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São Paulo bate Sport e volta à luta contra o Santos

Michel Bastos: em resposta às vaias, o gol

Michel Bastos: em resposta às vaias, o gol

O Palmeiras vai chorar até o final do Brasileirão os três pontos perdidos em casa para o Sport na rodada passada. Foi a única vitória do time pernambucano como visitante.

Neste sábado, no Morumbi, o Sport voltou à rotina de tombar fora de casa – desta vez, sem Diego Souza, por elásticos 3 a 0 diante do São Paulo.

Poucos foram os são-paulinos que se animaram a ver o jogo, alguns apenas para vaiar parte do time, que merecia tratamento mais carinhoso pois jogou o suficiente para merecer os 3 a 0, gols de Ganso e Luís Fabiano no primeiro tempo e de Michel Bastos, um dos vaiados, no segundo.

O São Paulo está momentaneamente no G-4, com 53 pontos, e, para de lá não sair nesta 33ª rodada, torce por uma vitória do Palmeiras sobre o Santos ou pelo menos um empate, amanhã na Vila Belmiro.

Afinal, o outro time que pode ultrapassá-lo é o Internacional, que para tal precisaria golear o Goiás por dez gols de diferença.

A bola está com o Santos dos artilheiros Ricardo Oliveira e Gabigol. Depois de tirar o São Paulo da Copa do Brasil, vai ter de enfrentá-lo, rodada a rodada, pela vaga no G-4 do Brasileirão.

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A decepção de três crédulos são-paulinos

O primeiro a declarar que não imaginava que fosse tão ruim a situação atual do São Paulo foi o treinador Juan Carlos Osório, um mês depois de desembarcar no Morumbi:

– Uma coisa que acho importante e vou falar em castelhano para ficar claro: não digo que mentiram para mim, mas tampouco me falaram da situação econômica tão delicada do clube. Não pensava que o problema econômico fosse tão grande e que tínhamos de perder três jogadores ao mesmo tempo.

O segundo foi o jogador Michel Bastos, um dos destaques do time em meio às frustrações desta temporada:

– Quando vim, me falaram que o São Paulo nunca foi de atrasar, sempre arcou com os compromissos. Se eu soubesse o que ia acontecer, tinha colocado tudo em carteira.

O terceiro foi o capitão Rogério Ceni, que há menos de um mês aceitou estender o atual contrato até o fim do ano e agora está assustado com a perda de Rodrigo Caio, Dória, Denílson e Souza:

– A gente tinha uma expectativa há duas semanas, três semanas, e muda totalmente. A gente entende a necessidade financeira do clube, mas entendo também minha necessidade de ser campeão. Perder seis, sete jogadores assim… aí enfraquece.

O blog faz aos três a pergunta que dirigiu apenas ao treinador colombiano enquanto ele negociava a vinda para o São Paulo, conforme você pode reler na nota O que faz Carlos Miguel Aidar em Medelin?, publicada em 20 de maio: vocês sabiam com quem estavam conversando?

Atualização

Rodrigo Caio foi e voltou, não por vontade dele nem do presidente Carlos Miguel Aidar. Nem Valencia nem Atlético de Madrid se acertaram com o São Paulo. É um reforço para o sonho de Rogério e para o trabalho de Osório.

Das três aves tricolores, quem brilhou foi o Pato

Pato 235aPato quase tira a camisa para comemorar o terceiro gol do São Paulo no Morumbi

Quem bem observou, durante a semana, foi o jornalista Luis Augusto Símon, em seu Blog do Menon:

– O São Paulo tem Ganso, tem Pato e também tem o seu Pavão.

Das três aves tricolores, a que mais voou nos últimos dias foi o Pavão, por mais que tenha negado a viagem entre Sampa e Medelin, mas quem brilhou no Morumbi foi o Pato.

O São Paulo já vencia o Joinville por 1 a 0 desde os 100 minutos do primeiro tempo, com um gol do zagueiro Doria, mas passou a mandar de fato no jogo no segundo tempo, com Pato no ataque em substituição a Luís Fabiano.

Pato deu a bola para Michel Bastos fazer 2 a 0 aos 13 e fez 3 a 0 aos 40.

Comemorou o gol com vibração incomum. Quase tirou a camisa para mostrar a plumagem, mas se lembrou de que não é o Pavão, é o Pato.

No final do jogo, fez questão de encher a bola do parceiro Luís Fabiano:

– Eu quero jogar com ele. Dá para fazermos uma boa dupla. Já fizemos bons jogos no início do ano passado.

Sorte dos mineiros: Michel Bastos e Nilmar não podem jogar

Se pudesse acreditar em seu presidente, o torcedor estaria conferindo hoje o time escalado por Alejandro Sabella para enfrentar o Cruzeiro no jogo que pode decidir a sorte do São Paulo na Libertadores.

Afinal, se não se der bem no Morumbi, dificilmente os são-paulinos se salvarão, semana que vem, no Mineirão.

O pior é que nem Milton Cruz, ‘por enquanto’ efetivado no comando técnico, pôde escalar o time. Apareceu um assistente técnico, aparentemente interino, e decidiu tirar Michel Bastos do jogo.

É um tal de Aedes Aegypti, não se sabe se trazido da África pelos cartolas que tanto falaram em importar um treineiro ou simplesmente cultivado nas águas paradas em que se afunda a atual administração tricolor.

A ausência de Michel Bastos é tão boa notícia para o Cruzeiro no Morumbi quanto a do colorado Nilmar para o Atlético Mineiro no Independência.

Um dos destaques da boa campanha que, após um início de altos e baixos, o Inter vem fazendo nesta temporada, Nilmar é mais uma vez vítima da fragilidade muscular que tão frequentemente o tira de campo.

Estreiam com muita sorte os times mineiros nos confrontos equilibrados das oitavas de final da Libertadores.

Se souber aproveitá-la em São Paulo, o Cruzeiro ficará muito próximo das quartas de final.

Se não desperdiçá-la em Belo Horizonte, o Atlético ganhará tranquilidade para o segundo jogo, em Porto Alegre.

Noite de festa para os brasileiros na Libertadores

Luís Fabiano: gol e expulsão - Imagem: Beneclick

Luís Fabiano: gol e expulsão – Imagem: Beneclick

O Internacional puxou, mais cedo, o cordão da alegria: com gol de Valdivia, 22 minutos depois de entrar no jogo para substituir Jorge Henrique, venceu The Strongest por 1 a 0, garantiu o primeiro lugar em seu grupo e se juntou ao Corinthians e Cruzeiro no time brasileiro que vai para as oitavas de final da Libertadores.

Em seguida, o Atlético Mineiro aderiu ao time dos felizardos ao bater o Colo-Colo: Pratto fez 1 a 0, Guilherme perdeu um pênalti, Rafael Carioca cravou os 2 a 0 necessários para garantir a classificação por saldo de gols.

A noite brasileira se completou em alta voltagem com a festa tricolor no Morumbi. Quem disse que o São Paulo desaprendeu a ganhar dos grandes? Desde que a bola começou a rolar, o time do interino Milton Cruz foi para o ataque e mandou no jogo.

Não contava, porém, com a ajuda do astucioso Emerson Sheik, que disfarçadamente deu um toquinho por trás em Rafael Toloi fora do lance de bola e, já aos 18 minutos, foi mandado para os vestiários.

Ficou fácil para o São Paulo. Luís Fabiano fez 1 a 0 aos 31, Michel Bastos fechou a conta em 2 a 0 oito minutos depois.

O Corinthians, com Mendoza em lugar de Vagner Love, voltou mais disposto para o segundo tempo, mas, fiel ao estilo de sempre, Luís Fabiano meteu-se num entrevero com o colombiano, fingiu ter sido agredido com uma intensidade que não combinava com o chega-pra-lá que realmente sofreu e, assim, levou o juiz Sandro Meira Ricci a salomonicamente dispensar os dois de continuar prestando serviço em campo.

Com dez contra os nove do Corinthians, o São Paulo limitou-se a torcer pelo fim do jogo e a consequente classificação para as oitavas de final da Libertadores.

Foi o que acabou acontecendo.

Fim da festa brasileira: Cruzeiro e São Paulo vão se cruzar num dos confrontos das oitavas; em outro, Internacional e Atlético Mineiro. O Corinthians é que acabou se dando bem. Vai pegar o Guaraní, do Paraguai. O caminho está escancarado para as quartas de final.

São Paulo torce pelo Corinthians

Michel Bastos 2Michel Bastos: lucidez garante tranquilidade tricolor por mais uns dias – Imagem: Beneclick

E continua a crescer o contingente tricolor na torcida corintiana.

O São Paulo sofreu muito em Montevidéu, jogou um primeiro tempo burocrático e sonolento e só foi acordar depois que o Danubio fez 1 a 0  logo no comecinho do segundo.

Michel Bastos, sem chegar a ser brilhante, decidiu o jogo desta quarta-feira, criando as jogadas do gol de empate, finalizada com uma cabeçada de Pato aos 15 minutos, e do gol da vitória, finalizada com uma cabeçada de Centurión já nos descontos.

O camisa 7 foi uma exceção num time que trocou a apatia do primeiro tempo pelas jogadas duras e pelos chutões a esmo no segundo. Com um mínimo de lucidez, garantiu mais uns dias de tranquilidade no Morumbi, desde que o Corinthians colabore nesta quinta-feira, derrotando o San Lorenzo.

Dando tudo certo na quinta, a porção tricolor da torcida corintiana vai torcer por um empate domingo no Itaquerão. E assim estarão os dois times brasileiros do Grupo 2, Corinthians e São Paulo, classificados para as oitavas de final da Libertadores.