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Dátolo confirma: o Atlético está na briga pelo caneco

Dátolo deixa rubro-negros para trás e marca quarto gol atleticano no Independência

Dátolo deixa rubro-negros para trás e marca quarto gol atleticano

É no Independência, onde paga aluguel ao América, que o Atlético Mineiro realmente joga em casa. Que o diga o Flamengo, que acaba de ser goleado por 4 a 1 em mais uma das ótimas partidas da equipe de Levir Culpi neste Brasileirão, desta vez com o argentino Dátolo como protagonista da companhia.

O placar é um tanto exagerado para um jogo marcado por relativo equilíbrio e que poderia ter resultado diferente se Alan Patrick não tivesse perdido um pênalti aos 9 minutos – aliás, o primeiro marcado a favor do Flamengo no campeonato.

Sete minutos depois, o zagueiro Marcelo mostraria que a tarde não era mesmo rubro-negra. Ao tentar cortar um cruzamento para Luan, cabeceou contra o goleiro Paulo Victor e fez 1 a 0 para o Atlético.

Aos 18, foi a vez Marcos Rocha retribuir, desviando o chute de Paulinho que Victor defenderia. O 1 a 1 refletia o que rolava em campo.

Dátolo começou, então, mandar no jogo. Aos 25, em cobrança de falta, colocou a bola na cabeça de Jemerson para que ele fizesse 2 a 1.

Já no segundo tempo, aos 9 minutos, cobrou um escanteio na cabeça de Jemerson. O zagueiro não perdoou: 3 a 1 para o Atlético.

E, para fechar a tarde de gala, Dátolo fez 4 a 1 aos 25. Um golaço: ele deixou dois ou três rubro-negros para trás, aplicou uma caneta em Pará e chutou forte e colocado para matar Paulo Victor.

O Atlético se mantém cinco pontos atrás do Corinthians e, a esta altura do Brasileirão, talvez seja o único adversário que ainda pode sonhar em lhe roubar o título. Afinal, sobram apenas 33 pontos em jogo até o fim do campeonato e o Grêmio, terceiro colocado, teria de descontar pelo menos nove de diferença para o líder para continuar sonhando com o caneco..

Quatro pontos atrás do Atlético, o Grêmio tem 48 e talvez deva se preocupar mais com a perseguição do Palmeiras, que o venceu ontem por 3 a 2, chegou aos 44 e voltou ao G-4.

E, mesmo após a derrota de hoje para o Avaí por 2 a 1, ainda não se pode eliminar o São Paulo desta briga por uma vaga na elite, com que sonham também o Flamengo e o Internacional, ambos com 41 pontos, e até o Atlético Paranaense, que, vencendo o Coritiba daqui a pouco, alcançará a mesma pontuação.

Está, pois, mais renhida a briga por duas vagas no G-4 do que pelo título brasileiro de 2015, que muito dificilmente não será de um alvinegro.

Fla perde vaga no G-4 para o São Paulo

Henrique festeja gol do Coritiba em ambiente rubro-negro

Henrique festeja gol do Coritiba em ambiente rubro-negro

Deu tudo errado para o Flamengo no Mané Garrincha.

Logo aos oito minutos, num desses muitos lances de bola na mão que os juízes brasileiros estão punindo com a marcação de pênalti, Kleber fez 1 a 0 para o Coritiba.

Ali pela metade do primeiro tempo, Henrique fez 2 a 0.

Tomado por 67.011, quase todos rubro-negros que deixaram R$ 3.995.500,00 nas bilheterias e fizeram a alegria dos atravessadores, o Mané Garrincha fechou-se em silêncio logo transformado nas primeiras vaias.

No gramado, o time procurou reagir, correu, batalhou, recuperou o apoio da torcida, teve 63% de posse de bola, mas foi para o vestiário sem ter saído do zero.

No segundo tempo, mais batalha, esforço e suor, tudo novamente em vão. Nos últimos minutos, o time parecia entregue. Voltaram as vaias.

Placar final em Brasília: Flamengo 0 x 2 Coritiba.

Durou pouco a passagem do Fla pelo G-4 do Brasileirão. Mais cedo, no Morumbi, o São Paulo também dera vexame, não saindo do 0 a 0 com a Chapecoense.

Quem diria que o pontinho tão lamentado devolveria o Tricolor ao G-4, de lá tirando o Fla?

Desta vez, o Fla não repudiou a arbitragem

Quase a três: pertinho do juiz, Samir agarra Paulo André

Quase a três: pertinho do juiz, Samir agarra Paulo André

Ainda não foi comentado em nota oficial pelos dirigentes do Flamengo o pênalti escandaloso cometido por Samir, ao agarrar e prender o cruzeirense Paulo André aos 20 minutos do primeiro tempo, e ignorado pelo árbitro Marcelo Aparecido de Souza, que estava a três ou quatro metros do lance.

O placar do Maracanã ainda registrava: Flamengo 0 x 0 Cruzeiro.

No domingo, dia 6, o primeiro gol rubro-negro nos 3 a 1 sobre o Fluminense fora marcado por Sheik depois de receber um passe de mão do companheiro Wallace. O árbitro Ricardo Marques não viu. Não viu o passe, claro, pois o gol ele validou.

Depois dos 2 a 0 sobre o Cruzeiro nesta quinta-feira, continua valendo a nota distribuída na segunda, dia 7, em que o Flamengo, embora beneficiado na véspera, manifestou “total descontentamento e repúdio a respeito da arbitragem nos jogos do Campeonato Brasileiro de 2015”?

Os cruzeirenses concordam.

Até aprender

Artilheiro do Brasileirão, com 10 gols marcados no primeiro turno, dois a mais do que Alexandre Pato, seu mais próximo perseguidor, o santista Ricardo Oliveira perdeu dois pênaltis nos dois últimos jogos – o 0 a 0 de ontem com o Atlético Paranaense e o 1 a 0 sobre o Vasco no meio da semana.

Ricardo Oliveira desperdiçou as duas cobranças da mesma forma, chutando baixo no canto direito do goleiro. Martin Silva e Weverton defenderam. Nem por isso o técnico Dorival Júnior parece preocupado:

– O Ricardo é o batedor oficial e, enquanto ele se sentir confiante e bem, naturalmente ele vai bater.

Parece que o artilheiro continuará insistindo até aprender.

Corinthians, Atlético e Grêmio vencem na noite do sábado

Pode acreditar: São Paulo 0 x 3 Goiás. No Morumbi!

Mais cedo, em Curitiba: Atlético Paranaense 0 x 0 Santos. E o artilheiro Ricardo Oliveira mais uma vez perdeu um pênalti!

Assim, o Corinthians, o Atlético Mineiro e o Grêmio não mais sairão do G-4 nesta 19º rodada e a quarta vaga será do São Paulo, que dorme lá, ou do Fluminense ou do Sport ou até do Palmeiras. Tudo vai depender dos resultados do domingo, começando por Palmeiras x Flamengo na matinê do Allianz Parque.

Lá embaixo, nem Nossa Senhora das Vitórias deu jeito: o Vasco perdeu para o Coritiba por 1 a 0 no Maracanã e fecha o primeiro turno na lanterna do Brasileirão, a sete pontos da porta de saída do Z-4 – que serão 10 se amanhã o Avaí vencer o Corinthians na Ressacada e o Figueirense vencer o Fluminense no Maracanã.

Difícil? Difícil era o Goiás enfiar 3 a 0 no São Paulo em pleno Morumbi.

PS: No Vasco, nem tudo é tragédia. Caiu Celso Roth. É a décima vez que Roth é dispensado por um clube da Série A desde 2006.

Quando ele ia ser contratado pelo Vasco, este blog avisou:  De péssimo a pior.  Clique aqui para reler.

Por falar naquele pênalti…

Corinthians 4 x 3 Sport: só se fala no pênalti

Corinthians 4 x 3 Sport: só se fala no pênalti que decidiu o jogo no Itaquerão

Como as ruas, a mídia e as redes sociais de todo o Brasil estão falando mais do controvertido pênalti que deu a vitória ao Corinthians por 4 a 3 sobre o Sport do que da convocação de Dunga para os amistosos da Seleção com os Estados Unidos e a Costa Rica no começo de agosto, vale a pena conferir as referências ao tema nas Regras do Futebol.

O que diz a Regra 12:

Também será concedido um tiro livre direto para a equipe adversária se um jogador cometer uma das seguintes três infrações:

♦ tocar na bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua própria área penal)

O que diz, no capítulo da Regra 12, a Interpretação das Regras de Futebol e Diretrizes para Árbitros:

Tocar a bola com a mão implica a ação deliberada de um jogador fazer contato na bola com as mãos ou os braços. O árbitro deverá considerar as seguintes circunstâncias:

♦ o movimento da mão em direção à bola (e não da bola em direção à mão).

♦ a distância entre o adversário e a bola (bola que chega de forma inesperada).

♦ a posição da mão não pressupõe necessariamente uma infração.

Os tópicos são reprodução fiel do Livro de Regras 2014/2015, publicado oficialmente pela CBF e à disposição dos interessados no site da entidade.

Além de transcrever o documento oficial, o blogueiro se limita a sublinhar alguns conceitos das regras do futebol que os árbitros evidentemente estão desrespeitando, como foi o caso do brasileiro Luiz Flávio de Oliveira ao marcar pênalti no lance em que a bola cruzada por Guilherme Arana bateu no braço de Rithely.

São muitos os pênaltis marcados neste Brasileirão em desrespeito claro às regras do futebol – o que caracteriza erro de direito e, portanto, torna possível a anulação dos jogos.