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O campeão dos campeões

Palmeiras campeão @0312@    Palmeiras: primeira festa de campeão no Allianz Parque – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Fernando Prass: campeão dos campeões da Copa do Brasil

Fernando Prass: campeão dos campeões da Copa do Brasil

No jogo, o santista Vanderlei foi mais decisivo do que ele, prova eloquente de que o Palmeiras mereceu folgadamente o título que acabou conquistando na cobrança de pênaltis ou, como reza a regra do futebol, na decisão por tiros diretos da marca penal.

Nos pênaltis, Fernando Prass garantiu caneco. Defendeu o chute de Gustavo Henrique, na segunda cobrança do Santos, e deu o primeiro título palmeirense no Allianz Parque ao  mandar para a rede de Vanderlei o pênalti decisivo.

Pode-se até lembrar que o Santos fez uma Copa do Brasil melhor do que o Palmeiras e poderia ter garantido o caneco no jogo da Vila, mas ninguém negará que o campeão é o time que dominou a finalíssima, vencendo por 2 a 1 nos 90 minutos, com gols de Dudu, e por 4 a 3 a disputa nos pênaltis.

O garoto Gabriel Jesus brilhou em campo até ter de sair ainda aos 40 minutos do primeiro tempo, novamente vítima da lesão no ombro; Lucas Barrios fez uma grande partida até ser substituído por Cristaldo na metade do segundo tempo; Dudu, além dos dois gols, multiplicou-se em campo; Matheus Sales mostrou o dom da onipresença; Robinho participou dos dois gols.

Marcelo Oliveira: campeão em sua quarta final da Copa do Brasil

Marcelo Oliveira: finalmente, campeão da Copa do Brasil

Nenhum deles teve a importância de Fernando Prass na noite da quarta que  o Palmeiras estendeu gloriosamente até a madrugada desta quinta-feira. O camisa 1 é o campeão dos campeões palmeirenses.

O comandante Marcelo Oliveira, campeão da Copa do Brasil pela primeira vez em sua quarta final, já não lhe pode cobrar o título que ele lhe roubou, com a camisa do Vasco, em 2011.

Mais do que todos, Marcelo Oliveira merecia este título que o Palmeiras acaba de conquistar pela terceira vez.

Mais do que ele, somente a torcida do palmeirense, que bateu duplo recorde no Allianz Parque – de público: 39.660 torcedores; e de renda: R$ 5.336.631,00.

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Palmeiras e Santos apostam nos números – do outro!

Amanhã, quarta-feira, Palmeiras e Santos farão no Allianz Parque a finalíssima da Copa do Brasil.

Ao Santos, que venceu o primeiro jogo na Vila Belmiro por 1 a 0, bastará um empate para ser campeão.

O Palmeiras conquistará o título se vencer o jogo por, no mínimo, dois gols de diferença. A decisão irá para os pênaltis se o Palmeiras vencer por apenas um gol de diferença.

Você apostaria no Santos?

Saiba que, fora de casa, o Santos venceu apenas um dos 19 jogos que fez no Brasileirão, perdeu 11 e empatou sete.

Perder como visitante tem sido rotina, embora não tanto na Copa do Brasil, em que os santistas venceram quatro de seis jogos em casa alheia, incluindo o Itaquerão e o Morumbi.

É o caso de apostar no Palmeiras?

Saiba que, após vencer o Figueirense por 2 a 0 em 12 de setembro, o Palmeiras sofreu pelo menos um gol em cada um das 17 partidas que fez depois – 12 pelo Brasileirão, cinco pela Copa do Brasil.

Repetindo a sina amanhã, o Palmeiras teria de marcar, no mínimo, dois gols para levar a decisão para os pênaltis; ou três para ganhar o caneco nos 90 minutos de jogo. Afinal, o Santos marcou pelo menos um golzinho em todos os 13 jogos que fez até agora pela Copa do Brasil.

Os números de Palmeiras e Santos em 2015 não iluminam muito a finalíssima de amanhã? Que tal examinar o confronto direto?

Seis vezes o clássico já foi disputado nesta temporada – três no Paulistão, duas no Brasileirão e uma na Copa do Brasil. Foram quatro jogos na Vila Belmiro, todos com vitória santista, todos por um gol de diferença; e dois jogos no Allianz Parque, ambos com vitória palmeirense, ambos por um gol de diferença.

Esqueça os números.

Copa do Brasil pode ser decidida na Vila

Dorival x Marcelo: luta por vaga na Libertadores

Dorival x Marcelo: luta por vaga na Libertadores

Não é o melhor momento de nenhum dos dois na temporada: o Palmeiras, depois de muito sobe-e-desce, não vence um jogo do Brasileirão há cinco rodadas; o Santos venceu um, empatou três e perdeu um, resultados que lhe custaram a vaga no G-4, agora ocupado pelo São Paulo.

O Palmeiras também tinha frequentado o clube, mas de lá foi desligado faz tempo. Hoje está em décimo lugar, a cinco pontos do Santos, sexto colocado. É o time paulista com pior campanha no Brasileirão.

Para um e outro, o título da Copa do Brasil, que começam a decidir às 22 horas na Vila Belmiro, é o caminho mais viável rumo à Libertadores de 2016. O Santos até pode reverter a situação no Campeonato Brasileiro, mas o Palmeiras só tem a Copa do Brasil como salvação.

Marcelo Oliveira, que três vezes chegou à final e três vezes foi vice-campeão, leva a vantagem teórica de decidir o título em casa na próxima quarta-feira, mas promete botar o Palmeiras para atacar o Santos na Vila.

Tem razão. Embora o tal gol qualificado não valha nas finais, o Palmeiras precisa de um bom resultado hoje para não ter de se arriscar demasiadamente e dar campo ao contra-ataque quase sempre mortal do Santos daqui a uma semana no Allianz Parque.

Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil de 2010 com o Santos de Robinho, Ganso e Neymar, quer liquidar hoje a fatura de 2015.

Embora não tenha saído do 0 a 0 com o Flamengo no domingo, o Santos é quase imbatível em casa. Tinha vencido os 12 jogos anteriores do Brasileirão. Em 18 jogos na Vila, só perdeu um – para o Grêmio, há mais de quatro meses.

Foram mais 14 vitórias e três empates, 42 gols marcados, 14 sofridos (metade nos cinco jogos anteriores à chegada de Dorival, incluindo a derrota para o Grêmio e os empates com a Ponte e o Sport).

Nesta Copa do Brasil, o Santos venceu os seis jogos que fez na Vila, com direito a 2 a 0 no Corinthians e 3 a 1 no São Paulo.

São resultados que devem preocupar o Palmeiras.

Como se fosse uma decisão

No Itaquerão, após Corinthians 6 x 1 São Paulo, Ralf recebe a taça de campeão brasileiro

Após Corinthians 6 x 1 São Paulo, Ralf recebe a taça de campeão brasileiro

Enganou-se quem acreditou, como este blogueiro, que a ausência do trio Gil-Elias-Renato Augusto e o clima de festa no Itaquerão favoreceriam o São Paulo em sua luta para continuar no G-4.

O Corinthians, ainda mais reserva do que se prenunciava, não perdoa. Joga sempre como se fosse decisão. Tite não permite poupança de energia em campo. E, sem perder a vibração, o Corinthians decide as paradas com a frieza de campeão.

Não tem Elias, Jadson nem Renato Augusto?

Bruno Henrique vai lá e faz Corinthians 1 x 0 São Paulo.

Malcom e Vagner Love não estão em campo?

Romero faz 2 a 0.

O primeiro tempo está acabando, Gil também não veio?

Pouco importa: Edu Dracena faz 3 a 0.

Vamos ao segundo tempo.

Danilo, o polivalente camisa 12, no exercício mais uma vez da titularidade, como diria Tite nos velhos tempos, se dá ao luxo de fazer uma assistência, de letra, para o talismã Lucca marcar o seu: 4 a 0.

E como o talismã estava esperando a bola cruzada por Romero, o tricolor Hudson achou melhor cortar o caminho e tocá-la logo para as redes de Denis: 5 a 0.

Será que o São Paulo não vai esboçar nenhuma reação? Não diziam por aí que Paulo Henrique Ganso e até Alexandre Pato eram os responsáveis pela apatia que tantas vezes o São Paulo de Milton Cruz, Juan Carlos Osorio e Doriva mostrou em campo? Nenhum deles está em Itaquera.

E o São Paulo reagiu muito de leve, com um gol de Carlinhos um pouco depois da metade do segundo tempo. Diminuiu o vexame: 5 a 1.

Teremos mais?

Sim, claro. O Corinthians não sossega. Pênalti de Reinaldo em Romero. Cristian bate e faz 6 a 1.

Acabou? Não. O São Paulo também tem um pênalti a seu favor. Alan Kardec cobra, Cássio defende.

Algum titular do Corinthians tinha de mostrar serviço.

Acabou a festa. É hora de o capitão Ralf receber a taça.

Festa no Itaquerão: do Corinthians ou do São Paulo?

Corinthians recebe São Paulo para  equilibrar as contas domésticas

Corinthians recebe São Paulo para zerar as contas domésticas

O dia é de festa corintiana, com certeza de recorde de público no Itaquerão, mas a maior alegria pode ser dos são-paulinos, que estão na luta com os santistas, ponto a ponto, pela última vaga disponível no G-4.

O jogo das 17 horas em nada altera a posição do campeão, mas é a chance de eliminar um raro déficit em sua quase irretocável campanha – os pífios 42,8% de aproveitamento no confronto direto com os outros times paulistas, com apenas duas vitórias em sete jogos, mais três empates e duas derrotas.

O Corinthians perdeu em casa para o Palmeiras e empatou no Allianz Parque; perdeu para o Santos na Vila Belmiro e venceu em Itaquera; venceu em casa a Ponte Preta e empatou no Moisés Lucarelli; empatou com o São Paulo no Morumbi.

Se derrotar o São Paulo na festa em que receberá o caneco e as faixas de campeão, o Corinthians terá feito 12 pontos em oito jogos contra os rivais paulistas. Serão 50% dos pontos disputados.

Não é muito para um time que tem 73,3% de aproveitamento no campeonato, mas pelo menos conseguiria zerar a conta doméstica e calar a boca dos vizinhos.

O problema é que os corintianos só querem saber de festa a esta altura do Brasileirão e não contarão com Gil, Elias e Renato Augusto, um favorecimento enorme às pretensões do São Paulo de se manter em quarto lugar, pelo menos um ponto à frente do Santos, que vai ao Paraná enfrentar o desesperado Coritiba.

Bota é campeão e vai fazer festa com Maitê

Num campinho ruim de doer, vinte anos depois de ter sido verdadeiramente campeão brasileiro, o Botafogo acaba de se sagrar antecipadamente campeão da Série B de 2015 ao derrotar o ABC por 2 a 1.

Foi no Mané Garrincha, em Brasília. A festa será sábado que vem no Nilton Santos, o Engenhão,  na partida contra o América Mineiro.

Maitê Proença estará lá – ainda não se sabe com que traje.

Definitivamente campeão

() SPO Corinthians comemora título em São Januário – Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Tite, Renato Augusto, Elias e Vágner Love: caras do Corinthians campeão

Tite, Renato Augusto, Elias e Vágner Love: caras do Corinthians campeão

Qualquer estagiário de Fisiologia sabe que as 46 horas de intervalo entre Brasil 3 x 0 Peru e o Vasco x Corinthians decisivo para ambos eram insuficientes para a completa recuperação muscular de Gil, Elias e Renato Augusto, que tinham jogado os 90 minutos em Salvador.

Esquecida a disparidade técnica entre os dois times, é quase natural que o Vasco tenha determinado o andamento do jogo em boa parte do primeiro tempo, pelo menos até os 30 minutos, com mais presença no campo ofensivo e maior número de finalizações.

Nos 15 minutos seguintes, o Corinthians se impôs, adiantou suas linhas e chegou mais perto de abrir o placar. O Vasco se desconcentrou, passou a ceder espaço no meio de campo, perdeu a força de ataque.

No segundo tempo, o Vasco retomou o ritmo inicial, com mais posse de bola e maior força no ataque.

Como se tivesse preservando as forças parcialmente gastas dois dias antes na Seleção, o Corinthians recolheu-se ao campo de defesa para apostar no contra-ataque.

Antes dos 15 minutos, Jorginho trocou Rafael Silva por Jorge Henrique e Tite resolveu substituir Renato Augusto, o mais cansado do trio que veio da Seleção, por Rodriguinho.

Em seguida, o vascaíno Rodrigo fez uma falta escandalosa em Malcom, acertando a chuteira na cabeça do corintiano quase na altura do Cristo Redentor, e foi imediatamente expulso pelo bom árbitro Anderson Daronco.

Com 11 contra 10 em campo e mais meia hora de jogo pela frente, que mais o Corinthians poderia querer na noite inesquecível desta quinta-feira?

O São Paulo ia trucidando o Atlético Mineiro no Morumbi até chegar aos 4 a 2 que dariam matematicamente o título ao Corinthians qualquer que fosse o resultado em São Januário.

E não é que, com 10 contra 11 corintianos, o Vasco fez 1 a 0, gol de Julio Cesar, quando Riasco já tinha dado lugar a Éder Luís e Elias tinha sido trocado por Lucca?

E foi o talismã Lucca, depois de perder duas vezes a chance de empatar o jogo, que desviou a bola para Vágner Love fechar o placar em 1 a 1, enlouquecer de vez a pequena parcela de corintianos em São Januário, arrancar lágrimas de Renato Augusto à beira do gramado e espocar fogos em toda São Paulo.

Como estava escrito desde antes do retorno de Charles William Miller com algumas bolas e um livro de regras para plantar por aqui as sementes do esporte que encantava os ingleses, o Corinthians é o campeão brasileiro de 2015. Hexacampeão!