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Muito chororô na despedida de Luís Fabiano

Luís Fabiano por Rubens Chiri @0412@

         São Paulo 3 x 2 Figueirense: adeus, Fabuloso – Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net

O CT da Barra Funda transformou-se num vale de lágrimas tricolores no final da manhã desta sexta-feira.

Foi a despedida de Luis Fabiano, pego de surpresa pela presença de amigos, torcedores, companheiros e dirigentes que foram lhe prestar uma última e comovente homenagem.

Com a voz embargada, o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva até trocou as bolas:

– Estou profundamente emocionado. Entre as bênçãos que Deus me deu, agradeço ser o presidente no momento em que Luis Fabiano se despede dos campos, mas nunca do São Paulo.

Na verdade, Luis Fabiano não está deixando os campos. Embora haja outros interessados, parece que vai para o Tianjin Songjian, time Segunda Divisão do futebol chinês que, sob o comando de Vanderlei Luxemburgo, tem a ambição de ascender à Primeira na próxima temporada.

E gostaria de ter ficado no São Paulo, como deixou entendido na entrevista coletiva ao responder por que está saindo:

– Não sei, sinceramente. Não houve nenhuma conversa. O tempo foi passando, diante de muitos problemas as coisas de renovação foram ficando para trás. O tempo passou, estou aqui me despedindo, não sei por que, mas isso é normal. É coisa que foi passando e aconteceu.

E ainda acrescentou:

– Estou morrendo um pouquinho. Vai ser complicado, mas a vida continua.

Ele quer voltar, porém, e talvez por isso tenha chorado em alguns momentos da homenagem prestada pelos são-paulinos, como o capitão Rogério Ceni, que lhe disse:

– Foi uma honra trabalhar contigo desde a primeira vez.  Muito obrigado por tudo. Você foi um dos três maiores centroavantes que eu vi vestir a camisa do São Paulo.

Sem perguntar quem foram os outros dois, Luis Fabiano prometeu a todos:

– A gente vai se ver em breve. Espero nunca me desligar do São Paulo.

Com 212 gols marcados em 352 jogos, tratado carinhosamente pela torcida como Fabuloso, Luís Fabiano é o terceiro maior artilheiro do São Paulo em todos os tempos, superado apenas por Serginho e Gino Orlando, mas curiosamente conquistou apenas dois títulos com a camisa tricolor, nenhum de grande expressão: o Torneio Rio-São Paulo de 2001 e a Copa Sul-Americana de 2012.

Agora com quase 35 anos, que completará em 2 de fevereiro, Luís Fabiano desembarcou pela primeira vez no Morumbi em 2001, emprestado pelo Rennes, voltou para a França em 2002 e, após seis meses lá, foi definitivamente contratado pelo São Paulo. Saiu em 2004, transferido para o Porto, deixando saudades na torcida. Em 160 jogos, tinha marcado 118 gols.

Voltou para o São Paulo em 2011, depois de uma temporada no Porto e seis no Sevilla, para viver um relação de altos e baixos com a torcida que, nos últimos dias, esqueceu todas as tristezas e tem lhe dado sucessivas mostras de carinhoso reconhecimento. Nos 192 jogos desta sua segunda vida tricolor, fez mais 94 gols.

O último abriu o caminho para os dramáticos 3 a 2 sobre o Figueirense no domingo passado e ajudou a escancarar as portas da Libertadores, bastando ao São Paulo empatar com o Goiás na última rodada do Brasileirão para disputar o título continental em 2016.

Saiu do Morumbi aclamado pela torcida tricolor. Com uma lesão no joelho direito, não estará em campo no Serra Dourada.

Garante, porém, que irá a Goiás com os companheiros. É em Goiânia que o velho ídolo começará a vida de torcedor.

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A mamãe detona o cartola e complica o filho

Depois de 25 anos, adeus ao Real

Casillas: depois de 25 anos, adeus ao Real Madrid

De Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, que liberou Iker Casillas para jogar no Porto:

– Vai-se o melhor goleiro da história do Real Madrid e o melhor goleiro da história do futebol espanhol. Iker nos deixa porque esse foi seu desejo. Ninguém do Real Madrid lhe pediu que abandonasse o clube. Teve uma oferta e nos pediu que avaliássemos. Teria gostado que acabasse sua trajetória no Real Madrid, mas o compreendo e entendo que ele queira começar uma nova etapa.

De María del Carmen Fernández González, mãe de Casillas, furiosa com a transferência do filho para o futebol português, em longo desabafo (leia em espanhol) ao jornal El Mundo:

– Este presidente nunca o quis no time por que o considera baixo (Casillas tem 1,85 m de altura). Sempre teve a obsessão de trazer Buffon. Meu filho foi maltratado durante cinco anos. Ainda bem que é forte. Ele sempre quis se aposentar no Real Madrid.

Fúria de mãe não tem limite e dona María del Carmen escancarou o jogo:

– O Porto? Pelo amor de Deus! É um time de terceira divisão para uma pessoa da categoria de Iker.

Aos 34 anos, 25 deles no Real Madrid, Iker Casillas Fernández vai ter de explicar muito o mau humor da mamãe para aplacar a fúria dos torcedores do Porto

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Porto gasta 20 milhões de euros para substituir Casemiro

Depois de perder Casemiro e Oliver Torres, que retornam ao futebol espanhol, o Porto está pagando 20 milhões de euros ao Olympique de Marselha pelo  volante Giannelli Imbula, que tem 22 anos, cidadania francesa e congolesa, embora tenha nascido na Bélgica, nunca ganhou um título e, em 76 jogos disputados nas duas últimas temporadas, marcou três gols.

É a mais cara contratação do futebol português em todo os tempos, embora Imbula, na verdade mais cabeça de área do que volante, garanta, em entrevista ao site do clube, que não se moveu por dinheiro:

– Estou muito contente. O FC Porto não é um clube conhecido por dar muito dinheiro aos jovens. Portanto, não se pode dizer que tenha sido por uma questão de dinheiro que vim para cá. Foi, isso sim, pela confiança que depositaram em mim e pelo projeto esportivo que me apresentaram. Trata-se de um clube que já conquistou muitos troféus europeus na sua história,  tem uma grande equipe e bons jogadores. Espero que seja ainda melhor com a minha contribuição.

Lembre-se: Casemiro saiu do São Paulo para o Real Madrid há dois anos por cerca de 5 milhões de euros. Há um mês, para tê-lo de volta após o período de empréstimo ao Porto, o Real desembolsou  7,5 milhoes de euros.

Lucas Lima está indo embora

Por 10 milhões de euros, o Porto pode tirar Lucas Lima do futebol brasileiro.

O meia santista, que vai fazer 25 anos em julho, é assim avaliado pelo insuspeito Muricy Ramaho:

– O melhor camisa 10 é o Lucas Lima. Respeito o Dunga, mas ele tinha de estar na Seleção. É um jogador moderno, joga em direção ao gol toda hora. Vai na diagonal, entra na área, pensa o jogo, faz gol, vem no meio-campo. A quilometragem dele é altíssima. É o melhor número 10 do Brasil hoje.

Em pouco tempo, Lucas Lima trocará Portugal por um país europeu de futebol mais desenvolvido e o Porto vai faturar mais algumas dezenas de milhões de dólares.

Uma seleção muito pouco lusitana

Os jornalistas portugueses que trabalham no site da Uefa  escolheram os melhores jogadores do seu campeonato nacional, todos os 11 do Benfica ou do Porto, com sete brasileiros entre eles.

Quatro jogam no campeão Benfica: o goleiro Júlio César, os zagueiros Luisão e Jardel e o atacante Jonas.  Três defendem o Porto, vice-campeão: os laterais Danilo e Alex Sandro e o volante Casemiro.

A lista dos melhores de Portugal tem mais três estrangeiros: o espanhol Óliver Torres, meia do Porto; o argentino Nicólas Gaitán, meia do Benfica; e o colombiano Jackson Martínez, atacante do Porto.

Sobrou uma vaga para um jogador da terrinha: o meia Pizzi, do Benfica.

Barça e Bayern mostram força de campeões

 

Neymar e Daniel AlvesNeymar e Dani Alves festejam no Camp Nou os 2 a 0 sobre PSG  Imagem Beneclick

Iniesta voltou a brilhar como regente, mas desta vez o brasileiro Neymar foi o solista da afinadíssima orquestra no Camp Nou, assinando os gols da vitória por 2 a 0 sobre o PSG que confirma o Barcelona nas semifinais da Liga dos Campeões da Europa. No primeiro, assistência do capitão Iniesta. No segundo, assistência do cupincha Dani Alves.

Em Munique, sob a regência do brasileiro Thiago Alcântara, que é cidadão espanhol no mundo da bola, o Bayern fez 5 a 0 logo no primeiro tempo, deixou o Porto se animar no segundo, mas fechou a conta em 6 a 1 e festejou a classificação para as semifinais como se fosse dia de Carnaval na Baviera.

Amanhã, quarta-feira, tem mais, às 15H45 (de Brasília): Real x Atlético de Madrid, no Santiago Bernabéu; Monaco x Juventus, no Louis II.

Aconteça o que acontecer em Madri e no Mônaco, Barça e Bayern são candidatíssimos ao título europeu de 2015.

Liga dos Campeões: quem corre é o craque

Suárez, Neymar e MessiSuárez, Neymar e Messi: para tenta alegria, é preciso correr muitoImagem: Beneclick

Já vão longe os tempos em que os craques decretavam e as arquibancadas aplaudiam: ‘quem corre é a bola”.

Hoje em dia, quem corre é o craque.

E os craques correm muito, como se vai poder ver daqui a pouco na definição dos dois primeiros semifinalistas da Liga dos Campeões da Europa, tanto no Bayern x Porto quanto no Barça x PSG.

Mais claro favorito do quarteto que hoje estará em campo para começar a decidir as quartas de final da Liga, o Barça é ótimo exemplo do quanto têm de correr os craques no futebol atual.

Considerando apenas os jogos na Liga dos campeões, eis os números de seu trio ofensivo no levantamento, geralmente confiável, da própria Uefa:

  • Messi: nove jogos, 787 minutos em campo, 74.074 metros percorridos – 94,12 metros por minuto.
  • Neymar: 666 minutos em campo, 79.646 metros percorridos – 119,58 metros por minuto.
  • Suárez: 527 minutos em campo, 63.021 metros percorridos – 119,58 metros por minuto.

O PSG tem craques que correm mais ainda. Por exemplo:

  • Cavani: nove jogos, 840 minutos em campo, 103.117 metros percorridos – 122,75  metros por minuto.
  • Matuidi: nove jogos, 786 minutos em campo, 102.035 metros percorridos – 129,81 metros por minuto.

Para ter uma ideia mais precisa do que significam tais distâncias, lembre-se: o comprimento máximo de um campo de futebol, definido pela Regra 1, é de 120 metros.

Atualmente, os craque percorrem por minuto praticamente a extensão do campo e quem se movimenta menos, supercraque no caso, corre 8.5 quilômetros por partida, um absurdo para cracaços da era Pelé que se admiravam com jogadores como Zagallo e Zito que, incansáveis, chegavam a percorrer 3 quilômetros durante os 90 minutos de um jogo difícil.

O futebol mudou e nada mudou tanto quanto a velocidade do jogo. É o que mostram os números da mais importante competição de clubes em todo o mundo da bola.