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Rei Pelé, 75 anos

Pelé 75

O que dizer no aniversário de 75 anos do Rei do Futebol?

Melhor relembrar um pouco do muito que já foi dito:

♦ Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola. – Armando Nogueira

♦ Eu pensei: “ele é feito de carne e osso, como eu”. Eu me enganei. – Tarcisio Burnigch, defensor italiano encarregado de marcá-lo na final da Copa do Mundo de 1970, que o Brasil venceu por 4 a 1

♦ Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica. – Johann Cruyff

♦ O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. – Carlos Drummond de Andrade

  Pelé nunca vai morrer. – Edson Arantes do Nascimento

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Um reencontro com o capitão Bellini

Bellini: reencontro com vascaínos

Bellini: reencontro com vascaínos

Atenção, vascaínos do Rio: será nesta quinta-feira, a partir das 19 horas, na Livraria da Travessa de Ipanema, o lançamento de Bellini, o primeiro capitão campeão.

Giselda Bellini, viúva do capitão que recebeu a Jules Rimet das mãos do rei Gustavo em 1958, vai autografar o livro que escreveu com paixão e rigor histórico e já lançou com muito sucesso em São Paulo.

Prefaciado pelo Rei Pelé, o livro é elogiado pelo rubro-negro Ruy Castro:

– Bellini, capitão do Vasco, do São Paulo e da Seleção, passou à história do futebol brasileiro como um líder, um herói, um gigante. O que ele era. Mas faltava descobrir o homem que existia dentro desse super-homem. Agora, com o livro de Giselda, não falta mais.

Para a torcida vascaína, é uma oportunidade histórica de reencontrar o orgulho perdido nas últimas temporadas.

Morreu Zito, craque e líder inigualável

Morreu José Ely de Miranda, o Zito, neste domingo, 14 de junho. Um dos maiores volantes da história do futebol, foi também um dos principais líderes em campo do Brasil bicampeão do mundo em 1958 e 1962 e do Santos bicampeão mundial de clubes e da Libertadores em 1962 e 1963.  

 Há pouco mais de um ano, o repórter  Thiago Rabelo, do jornal O Popular, teve com ele o seguinte diálogo:

– Em campo, você dava muita bronca no Pelé?
– Eu dava bronca era em todo mundo, mas os jogadores me adoravam também. Eu quebrava o galho de todos. Eles vinham conversar comigo quando tinha um problema. O Pelé era bem pouco. Só que, em todo jogo,  eu tinha de dar bronca nele. Era palavrão o tempo todo. Senão era muito drible aqui, muito drible ali. Ele tinha era de fazer gols.

É o retrato fiel de um líder inigualável.

Leia mensagem de Neymar sobre Zito no Tiro Livre

Veja vídeo de Robinho e Neymar falando sobre Zito no site da CBF

Blatter renuncia e condena o Rei à solidão

Pelé e Blatter 26                             Rei Pelé e o (ex)presidente da Fifa, Joseph Blater: enfim, sós

Desta vez, Pelé perdeu uma boa oportunidade de, pelo menos, ficar calado.

Menos de 24 horas depois de receber o apoio do Rei e apenas quatro dias depois de ser eleito, Joseph Blatter acaba de renunciar à presidência da Fifa e convocar nova eleição para escolher o sucessor.

O cartola suíço foi curto e objetivo ao justificar a renúncia:

– Meu mandato parece que não é mais apoiado por ninguém.

 Mal sabia que o Rei estava com ele. Sozinho.

Rei Pelé não vai mais ver o Mogi

Rivaldo demite Edinho - Foto: Geraldo Bertanha/Mogi Mirim

Rivaldo demite Edinho – Foto: Geraldo Bertanha/Mogi Mirim

Após o empate de ontem com o Oeste por 0 a 0 pela quarta rodada da Segundona, o técnico Edinho Nascimento, filho Dele, foi demitido pelo presidente Rivaldo Ferreira, ainda no vestiário do Mogi Mirim,  com uma explicação bem manjada:

– Infelizmente, o futebol profissional vive de resultados.

Foi o quarto jogo de Edinho no comando técnico do time e o segundo empate consecutivo, após duas derrotas.

Detalhe: no 0 a 0 com o Oeste, dois jogadores do Mogi foram expulsos na metade do segundo tempo por reclamação. Continuam empregados.

E o Rei Pelé, que havia prometido ir ao campo para ver um dos jogos do Mogi, está livre da obrigação.

O tempo paaaaassa… e as estrelas estão fora do clássico

O Palmeiras dificilmente terá Valdivia e muito provavelmente o Santos não terá Robinho no clássico que abrirá neste domingo as finais do Paulistão de 2015.

Na única vez que Santos e Palmeiras decidiram o título paulista, de 1959, numa melhor de quatro pontos disputada em janeiro de 1960, ainda jogavam Djalma Santos, Julinho Botelho, Zito, Coutinho e Pepe.

E como jogavam!

O Santos tinha também um tal de Pelé, que acabara de fazer 19 anos e já era campeão do mundo. Aliás, ele marcou o gol santista no primeiro jogo, 1 a 1, passou em branco no segundo, 2 a 2, e voltou a marcar no terceiro, 2 a 1 para o campeão Palmeiras.

Liga dos Campeões: quem corre é o craque

Suárez, Neymar e MessiSuárez, Neymar e Messi: para tenta alegria, é preciso correr muitoImagem: Beneclick

Já vão longe os tempos em que os craques decretavam e as arquibancadas aplaudiam: ‘quem corre é a bola”.

Hoje em dia, quem corre é o craque.

E os craques correm muito, como se vai poder ver daqui a pouco na definição dos dois primeiros semifinalistas da Liga dos Campeões da Europa, tanto no Bayern x Porto quanto no Barça x PSG.

Mais claro favorito do quarteto que hoje estará em campo para começar a decidir as quartas de final da Liga, o Barça é ótimo exemplo do quanto têm de correr os craques no futebol atual.

Considerando apenas os jogos na Liga dos campeões, eis os números de seu trio ofensivo no levantamento, geralmente confiável, da própria Uefa:

  • Messi: nove jogos, 787 minutos em campo, 74.074 metros percorridos – 94,12 metros por minuto.
  • Neymar: 666 minutos em campo, 79.646 metros percorridos – 119,58 metros por minuto.
  • Suárez: 527 minutos em campo, 63.021 metros percorridos – 119,58 metros por minuto.

O PSG tem craques que correm mais ainda. Por exemplo:

  • Cavani: nove jogos, 840 minutos em campo, 103.117 metros percorridos – 122,75  metros por minuto.
  • Matuidi: nove jogos, 786 minutos em campo, 102.035 metros percorridos – 129,81 metros por minuto.

Para ter uma ideia mais precisa do que significam tais distâncias, lembre-se: o comprimento máximo de um campo de futebol, definido pela Regra 1, é de 120 metros.

Atualmente, os craque percorrem por minuto praticamente a extensão do campo e quem se movimenta menos, supercraque no caso, corre 8.5 quilômetros por partida, um absurdo para cracaços da era Pelé que se admiravam com jogadores como Zagallo e Zito que, incansáveis, chegavam a percorrer 3 quilômetros durante os 90 minutos de um jogo difícil.

O futebol mudou e nada mudou tanto quanto a velocidade do jogo. É o que mostram os números da mais importante competição de clubes em todo o mundo da bola.