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Será a noite dos Gabrieis?

Gabriel Jesus x Gabigol: duelo de jovens estrelas na final da Copa do Brasil

Gabriel Jesus x Gabigol: duelo de jovens estrelas na finalíssima da Copa do Brasil

Palmeiras x Santos decidirá no Allianz Parque, a partir das 22 horas, o título da Copa do Brasil, que vale ao campeão uma vaga na Libertadores de 2016 e um prêmio em dinheiro, um tanto mixuruca, de R$ 4 milhões. É o que a CBF tem a oferecer.

Fique o caneco com o Palmeiras ou com o Santos, pode ser a noite dos Gabrieis.

Pelo Santos, jogarão Gabriel, o Gabigol, artilheiro da competição, e Marquinhos Gabriel, o meia que veio por empréstimo do Al-Nassr, assumiu a vaga que Geuvânio abriu ao se contundir e não mais quer voltar para a Arábia Saudita.

Pelo Palmeiras, deve jogar Gabriel de Jesus, tido quase unanimemente como a maior revelação do futebol brasileiro em 2015.

Obrigado a deixar o campo antes dos 15 minutos do primeiro jogo da final, sentindo fortes dores no ombro direito, o garoto de 18 anos ainda é tratado oficialmente pelo Palmeiras como dúvida para a finalíssima, mas deve ser uma das estrelas da noite no Allianz Parque.

O jogo é propício ao futebol dos três Gabrieis, que já tiveram atuações decisivas nesta Copa do Brasil.

O Palmeiras vai precisar muito da criatividade do seu Gabriel. O Santos espera que, obrigado a vencer em casa, o Palmeiras saia para o jogo e abra espaços para contra-ataques iniciados por Marquinhos Gabriel e finalizados por Gabigol.

Espera-se o Palmeiras com Fernando Prass, João Pedro, Jackson, Vitor Hugo, Zé Roberto, Arouca, Matheus Sales, Robinho, Dudu, Gabriel Jesus e Lucas Barrios.

O Santos está escalado por Dorival Junior. É o mesmo time que venceu o jogo da Vila Belmiro por 1 a 0: Vanderlei, Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique, Zeca, Renato, Thiago Maia, Lucas Lima, Marquinhos Gabriel, Gabriel e Ricardo Oliveira.

 

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Gabigol dá vantagem ao Santos depois de perder pênalti

Gabigol: depois de perder um pênalti, dá vitória ao Santos

Gabigol: depois de perder um pênalti, dá vitória ao Santos na Vila Belmiro

Não se peça juízo ao jovem Gabriel Barbosa Almeida, que fez 19 anos no dia 30 de agosto e é um dos candidatos a parceiro de Neymar no ataque da Seleção que vai disputar a Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Maturidade em campo ele tem, tanto que nesta quarta-feira perdeu um pênalti aos cinco minutos do Santos 1 x 0 Palmeiras que abriu na Vila Belmiro as finais da Copa do Brasil e não se abalou nem um pouco.

Perdeu um gol cara a cara com Fernando Prasso logo aos 2 minutos do segundo tempo e continuou jogando, bem, como se nada tivesse acontecido.

O garoto confia no próprio taco, com menos empáfia do que mostrava antes, e vai tocando a bola com a canhotinha afinada até encontrar novas chances de decidir os jogos. Tem sido assim no Santos e na Seleção Olímpica.

E foi o Gabriel, nosso Gabigol, que acabou decidindo o jogo na Vila, já aos 33 minutos do segundo tempo, após receber um passe de Ricardo Oliveira na entrada da área, driblar Amaral com enorme facilidade e bater com categoria no canto direito de Fernando Prass sem lhe dar a a mínima chance de defender o chute envenenado.

Como se pedir juízo ao menino atrevido?

Juízo ele não tem.

Gabigol tirou a camisa para festejar o gol, recebeu o cartão amarelo e acabou indo mais cedo para o vestiário, substituído por Neto Berola depois de sentir uma fisgada na coxa.

Artilheiro da Copa do Brasil, com oito gols, Gabriel colocou o Santos muito perto do título que, ainda garoto, Neymar também conquistou há cinco anos.

Basta agora um empate no Allianz Parque para o Santos conquistar o bi e se garantir na Libertadores de 2016. Graças ao Gabigol.

Ricardo Oliveira não é o problema

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ficou mais ou menos claro no 1 a 1 com a Argentina que Ricardo Oliveira não é a solução dos problemas ofensivos da Seleção Brasileira. Também não é o problema.

O problema não era o Fred?

Pois, depois das pífias atuações na Copa do Mundo de 2014, ele tem sido sempre solução no ataque do Fluminense. O problema da Seleção só mudou de nome.

Será a Seleção o grande problema?

Em parte, sim.

O Brasil se acostumou mal – melhor dizendo, se acostumou bem – com uma linhagem incomparável de grandes centroavantes que se encerrou com o fenômeno Ronaldo, teve antes Romário e Careca e poderia ter começado, se tão frágeis não fossem suas condições físicas, com o atleticano Reinaldo.

Sem um craque indiscutível para vestir a camisa 9, é melhor procurar novos e variados caminhos – como Dunga procurou no Monumental de Núñez ao se convencer de que, com um especialista fincado na área, o Brasil não escaparia da derrota nitidamente desenhada do primeiro até o 58º minuto do jogo com a Argentina.

Procurou e achou.

Ao trocar o estilo pouco participativo de um grande finalizador, como é o santista Ricardo Oliveira e continua sendo o tricolor Fred, pela movimentação de um meia/atacante, como é o alemão Douglas Costa e pode ser o francês Lucas ou até o russo Hulk, Dunga dá à Seleção a chance de jogar bola e não apenas disparar chutões da defesa em busca de alguém que lá na frente resolva a parada.

No futebol dos nossos dias, o jogo é jogado em todo o campo. Especialista, só o goleiro, que, mesmo assim, tem de saber sair jogando e deve reinar soberano em sua grande área, virtude que o jovem Alisson ainda não mostrou, mas essa é outra conversa. Estamos aqui falando do centroavante – talvez, mais apropriadamente, do fim do centroavante.

O centroavante é uma espécie em extinção, prenunciavam a Hungria de Hidegkuti em 1954, o Brasil de Tostão em 1970 e as várias Holandas que antecederam o fenômeno Van Basten. Em vários jogos da Copa de 2014, a campeã Alemanha  e a Holanda, terceira colocada, confirmaram: mais vale a versatilidade do que a especialização no arremate a gol.

O futebol é criação. A finalização não pode ser uma especialidade. É um fundamento técnico que se deve cobrar de todos que se aproximam do gol adversário. Foi bom que Lucas Lima, um tanto avesso à finalização, tenha feito o gol do empate com a Argentina. A Seleção precisa multiplicar os seus goleadores.

E tem de se preparar para tal realidade, escalando como parceiro de Neymar um atacante que também se movimente muito, participe do jogo em todo o campo e lhe faça companhia nas cercanias da área.

É mais ou menos o que Gabigol tem feito no Santos e no time olímpico que se prepara para a Rio 2016. Talvez, mais tarde, possa ser uma opção para Dunga fazer este time do Brasil jogar.

Não podemos, porém, esperar o futuro chegar. Amanhã, tem Peru.

Este é o Brasil que quer o ouro olímpico

Parece que nossa molecada olímpica está se soltando: depois dos 2 a 1 no amistoso da quarta-feira no Recife, hoje teve goleada nos norte-americanos em Belém.

 

O público do Mangueirão foi pequeno, apenas 6.130 torcedores, para um show de bola com placar bem dilatado: com dois gols de Felipe Anderson, dois de Gabriel, o Gabigol, e um de Luan, Brasil 5 x 1 EUA.

 

Que os bons ventos continuem levando a bola às redes adversários até a Rio 2016.

Rogério Ceni será canonizado se o São Paulo for à final

Rogério Ceni: sonho quase impossível na Vila

Rogério Ceni: sonho quase impossível na Vila

O torcedor são-paulino talvez se lembre de que seu time perdeu para os reservas do Ceará por 2 a 1, no Morumbi, o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil e deu o troco uma semana depois vencendo em Fortaleza por 3 a 0.

E daí?

É exatamente o placar que o São Paulo precisa fazer nesta quarta-feira, 28, em Santos para chegar à final da competição.

Não se trata, então, de sonho impossível, há de pensar o tricolor mais animado.

Impossível não é, mas a Vila Belmiro não é o Castelão e o Santos de Vanderlei, Renato, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol não é o Ceará de Luís Carlos, Tiago Cametá, Wescley, Carlão e Siloé.

Sofrer três gols na Vila é coisa que nesta temporada só aconteceu ao Santos contra o Grêmio, pela 11ª rodada do Brasileirão, jogo em que Geuvânio foi expulso aos 28 minutos do primeiro tempo por ter retornado ao campo após entender erradamente uma confusa sinalização do árbitro Felipe Gomes da Silva.

O placar do jogo foi 3 a 1, o suficiente hoje para levar para os pênaltis a briga pela vaga nas finais da Copa do Brasil, e o técnico do Santos ainda era Marcelo Fernandes.

Fazer três gols fora de casa nesta temporada, além dos 3 a 0 no Castelão, é algo que o São Paulo só conseguiu contra a Penapolense, pelo Paulistão, e contra o Vasco, em Brasília, pela 12ª rodada do Brasileirão. Era o Vasco de Celso Roth, e o São Paulo de Juan Carlos Osorio lhe enfiou 4 a 0.

Desde aquela derrota para o Grêmio em 5 de julho, o Santos venceu todos os 14 jogos que disputou na Vila – 11 pelo Brasileirão, três pela Copa do Brasil. Aliás, em 11 jogos nesta Copa do Brasil, o Santos empatou apenas um, com o Maringá, e venceu os outros dez, incluindo os dois com o Corinthians.

Nos 32 jogos que fez em casa em 2015, o Santos só não marcou gol em um, justamente contra o São Paulo, em 11 de fevereiro, pelo Paulistão. Foi 0 a 0. Muricy Ramalho ainda era o técnico tricolor.

Campeão da Libertadores, campeão mundial de clubes, três vezes campeão brasileiro, o goleiro do São Paulo jamais conquistou o título da Copa do Brasil. É por isso que Alan Kardec, falando por muitos de seus companheiros, prometeu há poucos dias:

– Vamos jogar por nós, pela torcida e pelo Rogério. Um título como o da Copa do Brasil marca a vida da gente.

Se o São Paulo reverter hoje a desvantagem na Vila Belmiro, Doriva e comandados entrarão para a história e Rogério Ceni será canonizado antes de pendurar as luvas.

É mais fácil o Vasco escapar ao rebaixamento no Brasileirão. Muito mais fácil.

Será o Santos de novo o campeão?

Gabigol: 14º gol na história da Copa do Brasil

Gabigol: 14º gol na história da Copa do Brasil

Escuridão e muita chuva anunciavam um jogo de baixa qualidade no Morumbi, mas o que se viu, desde que a bola começou a escorregar no gramado encharcado, foi um São Paulo cheio de ânimo em busca da vitória, único resultado que lhe permitiria ir a Santos na semana que vem com chances concretas de chegar à final da Copa do Brasil.

Aos 14 minutos, embora estivesse melhor no jogo, o São Paulo levou um susto: aproveitando ótimo passe de Daniel Guedes, Gabigol fez 1 a 0 para o Santos. Foi o 14º gol do garoto numa Copa do Brasil, recorde de um jogador santista na história da competição.

Na noite desta quarta, porém, Pato estava esperto. Aos 25, matou no peito a bola lançada por Michel Bastos e, sem deixá-la cair no chão, empurrou-a com enorme categoria a rede de Vanderlei.

O 1 a 1 era o mínimo que o São Paulo estava merecendo.

No restante do primeiro tempo, continuou melhor, mas permitiu alguns contra-ataques perigosos ao Santos. Nem bem começou o segundo tempo, Ricardo Oliveira fez 2 a 1 para o Santos e mudou em definitivo o andamento da partida.

Antes do quinto minuto, Marquinhos Gabriel liquidou as esperanças tricolores, fazendo 3 a 1 para o Santos.

Até que no desespero, com os atacantes Pato, Luis Fabiano e Alan Kardec em campo, o São Paulo ainda criou algumas chances de gol, mas nada que mudasse a história da partida.

Para chegar às finais, terá de vencer o Santos por 3 a 0 na Vila Belmiro. Milagre não é a especialidade tricolor.

No Maracanã, depois fazer 2 a 0 no primeiro tempo, com gols de Marcos Junior e Gum, o Fluminense permitiu no segundo que o Palmeiras diminuísse para 2 a 1 em cobrança de pênalti por Zé Roberto.

Ficou bem mais difícil garantir o bilhete para as finais. Afinal, ao Palmeiras bastará o 1 a 0 no jogo da volta no Allianz Parque.

Marcelo Oliveira, que disputou e perdeu três decisões da Copa do Brasil, com o Coritiba em 2011 e em 2012 e com o Cruzeiro em 2014, tem boas chances de emplacar a quarta final em cinco anos. Ganhá-la é outra história.

Gabigol, Ricardo Oliveira, Marquinhos Gabriel e companhia não menos ilustre mostraram, no final da noite da quarta e começo da madrugada da quinta, que quem dá bola nesta Copa do Brasil é o Santos.

Encontro de gerações começa a definir a Copa do Brasil

Dupla despedida: Rogerio Ceni deixa futebol e Gerson deixa o Flu após Copa do Brasil

Despedida: Rogério Ceni deixa futebol e Gerson sai do Flu após Copa do Brasil

Senhores respeitáveis e moleques promissores estrelam na noite desta quarta-feira dois espetáculos que vão começar a definir o rumo de seus times em 2016: Fluminense x Palmeiras, no Maracanã, e São Paulo x Santos, no Morumbi. Entrará em jogo, a partir das 22 horas, uma das vagas brasileiras na próxima Copa Libertadores da América.

As semifinais da Copa do Brasil começam com ligeiro favoritismo do Palmeiras e do Santos, justamente os visitantes nos embates de hoje. E é na casa alheia que ambos têm de colher um resultado minimamente confortável para a decisão em casa, daqui a uma semana, da vaga nas finais.

Ninguém há de negar a importância da experiência de Fred (32 anos) para o Fluminense, de Zé Roberto (41 anos) para o Palmeiras, de Rogério Ceni (42 anos) para o São Paulo e de Ricardo Oliveira (35 anos) para o Santos, mas as quatro equipes vão precisar igualmente da criatividade e da ousadia dos garotos Gérson (18 anos) e Gabriel Jesus (18 anos) no Maracanã, Rodrigo Caio (22 anos, quase um velhinho) e Gabigol (19 anos) no Morumbi.

Será um duplo encontro de gerações, retrato mais ou menos fiel do atual futebol brasileiro, que aposta na renovação e na experiência como solução viável para suas carências técnica e econômica. Os mais velhos, com exceção de Rogério, ganharam um bom dinheiro fora e aceitam contratos razoáveis por aqui. Os mais novos ainda vão ganhar muito dinheiro fora.

Estão todos a apenas quatro jogos do título que, mais do que uma compensação para quem já não pode sonhar em ser campeão brasileiro, vale sobretudo a garantia de disputar a Libertadores ao longo de 2016 e cultivar o sonho de chegar ao fim do ano lutando para ser campeão mundial.

Se tal acontecer com seu time, dois dos astros desta noite não estarão no Japão em dezembro do próximo ano: o veteraníssimo Rogério Mücke Ceni e o adolescente Gerson Santos da Silva. O goleiro do São Paulo deixará o futebol em dezembro. O meia do Fluminense vai jogar pela Roma a partir de 2016. Portanto, nem sequer disputarão a Libertadores.

O título da Copa do Brasil é a festa de despedida que os dois merecem. Talvez nenhum leve.