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Palmeiras e Santos apostam nos números – do outro!

Amanhã, quarta-feira, Palmeiras e Santos farão no Allianz Parque a finalíssima da Copa do Brasil.

Ao Santos, que venceu o primeiro jogo na Vila Belmiro por 1 a 0, bastará um empate para ser campeão.

O Palmeiras conquistará o título se vencer o jogo por, no mínimo, dois gols de diferença. A decisão irá para os pênaltis se o Palmeiras vencer por apenas um gol de diferença.

Você apostaria no Santos?

Saiba que, fora de casa, o Santos venceu apenas um dos 19 jogos que fez no Brasileirão, perdeu 11 e empatou sete.

Perder como visitante tem sido rotina, embora não tanto na Copa do Brasil, em que os santistas venceram quatro de seis jogos em casa alheia, incluindo o Itaquerão e o Morumbi.

É o caso de apostar no Palmeiras?

Saiba que, após vencer o Figueirense por 2 a 0 em 12 de setembro, o Palmeiras sofreu pelo menos um gol em cada um das 17 partidas que fez depois – 12 pelo Brasileirão, cinco pela Copa do Brasil.

Repetindo a sina amanhã, o Palmeiras teria de marcar, no mínimo, dois gols para levar a decisão para os pênaltis; ou três para ganhar o caneco nos 90 minutos de jogo. Afinal, o Santos marcou pelo menos um golzinho em todos os 13 jogos que fez até agora pela Copa do Brasil.

Os números de Palmeiras e Santos em 2015 não iluminam muito a finalíssima de amanhã? Que tal examinar o confronto direto?

Seis vezes o clássico já foi disputado nesta temporada – três no Paulistão, duas no Brasileirão e uma na Copa do Brasil. Foram quatro jogos na Vila Belmiro, todos com vitória santista, todos por um gol de diferença; e dois jogos no Allianz Parque, ambos com vitória palmeirense, ambos por um gol de diferença.

Esqueça os números.

Gabigol dá vantagem ao Santos depois de perder pênalti

Gabigol: depois de perder um pênalti, dá vitória ao Santos

Gabigol: depois de perder um pênalti, dá vitória ao Santos na Vila Belmiro

Não se peça juízo ao jovem Gabriel Barbosa Almeida, que fez 19 anos no dia 30 de agosto e é um dos candidatos a parceiro de Neymar no ataque da Seleção que vai disputar a Copa do Mundo de 2018 na Rússia.

Maturidade em campo ele tem, tanto que nesta quarta-feira perdeu um pênalti aos cinco minutos do Santos 1 x 0 Palmeiras que abriu na Vila Belmiro as finais da Copa do Brasil e não se abalou nem um pouco.

Perdeu um gol cara a cara com Fernando Prasso logo aos 2 minutos do segundo tempo e continuou jogando, bem, como se nada tivesse acontecido.

O garoto confia no próprio taco, com menos empáfia do que mostrava antes, e vai tocando a bola com a canhotinha afinada até encontrar novas chances de decidir os jogos. Tem sido assim no Santos e na Seleção Olímpica.

E foi o Gabriel, nosso Gabigol, que acabou decidindo o jogo na Vila, já aos 33 minutos do segundo tempo, após receber um passe de Ricardo Oliveira na entrada da área, driblar Amaral com enorme facilidade e bater com categoria no canto direito de Fernando Prass sem lhe dar a a mínima chance de defender o chute envenenado.

Como se pedir juízo ao menino atrevido?

Juízo ele não tem.

Gabigol tirou a camisa para festejar o gol, recebeu o cartão amarelo e acabou indo mais cedo para o vestiário, substituído por Neto Berola depois de sentir uma fisgada na coxa.

Artilheiro da Copa do Brasil, com oito gols, Gabriel colocou o Santos muito perto do título que, ainda garoto, Neymar também conquistou há cinco anos.

Basta agora um empate no Allianz Parque para o Santos conquistar o bi e se garantir na Libertadores de 2016. Graças ao Gabigol.

Copa do Brasil pode ser decidida na Vila

Dorival x Marcelo: luta por vaga na Libertadores

Dorival x Marcelo: luta por vaga na Libertadores

Não é o melhor momento de nenhum dos dois na temporada: o Palmeiras, depois de muito sobe-e-desce, não vence um jogo do Brasileirão há cinco rodadas; o Santos venceu um, empatou três e perdeu um, resultados que lhe custaram a vaga no G-4, agora ocupado pelo São Paulo.

O Palmeiras também tinha frequentado o clube, mas de lá foi desligado faz tempo. Hoje está em décimo lugar, a cinco pontos do Santos, sexto colocado. É o time paulista com pior campanha no Brasileirão.

Para um e outro, o título da Copa do Brasil, que começam a decidir às 22 horas na Vila Belmiro, é o caminho mais viável rumo à Libertadores de 2016. O Santos até pode reverter a situação no Campeonato Brasileiro, mas o Palmeiras só tem a Copa do Brasil como salvação.

Marcelo Oliveira, que três vezes chegou à final e três vezes foi vice-campeão, leva a vantagem teórica de decidir o título em casa na próxima quarta-feira, mas promete botar o Palmeiras para atacar o Santos na Vila.

Tem razão. Embora o tal gol qualificado não valha nas finais, o Palmeiras precisa de um bom resultado hoje para não ter de se arriscar demasiadamente e dar campo ao contra-ataque quase sempre mortal do Santos daqui a uma semana no Allianz Parque.

Dorival Júnior, campeão da Copa do Brasil de 2010 com o Santos de Robinho, Ganso e Neymar, quer liquidar hoje a fatura de 2015.

Embora não tenha saído do 0 a 0 com o Flamengo no domingo, o Santos é quase imbatível em casa. Tinha vencido os 12 jogos anteriores do Brasileirão. Em 18 jogos na Vila, só perdeu um – para o Grêmio, há mais de quatro meses.

Foram mais 14 vitórias e três empates, 42 gols marcados, 14 sofridos (metade nos cinco jogos anteriores à chegada de Dorival, incluindo a derrota para o Grêmio e os empates com a Ponte e o Sport).

Nesta Copa do Brasil, o Santos venceu os seis jogos que fez na Vila, com direito a 2 a 0 no Corinthians e 3 a 1 no São Paulo.

São resultados que devem preocupar o Palmeiras.

Rogério Ceni será canonizado se o São Paulo for à final

Rogério Ceni: sonho quase impossível na Vila

Rogério Ceni: sonho quase impossível na Vila

O torcedor são-paulino talvez se lembre de que seu time perdeu para os reservas do Ceará por 2 a 1, no Morumbi, o primeiro jogo das oitavas de final da Copa do Brasil e deu o troco uma semana depois vencendo em Fortaleza por 3 a 0.

E daí?

É exatamente o placar que o São Paulo precisa fazer nesta quarta-feira, 28, em Santos para chegar à final da competição.

Não se trata, então, de sonho impossível, há de pensar o tricolor mais animado.

Impossível não é, mas a Vila Belmiro não é o Castelão e o Santos de Vanderlei, Renato, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabigol não é o Ceará de Luís Carlos, Tiago Cametá, Wescley, Carlão e Siloé.

Sofrer três gols na Vila é coisa que nesta temporada só aconteceu ao Santos contra o Grêmio, pela 11ª rodada do Brasileirão, jogo em que Geuvânio foi expulso aos 28 minutos do primeiro tempo por ter retornado ao campo após entender erradamente uma confusa sinalização do árbitro Felipe Gomes da Silva.

O placar do jogo foi 3 a 1, o suficiente hoje para levar para os pênaltis a briga pela vaga nas finais da Copa do Brasil, e o técnico do Santos ainda era Marcelo Fernandes.

Fazer três gols fora de casa nesta temporada, além dos 3 a 0 no Castelão, é algo que o São Paulo só conseguiu contra a Penapolense, pelo Paulistão, e contra o Vasco, em Brasília, pela 12ª rodada do Brasileirão. Era o Vasco de Celso Roth, e o São Paulo de Juan Carlos Osorio lhe enfiou 4 a 0.

Desde aquela derrota para o Grêmio em 5 de julho, o Santos venceu todos os 14 jogos que disputou na Vila – 11 pelo Brasileirão, três pela Copa do Brasil. Aliás, em 11 jogos nesta Copa do Brasil, o Santos empatou apenas um, com o Maringá, e venceu os outros dez, incluindo os dois com o Corinthians.

Nos 32 jogos que fez em casa em 2015, o Santos só não marcou gol em um, justamente contra o São Paulo, em 11 de fevereiro, pelo Paulistão. Foi 0 a 0. Muricy Ramalho ainda era o técnico tricolor.

Campeão da Libertadores, campeão mundial de clubes, três vezes campeão brasileiro, o goleiro do São Paulo jamais conquistou o título da Copa do Brasil. É por isso que Alan Kardec, falando por muitos de seus companheiros, prometeu há poucos dias:

– Vamos jogar por nós, pela torcida e pelo Rogério. Um título como o da Copa do Brasil marca a vida da gente.

Se o São Paulo reverter hoje a desvantagem na Vila Belmiro, Doriva e comandados entrarão para a história e Rogério Ceni será canonizado antes de pendurar as luvas.

É mais fácil o Vasco escapar ao rebaixamento no Brasileirão. Muito mais fácil.

É na Vila que rolará o grande jogo desta rodada

Duelo de artilheiros na Vila: Lucas Pratto visita Ricardo Oliveira

Duelo de artilheiros na Vila Belmiro: Lucas Pratto visita Ricardo Oliveira

Invicto há 17 rodadas, o Corinthians é o líder absoluto e indiscutível deste Brasileirão:  tem mais pontos (54) e mais vitórias (16), marcou mais gols (42, como o Atlético Mineiro), levou menos gols (19), ganhou mais jogos em casa (11), perdeu só uma vez em casa (1, como o Grêmio, o São Paulo, o Atlético Paranaense, o Santos e o Sport), e venceu  cinco vezes fora de casa (menos apenas do que o Flamengo e o Atlético Mineiro).

Antes que a bola comece a rolar às 22 horas, no entanto, não se pode apostar em vida fácil para o Corinthians em Porto Alegre.

O Internacional vem se reorganizando e se reanimando sob o comando de Argel Fucks, reaprendeu a ganhar e precisa da vitória nesta quarta-feira para manter as chances mínimas que ainda tem de chegar ao G-4.

Sendo bom para ambas as partes, deve-se esperar um jogo difícil e pegado no Beira-Rio, de difícil prognóstico, embora um pouco mais favorável aos corintianos.

É na Vila Belmiro, porém, que veremos as maiores emoções e o mais promissor jogo da noite.

Depois da arrancada no Brasileirão após a chegada de Dorival Júnior e da derrota para a Ponte Preta por 3 a 1, ambas surpreendentes, o Santos corre o risco de perder valiosas posições na ordem de classificação se não vencer o vice-líder Atlético Mineiro na Vila.

Os mineiros precisam da vitória para se manter na briga pelo título com o Corinthians – ou, dependendo do resultado do Beira-Rio, até mesmo encostar um pouco mais no líder.

O momento é mais favorável ao Santos.

Nos últimos dez jogos, o Atlético venceu cinco, perdeu três e empatou dois, com um aproveitamento de cerca de 57%; o Santos venceu seis, empatou três e perdeu apenas um, com aproveitamento de 70%.

Mais ainda: o Santos só foi derrotado na Vila pelo Grêmio, em 5 de julho, e de lá para cá venceu os sete jogos que lá disputou, tendo marcado 20 gols e sofrido apenas três.

E o Atlético do vice-artilheiro Lucas Pratto adianta muito as suas linhas para marcar o adversário praticamente a partir do meio do campo, o que abre espaços generosos espaços a contra-ataques.

Isso é coisa que o Santos do artilheiro Ricardo Oliveira não costuma perdoar.

O Santos de Dorival tem rendimento de campeão

Dorival Júnior: em oito jogos, 70,8% de aproveitamento

Dorival: invicto na Vila

Foi a quinta vitória consecutiva na Vila Belmiro desde que Dorival Júnior assumiu o comando técnico: Santos 5 x 2 Avaí.

Fora de casa, nem o novo técnico conseguiu fazer o Santos vencer até agora neste Campeonato Brasileiro: foram dois empates e uma derrota.

Portanto, em 24 pontos disputados, o Santos de Dorival Júnior ganhou 17 – ou 70,8%, índice praticamente igual aos 70,2% do líder Corinthians em todo o primeiro turno.

Noite feliz para Santos e Avaí no Brasileirão

O Santos cumpriu a obrigação na Vila Belmiro, derrotando o lanterninha Coritiba por 3 a 0, e foi do 15º para o 12º lugar, posição que ainda estará em xeque até a conclusão da rodada neste domingo, mas com folga suficiente para afastar os temores imediatos de  queda para o Z-4.

Foi o quinto jogo do time sob o comando de Dorival Júnior, com três vitórias, um empate e uma derrota, aproveitamento de 66,6% dos pontos em jogo, índice inferior apenas ao que têm o líder Atlético Mineiro e o vice-líder Corinthians ao longo deste Brasileirão.

O placar não foi o único motivo de festa para os 12.657 torcedores que pagaram ingresso na Vila. O meia Lucas Lima e o atacante Geuvânio se destacaram novamente em campo como artífices da vitória.

Geuvânio fez o primeiro gol, participou ativamente do segundo, forçando o lateral Ivan a enviar para a rede de Wilson a bola cruzada por Lucas Lima e fez a assistência para Ricardo Oliveira marcar o terceiro.

Lucas Lima desfilou pelo gramado como regente de todas as jogas ofensivas, determinando o ritmo da festa santista.  Na saída, avisou à concorrência:

  • Ainda estamos muito longe de onde queremos chegar.

Na Ressacada, abrindo a noitada da bola, Ronaldinho Gaúcho bem que tentou, mas não conseguiu vencer a marcação firme e organizada do Avaí para ajudar o Flu. Resultado: 1 a 0 para o Avaí.

A vitória deu ao time catarinense o fôlego que faltou ao veterano craque do Flu. O Avaí dorme neste sábado em 13º, logo atrás do Santos, ambos com 20 pontos, seis além do limite que define o rebaixamento a esta altura do campeonato.

Se amanhã Sport x Atlético Paranaense tiver um vencedor, o Palmeiras vencer o Cruzeiro no Mineirão, o São Paulo vencer o Corinthians no Morumbi e o Grêmio vencer em sua Arena o Internacional, terá custado muito caro a derrota para o Avaí na noite deste sábado: o Fluminense despencará do terceiro para o sétimo lugar no Brasileirão.

Mesmo que tantos resultados adversos não se concretizem, o risco de sair do G-4 é grande. Basta que ocorram dois deles no domingo.