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E quando o Corinthians será formalmente campeão?

Giovanni Augusto e Dátolo comemoram gol atleticano

Giovanni Augusto e Dátolo comemoram gol atleticano

Ainda não foi nesta rodada que a conta fechou: Figueirense 0 x 1 Atlético Mineiro, um joguinho chato apitado por um juiz muito ruim, mantém a diferença de  11 pontos entre  líder vice-líder, restando ainda há 12 pontos em jogo até o fim do Brasileirão.

Dátolo fez o gol da vitória atleticana aos 45 minutos do segundo tempo. Portanto, o Corinthians ainda não é formalmente o campeão brasileiro de 2015.

Fica a dúvida: quando será?

♦ Dia 19, quando enfrentará o Vasco no Rio, ainda não se sabe em que estádio, enquanto o Atlético Mineiro jogará contra o São Paulo no Morumbi?

♦ Dia 22, no Itaquerão, onde receberá o São Paulo no mesmo horário em que o Atlético será o anfitrião do Goiás no Independência?

♦ Dia 29, ao visitar o Sport no Recife enquanto o Atlético jogará em Porto Alegre contra o Grêmio?

♦Dia 6 de dezembro, na última rodada, em Itaquera, com o Avaí como adversário, ao mesmo tempo em que, no Independência, o Atlético receberá a Chapecoense?

Será que vale perguntar: nenhuma das hipóteses anteriores?

Muito mais provável é que a resposta certa seja a primeira: dia 19, quando Cássio, Gil, Elias e Renato Augusto terão voltado da Seleção. Afinal, eles merecem comemorar.

Não se esqueça, porém, de que nem tudo está decidido. Segundo o Departamento de Matemática do Universidade Federal de Minas Gerais, o Atlético Mineiro ainda tem chance de conquistar o título.

Exatos 0,037% de chance.

Não é nada, não é nada, não é nada.

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Atlético x Corinthians: não é o título que está em jogo

Levir Culpi: "Nossa última chance" - Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Levir Culpi: “Nossa última chance” – Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Vai ser um jogão, mas só será realmente decisivo em caso de vitória corintiana. Ou alguém acredita que, mesmo vencendo daqui a pouco, o Atlético Mineiro ainda possa recuperar nas cinco rodadas restantes do Brasileirão os cinco pontos que o separarão do inabalável líder?

Inabalável?

Não é o que pensa, ainda bem, o treinador Levir Culpi, que tem analisado inteligentemente o desempenho dos dois times no campeonato e acha que tanto o seu Atlético quanto o Corinthians de Tite podem sentir nas rodadas finais o peso de um mau resultado neste domingo:

– Na verdade, os dois podem se desestabilizar. Isso é um fato cultural no Brasil. Muitas vezes, um jogo modifica uma equipe.

Pode ser, mas, até agora, o Atlético tem se mostrado muito mais suscetível às circunstâncias do que o Corinthians, que andou titubeando nos dias anteriores e seguintes à perda de Emerson Sheik e Paolo Guerrero, mas ganhou solidez de lá para cá sob o comando sereno e firme de seu treinador e não dá pinta de se desestabilizar com pouca coisa.

Embora tenha oferecido ao longo deste Brasileirão alguns dos seus melhores espetáculos, o Atlético não é tão estável. Oscila de um jogo para outro, às vezes no mesmo jogo, e receberá o Corinthians no Independência com uma dose talvez excessiva de  responsabilidade. O próprio Levir reforça:

– Estou vendo a partida como nossa última chance de fazer algo para mudar o campeonato.

Em contrapartida, o Atlético é um time valente, capaz de grandes reviravoltas, que não se rende às dificuldades e alimenta a energia de sua torcida com muita disposição em campo. Levir relembra:

– Nós já passamos por situações mais complicadas e revertemos a situação. Isso está no DNA do nosso elenco. Espero poder escrever mais um capítulo desses.

Pode ser que, mesmo sem o ótimo Jemerson na zaga, consiga se impor ao Corinthians sem lhe dar muitas oportunidades de contra-atacar.

Elias também fará fata aos corintianos, mas sua ausência não basta para fazer do virtual campeão brasileiro de 2015 um time fácil de ser batido e, menos ainda, de perder a estabilidade se for derrotado na casa do vice-líder.

Vai ser um jogão, repita-se, mas vale mais pela briga entre os centroavantes Lucas Pratto e Vágner Love pelo segundo lugar na lista de artilheiros, se é que o meia Jadson deixará a disputa se limitar aos dois, do que pelo título do Brasileirão.

O Santos que se cuide. A Ponte Preta vem aí.

Em Porto Alegre, Grêmio 1 x 0 Santos, resultado que dobra a frustração do Atlético Mineiro na noite desta quinta-feira.

O vice-líder fica apenas quatro pontos à frente do time de Roger Machado, distância menor do que os cinco pontos que o separam do líder Corinthians.

Além de confirmar a enorme dificuldade para conseguir bons resultados fora de casa, o Santos de Dorival Júnior que se cuide.

Embora continue no G-4, com 46 pontos, à frente do São Paulo no saldo de gols, tem, lá no nono lugar, um adversário ameaçador.

Faltam oito rodadas para acabar o Brasileirão. Portanto, estão em jogo 24 pontos. E sabe o que acontecerá se os sete times que ainda brigam pela última vaga do G-4 repetirem na reta final o desempenho das oito rodadas mais recentes?

A Ponte Preta, com 17 pontos a mais, fecharia o Brasileirão em quarto lugar, com 61, dois à frente do Santos.

São Paulo, Internacional, Palmeiras, Flamengo e Sport se alojariam entre o sexto e o décimo lugar.

Atlético Mineiro sonha com vitória da Ponte

Lucas Pratto: presença nos três gols

Lucas Pratto: presença nos três gols

O Coritiba deu um pouco de trabalho nos primeiros minutos, mas logo deixou o Atlético Mineiro tomar conta do jogo e, já fim do primeiro tempo, fazer 1 a 0, com gol contra do lateral Leandro Silva ao cortar cruzamento de Lucas Pratto para Thiago Ribeiro, a quem o árbitro poderia muito bem ter atribuído o gol.

O vice-líder do Brasileirão ainda não retomou o ritmo envolvente e o futebol insinuante de boa parte do primeiro turno, mas fez no Couto Pereira o suficiente para chegar a 2 a 0 aos 20 minutos do segundo tempo, com gol de Giovanni Augusto, novamente aproveitando jogada de Lucas Pratto.

Aos 39, após ser derrubado na área, o próprio Lucas Pratto cobrou o pênalti e fechou o placar. O Atlético de 51 gols em 29 rodadas vai dormir a quatro pontos da liderança, sonhando para que neste domingo o Corinthians perca contra a Ponte Preta, em Campinas, parte da folga que vem ganhando nas últimas rodadas.

É o que ainda poderia dar alguma graça à disputa do título brasileiro de 2015. O problema do Atlético – e da Ponte – é que o Corinthians de Tite não é dado a graças.