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Chilenos se preocupam com time que vai enfrentar o Brasil

Sampaoli: primeiras convocações para o jogo contra o Brasil

Sampaoli: primeiras convocações para o jogo contra o Brasil

O temeroso respeito com que a nossa mídia vem tratando a seleção chilena, campeã da Copa América e primeira adversária do Brasil nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, não é suficiente para tranquilizar os coleguinhas de lá.

Em seguida à convocação de 16 dos 23 jogadores escolhidos por Jorge Sampaoli para os jogos contra o Brasil, no dia 5 de outubro em Santiago, e o Peru, dia 13 em Lima, pipocaram na mídia chilena as primeiras preocupações, detalhadas na edição de hoje do jornal La Tercera:

♦ O goleiro Claudio Bravo, capitão da seleção, está voltando aos treinamentos no Barcelona depois da lesão muscular que sofreu no começo do mês.

♦ O lateral Mauricio Islas, contratado em agosto, participou até agora de apenas dois jogos do Olympique de Marselha.

♦ O meia/atacante Alexis Sánchez começou muito tarde a preparação para a temporada  e ainda não marcou nenhum golzinho pelo Arsenal em seis rodadas do Campeonato Inglês e uma da Liga dos Campeões da Europa.

♦ O volante Arturo Vidal, mais cara contratação do futebol alemão na temporada, vem sofrendo com as críticas frequentes de torcedores e antigos ídolos do Bayern.

♦O meia Jorge Valdivia foi parar no Al-Wahda, dos Emirados Árabes, e até agora jogou  90 minutos, um exagero para os padrões valdivianos.

Em meio a tantas preocupações, os chilenos lamentam também a ausência de Charles Aránguiz, o volante do Bayer Leverskusen  que ainda se recupera de uma cirurgia no tendão de Aquiles.

Em compensação, comemoram a boa fase do zagueiro Gary Medel, destaque da Internazionale, que lidera o Campeonato Italiano com 100% de aproveitamento e sofreu apenas um gol em cinco rodadas.

Pequenas alegrias à parte, lá e cá, a mídia vive de preocupações.

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Reuniões de Sampaioli intrigam dirigentes chilenos

Sampaoli: multa de US$ 12 milhões se deixar o Chile

Sampaoli: rescisão vale US$ 12 milhões

Os dirigentes da Associação Nacional de Futebol Profissional do Chile estão intrigados com as reuniões de Jorge Sampaoli com o mexicano Guillermo Cantu, no fim de semana, e com o brasileiro Vittorio Piffero, ontem, mas apostam que o treinador não aceitará as propostas para comandar a seleção mexicana ou o Internacional.

Entre outras razões, o contrato do técnico da seleção chilena vai até 2018 e prevê uma multa de US$ 12 milhões em caso de rescisão.

O que intriga os dirigentes chilenos é a insistência de Sampaoli em semear dúvidas sobre sua permanência à frente da seleção a tão pouco tempo do início das Eliminatórias da Copa de 2018.

Que Messi, que nada! Chi Chi Chi le le le!!!

Aléxis Sánchez campeão 047x            Após bater pênalti decisivo, Aléxis Sánchez festeja o título da Copa América

Aléxis Sánchez foi o cara da decisão.

Jogou bem os 90 minutos, quase garantiu o título de campeão no finzinho do primeiro tempo da prorrogação após uma furada estrondosa de Mascherano no meio do campo que lhe abriu o caminho até o chute por cima do gol argentino, e matou o goleiro Romero no pênalti decisivo ao rolar a bola de mansinho no canto oposto a que ele se jogou.

O primeiro título da seleção chilena em mais de um século de tentativas deve-se ao futebol coletivo e corajoso posto em prática pelo argentino Jorge Sampaoli, mas principalmente ao talento e à disposição de jogadores como Aléxis Sánchez, Vidal, Bravo, Isla, Aránguiz, Medel, Valdivia e  Vargas.

Cafu, Jairzinho, Zetti e Mauro Galvão tinham razão: o Chile é merecidamente o campeão da Copa América e Messi, que tudo já conquistou nos campos com a camisa do Barcelona, continuará em jejum com a camisa da Argentina.

Nem adianta a gente fingir que não gostou.

É o Chile de Sampaoli contra o Santo Guerrero

Sampaoli: "Não podemos perder a bola"

Sampaoli elogia ataque peruano: “Não podemos perder a bola”

Um Paolo Guerrero, mesmo ajudado por Pizarro, Farfán e Cueva, não bastará ao Peru para tirar hoje do Chile de Aránguiz, Vidal, Valdivia, Alexis Sánchez e Vargas, no Estádio Nacional de Santiago, o sonho de chegar à final da Copa América, provavelmente contra a Argentina, e vencê-la.

Chegar à final, a esta altura da Copa América, não será tão difícil assim para os chilenos, haverão de concordar até os peruanos mais sensatos. Conquistar o caneco, que o Chile jamais conquistou, é que é o xis do problema.

Pelo futebol mostrado até agora nesta edição da mais antiga competição entre seleções de futebol em todo o mundo, nenhuma equipe merece mais o título do que o Chile que Jorge Sampaoli vem cuidadosamente azeitando desde 2012.

O problema dos chilenos é que o time da Argentina lhes é tecnicamente superior e tem um tal de Lionel Messi.

O estilo ofensivo e corajoso, às vezes temerário, adotado a partir de 2007 por Marcelo Bielsa e retrabalhado nos últimos anos por seu pupilo Sampaoli, implica em riscos defensivos que os argentinos não costumam perdoar.

Basta, no entanto, de levar este papo como se peruanos, hoje, e paraguaios, amanhã, não estivessem também buscando nos campos chilenos o caneco ou, pelo menos, a participação na grande final marcada para o sábado, 4 de julho.

Uma olhada no vídeo  em que a Federação Peruana de Futebol propagandeia seu otimismo nos mostra que os chilenos enfrentarão às 20h30, em seu Estádio Nacional, 11 guerreiros dispostos a provar que favoritismo não decide jogo.

Sampaoli sabe o que vem pela frente:

– O Peru tem um quarteto ofensivo muito difícil de enfrentar, com Guerrero, Farfán, Cuevas e Pizarro, e dois volantes bastante aguerridos. Não podemos perder a bola e permitir que ela chegue aos atacantes deles.

Tradução: o Chile, como tem feito até agora, vai brigar pela bola o mais próximo possível da meta de Gallese; o Peru vai apostar nos contra-ataques, esperando que eles se encerrem nos pés do seu Santo Guerrero.

Os argentinos goleiam na chegada

Quarteto argentino nas semifinais: Martino, Sampaoli, Díaz e Gareca

Quarteto argentino nas semifinais: Martino, Sampaoli, Díaz e Gareca

Era verdade que eles largaram perdendo feio, como registou o blog em 15 de junho na nota Os argentinos saem perdendo de goleada, mas o troco veio em altíssimo estilo na reta final.

São todos hermanos os treinadores que estão disputando as semifinais da Copa América: Tata Martino (Argentina), Jorge Sampaoli (Chile), Ramón Díaz (Paraguai) e Ricardo Gareca (Peru).

Portanto, o futebol argentino poderá festejar o primeiro, o segundo, o terceiro e o quarto lugares na Copa América.

Nem por isso Tata Martino está liberado para dar passagem a um compatriota.

Não está tão fácil quanto o Chile imaginava

Valdivia: gol anulado erradamente

Valdivia: gol anulado erradamente

A tabela não poderia ser mais camarada com os anfitriões: estreia contra o fraquinho Equador, segundo jogo contra o mediano México e decisão do grupo contra a Bolívia de sempre. Dando tudo certo, ou Brasil ou Argentina cairia no meio do caminho e assim estaria escancarado o caminho do Chile até a final.

O problema é que as coisas começaram a embolar já na segunda rodada do Grupo A desta Copa América, com a vitória da Bolívia sobre o Equador por 3 a 2 e, surpresa das surpresas, o 3 a 3 entre Chile e o México meio reserva no jogo de fundo da noite.

Assim, Chile e Bolívia chegarão à última rodada da fase de grupos empatados em pontos, ambos com quatro, e postos em ordem de classificação pelo saldo de gols. O México, com dois pontos, também continua na briga, até porque dois dos terceiros colocados em cada grupo chegarão às quartas de final. O Equador, zerado,  é o único do quarteto que já pode ir tratando de arrumar as malas da viagem de volta para casa.

É verdade que o árbitro peruano Víctor Carrillo do 3 a 3 em Santiago tirou parte da vantagem que a tabela da Copa América tinha generosamente oferecido aos anfitriões, anulando um gol de Valdivia e outro de Aléxis Sanchez, que lhes dariam justa vitória sobre os mexicanos.

É igualmente verdade que o time comandado pelo argentino Jorge Sampaoli adota um modelo quase suicida de jogo, quase sempre com muitos jogadores à frente da linha da bola, o que se configura em irrecusável convite ao contra-ataque dos adversários.

E o México soube aproveitar o terreno despovoado entre a vanguarda e a retaguarda chilena para ameaçar muitas vezes o gol de Bravo. O futebol moderno, mesmo o praticado pelos times muito ofensivos, pede compactação. O Chile, ao contrário, espalha seus jogadores entre as duas áreas.

Chile abre a Copa América vencendo o Equador

Bachelet e seleção do ChileMichelle Bachelet festeja com jogadores a vitória chilena – Foto: Twitter@GobiernodeChile

A seleção chilena, que vem sendo pacientemente armada há três pelo argentino Jorge Sampaoli, sofreu um pouco, mas acabou vencendo com inteira justiça o Equador por 2 a 0 na abertura da Copa América, agora à noite, no Estádio Nacional de Santiago.

Um dos principais candidatos ao título, que jamais conquistou, da mais antiga competição entre seleções do futebol mundial, o Chile dominou o jogo e mostrou que pode dificultar a vida de Argentina e Brasil, as seleções que puxam a fila dos favoritos.

Vai depender muito do comportamento de sua defesa, que no jogo desta noite não teve problemas a enfrentar.

Os próximos adversários, o México quase todo reserva e a Bolívia, também não devem criar problema, e assim o Chile terá toda esta primeira fase para azeitar suas linhas e encarar, em seguida, a mata-mata das fases finais.

Arturo Vidal lidera o Chile nos 2 a 0 sobre o Equador

Arturo Vidal lidera o Chile nos 2 a 0 sobre o Equador

Era fundamental vencer na estreia e, liderado por Arturo Vidal, destaque do meio de campo da Juventus, chegou aos 2 a 0 no segundo tempo.

O primeiro gol foi do próprio Vidal, cobrando pênalti que ele mesmo sofreu, e o segundo foi de Eduardo Vargas, que substituiu o apagado Beausejour nos 45 minutos finais.

A vitória foi celebrada nos vestiários com a presidente chilena Michelle Bachelet, que depois fez questão de postar a foto com os jogadores na conta do governo no Twitter.

Vidal ganhou motivação extra para repetir o que disse ao se apresentar para a disputa desta Copa América:

– Essa é a melhor geração chilena. Sim, falta ganhar algo importante, mas acho que é esse o momento.

Pode ser. Seria mais fácil, porém, se a geração atual tivesse um dom Elias Figueroa, o maior jogador chileno que já vi nos campos de futebol, para reinar soberanamente nas cercanias da grande área.