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Uma mancha na campanha do Atlético Mineiro

A incapacidade de reagir minimamente às vicissitudes nas rodadas recentes e decisivas manchou a campanha do Atlético Mineiro neste Brasileirão, poderia lhe custar o vice-campeonato se o Internacional não tivesse vencido o Gre-Nal há pouquinho por 1 a 0 e ainda pode determinar a saída de Levir Culpi, que pressentiu a mancha, por motivos outros e equivocados, bem antes dos últimos vexames, como este de hoje, o empate por 2 a 2 com o Goiás no Independência.

Nas últimas dez rodadas, a campanha do vice-líder se compara à do Vasco, que demorou a sair da lanterna e ainda corre sério risco de cair para a Segundona. Foram apenas 17 pontos ganhos. O Corinthians ganhou 26.

Se forem mesmo vice-campeões brasileiros, os atleticanos deveriam dividir com os colorados o prêmio de R$ 6,3 milhões que a CBF lhes pagará – ou, pelo menos, os R$ 2 milhões a mais do que receberá o terceiro colocado.

Nem os corintianos esperavam tanto

Malcom: gol muda o jogo no Independência

Malcom: gol muda o jogo no Independência

Foi um jogão, sim, e decisivo: nem o mais desconfiado corintiano sai do Independência com um mínimo de dúvida sobre quem será o campeão brasileiro de 2015.

Como está escrito há algumas rodadas, o campeão é o Corinthians de Malcom, Vágner Love e Lucca, autores dos 3 a 0 sobre o Atlético Mineiro, e sobretudo de Jadson e Renato Augusto, que criaram todas as situações de gol hoje e sempre ao longo deste Brasileirão.

Levir Culpi vai ter trabalho para impedir que a derrota, surpreendente apenas pela amplidão do placar, desestabilize o Atlético nas próximas rodadas, deixando o Grêmio fechar o campeonato como vice-campeão. Durante a semana, ele já tinha avisado:

– Isso é um fato cultural no Brasil. Muitas vezes, um jogo modifica uma equipe.

Era a última chance de o Atlético ainda alimentar a ilusão de brigar mais um pouco pelo título. O placar não fez justiça ao bom futebol do time em todo o primeiro tempo e em boa parte do segundo, quase sempre ligeiramente superior ao Corinthians, mas o gol do garoto Malcom, aos 22 minutos, mudou o jogo e desestabilizou o Atlético.

Aos 29, com assistência de Jadson, Vágner Love fez 2 a 0, e agora tem 12 gols no campeonato, como o parceiro corintiano e o atleticano Lucas Pratto. Dez minutos depois, Lucca, que substituíra Malcom, fez 3 a 0, tocando para as redes de Victor a bola rolada por Renato Augusto.

Jadson, que fez também a assistência para o gol de Malcom, comemorou no fim:

– Fico feliz porque a equipe saiu vitoriosa. Mostramos superioridade. Temos mais três jogos em casa, não acabou, mas estamos com as duas mãos na taça.

O atleticano Luan já se satisfaz com menos:

– Agora, temos de buscar os pontos para não deixar ninguém passar a gente.

Pois é: o Grêmio venceu o Flamengo por 2 a 0 e ficou a apenas três pontos do Atlético. Os dois se enfrentarão em Porto Alegre na penúltima rodada.

Atlético x Corinthians: não é o título que está em jogo

Levir Culpi: "Nossa última chance" - Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Levir Culpi: “Nossa última chance” – Foto: Bruno Cantini/Atlético MG

Vai ser um jogão, mas só será realmente decisivo em caso de vitória corintiana. Ou alguém acredita que, mesmo vencendo daqui a pouco, o Atlético Mineiro ainda possa recuperar nas cinco rodadas restantes do Brasileirão os cinco pontos que o separarão do inabalável líder?

Inabalável?

Não é o que pensa, ainda bem, o treinador Levir Culpi, que tem analisado inteligentemente o desempenho dos dois times no campeonato e acha que tanto o seu Atlético quanto o Corinthians de Tite podem sentir nas rodadas finais o peso de um mau resultado neste domingo:

– Na verdade, os dois podem se desestabilizar. Isso é um fato cultural no Brasil. Muitas vezes, um jogo modifica uma equipe.

Pode ser, mas, até agora, o Atlético tem se mostrado muito mais suscetível às circunstâncias do que o Corinthians, que andou titubeando nos dias anteriores e seguintes à perda de Emerson Sheik e Paolo Guerrero, mas ganhou solidez de lá para cá sob o comando sereno e firme de seu treinador e não dá pinta de se desestabilizar com pouca coisa.

Embora tenha oferecido ao longo deste Brasileirão alguns dos seus melhores espetáculos, o Atlético não é tão estável. Oscila de um jogo para outro, às vezes no mesmo jogo, e receberá o Corinthians no Independência com uma dose talvez excessiva de  responsabilidade. O próprio Levir reforça:

– Estou vendo a partida como nossa última chance de fazer algo para mudar o campeonato.

Em contrapartida, o Atlético é um time valente, capaz de grandes reviravoltas, que não se rende às dificuldades e alimenta a energia de sua torcida com muita disposição em campo. Levir relembra:

– Nós já passamos por situações mais complicadas e revertemos a situação. Isso está no DNA do nosso elenco. Espero poder escrever mais um capítulo desses.

Pode ser que, mesmo sem o ótimo Jemerson na zaga, consiga se impor ao Corinthians sem lhe dar muitas oportunidades de contra-atacar.

Elias também fará fata aos corintianos, mas sua ausência não basta para fazer do virtual campeão brasileiro de 2015 um time fácil de ser batido e, menos ainda, de perder a estabilidade se for derrotado na casa do vice-líder.

Vai ser um jogão, repita-se, mas vale mais pela briga entre os centroavantes Lucas Pratto e Vágner Love pelo segundo lugar na lista de artilheiros, se é que o meia Jadson deixará a disputa se limitar aos dois, do que pelo título do Brasileirão.

Atlético volta a jogar muito bem e bota pressão em Tite

Marcos Rocha: gol dá vitória ao Atlético, que merecia mais do que os 2 a 1 sobre o Inter

Marcos Rocha: gol garante vitória e deixa o Atlético perto do Corinthians

Tite não quis nem ver. Guardou a pilha para se inquietar amanhã à beira do gramado do Itaquerão durante o Corinthians x Goiás. Perdeu mais uma bela atuação do Atlético Mineiro no Brasileirão, senhor absoluto de todas as ações nos 2 a 1 sobre o Internacional.

Quando joga realmente bem, o que vinha rareando nas últimas rodadas, o Atlético é um dos melhores times de se ver no futebol brasileiro dos nossos dias, ofensivo do começo ao fim, insistente, rápido e criativo na armação e nos contra-ataques, combativo em todo o campo, incisivo na linha de frente.

Tite vai conferir no teipe as qualidades do seu único adversário na luta pelo título brasileiro, já avisou antes de dizer que se desligaria do espetáculo ao vivo no começo da noite desta quarta-feira, e terá bons argumentos para motivar sua moçada a não deixar amanhã que se estreite a vantagem sobre este vice-líder inconstante, mas perigoso.

Se não fossem os bandeirinhas bastante ruins, que enxergam impedimento em sucessivos ataques absolutamente legais, o Atlético teria feito mais no Independência do que os gols de Lucas Pratto, em cobrança de pênalti, e de Marcos Rocha, muito pouco para traduzir o predomínio absoluto diante de um Internacional preocupado apenas em se defender.

Levir Culpi mereceu muito mais do que o 2 a 1 que Argel Fucks deve festejar. O Inter poderia ter levado mais uns dois ou três.

A esta altura do Brasileirão, no entanto, importa de verdade é a pilha que Levir conseguiu botar no Corinthians x Goiás da quinta-feira. Até lá, a diferença entre o líder Corinthians e o vice-líder Atlético é de apenas dois pontos.

Dátolo confirma: o Atlético está na briga pelo caneco

Dátolo deixa rubro-negros para trás e marca quarto gol atleticano no Independência

Dátolo deixa rubro-negros para trás e marca quarto gol atleticano

É no Independência, onde paga aluguel ao América, que o Atlético Mineiro realmente joga em casa. Que o diga o Flamengo, que acaba de ser goleado por 4 a 1 em mais uma das ótimas partidas da equipe de Levir Culpi neste Brasileirão, desta vez com o argentino Dátolo como protagonista da companhia.

O placar é um tanto exagerado para um jogo marcado por relativo equilíbrio e que poderia ter resultado diferente se Alan Patrick não tivesse perdido um pênalti aos 9 minutos – aliás, o primeiro marcado a favor do Flamengo no campeonato.

Sete minutos depois, o zagueiro Marcelo mostraria que a tarde não era mesmo rubro-negra. Ao tentar cortar um cruzamento para Luan, cabeceou contra o goleiro Paulo Victor e fez 1 a 0 para o Atlético.

Aos 18, foi a vez Marcos Rocha retribuir, desviando o chute de Paulinho que Victor defenderia. O 1 a 1 refletia o que rolava em campo.

Dátolo começou, então, mandar no jogo. Aos 25, em cobrança de falta, colocou a bola na cabeça de Jemerson para que ele fizesse 2 a 1.

Já no segundo tempo, aos 9 minutos, cobrou um escanteio na cabeça de Jemerson. O zagueiro não perdoou: 3 a 1 para o Atlético.

E, para fechar a tarde de gala, Dátolo fez 4 a 1 aos 25. Um golaço: ele deixou dois ou três rubro-negros para trás, aplicou uma caneta em Pará e chutou forte e colocado para matar Paulo Victor.

O Atlético se mantém cinco pontos atrás do Corinthians e, a esta altura do Brasileirão, talvez seja o único adversário que ainda pode sonhar em lhe roubar o título. Afinal, sobram apenas 33 pontos em jogo até o fim do campeonato e o Grêmio, terceiro colocado, teria de descontar pelo menos nove de diferença para o líder para continuar sonhando com o caneco..

Quatro pontos atrás do Atlético, o Grêmio tem 48 e talvez deva se preocupar mais com a perseguição do Palmeiras, que o venceu ontem por 3 a 2, chegou aos 44 e voltou ao G-4.

E, mesmo após a derrota de hoje para o Avaí por 2 a 1, ainda não se pode eliminar o São Paulo desta briga por uma vaga na elite, com que sonham também o Flamengo e o Internacional, ambos com 41 pontos, e até o Atlético Paranaense, que, vencendo o Coritiba daqui a pouco, alcançará a mesma pontuação.

Está, pois, mais renhida a briga por duas vagas no G-4 do que pelo título brasileiro de 2015, que muito dificilmente não será de um alvinegro.

Brasileirão: tudo é possível no Sul

É difícil imaginar uma zebra pastando hoje à noite no gramado do Independência, de modo que se pode dar de barato:  o Atlético Mineiro será ainda mais líder do Brasileirão ao final do jogo das 21 horas contra o Figueirense, que concentrará esforços na esperança de se afastar das cercanias do Z-4, muito provavelmente em vão.

Bem mais complicado é arriscar um palpite sobre o jogo anterior, das 19h30, em Porto Alegre.

O Grêmio precisa vencer para retornar ao G-4. Uma vitória gremista em casa não seria nenhuma surpresa se o time não viesse oscilando tanto em seus últimos compromissos e, sobretudo, se o adversário não fosse o consistente Sport que voltou para o G-4 na 14ª rodada de lá não quer sair.

Em seis jogos fora de casa, o Sport não venceu nenhum, foi derrotado uma vez e empatou cinco. Na Arena Grêmio, o empate pode lhe bastar para se manter no pelotão da frente, ainda em quarto lugar. Será preciso, porém, que amanhã o Palmeiras não vença o Vasco em São Januário.

Se fosse para apostar, eu cravaria palpite triplo em Grêmio x Sport. Como o dinheiro anda curto, talvez palpite duplo: Grêmio e empate.

Santos empata em Minas e divide torcida do Atlético

Em Belo Horizonte, num jogo bem disputado, o Santos saiu na frente, o Atlético Mineiro virou ainda no primeiro tempo, o Santos empatou no segundo.

O 2 a 2 ficou melhor para Marcelo Fernandes, que não pode ser cobrado por um resultado bastante satisfatório como visitante, do que para Levir Culpi, que foi surpreendentemente vaiado por parte da pequena torcida que foi ao Independência – 10.536 pagantes.

A outra parte gritou em apoio ao técnico.

O atleticano Guilherme saiu de campo sem entender nada:

– Não vejo motivo para isso tudo. No Campeonato Brasileiro, os times oscilam. O torcedor tem direito de reclamar, mas a gente tem feito nosso trabalho da melhor forma. Futebol é assim.