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Enquanto o Corinthians espera, Inter e Ponte sonham

Poderia ser o sábado da grande festa corintiana, mas a definição matemática do título brasileiro de 2015 não se dará hoje nem que Tite e sua rapaziada trucidem o Coritiba em Itaquera às 19h30, e assim o jogo do dia é o Internacional x Ponte Preta das 17 horas.

Os dois ainda aspiram ao G-4 – ou, quem sabe, G-5 – e vão fazer no Beira-Rio um jogo em que o empate não vale. Ou vale a morte conjunta.

Três pontos atrás do São Paulo e do Santos na ordem de classificação, colorados e pontepretanos não têm opção: estão obrigados a vencer hoje para continuar sonhando.

Argel escala D'Alessandro: respeito

Argel escala D’Alessandro: respeito de adversários e árbitros

Embora esconda a escalação do time, confirmando apenas a volta do meia D’Alessandro, “que impõe respeito ao adversário e ao árbitro”, o técnico  Argel Fucks prometeu, durante a semana, um Inter será menos cauteloso do que tem sido até agora:

– É um confronto direto, um jogo decisivo para nós, de seis pontos. Vamos jogar em casa, precisamos fazer o dever de casa. Esse é o nosso pensamento.

Juninho:

Juninho: “vamos buscar três pontos”

Parece que a Ponte, depois de três vitórias e um empate nos cinco últimos jogos fora de casa, não pensa diferente. É que revela o volante Juninho, que ainda não sabe se vai jogar ou ficará no banco:

– O jogo vai decidir o que queremos no campeonato. Temos a possibilidade de entrar no G-4. Sempre falam nesse negócio de que tem de jogar retrancado contra times grandes, mas já demonstramos que não é bem assim. Vamos lá para jogar e buscar mais três pontos. Precisamos jogar da mesma maneira que estamos jogando.

Não parece papo furado.

Como vencer é obrigatório, Internacional e Ponte Preta devem fazer um jogão no sábado em que o Corinthians, mesmo alcançando sua 23ª vitória neste Brasileirão , ainda não poderá gritar que é campeão.

Alguns mais apressadinhos, como Vagner Love, até gostariam, mas a banda dos sensatos, puxada por Renato Augusto e abençoada por Tite, só quer saber de festa depois que o caneco estiver matematicamente garantido.

Inter bobeia e leva para o México vantagem muito pequena

D'Alessandro: gol aos 4 minutos

D’Alessandro: gol logo aos 4 minutos

O desenho do jogo foi todo favorável ao Internacional: um gol logo aos 4 minutos, marcado por D’Alessandro, outro aos 9, de Valdívia, indicavam que a classificação para a final da Libertadores poderia se decidir na noite destaquarta, 15, no Beira-Rio.

E não era só o placar. O volume de jogo do Inter no ataque e o encolhimento do Tigres na defesa sugeriam uma vitória tranquila, talvez por goleada.

Falsa impressão. Feito o reconhecimento do terreno, apesar do prejuízo acumulado em tão poucos minutos, o Tigres foi se acertando e, num de seus primeiros ataques, conseguiu o gol de Ayala.

E mais teria conseguido nos minutos seguintes se não fosse o goleiro Alisson fazer dois milagres.

O jogo ficou difícil, mas o zagueiro Ayala tratou de facilitar a vida do Inter ao receber um segundo cartão amarelo logo aos 12 minutos do segundo tempo.

Nem com 11 contra 10 em campo, porém, os colorados tiveram competência para ampliar a vantagem.

A decisão da vaga na final ficou para a próxima quarta-feira, dia 22, no México. O Internacional precisa apenas de um empate. Ao Tigres, basta vencer por 1 a 0.

O Inter vai ter de mostrar em Monterrey muito mais do que mostrou nos 2 a 1 em Porto Alegre para ir à final contra o River Plate – ou você acredita que o Guaraní descontará em Assunção a derrota por 2 a 0 que sofreu na terça em Buenos Aires?

É dia de decisão para o Internacional no Beira-Rio

Diego Aguirre de longe 157Será o jogo mais importante do Internacional desde o começo da temporada, menos apenas do que o da semana que vem lá no México.

Desde 27 de maio, quando se garantiu nas semifinais da Libertadores com a vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fe , o Inter tem a cabeça no jogo das 22 horas desta quarta-feira, no Beira-Rio, contra o Tigres.

De lá para cá, quase sempre desfalcado de muitos titulares, o Inter acumulou decepções no Campeonato Brasileiro. Foram dez  jogos, com três vitórias, três empates e quatro derrotas – um aproveitamento de apenas 40% dos 30 pontos disputados, índice decepcionante para um time que entrou na competição como candidato ao título.

Hoje colocado em 12º lugar no Brasileirão, a dez pontos do G-4 e a 13 do líder, o Internacional não tem alternativa: ou se dá bem na Libertadores ou terá jogado fora toda a temporada de 2015.

Se a comparação servir de estímulo, Diego Aguirre poderá lembrar à sua rapaziada que o River Plate também sofreu uma queda de rendimento no Campeonato Argentino, mas ontem se redimiu com sua torcida ao vencer em casa o Guaraní por 2 a 0 e encaminhar a classificação para a final da Libertadores.

É o que o Inter tem de fazer hoje contra o Tigres de Rafael Sóbis. Não basta vencer. É preciso garantir alguma folga para o jogo de volta, quarta que vem, em Monterrey.

O desempenho recente não é animador, mas a volta de Juan, Aránguiz, Valdívia, Sasha e Nilmar, finalmente livres das lesões que os afastaram dos campos, dará a Diego Aguirre condições de remontar o time que fechou a primeira fase como líder de seu grupo, eliminou o Atlético Mineiro nas oitavas e o Santa Fe nas quartas.

Suspenso, Aguirre não estará na área técnica do Beira-Rio para empurrar Alisson, William, Ernando, Juan, Geferson, Rodrigo Dourado, Aránguiz, D’Alessandro, Valdívia, Nilmar e Lisandro López rumo à vitória. Vai torcer por eles.

Hoje tem Neymar no Beira-Rio. E basta.

Neymar autografa camisa do filho de D'Alessandro - Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Neymar autografa camisa do filho de D’Alessandro – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Neymar defenderá hoje no Beira-Rio, a partir das 22 horas, uma invencibilidade de 22 jogos com a camisa da Seleção em campos brasileiros.

São 17 vitórias e cinco empates nos quais marcou 16 dos 43 gols que o colocam como o quinto maior artilheiro da Seleção em jogos reconhecidos como oficiais pela Fifa.

Neymar está, pois, a cinco gols do quarto lugar, que hoje é de Zico, com 48.

O adversário da noite, no último jogo de preparação do Brasil para a Copa América, é Honduras, 75ª colocada no ranking de seleções da Fifa.

O maior feito da seleção hondurenha é ter participado de três Copas do Mundo. Estreou na Copa de 1982, com um surpreendente empate por 1 a 1 com a anfitriã Espanha. De lá para cá, jogou outras oito vezes, não venceu nenhuma. Em 2014, no Brasil, perdeu os três jogos.

Alguém duvida de que Neymar encurtará a distância para Zico logo mais?

Nem os torcedores de outros times e seleções.

Um exemplo da admiração generalizada pelo craque brasileiro: o goleiraço Buffon, antes de perder o título de campeão europeu para o Barcelona, confessou que um de seus filhos estava torcendo por Neymar.

Outro: nestes poucos dias de concentração em Viamão, Neymar recebeu a visita do argentino D’Alessandro, ídolo do Internacional, que levou o filho Santino, vestido com a camisa 11 do Barça, para pegar seu autógrafo.

O mundo da bola torce por Neymar.

Dunga já avisou que ele não vai trabalhar em tempo integral na noite desta quarta-feira, pois precisa recompor parte da energia despendida nos últimos dias na final da Liga dos Campeões da Europa e nas comemorações pela conquista do título, mas ele não precisa de muito tempo para fazer um ou dois golzinhos em Honduras, né?

É até bom para a Seleção que Neymar guarde a fome de gols para a Copa América. O Brasil vai precisar muito deles, pois no Chile a favorita é a Argentina de Messi. Essa, porém, é uma conversa para os próximos dias.

Hoje tem Neymar no Beira-Rio. E basta.

O Inter dos velhinhos está nas semifinais

Rafael Moura: aos 42 do segundo tempo, o gol da classificação

Rafael Moura: aos 42 do segundo tempo, o gol da classificação

Um gol aos 2 minutos e jogo, outro a três de se completarem os 90 regulamentares, e assim o Beira-Rio tomado por 44.665 torcedores festejou a classificação do Internacional para as semifinais da Libertadores.

O Independiente Santa Fe, que havia vencido na Colômbia por 1 a 0, não teve tempo para curtir a vantagem, mas nem por isso se acanhou nos domínios colorados. Levou algum sufoco nos primeiros minutos, é verdade, mas conseguiu reagir aos poucos e jogou de igual para igual toda a segunda metade do primeiro tempo .

Para isso, contou com alguma sorte. Por volta dos 15 minutos, Eduardo Sasha se contundiu e foi substituído por Valdívia, mais afoito e menos compenetrado, o que desorganizou um pouco o Inter. O Santa Fe aproveitou para se impor em campo.

No segundo tempo, o Inter voltou melhor, com renovada disposição para chegar ao segundo gol, e os colombianos passaram a marcar com extrema dureza, muitas vezes até com deslealdade, que acabou lhes custando uma dupla e fatal punição: a expulsão de Mosquera aos 22, e de Anchico, aos 37.

Aos 38, de longe, pois também fora expulso do campo de jogo, Diego Aguirre mandou Rafael Moura substituir o lateral Geferson e, quatro minutos depois, foi premiado com o gol que garantiu o Inter nas semifinais. D’Alessandro, um dos destaques do jogo, bateu o escanteio, Rafael Moura cabeceou para as redes.

O outro grande destaque do Inter foi o zagueiro Juan, não só pelo gol que abriu o placar e o caminho para a classificação, mas também pela onipresença na defesa.

Foi a noite dos velhinhos do Inter.

O protagonista e o assistente

Robinho e Geuvânio 175Robinho dá a palavra a Geuvânio, após Santos 1 x 0 Cruzeiro: “Hoje, o protagonista é ele”

Ele também já foi menino da Vila e não é ainda um velhinho, mas um trintão que se dá muito bem com a meninada e sabe que é dela que a bola gosta mais. Não é à toa que, nos últimos tempos, Robinho trocou o drible pelo passe, a arrancada pelo lançamento.

Virou garçom o moleque que, em outras eras, se servia tão bem da assistência que lhe davam os mais velhos. Pois hoje, na Vila, a assistência foi dele para que o garoto Geuvânio, 23 anos, marcasse o golaço da vitória santista por 1 a 0 sobre o bicampeão Cruzeiro.

Muito se pode falar sobre o jogo, em que o Santos foi sempre superior, mas o que realmente interessa é o golaço do garoto, muito parecido com aquele que o veterano  D’Alessandro marcou no Internacional 3 x 1 Atlético Mineiro da quarta-feira pela Libertadores.

O colorado trabalhou mais a jogada antes da finalização venenosa. Ao receber a bola de Robinho, no finalzinho do primeiro tempo, o santista simplificou a jogada, pois pressa combina com juventude, e, ao chutar a gol, abusou do veneno com tal convicção que nem se deu ao trabalho de acompanhar com os olhos a trajetória da bola.

Ele sabia onde ela ia pousar. Também sabia o experiente Fábio, que nem se deu ao trabalhode se mover em direção à bola. Simplesmente ficou olhando o caminho por ela percorrido até cair docemente em suas redes.

Alguém tinha de ver, do começo ao fim, o golaço de Geuvânio.

Foi o que definiu o jogo, tanto que, no final, Robinho encurtou as entrevistas para dar a palavra ao garoto:

– Hoje o protagonista é ele.

Inter mata o Galo no Beira-Rio

No Beira-Rio, o visitante Atlético costurou, costurou, costurou, o anfitrião Internacional pintou e bordou.

Dois golaços, ainda no primeiro tempo, definiram o jogo e a vaga nas quartas de final da Libertadores para o Inter. Merecidamente.

Não que o Galo tenha desistido ou mesmo desacreditado na possibilidade de reagir aos gols de Valdívia e D’Alessandro. Aos 13 minutos do segundo tempo, Lucas Pratto, sempre ele, diminuiu para 2 a 1.

E o Atlético Mineiro continuou tentando, tentando até que, aos 34, Lisandro López fechou a conta em 3 a 1.

Foi a noite dos gringos no Beira-Rio. Apesar do nome, Valdívia é exceção.

Nada mais justo do que o Internacional do uruguaio Diego Aguirre continuar representando o futebol brasileiro na Libertadores.

Difícil serão os próximos dias do Atlético Mineiro. Além da tristeza pela derrota, a torcida do Galo ainda vai ter de suportar a alegria dos cruzeirenses, também eles classificados para a próxima fase da Libertadores.