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Rei Pelé, 75 anos

Pelé 75

O que dizer no aniversário de 75 anos do Rei do Futebol?

Melhor relembrar um pouco do muito que já foi dito:

♦ Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola. – Armando Nogueira

♦ Eu pensei: “ele é feito de carne e osso, como eu”. Eu me enganei. – Tarcisio Burnigch, defensor italiano encarregado de marcá-lo na final da Copa do Mundo de 1970, que o Brasil venceu por 4 a 1

♦ Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica. – Johann Cruyff

♦ O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. – Carlos Drummond de Andrade

  Pelé nunca vai morrer. – Edson Arantes do Nascimento

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Um pouco de poesia num triste aniversário

Começam hoje em São Januário as festas do 117º aniversário do Club de Regatas Vasco da Gama, fundado em 21 de agosto de 1898.

Às 10 horas, será celebrada uma Missa de Ação de Graças na Capela Nossa Senhora das Vitórias.

Vitórias? Deve estar batendo bola em outra paróquia.

Bem dizia o vascaíno Carlos Drummond de Andrade, que jamais viu o seu time na Segundona:

É sempre no passado aquele orgasmo, é sempre no presente aquele duplo, é sempre no futuro aquele pânico.

Hoje é dia de todos os Messi

Messi colagem final CALionel Messi: o grande trunfo da Argentina para encerrar o  jejum de exatos  22 anos 

Se ainda estivesse em campo, o vascaíno Carlos Drummond de Andrade diria que hoje jogarão Messi.

A concordância poética traduz melhor do que o rigor gramatical a multiplicidade do craque que pode conquistar o título da Copa América no Estádio Nacional de Santiago e, assim, encerrar o jejum de mais de duas décadas anos vivido pela seleção argentina.

Lionel Messi era um garotinho de seis anos quando a seleção principal da Argentina conquistou um título pela última vez, coincidentemente num 4 de julho, derrotando o México por 2 a 1 na final da Copa América de 1993 em Guayaquil.

Outro torcedor ilustre e bom conhecedor dos caminhos e descaminhos do mundo da bola, o botafoguense Neném Prancha dizia, nunca se sabe o quanto copidescado por João Saldanha ou Sandro Moreyra: um craque é “que nem sorveteria, tem várias qualidades”.

Estava falando de Messi, é claro, embora tenha morrido no Rio 11 anos antes do nascimento do craque em Rosário.

Mais do que Mascherano, Pastore, Agüero e Di Maria, estrelas de primeira grandeza da trupe comandada por Tata Martino, é o múltiplo Messi que carregará, a partir das 17 horas, o peso de repetir o feito de Fernando Redondo, Diego Simeone e Gabriel Batistuta há exatos 22 anos.

O peso jamais encolhe o futebol do melhor jogador do mundo, uma cracaço que enxerga o jogo em 360 graus, povoa todas as faixas do campo de ataque, rouba a bola ao adversário com incrível precisão, alterna a arrancada irresistível e o toque refinado, distribui assistências como se estivesse chupando um chicabom do sorveteiro Nelson Rodrigues.

E faz gols, muitos gols, embora nesta Copa América tenha feito apenas um, e de pênalti, no 2 a 2 da estreia contra o Paraguai.

Os chilenos devem imaginar o risco que estarão correndo se ele resolver se reencarnar novamente em artilheiro logo hoje que a Argentina precisa tanto de gols.

E não vamos falar do Chile, anfitrião que jamais conquistou o título da Copa América e adversário da Argentina logo mais? Ora, o Chile não tem Messi.

Messi só existe um.