Arquivo da tag: Dunga

O Vasco também ganhou em Salvador

Mesmo sem querer, Dunga deu uma boa mão ao velho companheiro Jorginho no jogo de amanhã contra o Corinthians em que o Vasco continuará a luta para escapar ao rebaixamento.

Depois de atuar 90 minutos nos 3 a 0 sobre o Peru, dificilmente os corintianos Gil, Elias e Renato Augusto terão condições de jogar outros 90 na quinta-feira.

É claro que o trio estará lá, até porque o Corinthians pode assegurar matematicamente o título de campeão brasileiro em São Januário, mas não devem ser escalados por Tite desde o começo do jogo.

Anúncios

Eliminatórias: em noite de Douglas Costa, Brasil ganha folga

Douglas Costa: arquiteto e engenheiro de Brasil 3 x 0 Peru

Douglas Costa: arquiteto e engenheiro de Brasil 3 x 0 Peru em Salvador

Não se pode reclamar do futebol que o Brasil mostrou nos 3 a 0 sobre o Peru nesta terça-feira em Salvador, mas o que deixa uma ponta de dúvida é a qualidade do adversário.

A Seleção mandou no jogo do sexto ao 94º minuto e mereceu amplamente a vitória construída em boa parte pelo polivalente Douglas Costa, autor do primeiro gol, arquiteto e engenheiro do segundo e do terceiro, marcados por Renato Augusto e Filipe Luís.

A Seleção também tinha jogado bem contra a Venezuela, lanterna destas Eliminatórias sem ter conseguido um pontinho sequer nas quatro primeiros rodadas, e agora detonou o vice-lanterna, que tem apenas três pontos até agora.

Vamos ter de esperar pelos jogos de março, contra o Uruguai no Recife e o Paraguai em Assunção, para tirar as dúvidas sobre a qualidade do time que Dunga vai aos poucos remontando,  foi derrotado pelo Chile e sofreu para empatar com a Argentina.

De qualquer maneira, a boa atuação nos 3 a 0 desta terça-feira deixa o Brasil em posição bem menos desconfortável do que estava nas Eliminatórias, agora em terceiro lugar, com sete pontos, dois a menos do que o vice-líder Uruguai, cinco abaixo do líder Equador.

Não é o que se espera do futebol pentacampeão do mundo, mas é o suficiente para lhe dar alguma folga na corrida por uma vaga na Copa do Mundo de 2018 e um mínimo de tranquilidade nas festas de fim de ano.

Colômbia 0 x1 Argentina, Venezuela 1 x 3 Equador, Paraguai 2 x 1 Bolívia e Uruguai 3 x 0 Chile completaram a rodada e deixam assim a ordem de classificação das Eliminatórias Sul-Americanas:

 1º – Equador  – 12 pontos

 2º – Uruguai – 9 pontos

 3º – Brasil – 7 pontos

 4º – Paraguai – 7 pontos

 5º – Chile – 7 pontos

 6º – Argentina – 5 pontos

 7º – Colômbia – 4 pontos

 8º – Bolívia – 3 pontos

 9º – Peru – 3 pontos

10º – Venezuela – 0 ponto

Como se sabe, os quatro primeiros terão presença garantida na Rússia e o quinto disputará uma vaga com o campeão da Oceania.

A esta altura das Eliminatórias Sul-Americanas, a Argentina, vice campeão do mundo em 2014, estaria fora da Copa de 2018 e o Chile, campeão da Copa América, iria para a repescagem.

Ricardo Oliveira não é o problema

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ricardo Oliveira treina a mira na Fonte Nova – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ficou mais ou menos claro no 1 a 1 com a Argentina que Ricardo Oliveira não é a solução dos problemas ofensivos da Seleção Brasileira. Também não é o problema.

O problema não era o Fred?

Pois, depois das pífias atuações na Copa do Mundo de 2014, ele tem sido sempre solução no ataque do Fluminense. O problema da Seleção só mudou de nome.

Será a Seleção o grande problema?

Em parte, sim.

O Brasil se acostumou mal – melhor dizendo, se acostumou bem – com uma linhagem incomparável de grandes centroavantes que se encerrou com o fenômeno Ronaldo, teve antes Romário e Careca e poderia ter começado, se tão frágeis não fossem suas condições físicas, com o atleticano Reinaldo.

Sem um craque indiscutível para vestir a camisa 9, é melhor procurar novos e variados caminhos – como Dunga procurou no Monumental de Núñez ao se convencer de que, com um especialista fincado na área, o Brasil não escaparia da derrota nitidamente desenhada do primeiro até o 58º minuto do jogo com a Argentina.

Procurou e achou.

Ao trocar o estilo pouco participativo de um grande finalizador, como é o santista Ricardo Oliveira e continua sendo o tricolor Fred, pela movimentação de um meia/atacante, como é o alemão Douglas Costa e pode ser o francês Lucas ou até o russo Hulk, Dunga dá à Seleção a chance de jogar bola e não apenas disparar chutões da defesa em busca de alguém que lá na frente resolva a parada.

No futebol dos nossos dias, o jogo é jogado em todo o campo. Especialista, só o goleiro, que, mesmo assim, tem de saber sair jogando e deve reinar soberano em sua grande área, virtude que o jovem Alisson ainda não mostrou, mas essa é outra conversa. Estamos aqui falando do centroavante – talvez, mais apropriadamente, do fim do centroavante.

O centroavante é uma espécie em extinção, prenunciavam a Hungria de Hidegkuti em 1954, o Brasil de Tostão em 1970 e as várias Holandas que antecederam o fenômeno Van Basten. Em vários jogos da Copa de 2014, a campeã Alemanha  e a Holanda, terceira colocada, confirmaram: mais vale a versatilidade do que a especialização no arremate a gol.

O futebol é criação. A finalização não pode ser uma especialidade. É um fundamento técnico que se deve cobrar de todos que se aproximam do gol adversário. Foi bom que Lucas Lima, um tanto avesso à finalização, tenha feito o gol do empate com a Argentina. A Seleção precisa multiplicar os seus goleadores.

E tem de se preparar para tal realidade, escalando como parceiro de Neymar um atacante que também se movimente muito, participe do jogo em todo o campo e lhe faça companhia nas cercanias da área.

É mais ou menos o que Gabigol tem feito no Santos e no time olímpico que se prepara para a Rio 2016. Talvez, mais tarde, possa ser uma opção para Dunga fazer este time do Brasil jogar.

Não podemos, porém, esperar o futuro chegar. Amanhã, tem Peru.

Sem querer, querendo

Não é o Quico, Maria Antonieta; é o David Luiz bufando contra os argentinos – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Não é o Quico, Maria Antonieta; é o David Luiz bufando contra os argentinos                         Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Nossa copeira Maria Antonieta, que nutre pelo seriado Chaves carinho quase igual ao que devota ao Vasco desde que Roberto Dinamite fazia gols em campo e não bobagens do lado de fora, entrou alvoraçada na redação, exibindo seu tablet com a imagem acima:

– Gente, o Dunga chamou o Quico para a Seleção!!!!

Jemerson, boa novidade na Seleção

Jemerson: na vaga de David Luiz - Foto: www.atletico.com.br

Jemerson: chamado por Dunga – Foto: http://www.atletico.com.br

O baiano Jemerson, um dos destaques do Atlético Mineiro no Brasileirão, é o escolhido de Dunga para substituir David Luiz na lista dos 23 jogadores convocados para o jogo contra o Peru na terça-feira, 17, pelas Eliminatórias Sul-Americanas.

Titular absoluto desde que substituiu o argentino Otamendi na zaga atleticana em 2014, formado nas divisões de base do Atlético, Jemerson de Jesus Nascimento fez 23 anos em 24 de agosto e é sempre muito elogiado pelo técnico Levir Culpi, que já chegou a dizer:

– Não imaginava que, depois do Otamendi, surgisse um zagueiro do mesmo nível tão rapidamente. Ele segue os passos do Otamendi e tomara que se mantenha assim porque vai ser um jogador importante para o Atlético e certamente será convocado para a Seleção Brasileira.

Zagueiro veloz, que se entende bem com a bola e sabe sair jogando, Jemerson vai cumprindo a profecia do técnico.

Massa comprova: falar é mais fácil do que vencer

Massa: "Se eu tivesse que escolher o técnico da Seleção, não ia pôr o Dunga"

Massa: “Se tivesse que escolher o técnico da Seleção, não ia pôr o Dunga”

Correr nas pistas, que é bom, como bem faziam Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e Ayrton Senna, ele não tem feito, tanto que é o sexto colocado nesta temporada da Fórmula 1, atrás até de seu companheiro Valtteri Bottas, mas falar ele falou e muito nesta manhã em Interlagos.

Elogiou e criticou o autódromo e estendeu a falação para os campos de futebol:

– Se eu tivesse que escolher o técnico da Seleção, não ia pôr o Dunga, pelo passado que a gente teve com ele, pela história que a gente tem no futebol. O Brasil precisa de mudança, não só no futebol.

O passado de Dunga inclui a conquista da Copa do Mundo de 1994 e o segundo lugar em 1998.

Como técnico da Seleção, Dunga não passou do quinto lugar na Copa de 2010.

Até o presente, o máximo que Massa conseguiu nas pistas, em 13 temporadas da Fórmula 1, foi o segundo lugar em 2008, pilotando uma Ferrari.

Antes, sempre pela Ferrari, tinha ficado com o terceiro lugar em 2006 e com o quarto em 2007. Nas demais temporadas, jamais passou do sexto lugar.

E se Dunga tivesse que escolher o piloto da Williams?