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O problema do Brasil é a williandependência

Willian: destaque do Brasil nos 3 a 1 sobre a Venezuela

Willian: destaque do Brasil nos 3 a 1 sobre a Venezuela em Fortaleza

Willian acabou com qualquer veleidade venezuelana de vir a aprontar alguma graça no Castelão logo no primeiro minuto do jogo. Contou com a colaboração do goleiro Baroja, como estava no script. Baroja sempre colabora com os adversários.

O 1 a 0 deu tranquilidade à Seleção, mas não serviu para lhe dar um mínimo de fluência em campo. O Brasil foi melhor durante quase todo o primeiro tempo, mas mostrou um futebol de soluços, marcado por quatro ou cinco boas arrancadas, algumas tentativas frustradas de bola em profundidade, pouca troca de passes e muita pressa em se livrar da bola.

O que fez a diferença, além de mais uma boa atuação de Willian, foi a disparidade técnica entre os dois times.

Aos 41, Willian fez 2 a 0, desta vez com a colaboração efetiva do companheiro Oscar, que espertamente deixou passar a bola rolada da esquerda para o meio da área pelo lateral Filipe Luis. Willian dominou a bola e, com mais precisão do que força, colocou-a no canto direito de Baroja.

Willian 2 x 0 Venezuela. Parecia que a fatura estava liquidada, tanto que um venezuelano lhe foi pedir a camisa 19 antes que ele descesse para o vestiário no intervalo.

E o Brasil voltou um pouco mais elétrico. Aos 16, depois de uma tabela com Ricardo Oliveira, Oscar invadiu a área venezuelana pela meia esquerda e poderia ter feito 3 a 0 se não optasse por cortar para dentro a bola que deveria ter chutado de canhota.

O castigo veio, três minutos depois, no terceiro escanteio cobrado pelos venezuelanos com algum perigo para a defesa brasileira. O estreante Alisson já tinha feito uma boa defesa numa bola cabeceada por Seijas, mas, aos 19 minutos, também de cabeça, Christian Santos diminuiu a vantagem brasileira para 2 a 1.

Vaiado pela torcida, Oscar foi substituído por Lucas Lima. O Brasil ganhou novo ritmo, passou a mostrar a fluência ofensiva que não tinha e fez 3 a 1 aos 28 minutos – gol de Ricardo Oliveira, aproveitando cruzamento de Douglas Costa após receber boa bola de Lucas Lima.

Douglas Costa já estava marcado para sair. Saiu e entrou Kaká, pedido em coro pela animada gente cearense que não chegou a lotar o Castelão.

Não foi uma noite brilhante, mas a Seleção sai do Ceará de bem com a torcida.

Ou agora vão dizer que o problema do Brasil é a williandependência?

Brasil x Venezuela: parece moleza, mas não é bem assim

O jogo de amanhã, dia 13, no Castelão, é para tranquilizar o mais aflito dos torcedores brasileiros, mostra a história das Eliminatórias Sul-Americanas:

Em 14 confrontos com a Venezuela, o Brasil venceu 13 e empatou o outro.

A Venezuela nunca marcou um gol na Seleção em campos brasileiros.

Nos dez últimos jogos como visitante nas Eliminatórias, a Venezuela venceu apenas um – 2 a 0 sobre o Paraguai, em 11 de setembro de 2012, em Assunção.

A história recente não é tão tranquilizadora para os brasileiros:

O único empate conseguido por aqui pelos venezuelanos aconteceu há praticamente seis anos, em 14 de outubro de 2009, na última vez que as duas seleções se enfrentaram nas Eliminatórias. Sob o comando de Dunga, embora já tivesse derrotado a Venezuela em San Cristóbal por 4 a 0, o Brasil não saiu do 0 a 0 em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Nas duas últimas edições da Copa América, o Brasil empatou com a Venezuela em 2011, também por 0 a 0, e deu duro para vencer por 2 a 1 em 2015.