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Desde 2011, o Corinthians não vence com o juiz de amanhã

Há quatro anos, que se completarão na quinta-feira, dia 5, o Corinthians não vence um jogo apitado por Heber Roberto Lopes, escalado pela CBF para o jogão de amanhã no Independência.

Em dez jogos apitados pelo árbitro paranaense desde 2011, o Corinthians perdeu quatro e empatou seis – mostra detalhadamente Cosme Rímoli em seu blog  no portal R7.com.

É claro que o Atlético Mineiro gostou da indicação de Heber Roberto Lopes. Não se pergunte a opinião dos corintianos.

Se…

Nas últimas três rodadas, o Vasco cedeu o empate ao Avaí aos 40 minutos do segundo tempo, à Chapecoense aos 39 e ao São Paulo aos 42.

Se tivesse vencido os três jogos, o Vasco estaria hoje com 35 pontos, em 15º lugar no Brasileirão, duas posições acima da linha de rebaixamento.

E Eurico Miranda não estaria tão indignado com a arbitragem.

Deve ser mera coincidência

Ricardo Marques Ribeiro apitou 15 jogos nas 30 rodadas até agora disputadas neste Brasileirão. Dos 15, cinco foram jogos da Chapecoense, três deles já no returno:

♦ 11ª rodada, em 4 de julho: Chapecoense 1 X 0 Vasco

♦ 17ª rodada, em 9 de agosto: Chapecoense 2 X 2 Figueirense

♦ 20ª rodada, em 23 de agosto: Coritiba 1 X 0 Chapecoense

♦ 28ª rodada, em 27 de setembro: Sport 3 X 0 Chapecoense

♦ 30ª rodada, em 15 de outubro: Vasco 1 X 1 Chapecoense

Outros três jogos apitados por Ricardo Marques Ribeiro envolveram mais dois times catarinenses, o Joinville e o Figueirense.

A escolha dos árbitros no Brasileirão, como se sabe, se dá em sorteio realizado pela CBF. É que na CBF frequentemente os raios caem no mesmo lugar. Fenômenos atmosféricos, né?

Justiça se faça a Ricardo Marques Ribeiro: a Chapecoense teve um aproveitamento de 33.3% nos cinco jogos que ele apitou, índice inferior aos 38.9% que tem em todo o Brasileirão.

Ricardo e Raphael, a dupla decisiva da 30ª rodada

Ricardo e Raphael @1610@@@

Entrevista  de Ricardo Marques Ribeiro, árbitro de Vasco 1 x 1 Chapecoense, a Felippe Rocha, do jornal LANCE! :

– Houve um chute do jogador da Chapecoense, cruzado na área, e o jogador do Vasco número 3, o senhor Rodrigo, leva o braço, próximo ao corpo, para trás, fazendo movimento de não querer tocar na bola. Mas enrijece o braço numa intenção de bloquear a bola, embora o movimento seja para trás. Como enrijece e bloqueia a bola, o pênalti tem que ser marcado. Por que não leva cartão amarelo? Porque não tinha a direção do gol. Então, a penalidade existe.

Regra 12 do futebol, que pode ser consultada no site da CBF:

Também será concedido um tiro livre direto para a equipe adversária se um jogador cometer uma das seguintes três infrações: 

♦ tocar na bola com as mãos intencionalmente (exceto o goleiro dentro de sua própria área penal)

Se o árbitro diz que o zagueiro leva o braço para trás “fazendo movimento de não querer tocar na bola” e a regra diz que só há infração se o jogador “tocar na bola com as mãos intencionalmente”, é óbvio que o pênalti não existiu, o senhor Ricardo Marques Ribeiro não conhece a regra e, por ter havido erro de direito, o jogo pode ser anulado.

Registre-se igualmente que o pênalti a favor da Ponte Preta no 1 a 0 sobre o Palmeiras, marcado pelo árbitro Raphael Claus, também não existiu: o palmeirense Victor Ramos tenta, claramente, desviar o braço da bola chutada por Felipe Azevedo.

Balanço parcial da 30ª rodada: a arbitragem tirou  dois pontos do Vasco e pelo menos um do Palmeiras, e deu dois à Ponte e um à Chapecoense.

Nenhum jogador foi tão decisivo quanto a dupla Ricardo e Raphael na 30ª rodada do Brasileirão.

(As fotos da dupla são de seus prontuários no site da CBF)

STJD pega árbitro de Corinthians 2 x 0 Santos na mentira

O que fará a CBF agora que o próprio STJD admite claramente que o árbitro Flávio Rodrigues Guerra mentiu ao dizer na súmula do jogo Corinthians 2 x 0 Santos que expulsou o zagueiro David Braz por ter sido ofendido e não porque o confundiu com o lateral que cometeu o pênalti em Vagner Love?

Leia o que disse o presidente do STJD, Caio Cesar Rocha, ao recusar o pedido apresentado pelo Santos de anulação do cartão vermelho dado erradamente ao seu zagueiro:

O erro de arbitragem é fato inerente ao futebol, admitido pelas regras do próprio esporte. O que é absolutamente inadmissível é o árbitro faltar com a verdade a fim de justificar ou mesmo esconder um equívoco seu.

Embora reconheça que o árbitro mentiu na súmula, o STJD alega que, pela lei, não tem poder para anular a suspensão. E passa a bola para a CBF:

Deve haver forma de correção de equívocos óbvios de decisões disciplinares da arbitragem, ficando a critério da entidade, no caso a CBF, os métodos e a forma como se daria essa retificação.

Na semana seguinte ao clássico em Itaquera, Flávio Rodrigues Guerra foi escalado para apitar Náutico 3 X 0 ABC pela Série B e David Braz não pôde atuar pelo Santos nos 3 a 1 sobre o Internacional na 28ª rodada do Brasileirão.

Ou seja: a CBF premia o errado e pune o certo.

É hora de chamar a polícia – de preferência, o FBI.

Ficou baratinho, baratinho o que era caro para a CBF

É surpreendente que, para se livrar da pressão de alguns clubes prejudicados pela arbitragem em certos jogos, a CBF esteja pedindo em 2015 autorização à Fifa para escalar uma espécie de juiz virtual no Brasileirão de 2016.

Em 2014, a CBF simplesmente se recusou a manter os equipamentos tecnológicos deixados pela Fifa  nos estádios em que foi disputada a Copa do Mundo para definir se a bola atravessou totalmente a linha do gol, como exigem as regras do futebol, em lances que deixam em dúvida árbitros e auxiliares.

A CBF alegou, então, que seria muito caro manter tais equipamentos nos jogos do Brasileirão.

Agora, ficou baratinho, baratinho usar a tecnologia.