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Corinthians ri no final e depois chora de felicidade

Corinthians quase campeão @0711@@@Festa para Lucca: gol a três  minutos do final – Foto: Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Os corintianos que andaram falando em antecipar as férias não estavam brincando. Nem todos compareceram ao trabalho hoje em Itaquera e, assim, o Corinthians penou para fazer os 2 a 1 sobre o  Coritiba que podem valer a festa de campeão brasileiro de 2015 já amanhã se o Atlético Mineiro não vencer o Figueirense no Orlando Scarpelli.

Abraçado a Cristian, Tite chora

Abraçado a Cristian, Tite chora no final

Para a felicidade de Tite, o lateral Edílson tem de brigar para continuar entre os titulares e Lucca e Danilo, mais ainda, para entrar neste time que se dá bem até quando joga mal, como hoje testemunharam os 43.688 pagantes que estabeleceram o novo recorde de público no Itaquerão e deixaram R$ 2.772.735,50 nas bilheterias.

Um gol de pênalti, sofrido por Edílson e cobrado por Jadson aos 15 minutos do primeiro tempo, e um de puro oportunismo de Lucca, tocando a para as redes a bola que lhe foi passada por Danilo já aos 42 minutos do segundo, fizeram a festa da torcida e levaram jogadores e Tite às lágrimas.

É o choro de campeão. De felicidade, portanto.

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Jadson é o cara

Jadson é o cara @0211@

O Corinthans deve diretamente a Jadson 24 dos 61 gols que marcou até agora no Brasileirão.

Jadson fez 12 e deu o passe para outros 12, incluindo dois nos 3 a 0 de ontem sobre o Atlético Mineiro que valeram como comemoração pelo seu centésimo jogo com a camisa corintiana.

Ricardo Oliveira, artilheiro do campeonato com 20 dos 54 gols santistas, fez uma assistência.

Lucas Pratto marcou 12 e fez o passe para outros três do Atlético Mineiro, segundo melhor ataque do Brasileirão, com 56 gols.

Vágner Love, o companheiro corintiano que também marcou tantos gols quanto Jádson, contabiliza duas assistências no campeonato.

Aos 32 anos, completados 5 de outubro, Jadson Rodrigues da Silva, paranaense de Londrina que já foi chamado de Magic Jadson, é o cara deste Brasileirão.

Para felicidade de todos os corintianos e, em especial, do técnico Tite, que sempre confiou nele, Jadson está cumprindo a promessa que fez ao desembarcar em Itaquera no ano passado, trocado temporariamente com o São Paulo por Alexandre Pato:

– Fico feliz por vestir a 10 do Corinthians, uma camisa de grande peso. Grandes jogadores já usaram o número, como Neto e Rivellino. A torcida pode ter certeza de que darei o meu melhor.

Até ele, sempre discreto e humilde, acha que o Corinthians fez bom negócio, como deixou claro em diálogo com a repórter Camila Mattoso publicado na Folha de domingo:

– Quem acha que se deu melhor na troca entre você e o Pato?

– Com certeza, foi o Corinthians. É a minha opinião.

Autor de dez gols e cinco assistências no Brasileirão, Alexandre Pato talvez concorde.

Nem os corintianos esperavam tanto

Malcom: gol muda o jogo no Independência

Malcom: gol muda o jogo no Independência

Foi um jogão, sim, e decisivo: nem o mais desconfiado corintiano sai do Independência com um mínimo de dúvida sobre quem será o campeão brasileiro de 2015.

Como está escrito há algumas rodadas, o campeão é o Corinthians de Malcom, Vágner Love e Lucca, autores dos 3 a 0 sobre o Atlético Mineiro, e sobretudo de Jadson e Renato Augusto, que criaram todas as situações de gol hoje e sempre ao longo deste Brasileirão.

Levir Culpi vai ter trabalho para impedir que a derrota, surpreendente apenas pela amplidão do placar, desestabilize o Atlético nas próximas rodadas, deixando o Grêmio fechar o campeonato como vice-campeão. Durante a semana, ele já tinha avisado:

– Isso é um fato cultural no Brasil. Muitas vezes, um jogo modifica uma equipe.

Era a última chance de o Atlético ainda alimentar a ilusão de brigar mais um pouco pelo título. O placar não fez justiça ao bom futebol do time em todo o primeiro tempo e em boa parte do segundo, quase sempre ligeiramente superior ao Corinthians, mas o gol do garoto Malcom, aos 22 minutos, mudou o jogo e desestabilizou o Atlético.

Aos 29, com assistência de Jadson, Vágner Love fez 2 a 0, e agora tem 12 gols no campeonato, como o parceiro corintiano e o atleticano Lucas Pratto. Dez minutos depois, Lucca, que substituíra Malcom, fez 3 a 0, tocando para as redes de Victor a bola rolada por Renato Augusto.

Jadson, que fez também a assistência para o gol de Malcom, comemorou no fim:

– Fico feliz porque a equipe saiu vitoriosa. Mostramos superioridade. Temos mais três jogos em casa, não acabou, mas estamos com as duas mãos na taça.

O atleticano Luan já se satisfaz com menos:

– Agora, temos de buscar os pontos para não deixar ninguém passar a gente.

Pois é: o Grêmio venceu o Flamengo por 2 a 0 e ficou a apenas três pontos do Atlético. Os dois se enfrentarão em Porto Alegre na penúltima rodada.

Atlético x Corinthians: não é o título que está em jogo

Levir Culpi: "Nossa última chance" - Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Levir Culpi: “Nossa última chance” – Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Vai ser um jogão, mas só será realmente decisivo em caso de vitória corintiana. Ou alguém acredita que, mesmo vencendo daqui a pouco, o Atlético Mineiro ainda possa recuperar nas cinco rodadas restantes do Brasileirão os cinco pontos que o separarão do inabalável líder?

Inabalável?

Não é o que pensa, ainda bem, o treinador Levir Culpi, que tem analisado inteligentemente o desempenho dos dois times no campeonato e acha que tanto o seu Atlético quanto o Corinthians de Tite podem sentir nas rodadas finais o peso de um mau resultado neste domingo:

– Na verdade, os dois podem se desestabilizar. Isso é um fato cultural no Brasil. Muitas vezes, um jogo modifica uma equipe.

Pode ser, mas, até agora, o Atlético tem se mostrado muito mais suscetível às circunstâncias do que o Corinthians, que andou titubeando nos dias anteriores e seguintes à perda de Emerson Sheik e Paolo Guerrero, mas ganhou solidez de lá para cá sob o comando sereno e firme de seu treinador e não dá pinta de se desestabilizar com pouca coisa.

Embora tenha oferecido ao longo deste Brasileirão alguns dos seus melhores espetáculos, o Atlético não é tão estável. Oscila de um jogo para outro, às vezes no mesmo jogo, e receberá o Corinthians no Independência com uma dose talvez excessiva de  responsabilidade. O próprio Levir reforça:

– Estou vendo a partida como nossa última chance de fazer algo para mudar o campeonato.

Em contrapartida, o Atlético é um time valente, capaz de grandes reviravoltas, que não se rende às dificuldades e alimenta a energia de sua torcida com muita disposição em campo. Levir relembra:

– Nós já passamos por situações mais complicadas e revertemos a situação. Isso está no DNA do nosso elenco. Espero poder escrever mais um capítulo desses.

Pode ser que, mesmo sem o ótimo Jemerson na zaga, consiga se impor ao Corinthians sem lhe dar muitas oportunidades de contra-atacar.

Elias também fará fata aos corintianos, mas sua ausência não basta para fazer do virtual campeão brasileiro de 2015 um time fácil de ser batido e, menos ainda, de perder a estabilidade se for derrotado na casa do vice-líder.

Vai ser um jogão, repita-se, mas vale mais pela briga entre os centroavantes Lucas Pratto e Vágner Love pelo segundo lugar na lista de artilheiros, se é que o meia Jadson deixará a disputa se limitar aos dois, do que pelo título do Brasileirão.

Por que o Corinthians é praticamente campeão

Não são apenas os cálculos dos matemáticos que dão ao Corinthians quase 100% de chances de conquista do título brasileiro de 2015.

Encerrada a 31ª rodada do Brasileirão, os números dos campos são evidentes: o Corinthians é o time que soma mais pontos (67), mais vitórias (20), menos derrotas (4), marcou mais gols (57), sofreu menos gols (25), venceu mais vezes em casa (13, como o Santos) e fora de casa (7, como o Atlético Mineiro e o Flamengo), tem dois dos cinco maiores goleadores do campeonato (Jadson, empatado com Lucas Pratto em segundo lugar, com 12 gols; e Vágner Love, empatado com André em quarto, com 10 gols).

O Atlético Mineiro não pode reclamar

Jádson: 12º gol pelo Corinthians no Brasileirão

Jádson abre o placar contra a Ponte Preta: 12º gol pelo Corinthians no Brasileirão

O Corinthians foi melhor no primeiro tempo, fez 1 a 0 aos 42 minutos, com o 12º gol de Jádson no Brasileirão, mas se aquietou no segundo e permitiu que a anfitriã Ponte Preta virasse o jogo em apenas três  minutos, com gols de Elton aos 15 e de Felipe Azevedo aos 18.

Aos 21, Tite trocou Elias por Rodriguinho e boa parte da torcida corintiana estrilou no Moisés Lucarelli. Aos 39, Rodriguinho empatou e Tite armou a concha nos ouvidos para escutar melhor os aplausos dos corintianos.

O 2 a 2 está aquém das pretensões do Corinthians, que queria manter a folga de sete pontos na liderança do Brasileirão, e dos desejos do Atlético Mineiro, que torcia por uma vitória da Ponte para ficar a apenas quatro pontos do líder.

Tendo vencido ontem o Coritiba por 3 a 0, o Atlético não pode reclamar da rodada, pois, além de chegar mais perto do Corinthians, ampliou a vantagem sobre o Grêmio, que apenas empatou com o Cruzeiro por 0 a 0 no Mineirão e continua em terceiro lugar, agora com 52 pontos, a quatro do vice-líder.

O Santos também se deu bem neste domingo, batendo na Vila Belmiro o Fluminense por 3 a 1, o que lhe dá o quarto lugar até que se inicie Chapecoense x Palmeiras às 18h30.

Ao Palmeiras bastará um empate na Arena Condá para voltar ao G-4.

O novo homem-gol do Corinthians

Artilheiro do Corinthians no Brasileirão, com 11 gols, o meia Jádson tem 11 jogos pela frente para superar a marca do centroavante Guerrero, que marcou 12 em 2014.

No Brasileirão de 2015, em dois jogos pelo Corinthians e sete pelo Flamengo, Guerrero marcou apenas três gols.