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Santos dá passagem ao São Paulo no G-4

Depois de 12 vitórias consecutivas na Vila Belmiro, o Santos não conseguiu sair do 0 a 0 com o Flamengo ontem à noite, num momento decisivo para suas pretensões de fechar o Brasileirão no G-4 e, assim, se garantir na Libertadores de 2016, independentemente dos resultados das finais da Copa do Brasil com o Palmeiras.

Segundo os cálculos do matemático Tristão Garcia, em seu site Infobola, o Corinthians e o Atlético Mineirão já estão garantidos na Libertadores, o Grêmio tem 99% de chances de conquistar a terceira vaga e três times brigam pela quarta:

♦ São Paulo, que venceu o Atlético Mineiro por 4 a 2, com 53% de chances

♦ Santos, com  26% após o empate na Vila

♦ Internacional, que perdeu para a Chapecoense por 1 a 0, com 13%

A briga para escapar ao rebaixamento tem três times na faixa de altíssimo risco e ainda inclui o Fluminense, com apenas 1%, mas obrigado a fazer força contra o Avaí e o Figueirense nas rodadas finais do Brasileirão.

20º – Joinville: 31 pontos – 7 vitórias – 99% de risco

19º – Vasco: 34 pontos – 8 vitórias – 94% de risco

18º – Goiás: 34 pontos – 9  vitórias  – 94% de risco

17º – Coritiba: 37 pontos – 9 vitórias – 50% de risco

16º – Avaí: 38 pontos – 10  vitórias – 45% de risco

15º – Figueirense: 39 pontos – 10 vitórias – 17% de risco

14º – Fluminense: 43 pontos -13 vitórias – 1% de risco

Definitivamente campeão

() SPO Corinthians comemora título em São Januário – Foto: Daniel Augusto Jr./Ag. Corinthians

Tite, Renato Augusto, Elias e Vágner Love: caras do Corinthians campeão

Tite, Renato Augusto, Elias e Vágner Love: caras do Corinthians campeão

Qualquer estagiário de Fisiologia sabe que as 46 horas de intervalo entre Brasil 3 x 0 Peru e o Vasco x Corinthians decisivo para ambos eram insuficientes para a completa recuperação muscular de Gil, Elias e Renato Augusto, que tinham jogado os 90 minutos em Salvador.

Esquecida a disparidade técnica entre os dois times, é quase natural que o Vasco tenha determinado o andamento do jogo em boa parte do primeiro tempo, pelo menos até os 30 minutos, com mais presença no campo ofensivo e maior número de finalizações.

Nos 15 minutos seguintes, o Corinthians se impôs, adiantou suas linhas e chegou mais perto de abrir o placar. O Vasco se desconcentrou, passou a ceder espaço no meio de campo, perdeu a força de ataque.

No segundo tempo, o Vasco retomou o ritmo inicial, com mais posse de bola e maior força no ataque.

Como se tivesse preservando as forças parcialmente gastas dois dias antes na Seleção, o Corinthians recolheu-se ao campo de defesa para apostar no contra-ataque.

Antes dos 15 minutos, Jorginho trocou Rafael Silva por Jorge Henrique e Tite resolveu substituir Renato Augusto, o mais cansado do trio que veio da Seleção, por Rodriguinho.

Em seguida, o vascaíno Rodrigo fez uma falta escandalosa em Malcom, acertando a chuteira na cabeça do corintiano quase na altura do Cristo Redentor, e foi imediatamente expulso pelo bom árbitro Anderson Daronco.

Com 11 contra 10 em campo e mais meia hora de jogo pela frente, que mais o Corinthians poderia querer na noite inesquecível desta quinta-feira?

O São Paulo ia trucidando o Atlético Mineiro no Morumbi até chegar aos 4 a 2 que dariam matematicamente o título ao Corinthians qualquer que fosse o resultado em São Januário.

E não é que, com 10 contra 11 corintianos, o Vasco fez 1 a 0, gol de Julio Cesar, quando Riasco já tinha dado lugar a Éder Luís e Elias tinha sido trocado por Lucca?

E foi o talismã Lucca, depois de perder duas vezes a chance de empatar o jogo, que desviou a bola para Vágner Love fechar o placar em 1 a 1, enlouquecer de vez a pequena parcela de corintianos em São Januário, arrancar lágrimas de Renato Augusto à beira do gramado e espocar fogos em toda São Paulo.

Como estava escrito desde antes do retorno de Charles William Miller com algumas bolas e um livro de regras para plantar por aqui as sementes do esporte que encantava os ingleses, o Corinthians é o campeão brasileiro de 2015. Hexacampeão!