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Dois brasileiros na reserva de Buffon

Buffon e seus reservas brasileiros na Juve: Rubinho e Neto

Buffon e seus reservas brasileiros na Juve: Rubinho e Neto

A Juventus, tricampeã italiana e vice-campeã europeia, já tem Rubinho, irmão do Zé Elias, e acaba de contratar mais um goleiro brasileiro: Neto, que era da Fiorentina e foi chamado por Dunga para substituir Diego Alves como um dos reservas de Jefferson na Copa América.

Rubinho era o reserva de Scolari, primeiro na lista de sucessão de Gianluigi Buffon até deixar a Juve no fim da temporada. O brasileiro não sabe o que é jogar uma partida oficial há séculos e continuará longe do gol por mais algumas.

O mineiro Norberto Murara Neto, que vai fazer 26 anos daqui a duas semanas, também ficará sem jogar por algum tempo, pois será o novo reserva de Buffon.

Incontestável, Buffon completou 37 anos em 28 de janeiro e, há uma década e meia, veste a camisa número 1 da Juve.

Flu e Corinthians fazem o dever de casa

O Fluminense mostrou mais uma vez que é uma exceção no atual futebol carioca e, ao vencer o Santos no Maracanã por 2 a 1, instalou-se no G-4 do Brasileirão entre o Atlético Mineiro, vice-líder, e o Grêmio, quarto colocado, todos os três com 20 pontos, dois a menos do que o líder Sport.

Foi uma vitória merecida, embora o Santos não tenha jogado mal, mas, desde que Robinho saiu do time para servir à Seleção, esta tem sido a sina do time de Marcelo Fernandes: atuações razoáveis e resultados ruins.

E, assim, Lucas Lima, Geuvânio e o artilheiro amargam o 16º lugar, coladinho no Z-4. E o pior é que Robinho não vai voltar!

No Flu, a dúvida está no futuro: e se a Juventus levar o garoto Gérson?

Um pouco mais cedo, o Corinthians também fez o dever de casa em Itaquera, bateu a Ponte por 2 a 0 e está ali na beiradinha do G4 com 19 pontos, em sexto lugar, perdendo para o Atlético Paranaense apenas no saldo de gols. A Ponte também não jogou mal, mas vai se distanciando da turma da frente e já está em oitavo lugar, com 16 pontos.

A quarta vitória corintiana nas últimas cinco rodadas sugere que Tite talvez consiga  remontar um time minimamente forte depois de perder Emerson Sheik e Guerrero.

A conferir nas próximas rodadas.

O ‘jornal global’ cai no bairrismo ao falar do Barça

Texto de El País, o jornalão espanhol editado em Madri, publicado também na edição digital brasileira, com especial destaque no bloco de chamadas sobre a decisão da Liga dos Campeões da Europa:

A estabilidade do Barcelona é precária mesmo depois de ganhar a Copa da Europa, a Liga e a Copa do Rei, e firmar o segundo triplete de sua história, depois do obtido em 2009. Há várias dúvidas abertas na instituição, no time e no banco do Camp Nou. A única certeza, em todo caso, é que a referência do Barça continuará sendo Messi.

Para ler o texto todo, clique aqui.

Na véspera de Barça 3 x 1 Juve, o jornalão espanhol já havia dado ao jogo um mal disfarçado tratamento de torcedor no texto Por que a Juventus não vai ser fácil para o Barcelona. Clique aqui para ler.

Aproveite a viagem e dê uma busca em ‘Real Madrid’ no site. Se você encontrar matérias semelhantes sobre o time da capital, ganha uma assinatura vitalícia deste Benebol.com.

É curioso constatar como o bairrismo, fenômeno arraigado na imprensa esportiva espanhola, também frequenta as páginas do mais importante e prestigiado jornal do país.

E isso porque  El País se proclama “o jornal global”.

Barça, o campeão que todos esperavam

Gol de Suárez 66Suárez faz 2 a 1 para o Barça aos 23 do segundo tempo e garante o título europeu

Não foi o Barcelona esfuziante dos últimos tempos e ficou até a impressão de que Messi não entrou inteiro no jogo, mas o caneco da Liga dos Campeões da Europa ficou com que mais o mereceu.

Juventus deu rápida e passageira demonstração de coragem no início do jogo, partindo para cima da defesa espanhola como se quisesse surpreender Messi e companhia, muito mais acostumados a determinar o andamento da bola do que a se trancar na defensiva.

Aos 4 minutos, porém, o volante Rakitic desfez as ilusões, mandando para as redes de Buffon a bola que lhe foi tocada por Iniesta, que recebera de Neymar e passara por Alba após o lançamento precioso e preciso de Messi.

Daí em diante, o Barça tratou de tocar a bola como nos tempos de Pep Guardiola, abdicando um pouco da contundência que lhe imprimiu Luis Enrique para aproveitar o talento e entrosamento de Messi, Neymar e Suárez.

No segundo tempo, quando a torcida do Barça já ensaiava um coro de ‘olé’, o espanhol Morata empatou o jogo aos 9 minutos e a Juve voltou a passar a sensação de que poderia reverter o placar.

De novo, era pura ilusão. Aos 23, aproveitando o rebote do goleiraço Buffon num chute forte de Messi, o uruguaio Suárez garantiu o título.

Os 2 a 1 eram pouco, talvez não pelo jogo deste sábado,  certamente por toda a obra do Barça ao longo da competição, e Neymar tratou de ampliar a vantagem dois minutos depois, mas a arbitragem anulou o gol invocando um toque de mão na bola que mais pareceu um toque da bola na mão do brasileiro.

Não adiantou. Já aos 51, Neymar decretou em 3 a 1 o placar da vitória e, assim, se tornou, em companhia de Messi e de Cristiano Ronaldo, um dos artilheiros desta Liga dos Campeões da Europa, cada um deles com 10 gols.

Será este o trio que veremos na festa da Bola de Ouro de 2015?

Mesmo que não vá à festa como um dos destaques da temporada, Neymar entrou definitivamente para a história, como o segundo jogador a conquistar os títulos da Libertadores e da Liga dos Campeões da Europa fazendo gol nas finais e o primeiro na era moderna da competição europeia a marcar em todos os jogos das quartas, das semifinais e da final.

Veja mais algumas imagens marcantes da final em Berlim

Liga dos Campeões 2015

   O jovem Pogba consola o veterano Pirlo + Os brasileiros Daniel Alves e Adriano exageram na comemoração + Messi é marcado com a severidade de sempre + Neymar se ajoeha para chorar + Piqué saboreia a glória de campeão

Por que vamos todos ver Juve x Barça hoje à tarde

Liga dos Campeões bola 66

O Barcelona entrará em campo hoje, no Estádio Olímpico de Berlim, com seis jogadores que disputaram a final de 2011 da Liga dos Campeões da Europa: Daniel Alves, Piqué, Iniesta, Mascherano, Busquets e Messi.

Entre os reservas, estarão Xavi e Pedro, que também jogaram aquela final.  E Adriano, que não saiu do banco em 2011, lá estará novamente.

Os outros cinco titulares são o goleiro Ter Stegen, de 23 anos, tirado do Borussia Mönchengladbach no ano passado; o lateral Alba, 26 anos, formado nas divisões de base do próprio Barça e trazido de volta em 2012 após um período no Valencia; o volante  Rakitić, 27 anos,  contratado ao Sevilla em 2014; os atacantes Neymar, cuja história a gente bem conhece, e Suárez, 28 anos, contratado ao Liverpool também no ano passado.

Por mais que a gente repita, e em parte seja verdade, o Barcelona não é somente Messi. É um time no sentido verdadeiro da palavra, provavelmente o que melhor alia em todo o mundo da bola o espírito coletivo à criatividade individual de suas fulgurantes estrelas.

Com menos brilho individual, a Juventus é igualmente um time, de sólida conformação coletiva, montado pacientemente ao longo dos últimos anos.

Buffon, o número 1, veste a camisa da Juve desde 2001. O volante Marchisio, prata da casa, vestiu a camisa de titular pela primeira vez em 2006, antes de passar uma temporada emprestado ao Empoli para retornar em 2008. O zagueiro Bonucci estreou em 2010 e seu parceiro Barzagli, em 2011, quando também entraram no time o lateral Lichtsteiner, o volante Pirlo e o meia Vidal. O meia Pogba chegou em 2012, o atacante Tévez em 2013. E, em 2014, o time se completou com a contratação do lateral Evra e do atacante Morata.

Agora, pegue a escalação do seu time aqui no Brasil e confira há quanto tempo os 11 estão juntos.

Ou relembre como o Cruzeiro desfez no começo de 2015 o time que Marcelo Oliveira pacientemente montou em 2013 e 2014. Se você é corintiano, preste atenção no desmonte que está em curso no circuito Parque São Jorge-Itaquera.

Essa é uma das principais razões por que o futebol brasileiro está tão mal e, cada vez mais, os brasileiros se interessam pelo Barcelona, pela Juventus… pelo futebol jogado em campos europeus.

De permanente por aqui só a cartolagem – enquanto o FBI não entra em campo, claro.

Amanhã, a Copa de todos os mundos

Suárez, craque uruguaio do Barça, leva para Berlim a cuia de mate/Foto: Miguel Ruiz-FCB

Suárez, uruguaio do Barça, leva para Berlim a cuia de mate/Foto: Miguel Ruiz-FCB

Ao começar Juve x Barça em Berlim na noite deste sábado, a partir das 15:45 no Brasil, estarão nas tribunas estrelas e ‘autoridades’ do futebol de todos os continentes, menos aquelas que estão fugindo das polícias, mas é no gramado do Estádio Olímpico que se verá o verdadeiro mundo da bola.

Nada menos do que 11 países estão representados nos elencos dos dois finalistas da Liga dos Campeões da Europa.

A Juventus, com 22 jogadores inscritos na Liga dos Campeões, tem 12 italianos, três franceses (um deles nascido no Senegal), dois espanhóis, dois argentinos, um chileno, um suíço e um brasileiro.

O Barcelona, que inscreveu 26 jogadores na competição, tem 14 espanhois, quatro brasileiros, dois argentinos, um belga, um uruguaio, um croata, um alemão, um chileno e um francês.

Em campo, quando o árbitro turco Cüneyt Çakir mandar a bola rolar, cinco italianos, um suíço, um senegalês de nacionalidade francesa, um francês, um espanhol, um chileno e um argentino estarão vestindo a camisa da Juventus para enfrentar quatro espanhóis, dois argentinos, dois brasileiros, um uruguaio, um alemão e um croata nascido na Suíça vestidos com a camisa do Barcelona.

É a copa de todos os mundos.

Um goleiro quase eterno luta por título inédito

Buffon: mais uma final em Berlim

Buffon: de novo, em Berlim

Na última vez que Juventus e Barcelona se enfrentaram numa Liga dos Campeões da Europa, em 2003, o técnico Luis Enrique ainda era jogador. Foi o capitão do Barça na derrota em casa por 2 a 1 que deu à Juve a classificação para as semifinais.

E quem era o goleiro daquela Juventus? Gianluigi Buffon, que completou 37 anos em janeiro e jamais conquistou o título europeu de clubes.

É o título que falta ao multicampeão goleiraço italiano, que vai tentar conquistá-lo no sábado ao revisitar o Estádio Olímpico de Berlim em que se sagrou campeão mundial pela Azurra em 2006.