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Gabigol dá vantagem ao Santos depois de perder pênalti

Gabigol: depois de perder um pênalti, dá vitória ao Santos

Gabigol: depois de perder um pênalti, dá vitória ao Santos na Vila Belmiro

Não se peça juízo ao jovem Gabriel Barbosa Almeida, que fez 19 anos no dia 30 de agosto e é um dos candidatos a parceiro de Neymar no ataque da Seleção que vai disputar a Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Maturidade em campo ele tem, tanto que nesta quarta-feira perdeu um pênalti aos cinco minutos do Santos 1 x 0 Palmeiras que abriu na Vila Belmiro as finais da Copa do Brasil e não se abalou nem um pouco.

Perdeu um gol cara a cara com Fernando Prasso logo aos 2 minutos do segundo tempo e continuou jogando, bem, como se nada tivesse acontecido.

O garoto confia no próprio taco, com menos empáfia do que mostrava antes, e vai tocando a bola com a canhotinha afinada até encontrar novas chances de decidir os jogos. Tem sido assim no Santos e na Seleção Olímpica.

E foi o Gabriel, nosso Gabigol, que acabou decidindo o jogo na Vila, já aos 33 minutos do segundo tempo, após receber um passe de Ricardo Oliveira na entrada da área, driblar Amaral com enorme facilidade e bater com categoria no canto direito de Fernando Prass sem lhe dar a a mínima chance de defender o chute envenenado.

Como se pedir juízo ao menino atrevido?

Juízo ele não tem.

Gabigol tirou a camisa para festejar o gol, recebeu o cartão amarelo e acabou indo mais cedo para o vestiário, substituído por Neto Berola depois de sentir uma fisgada na coxa.

Artilheiro da Copa do Brasil, com oito gols, Gabriel colocou o Santos muito perto do título que, ainda garoto, Neymar também conquistou há cinco anos.

Basta agora um empate no Allianz Parque para o Santos conquistar o bi e se garantir na Libertadores de 2016. Graças ao Gabigol.

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Ricardo Oliveira não é o problema

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ficou mais ou menos claro no 1 a 1 com a Argentina que Ricardo Oliveira não é a solução dos problemas ofensivos da Seleção Brasileira. Também não é o problema.

O problema não era o Fred?

Pois, depois das pífias atuações na Copa do Mundo de 2014, ele tem sido sempre solução no ataque do Fluminense. O problema da Seleção só mudou de nome.

Será a Seleção o grande problema?

Em parte, sim.

O Brasil se acostumou mal – melhor dizendo, se acostumou bem – com uma linhagem incomparável de grandes centroavantes que se encerrou com o fenômeno Ronaldo, teve antes Romário e Careca e poderia ter começado, se tão frágeis não fossem suas condições físicas, com o atleticano Reinaldo.

Sem um craque indiscutível para vestir a camisa 9, é melhor procurar novos e variados caminhos – como Dunga procurou no Monumental de Núñez ao se convencer de que, com um especialista fincado na área, o Brasil não escaparia da derrota nitidamente desenhada do primeiro até o 58º minuto do jogo com a Argentina.

Procurou e achou.

Ao trocar o estilo pouco participativo de um grande finalizador, como é o santista Ricardo Oliveira e continua sendo o tricolor Fred, pela movimentação de um meia/atacante, como é o alemão Douglas Costa e pode ser o francês Lucas ou até o russo Hulk, Dunga dá à Seleção a chance de jogar bola e não apenas disparar chutões da defesa em busca de alguém que lá na frente resolva a parada.

No futebol dos nossos dias, o jogo é jogado em todo o campo. Especialista, só o goleiro, que, mesmo assim, tem de saber sair jogando e deve reinar soberano em sua grande área, virtude que o jovem Alisson ainda não mostrou, mas essa é outra conversa. Estamos aqui falando do centroavante – talvez, mais apropriadamente, do fim do centroavante.

O centroavante é uma espécie em extinção, prenunciavam a Hungria de Hidegkuti em 1954, o Brasil de Tostão em 1970 e as várias Holandas que antecederam o fenômeno Van Basten. Em vários jogos da Copa de 2014, a campeã Alemanha  e a Holanda, terceira colocada, confirmaram: mais vale a versatilidade do que a especialização no arremate a gol.

O futebol é criação. A finalização não pode ser uma especialidade. É um fundamento técnico que se deve cobrar de todos que se aproximam do gol adversário. Foi bom que Lucas Lima, um tanto avesso à finalização, tenha feito o gol do empate com a Argentina. A Seleção precisa multiplicar os seus goleadores.

E tem de se preparar para tal realidade, escalando como parceiro de Neymar um atacante que também se movimente muito, participe do jogo em todo o campo e lhe faça companhia nas cercanias da área.

É mais ou menos o que Gabigol tem feito no Santos e no time olímpico que se prepara para a Rio 2016. Talvez, mais tarde, possa ser uma opção para Dunga fazer este time do Brasil jogar.

Não podemos, porém, esperar o futuro chegar. Amanhã, tem Peru.

Rapaziada da Seleção chega em alta

Vai se apresentar em alta o quarteto ofensivo convocado por Dunga para enfrentar a Argentina e o Peru pelas Eliminatórias.

Neymar, Hulk e Willian brilharam e fizeram gol nos jogos do meio de semana pela Liga dos Campeões da Europa, e Douglas Costa foi um dos destaques dos 4 a 0 impostos pelo líder Bayern ao Stuttgart neste sábado pelo Campeonato Alemão, com direito a gol e assistência.

Desta vez, Lucas não foi chamado, mas também ele brilhou neste sábado. Entrou somente aos 18 minutos do segundo tempo de PSG 5 x 0 Toulouse, pelo Campeonato Francês,  mas ainda fez um gol e criou a jogada de outro.

O Joinville que se cuide. Amanhã, o santista Ricardo Oliveira vai ter de mostrar serviço em Santa Catarina.

Um dia não resolve problema de Corinthians e Santos

A CBF informa que adiou para o dia 19, quinta-feira, os jogos Vasco x Corinthians e Santos x Flamengo, marcados anteriormente para o dia 18, apenas 24 horas depois de Brasil x Peru em Salvador.

O Corinthians tem quatro jogadores na Seleção – Cássio, Gil, Elias e Renato Augusto – e o Santos tem dois – Lucas Lima e Ricardo Oliveira.

O adiamento é mais do que justificado, mas insuficiente, pois o intervalo entre o fim de Brasil x Peru e começo dos dois jogos do Brasileirão será de menos de 48 horas.

Pergunte a um fisiologista o que isso significa para a musculatura dos jogadores…

O problema é que a CBF cuida mais do fisiologismo do que da fisiologia.

Jadson é o cara

Jadson é o cara @0211@

O Corinthans deve diretamente a Jadson 24 dos 61 gols que marcou até agora no Brasileirão.

Jadson fez 12 e deu o passe para outros 12, incluindo dois nos 3 a 0 de ontem sobre o Atlético Mineiro que valeram como comemoração pelo seu centésimo jogo com a camisa corintiana.

Ricardo Oliveira, artilheiro do campeonato com 20 dos 54 gols santistas, fez uma assistência.

Lucas Pratto marcou 12 e fez o passe para outros três do Atlético Mineiro, segundo melhor ataque do Brasileirão, com 56 gols.

Vágner Love, o companheiro corintiano que também marcou tantos gols quanto Jádson, contabiliza duas assistências no campeonato.

Aos 32 anos, completados 5 de outubro, Jadson Rodrigues da Silva, paranaense de Londrina que já foi chamado de Magic Jadson, é o cara deste Brasileirão.

Para felicidade de todos os corintianos e, em especial, do técnico Tite, que sempre confiou nele, Jadson está cumprindo a promessa que fez ao desembarcar em Itaquera no ano passado, trocado temporariamente com o São Paulo por Alexandre Pato:

– Fico feliz por vestir a 10 do Corinthians, uma camisa de grande peso. Grandes jogadores já usaram o número, como Neto e Rivellino. A torcida pode ter certeza de que darei o meu melhor.

Até ele, sempre discreto e humilde, acha que o Corinthians fez bom negócio, como deixou claro em diálogo com a repórter Camila Mattoso publicado na Folha de domingo:

– Quem acha que se deu melhor na troca entre você e o Pato?

– Com certeza, foi o Corinthians. É a minha opinião.

Autor de dez gols e cinco assistências no Brasileirão, Alexandre Pato talvez concorde.

Ricardo Oliveira faz a diferença

Do dia 13 até ontem, 28 de outubro, Ricardo Oliveira participou de cinco jogos: Brasil 3 x 1 Venezuela, pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo; Santos 3 x 1 Goiás e Figueirense 0 x 0 Santos, pelo Brasileirão; São Paulo 1 x 3 Santos e Santos 3 x 1 São Paulo, pela Copa do Brasil.

Marcou seis gols.

E dê-se ao artilheiro santista um duplo desconto: contra o Figueirense, o único dos cinco jogos em que passou em branco, entrou em campo aos 25 minutos do segundo tempo; contra a Venezuela, foi substituído por Hulk aos 35 do segundo tempo.

No mesmo período, o São Paulo de Luis Fabiano, Alan Kardec e Alexandre Pato também jogou cinco vezes: perdeu por 2 a 0 para o Fluminense, empatou por 2 a 2 com o Vasco e venceu o Coritiba por 2 a 1, pelo Brasileirão; e perdeu duas vezes para o Santos por 3 a 1 na Copa do Brasil.

Marcou seis gols, portanto.

Isso talvez explique alguma coisa sobre a eliminação do Tricolor nas semifinais da Copa do Brasil e o quinto lugar no Brasileirão, uma posição atrás do Santos.

Rogério Ceni será canonizado se o São Paulo for à final

Rogério Ceni: sonho quase impossível na Vila

Rogério Ceni: sonho quase impossível na Vila

O torcedor são-paulino talvez se lembre de que seu time perdeu para os reservas do Ceará por 2 a 1, no Morumbi, o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil e deu o troco uma semana depois vencendo em Fortaleza por 3 a 0.

E daí?

É exatamente o placar que o São Paulo precisa fazer nesta quarta-feira, 28, em Santos para chegar à final da competição.

Não se trata, então, de sonho impossível, há de pensar o tricolor mais animado.

Impossível não é, mas a Vila Belmiro não é o Castelão e o Santos de Vanderlei, Renato, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol não é o Ceará de Luís Carlos, Tiago Cametá, Wescley, Carlão e Siloé.

Sofrer três gols na Vila é coisa que nesta temporada só aconteceu ao Santos contra o Grêmio, pela 11ª rodada do Brasileirão, jogo em que Geuvânio foi expulso aos 28 minutos do primeiro tempo por ter retornado ao campo após entender erradamente uma confusa sinalização do árbitro Felipe Gomes da Silva.

O placar do jogo foi 3 a 1, o suficiente hoje para levar para os pênaltis a briga pela vaga nas finais da Copa do Brasil, e o técnico do Santos ainda era Marcelo Fernandes.

Fazer três gols fora de casa nesta temporada, além dos 3 a 0 no Castelão, é algo que o São Paulo só conseguiu contra a Penapolense, pelo Paulistão, e contra o Vasco, em Brasília, pela 12ª rodada do Brasileirão. Era o Vasco de Celso Roth, e o São Paulo de Juan Carlos Osorio lhe enfiou 4 a 0.

Desde aquela derrota para o Grêmio em 5 de julho, o Santos venceu todos os 14 jogos que disputou na Vila – 11 pelo Brasileirão, três pela Copa do Brasil. Aliás, em 11 jogos nesta Copa do Brasil, o Santos empatou apenas um, com o Maringá, e venceu os outros dez, incluindo os dois com o Corinthians.

Nos 32 jogos que fez em casa em 2015, o Santos só não marcou gol em um, justamente contra o São Paulo, em 11 de fevereiro, pelo Paulistão. Foi 0 a 0. Muricy Ramalho ainda era o técnico tricolor.

Campeão da Libertadores, campeão mundial de clubes, três vezes campeão brasileiro, o goleiro do São Paulo jamais conquistou o título da Copa do Brasil. É por isso que Alan Kardec, falando por muitos de seus companheiros, prometeu há poucos dias:

– Vamos jogar por nós, pela torcida e pelo Rogério. Um título como o da Copa do Brasil marca a vida da gente.

Se o São Paulo reverter hoje a desvantagem na Vila Belmiro, Doriva e comandados entrarão para a história e Rogério Ceni será canonizado antes de pendurar as luvas.

É mais fácil o Vasco escapar ao rebaixamento no Brasileirão. Muito mais fácil.