Arquivo da tag: Di Maria

PSG brilha em Madri, mas Real ganha jogo e vaga

Tudo o que não jogou no 0 a 0 em casa, quando nitidamente se encolheu diante do Real Madrid, o PSG resolveu mostrar nesta terça-feira em Madri, mandando no jogo em todo o primeiro tempo e em boa parte do segundo.

Não era o dia de sorte dos franceses, porém.

De nada adiantaram o maior volume de jogo, a presença frequente no campo de ataque, a movimentação incessante de Di Maria, o número de chutes a gol, uma bola no poste direito e outra no travessão do goleiro Keylor Navas.

Aos 35 minutos de jogo, logo depois de ser improvisado na lateral para substituir o brasileiro Marcelo, que deixou o campo contundido, o zagueiro Nacho Fernández aproveitou uma saída precipitada do goleiro Trapp, e, parecendo que queria cruzar, mandou a bola para as redes.

Era o dia de sorte do time espanhol, embora Cristiano Ronaldo mal tenha sido visto em campo.

O 1 a 0 no Santiago Bernabéu, em combinação com a vitória do Shakhtar Donetsk sobre o Malmö por 4 a 0, classificou antecipadamente o Real para as oitavas de final da Liga dos Campeões.

Pelo que mostrou em Madri e pelos quatro pontos de vantagem sobre os ucranianos e os suecos, o PSG ficará com a outra vaga do Grupo A.

Anúncios

No jogo das estrelas, sete brasileiros em campo

Cristiano Ronaldo x Ibrahimovic: Real e PSG decidem vaga nas oitavas da Liga dos Campeões

Cristiano Ronaldo x Ibrahimovic: Real e PSG decidem vaga nas oitavas da Liga

O grande jogo da abertura do returno da fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa nesta terça-feira rola às 17h45 (horário de Brasília) em Madri e terá mais brasileiros em campo do que espanhóis ou franceses: é o Real de Danilo, Marcelo e Casemiro contra o PSG de David Luiz, Thiago Silva, Maxwell e Thiago Motta.

Os anfitriões lideram o Campeonato Espanhol. Os visitantes lideram o Campeonato Francês. Um e outro estão invictos nesta temporada europeia.

Na Liga dos Campeões, o Real é o líder do Grupo A, separado do PSG por apenas um golzinho a mais. Em Paris, empataram por 0 a 0. O jogo de hoje pode até classificar antecipadamente o eventual vencedor para as oitavas de final.

Com tantos brasileiros em campo, são outras as estrelas do espetáculo, pelo menos antes que a bola comece a rolar no Santiago Bernabéu. Com a palavra,  o treinador do Real, Rafael Benítez:

– Cristiano Ronaldo e Ibrahimovic são dois grandes jogadores. Sei o que Cristiano representa para nós e imagino que o sentimento seja semelhante entre Ibrahimovic e o Paris Saint-Germain.

E, agora, Laurent Blanc, treinador do PSG:

– Será um jogo muito especial para o Di María. Ele passou muito tempo em Madri e adora o clube. Espero que não sinta a pressão.

Lucas dá vitória ao PSG na abertura do campeonato

O Paris Saint-Germain abriu o Campeonato Francês vencendo, fora de casa, o Lille por 1 a 0, com a decisiva contribuição de seu contingente brasileiro.

Estiveram em campo os zagueiros Thiago Silva e David Luiz, o lateral Maxwell, o volante Thiago Motta e o atacante Lucas, autor do belo gol visto da tribuna pelo argentino Di Maria.

Lucas larga bem na briga por uma vaga na linha de frente do atual campeão francês, que nesta temporada conta ainda com Cavani e Ibrahimovic.

Monsieur Di Maria é o décimo sul-americano do PSG

PSG anuncia Di Maria em espanhol

PSG anuncia chegada de Di Maria em espanhol

Não há time mais sul-americano em todo o mundo da bola: o Paris Saint-Germain confirmou hoje, em sua conta no Twiter, a contratação do argentino Di Maria, que vai se juntar aos compatriotas Pastore e Lavezzi, aos brasileiros Thiago Silva, David Luiz, Marquinhos, Maxwell, Lucas e Thiago Motta, que tem também cidadania italiana, e ao uruguaio Cavani.

Não é uma boa notícia para Lucas, que passar a ter o próprio Di Maria, Cavani e Ibrahimovic como concorrentes na briga por uma vaga na linha de frente do campeão francês.

Hoje é dia de todos os Messi

Messi colagem final CALionel Messi: o grande trunfo da Argentina para encerrar o  jejum de exatos  22 anos 

Se ainda estivesse em campo, o vascaíno Carlos Drummond de Andrade diria que hoje jogarão Messi.

A concordância poética traduz melhor do que o rigor gramatical a multiplicidade do craque que pode conquistar o título da Copa América no Estádio Nacional de Santiago e, assim, encerrar o jejum de mais de duas décadas anos vivido pela seleção argentina.

Lionel Messi era um garotinho de seis anos quando a seleção principal da Argentina conquistou um título pela última vez, coincidentemente num 4 de julho, derrotando o México por 2 a 1 na final da Copa América de 1993 em Guayaquil.

Outro torcedor ilustre e bom conhecedor dos caminhos e descaminhos do mundo da bola, o botafoguense Neném Prancha dizia, nunca se sabe o quanto copidescado por João Saldanha ou Sandro Moreyra: um craque é “que nem sorveteria, tem várias qualidades”.

Estava falando de Messi, é claro, embora tenha morrido no Rio 11 anos antes do nascimento do craque em Rosário.

Mais do que Mascherano, Pastore, Agüero e Di Maria, estrelas de primeira grandeza da trupe comandada por Tata Martino, é o múltiplo Messi que carregará, a partir das 17 horas, o peso de repetir o feito de Fernando Redondo, Diego Simeone e Gabriel Batistuta há exatos 22 anos.

O peso jamais encolhe o futebol do melhor jogador do mundo, uma cracaço que enxerga o jogo em 360 graus, povoa todas as faixas do campo de ataque, rouba a bola ao adversário com incrível precisão, alterna a arrancada irresistível e o toque refinado, distribui assistências como se estivesse chupando um chicabom do sorveteiro Nelson Rodrigues.

E faz gols, muitos gols, embora nesta Copa América tenha feito apenas um, e de pênalti, no 2 a 2 da estreia contra o Paraguai.

Os chilenos devem imaginar o risco que estarão correndo se ele resolver se reencarnar novamente em artilheiro logo hoje que a Argentina precisa tanto de gols.

E não vamos falar do Chile, anfitrião que jamais conquistou o título da Copa América e adversário da Argentina logo mais? Ora, o Chile não tem Messi.

Messi só existe um.

O Chile que se cuide: a Argentina desencantou

Messi e Higuaín 306 6 a 1Messi, onipresente, e Higuaín, autor do último gol, comemoram os 6 a 1 sobre o Paraguai

Ele só não fez gol. Nem precisava. Rojo, Pastore, Di Maria, em dose dupla, Agüero e Higuaín trataram de fazê-los em quantidade que deve preocupar o Chile na final do sábado em Santiago.

Mais econômico do que nos acostumamos a vê-lo nos últimos tempos com a camisa do Barça, mas também ainda mais combativo e onipresente no campo de ataque, decisivo como sempre, Messi participou dos seis gols argentinos, ora arquitetando o início da jogada, ora fazendo a assistência para a conclusão dos companheiros.

O Paraguai não deu sorte no jogo. Ficou sem Derlis González aos 20 minutos, quando já perdia por 1 a 0,  e sem Roque Santa Cruz aos 28, quando a Argentina tinha acabado de fazer o segundo. Sempre valentes e combativos, os paraguaios ainda conseguiram diminuir o placar, com um gol de Lucas Barrios aos 42 minutos.

A esperança de uma reação no segundo tempo acabou logo no primeiro minuto. Di Maria fez 3 a 1 e, dali em diante, a Argentina tratou de fazer um gol atrás do outro, trucidando os paraguaios como se estivessem mandando um recado aos chilenos que irão à final ainda esperançosos em conquistar pela primeira vez o título da Copa América, mas certamente mais desconfiados do que estavam antes que a bola rolasse esta noite em Concepción.

E se Messi tiver guardado seus golzinhos para o Estádio Nacional?