde aquela derrota para o Grêmio em 5 de julho, o Santos venceu todos os 14 jogos que disputou na Vila – 11 pelo Brasileirão, três pela Copa do Brasil. Aliás, em 11 jogos nesta Copa do Brasil, o Santos empatou apenas um, com o Maringá, e venceu os outros dez, incluindo os dois com o Corinthians.

Nos 32 jogos que fez em casa em 2015, o Santos só não marcou gol em um, justamente contra o São Paulo, em 11 de fevereiro, pelo Paulistão. Foi 0 a 0. Muricy Ramalho ainda era o técnico tricolor.

Campeão da Libertadores, campeão mundial de clubes, três vezes campeão brasileiro, o goleiro do São Paulo jamais conquistou o título da Copa do Brasil. É por isso que Alan Kardec, falando por muitos de seus companheiros, prometeu há poucos dias:

– Vamos jogar por nós, pela torcida e pelo Rogério. Um título como o da Copa do Brasil marca a vida da gente.

Se o São Paulo reverter hoje a desvantagem na Vila Belmiro, Doriva e comandados entrarão para a história e Rogério Ceni será canonizado antes de pendurar as luvas.

É mais fácil o Vasco escapar ao rebaixamento no Brasileirão. Muito mais fácil.

Será o Santos de novo o campeão?

Gabigol: 14º gol na história da Copa do Brasil

Gabigol: 14º gol na história da Copa do Brasil

Escuridão e muita chuva anunciavam um jogo de baixa qualidade no Morumbi, mas o que se viu, desde que a bola começou a escorregar no gramado encharcado, foi um São Paulo cheio de ânimo em busca da vitória, único resultado que lhe permitiria ir a Santos na semana que vem com chances concretas de chegar à final da Copa do Brasil.

Aos 14 minutos, embora estivesse melhor no jogo, o São Paulo levou um susto: aproveitando ótimo passe de Daniel Guedes, Gabigol fez 1 a 0 para o Santos. Foi o 14º gol do garoto numa Copa do Brasil, recorde de um jogador santista na história da competição.

Na noite desta quarta, porém, Pato estava esperto. Aos 25, matou no peito a bola lançada por Michel Bastos e, sem deixá-la cair no chão, empurrou-a com enorme categoria a rede de Vanderlei.

O 1 a 1 era o mínimo que o São Paulo estava merecendo.

No restante do primeiro tempo, continuou melhor, mas permitiu alguns contra-ataques perigosos ao Santos. Nem bem começou o segundo tempo, Ricardo Oliveira fez 2 a 1 para o Santos e mudou em definitivo o andamento da partida.

Antes do quinto minuto, Marquinhos Gabriel liquidou as esperanças tricolores, fazendo 3 a 1 para o Santos.

Até que no desespero, com os atacantes Pato, Luis Fabiano e Alan Kardec em campo, o São Paulo ainda criou algumas chances de gol, mas nada que mudasse a história da partida.

Para chegar às finais, terá de vencer o Santos por 3 a 0 na Vila Belmiro. Milagre não é a especialidade tricolor.

No Maracanã, depois fazer 2 a 0 no primeiro tempo, com gols de Marcos Junior e Gum, o Fluminense permitiu no segundo que o Palmeiras diminuísse para 2 a 1 em cobrança de pênalti por Zé Roberto.

Ficou bem mais difícil garantir o bilhete para as finais. Afinal, ao Palmeiras bastará o 1 a 0 no jogo da volta no Allianz Parque.

Marcelo Oliveira, que disputou e perdeu três decisões da Copa do Brasil, com o Coritiba em 2011 e em 2012 e com o Cruzeiro em 2014, tem boas chances de emplacar a quarta final em cinco anos. Ganhá-la é outra história.

Gabigol, Ricardo Oliveira, Marquinhos Gabriel e companhia não menos ilustre mostraram, no final da noite da quarta e começo da madrugada da quinta, que quem dá bola nesta Copa do Brasil é o Santos.

Libertadores: River fica mais perto do título

Ficou para Buenos Aires a decisão da Libertadores: o Tigres tentou, tentou, mas não conseguiu vencer o River Plate em Monterrey.

O 0 a 0 iguala teoricamente as chances dos dois na quarta-feira que vem no Monumental de Nuñez, pois um novo empate, por qualquer resultado, levará a decisão para os pênaltis.

Na prática, dificilmente o River entregará os pontos diante de seus torcedores. Parece que o caneco ficará mesmo na América do Sul. É o que acha a torcida, tanto que os ingressos para a  finalíssima em Buenos Aires já estavam esgotados antes do jogo em Monterrey.

Tigres e River abrem luta pelo título da Libertadores

Ninguém mais por aqui dá bola para a Libertadores, mas hoje começa a decisão do título que foi sonho passageiro de corintianos, são-paulinos, atleticanos, cruzeirenses e colorados no começo da temporada.

O Tigres recebe o River Plate em Monterrey, onde estraçalhou o Inter na semifinal,  para primeiro dos dois jogos que valem o caneco.

Mexicanos e argentinos já se cruzaram nesta Libertadores, ainda na fase de grupos. Empataram em Buenos Aires por 1 a 1 e em Monterrey por 2 a 2, mas o Tigres fechou a fase em primeiro lugar no Grupo 6, com 14 pontos, o dobro do que conseguiu o River, que chegou às oitavas com a pior campanha de todos os 16 classificados. O Tigres só ficou atrás do Boca Juniors, que fez os 18 pontos que poderia fazer no Grupo 5.

Das oitavas até chegar à final, o River eliminou o Boca, o Cruzeiro e o Guaraní; o Tigres tirou o Universitario Sucre, o Emelec e o Inter.

Depois da fase de grupos, foi mais dura e bem sucedida a campanha do River, que não perdeu nenhum dos seis jogos no mata-mata. O Tigres foi derrotado pelo Emelec em Guayaquil e pelo Internacional em Porto Alegre.

Se conseguir segurar o ímpeto dos mexicanos em Monterrey, o River Plate ficará muito perto de conquistar o caneco que já foi seu em 1986 e em 1996.

Por mais que desagrade à torcida brasileira a ideia de um time argentino se sagrar  campeão pelo segundo ano consecutivo, em seguida aos quatro títulos conquistados por brasileiros, não é melhor do que despachar para  a América do Norte o mais importante troféu do futebol sul-americano?