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Hoje tem espetáculo em Concepción. Será?

Willian: Paraguai na mira, Argentina no horizonte – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Willian: Paraguai na mira, Argentina no horizonte – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Está pronto o palco para o espetáculo desta noite.

Espetáculo?

É o que se espera de artistas acostumados a brilhar nos melhores palcos da Europa.

O daqui demorou um pouco para ficar pronto.

A reforma acabou sendo mais longa e mais cara do que o previsto, mas, a dois dias do espetáculo deste sábado, o palco foi reinaugurado com discurso festivo da presidenta e muitas manifestações iradas do lado de fora contra os U$ 50 milhões gastos nas obras.

Diferentemente do que você pode estar imaginando, falamos do Chile, especificamente do Estádio Ester Roa Rebolledo, em Concepción, onde se definirá, a partir das 18h30, o último semifinalista da Copa América – Brasil ou Paraguai.

O vencedor do jogo desta noite vai enfrentar na terça-feira, de novo na casa reinaugurada por Michelle Bachelet, a Argentina que ontem venceu a Colômbia nos pênaltis depois do 0 a 0 nos 90 minutos.

A gente quer espetáculo, mas a Seleção não quer falar em show. Na entrevista coletiva de ontem, o lateral Filipe Luís já tratou de avisar sobre os paraguaios:

– Eles se fecham bem na defesa e buscam o contra-ataque para ganhar os jogos. Precisamos estar atentos em todos os momentos para não sermos pegos em desvantagem na defesa.

Esperemos, então, um Brasil mais cuidadoso do que disposto a mostrar enfim um futebol minimamente empolgante nesta Copa América. O time está em formação e precisa se cuidar, parece querer dizer o técnico Dunga ao reclamar:

– Acho injustas a cobrança e a pressão que estão colocando sobre a atual Seleção Brasileira. Nossos jogadores merecem respeito, estão empenhados, treinando, trabalhando, em busca de um objetivo que é ganhar uma competição das mais difíceis, que é a Copa América.

O técnico brasileiro recorreu até à história para defender o time atual:

– O Brasil ficou 40 anos sem ser campeão e tinha seleções tidas como espetaculares, com grandes jogadores, craques indiscutíveis. E não ganhou. Então, não entendo por que esta Seleção, que tem muitos jogadores que nunca disputaram uma Copa América, tem de sofrer tanta cobrança.

Dunga tem alguma razão, mas o Brasil não pode se acanhar diante do Paraguai de Roque Santa Cruz e Lucas Barrios, uma seleção muito batalhadora e pouco criativa que joga a salvação na Copa América depois de ter ficado de fora da última Copa do Mundo.

O Brasil joga no Estádio Ester Roa para resgatar o prestígio do futebol cinco vezes campeão do mundo antes de sofrer em casa o vexame histórico de 2014.

O Brasil de Robinho, Willian, Philippe Coutinho e Firmino tem de entrar em campo com o Paraguai na mira, e a Argentina no horizonte. Não é hora ainda de voltar para casa.

Agora é oficial: Firmino no Liverpool

Firmino no Liverpool - Foto: LFC/Divulgação

Firmino no Liverpool – Foto: LFC/Divulgação

O brasileiro Roberto Firmino, uma das boas novidades de Dunga na Seleção, vai jogar com Philippe Coutinho no Liverpool.

O clube inglês confirmou hoje, oficialmente, a contratação do brasileiro e até colocou em seu site a foto dele com a camisa do time.

Segundo a imprensa britânica, o  Hoffenheim recebeu  29 milhões de libras (um pouco mas de 40 milhões de euros ou cerca de 140 milhões de reais) para liberar o jogador, que vai gahar 400 mil libras por mês.

Leia mais sobre Firmino neste Benebol:

 Firmino precisa jogarem 29 de março

 Dunga já tem o time para pegar a França – em 24 de março

 

Brasil ainda tem muito o que melhorar

Thiago e Firmino gols 216Brasil 2 x 1 Venezuela: um gol de Thiago Silva, outro de Firmino – Foto: Rafael Ribeiro/CBF

O Brasil ensaiou novos passos, chegou a prometer uma noite de muita alegria, fez 1 a 0 logo aos 8 minutos, com um golaço de Thiago Silva, mostrou Robinho com vontade de ficar no time, movimentou-se por todo o primeiro tempo, encurralou a Venezuela em seu quintal e abriu o sorriso de Neymar em sua posição de ilustre torcedor na tribuna do Monumental de Santiago.

O segundo tempo começou mais dividido, mas Firmino tratou de definir as coisas aos 6 minutos, fazendo 2 a 0 na conclusão de uma belíssima jogada de Willian. Apareceu, então, uma certa acomodação que incentivou os venezuelanos a procurar o jogo e acabou por lhes dar a chance de diminuir o placar aos 38 minutos, quando Dunga já tinha trocado Philippe Coutinho e Firmino por David Luiz e Tardelli.

É preocupante que o gol venezuelano tenha saído em mais uma falha do goleiro Jefferson nesta Copa América. Ele rebateu para a frente o chute de Arango numa cobrança de falta e Miku, de peixinho, devolveu a bola para as redes.

Pelo que se viu de bom, pode-se esperar mais deste Brasil sem Neymar das quartas de final em diante. É preciso, porém, que o time não se acomode jamais.

A bola mostrada até agora nos campos chilenos não permite tal luxo – nem mesmo contra os aguerridos paraguaios no próximo sábado, em Concepción, e muito menos contra argentinos ou colombianos nas semifinais.

Ficam assim as quartas de final

♦ Quarta-feira, 24, em Santiago: Chile x Uruguai

♦ Quinta-feira, 25, em Temuco: Bolívia x Peru

♦ Sexta-feira, 26, em Viña del Mar: Argentina x Colômbia

♦ Sábado, 27, em Concepción: Brasil x Paraguai

Neymar 176aaa

O juiz espanhol José de la Mata conseguiu o que os marcadores não conseguem: parar Neymar em campo.

Visivelmente desligado do jogo, como se ecoasse em sua cachola a decisão do magistrado de abrir um processo na Espanha para investigar os valores  de sua transferência do Santos para o Barcelona, Neymar teve uma atuação decepcionante no Estádio Monumental de Santiago.

Consequência: sem Neymar, o Brasil não jogou nada e, 24 anos após ter pedido pela última vez para a Colômbia, lá mesmo no Chile, igualmente em jogo da Copa América, voltou a ser derrotado, agora por 1 a 0, gol do zagueiro Murillo em jogada de bate-rebate dentro da área de Jefferson, bem característica das peladas.

A Colômbia, superior em boa parte do primeiro tempo, não exigiu do goleiro brasileiro nenhuma outra defesa durante todo o jogo. O Brasil só deu trabalho a Ospina numa bola que ele teve de dividir atabalhoadamente com Elias e sobrou para Firmino, com o gol escancarado, chutar para fora.

Muito pouco para dois times que desembarcaram no Chile como candidatos ao título.

O Brasil teve mais posse de bola e, portanto, mais terreno para exibir a própria incompetência e ficou em segundo lugar no Grupo C (com três pontos, saldo zero e dois gols marcados), à frente da Colômbia (que tem a mesma pontuação, saldo igualmente zerado e só fez até agora o gol desta noite) e atrás da Venezuela, que amanhã enfrentará o Peru, mas já tem pelo menos um golzinho de saldo.

O grupo se define no domingo com os confrontos Colômbia x Peru e Brasil x Venezuela.

Neymar estará fora de combate e não por responsabilidade do juiz José de la Mata, mas do árbitro chileno Enrique Osses, que lhe mostrou com algum rigor o segundo cartão amarelo da competição durante a partida e, com inteira justiça, o cartão vermelho ao final.

Neymar e Murillo: desentendimento durante o jogo

Neymar e Murillo: desentendimento durante o jogo

Depois de nada jogar e de já se ter desentendido com Murillo, Neymar queria mais briga e acabou encontrando no colombiano Bacca um contendor à altura. Enrique Osses puniu os dois.

Foi, então, que James Rodríguez finalmente apareceu no gramado do Estádio Monumental de Santiago. Elegantemente, tirou Neymar da confusão. Não era mesmo a noite dos craques.

O futebol ficou para os campos do Chile

Firmino: gol no Beira-Rio

Firmino: gol no Beira-Rio

Um golzinho só, e não foi de Neymar, que jogou só os 45 minutos do segundo tempo, se divertiu um pouco, mas quase não levou perigo ao gol de Valladares.

Firmino, mais uma vez, fez o seu e continua dando sinais de que acabará ganhando seu lugar entre os titulares. Foi tudo: Brasil 1 x 0 Honduras.

Mais treino do que jogo foi o que se viu no Beira-Rio, como parece ter intuído a torcida gaúcha, tanto que o público foi de apenas 22.305 pagantes.

E, no finalzinho, ainda sobraram algumas vaias, um tanto tímidas, para a Seleção.

Espera-se que o time mostre muito mais na Copa América, que começa nesta quinta-feira com o jogo Chile x Equador no Estádio Nacional de Santiago.

O Brasil estreia no domingo, contra o Peru.

Bastou meia hora de futebol

Firmino marca em LondresFirmino dribla Bravo e faz Brasil 1 x 0 Chile no Emirates Stadium – Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Dunga mudou seis figurinhas do álbum e consequentemente mudou o figurino do Brasil que entrou no Emirates Stadium para enfrentar o organizado e combativo Chile do argentino Jorge Sampaoli.

Nada deu certo no primeiro tempo. O meio de campo, todo renovado, muito combateu, mas nada criou. Luiz Adriano, com a emblemática camisa 9, engessou mais uma vez o ataque, obrigando Neymar a abusar do individualismo. Em vão.

Joguinho duro de encarar no primeiro tempo. Mais parecia uma disputa entre gangues por espaço nas ruas. Muita briga e pouco futebol. Neymar levou e bateu. Foram cinco faltas nele, seis dele.

Deve ser por isso que botaram um policial inglês para apitar o jogo.

No segundo tempo, batendo menos e jogando mais, o Chile continuou ligeiramente superior ao Brasil. Como no primeiro, o Brasil empacava diante da marcação dura e incansável dos chilenos em todo o campo.

Dunga resolveu, então, recompor o figurino que lhe valeu as sete vitórias nos sete amistosos anteriores, incluindo uma sobre a Argentina e a da semana passada sobre a França.

Entre os 14 e os 17 minutos, tirou Souza, Philippe Coutinho, Luiz Adriano e Douglas Costa, substituindo-os por Elias, Robinho, Firmino e Willian.

O Brasil recuperou a fluência de outros jogos, voltou a jogar bola e, aos 27, Danilo enfiou da intermediária uma bola perfeita para Firmino, que driblou o goleiro Bravo e tocou para as redes.

Pela última meia hora de jogo, talvez a Seleção tenha merecido este 1 a 0, a oitava vitória em oito jogos da nova era Dunga.

Firmino precisa jogar

Firmino: um novo parceiro para Neymar - Foto: Rafael Ribeiro/CBFFirmino: um novo parceiro para NeymarFoto: Rafael Ribeiro/CBF

Ainda em Paris, embora sem muita ênfase, Dunga chegou a dizer que escalará hoje um time bem diferente daquele que venceu a França por 3 a 1.

Já em Londres, após o treino de ontem no Emirates Stadium, disse apenas que ainda está estudando as mudanças na escalação e se recusou a anunciar o time que enfrentará o Chile logo mais.

Há razões, principalmente de ordem física, para mexer no time. Afinal, o intervalo entre os dois amistosos é de apenas 64 horas.

Isso não deveria impedir, porém, a repetição em Londres de uma experiência que deu certo em Paris.

Ao reassumir o comando técnico da Seleção, Dunga trocou Fred por Diego Tardelli como parceiro de Neymar no ataque. O Brasil passou a jogar sem um típico camisa 9, como tão bem faz a Alemanha quando escala Thomas Muller. E ganhou, nos amistosos disputados até agora, fluência e maior volume de jogo do meio de campo em diante.

A escalação de um típico centroavante como referência no ataque é um modelo ofensivo que se justifica cada vez menos no futebol de nossos dias, a não ser que o técnico disponha de fenômenos da área como Ronaldo ou Romário.

O centroavante é uma espécie em extinção, como prenunciavam a Hungria de Hidegkuti em 1954, o Brasil de Tostão em 1970 e as várias Holandas que antecederam o fenômeno Van Basten.

Na Copa do Mundo de 2014, por exemplo,  seleções como a holandesa e a alemã também mostraram que mais vale a versatilidade do que e a especialização no arremate a gol.

O futebol é criação. A finalização não pode ser uma especialidade. É um fundamento técnico que se deve cobrar de todos que se aproximam do gol adversário.

A Seleção de Felipão não se preparou para tal realidade e o modelo que tinha funcionado na Copa das Confederações acabou não dando certo nos jogos do Mundial. Às vezes, o Brasil passava a impressão de entrar em campo com um jogador a menos, tal era o isolamento de Fred na linha de frente.

Dunga acertou ao mudar o figurino ofensivo da Seleção, optando pela versatilidade de Tardelli. Sem poder contar com ele contra a França e logo mais contra o Chile, acertou de novo ao escolher como substituto o meia Roberto Firmino, que tem faro de gol e finaliza com precisão, mas também se movimenta por todo o ataque e troca naturalmente de posição com Neymar, Willian e Oscar.

Nos 3 a 1 sobre a França, Firmino se saiu muito bem e mostrou que pode ser mais do que o substituto de Tardelli. Pode até brigar com ele pela vaga de titular  na Copa América que será disputada no Chile a partir de 11 de junho, até porque tem 23 anos e Tardelli chegará aos 30 em maio.

Como a Seleção fará hoje em Londres o último jogo antes da convocação para a Copa América, nada mais indicado do que repetir a dupla que deu certo em Paris. Neymar quer jogar, Firmino precisa jogar.

E o Brasil de Dunga vence pela sétima vez

Brasil x França - Stade de France Neymar festeja virada brasileira no Stade de FranceFoto: Rafael Ribeiro/CBF

Logo aos 7 minutos, o Brasil levou um susto pelo alto, relembrando 1998, e pelo alto levou o primeiro gol aos 21 em cabeçada certeira do zagueiro Varane.  Não que a França fosse melhor em campo, mas as jogadas de bola levantada na área, claramente ensaiadas, são sempre perigosas.

Aos 40, após uma boa troca de bola com Firmino, Oscar invadiu a área francesa e, de biquinho, decretou o empate. O 1 a 1 era o mínimo que a Seleção merecia. Embora sem brilho, em jornada muito discreta de Neymar, procurou mais o jogo e o gol do que Les Bleus, muito organizados na defesa, mas pouco criativos no ataque.

Acontece que Neymar sempre pode ser Neymar. Aos 11 minutos do segundo tempo, uma saída rápida da defesa, com precisa troca de passes entre os jogadores do meio de campo, encerrou-se com a bola enfiada por Willian para Neymar, de dentro da área, bombardear o goleiro Mandanda e fazer 2 a 1 para o Brasil.

A França acordou, perdeu duas oportunidades seguidas de empatar o jogo, mas insistiu demais nas bolas altas e acabou entregando o contra-ataque aos brasileiros. Num deles, mandou para escanteio um chute de Oscar. Escanteio cobrado, aos 23 minutos, Luiz Gustavo foi lá em cima e, de cabeça, fez 3 a 1. Não é pelo alto que estes franceses gostam de jogar?

Em seguida, pelo chão, quase Willian faz o quarto. Seria um exagero.

E assim já são sete vitórias do Brasil em sete jogos na nova era Dunga.

Sete? Desde a Copa, não é número que a gente deva ficar remoendo, né?