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Há mais coisa em jogo do que o título corintiano

A torcida do Corinthians passará o fim de noite desta quinta-feira dividida entre o jogo contra o Vasco em São Januário e o São Paulo x Atlético Mineiro no Morumbi.

Embora Tite venha repetindo que quer a vitória no Rio, basta que tudo termine como começou nos dois jogos para que o título brasileiro de 2015 esteja enfim matematicamente assegurado aos corintianos.

Não é apenas o sonho corintiano que estará rolando nos dois jogos das 22 horas.

Se não vencerem em casa, o Vasco precisará de múltiplos milagres nas próximas três rodadas para escapar ao rebaixamento e o São Paulo pode despregar-se de vez do G-4, desde que o Santos vença o Flamengo na Vila Belmiro e o Internacional, um pouco antes, tenha vencido a Chapecoense na Arena Condá.

No Morumbi, onde defenderá o zero, alguma coisa de chance matemática que ainda tem de ser campeão brasileiro, o Atlético jogará por interesse mais concreto: a manutenção dos seis pontos de vantagem com o Grêmio, com quem disputa a honra pouco reconhecida de ser o vice-campeão.

Não parece muito, mas vale um prêmio de R$ 6,3 milhões – ou R$ 2 milhões a mais do que a CBF entregará ao terceiro colocado.

Para que a disputa com o Atlético se mantenha pelo menos até o jogo entre os dois em Porto Alegre, daqui a duas rodadas, o Grêmio precisará ter vencido o Fluminense às19h30. Jogando em casa, não é mais do que obrigação.

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Isso não pode, não é, Arnaldo?

Cerca de 20 ônibus com integrantes de torcidas organizadas do Corinthians estão parados neste começo de tarde à beira da Via Dutra em Piraí, aguardando os policiais militares do Grupamento Especial de Policiamento em Estádios que os escoltarão nos 100 quilômetros entre Piraí e  São Januário.

Uma equipe da TV Rio Sul, afiliada da Globo que  tem sede em Resende e cobre o sul e o Vale do Paraíba fluminenses, foi hostilizada pelos torcedores ao chegar ao local para conferir as denúncias de que alguns soltaram rojões na estrada e estavam a atrapalhando o trânsito. Cinco viaturas da PM de Piraí entraram em ação para acabar com o tumulto.

Curiosamente, a TV Rio Sul é de Arnaldo Cezar Coelho, bom árbitro de outros tempos que hoje comenta na Globo as mancadas de seus sucessores.

Por que o Corinthians de Tite é hexacampeão

Tite, novamente campeão com o Corinthians: permanentemente ligado

Tite, novamente campeão com o Corinthians: permanentemente ligado

Em outros tempos, quando seu time enrolava muito o jogo e mais se defendia do que atacava, ele tratava de também enrolar a linguagem nas entrevistas e mesas redondas. Falava em titês, um dialeto aparentado com o lazaronês, embora seu criador, tendo sido boleiro, jamais tenha chegado ao exagero de se dispor a galgar parâmetros, como se obrigava em outros tempos o colega Sebstião Lazaroni.

Galgou-os, no entanto. E como!

O futebol contido e a fala empolada lhe deram, em outra encarnação no Corinthians, os títulos de campeão brasileiro de 2011, campeão da Libertadores e do Mundial de Clubes em 2012.

Foi, no entanto, ao reencarnar com a camisa corintiana, depois de um ano longe do trabalho nos campos de treino e de jogo, procurando conhecer de perto o que fazem seus colegas de profissão no futebol europeu, agora cada vez mais antenado com os novos rumos da bola pelo mundo afora, que o gaúcho Adenor Leonardo Bachi se transformou em unanimidade nacional que muitos gostariam de ver no comando técnico da Seleção.

Parece outro treinador este Tite que voltou ao trabalho nesta temporada depois de assinar novo contrato com o Corinthians no finalzinho de 2014.

Continua sério, embora bem humorado, dedicado e sincero, mas parece mais leve e feliz no trato com os boleiros e os torcedores e acrescentou ao repertório do time opções ofensivas que aquele Corinthians multicampeão de 2011 e 2012 nem sonhava exercitar.

O que mudou?

A chave para entender o novo Tite talvez esteja numa entrevista que ele deu a Marcelo Rizzo, da Folha, ainda em março (para ler, clique aqui), em que conta o que mais o marcou nos cinco dias de convivência com Carlo Ancelotti, acompanhando o trabalho do colega italiano no Real Madrid:

– O que levo dele é exigir concentração alta dos atletas o tempo todo. Ele abriu seu sistema de trabalho de uma forma que, admito, eu não faria com outro profissional.

O Corinthians de 2015 é um time permanentemente ligado, dos treinos aos jogos, passando às vezes até pelos curtos períodos de folga.

O Tite de hoje, embora menos tenso, parece o Bernardinho de sempre. Não faz muito tempo, até contou que dorme com um caderno de anotações na cabeceira e, às vezes, acorda para registrar recados para ele mesmo ler no dia seguinte.

Sorte dos seus pupilos corintianos. Bernardinho dispara, no meio da noite, recados para os seus jogadores, às vezes simplesmente perguntando o que eles fizeram naquele dia para alcançar uma ótima performance no próximo jogo ou na próxima competição.

Tite é mais relax. Nem por isso está menos alerta. Mais do que o novo desenho tático, a distribuição mais equilibrada do time, a movimentação incessante dos jogadores e o alargamento do campo de ataque com a abertura dos meias em direção às laterais, o segredo do Corinthians  campeão brasileiro de 2015 é a permanente mobilização mental.

Tite conseguiu fazer Cássio, Fagner (Edílson), Felipe, Gil, Uendel (Guilherme Arana), Ralf, Elias, Renato Augusto, Jadson, Malcom (Lucca), Vagner Love (Luciano), Danilo e companhia menos assídua jogarem tudo o que podem – às vezes, quando a necessidade aperta, um pouquinho mais do que sabem.

Tite simplificou a linguagem e galgou parâmetros.

Por isso, o Corinthians é hexacampeão brasileiro – vença, empate ou perca o jogo desta quinta-feira contra o Vasco.

O Vasco também ganhou em Salvador

Mesmo sem querer, Dunga deu uma boa mão ao velho companheiro Jorginho no jogo de amanhã contra o Corinthians em que o Vasco continuará a luta para escapar ao rebaixamento.

Depois de atuar 90 minutos nos 3 a 0 sobre o Peru, dificilmente os corintianos Gil, Elias e Renato Augusto terão condições de jogar outros 90 na quinta-feira.

É claro que o trio estará lá, até porque o Corinthians pode assegurar matematicamente o título de campeão brasileiro em São Januário, mas não devem ser escalados por Tite desde o começo do jogo.

Vasco x Corinthians: paz entre cartolas

O presidente Roberto de Andrade tem procurado tranquilizar o time e os jogadores do Corinthians, mas o jogo contra o Vasco em São Januário, na quinta-feira, continua preocupando um e outros, como deixou claro Vágner Love após o treino desta manhã:

– Morei uns dois anos em São Januário quando eu era mais novo. Conheço bem o estádio. Vai ter pressão, com certeza. É difícil o acesso. A torcida do Vasco vai querer nos intimidar, principalmente na nossa chegada,  mas futebol é dentro das quatro linhas.

Nota oficial, divulgada no site do Corinthians, ameniza:

O clube carioca vai liberar carga máxima permitida para os torcedores do Corinthians. O acordo sobre os ingressos, prova de cordialidade entre as equipes, ajuda a quebrar o clima de rivalidade entre as torcidas.

O presidente do Corinthians, Roberto de Andrade, agradece ao presidente do Vasco, Eurico Miranda, pela forma cordial como foi tratado o assunto e dessa forma as duas equipes dão demonstração de bom senso e ajudam na questão de segurança do jogo.

O Vasco pede milagre da multiplicação em São Januário

Ate hoje, depois de todas as vistorias técnicas em São Januário, o Corpo de Bombeiros do Rio permite a venda de 15.311 ingressos para o Vasco x Corinthians do dia 19.

A partir de amanhã, quando haverá uma nova vistoria, os dirigentes do Vasco esperam que seja autorizada a venda de 24.311 ingressos.

A possibilidade assustou até nossa copeira Maria Antonieta, vascaína roxa, mas sensata:

– Oxente! Não sabia que São Januário é de elástico, não…

Vasco fará jogo de duplo risco contra o Corinthians

O Vasco não joga em São Januário desde 26 de julho, quando foi goleado por 4 a 1 pelo Palmeiras, ainda na 15ª rodada do Brasileirão.

Antes, tinha vencido lá o Avaí por 1 a 0 na décima rodada; perdido para o Cruzeiro por 3 a 1 na sétima e para a Ponte por 3 a 0 na quinta; e empatado com o Internacional por 1 a 1 na terceira e com o Goiás por 0 a 0 na primeira.

Foram, portanto, três derrotas, dois empates e uma única vitória, com aproveitamento de 27,7%. Nos seis jogos, o Vasco marcou quatro gols, sofreu 11.

Nas 34 rodadas até agora disputadas no Brasileirão, o Vasco tem 32,4% de aproveitamento, resultado pífio, mas bem superior ao que obteve na própria casa.

O Vasco vai fazer no dia 19 em São Januário, portanto, um jogo de alto e duplo risco contra o Corinthians.

Risco para o time, apesar do otimismo do técnico Jorginho, e principalmente para o distinto (e destemido) público.

Um dia não resolve problema de Corinthians e Santos

A CBF informa que adiou para o dia 19, quinta-feira, os jogos Vasco x Corinthians e Santos x Flamengo, marcados anteriormente para o dia 18, apenas 24 horas depois de Brasil x Peru em Salvador.

O Corinthians tem quatro jogadores na Seleção – Cássio, Gil, Elias e Renato Augusto – e o Santos tem dois – Lucas Lima e Ricardo Oliveira.

O adiamento é mais do que justificado, mas insuficiente, pois o intervalo entre o fim de Brasil x Peru e começo dos dois jogos do Brasileirão será de menos de 48 horas.

Pergunte a um fisiologista o que isso significa para a musculatura dos jogadores…

O problema é que a CBF cuida mais do fisiologismo do que da fisiologia.

CBF tem obrigação de mudar a data de Vasco x Corinthians

Como não respeita as datas Fifa e toca em frente as competições domésticas enquanto a Seleção disputa jogos oficiais, a CBF está moralmente obrigada a mudar de data o Vasco x Corinthians da 35ª rodada do Brasileirão, inicialmente marcado para o dia 18 de novembro no Rio.

Na véspera, às 22 horas, o Brasil enfrentará o Peru, em Salvador, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo. Quatro corintianos estarão a serviço da Seleção.

Manter o jogo do Brasileirão no dia 18 talvez não mais faça diferença para o Corinthians, que é capaz de ter conquistado o caneco até lá, mas pode prejudicar enormemente os times que ainda estarão brigando com o Vasco para escapar ao rebaixamento – a menos que Jorginho e sua turma já tenham ido para o beleléu.

A bola começou a quicar e o diretor de competições da CBF, Manuel Flores, já está pipocando:

– A ideia é realmente não prejudicar os times. Vamos conversar, sim. Se for possível, faremos essa mudança. Só que não é algo que possa ser resolvido em minutos. Temos outras questões, como a TV aberta, que transmitiria esse jogo, o descanso para o jogo seguinte e tudo mais. Vamos conversar.

Flores pode conversar à vontade, mas tem de garantir a lisura da competição. Portanto, tem de mudar a data de Vasco x Corinthians.