Arquivo da categoria: História

Rei Pelé, 75 anos

Pelé 75

O que dizer no aniversário de 75 anos do Rei do Futebol?

Melhor relembrar um pouco do muito que já foi dito:

♦ Se Pelé não tivesse nascido homem, teria nascido bola. – Armando Nogueira

♦ Eu pensei: “ele é feito de carne e osso, como eu”. Eu me enganei. – Tarcisio Burnigch, defensor italiano encarregado de marcá-lo na final da Copa do Mundo de 1970, que o Brasil venceu por 4 a 1

♦ Ele é o único que ultrapassa os limites da lógica. – Johann Cruyff

♦ O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. – Carlos Drummond de Andrade

  Pelé nunca vai morrer. – Edson Arantes do Nascimento

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Pela primeira vez, Marta não concorre à Bola de Ouro

Cinco vezes eleita a melhor jogadora do mundo, uma das três finalistas do prêmio da Fifa em todas as edições de 2004 para cá, nossa Marta – que atualmente joga pelo Rosengard, da Suécia – não está entre as dez indicadas à Bola de Ouro que será entregue à vencedora em 11 de janeiro de 2016.

Maria Antonieta está indignada com Cinira e Aidar

Maria Antonieta, nossa diligente copeira, está uma fera desde que leu no Painel FC, coluna de Marcel Rizzo que hoje circulou apenas na versão digital  da Folha, uma informação sobre Cinira Maturana, namorada de Carlos Miguel Aidar:

Foi relatado que ela atuou diretamente na demissão de uma pessoa do departamento jurídico, outra da área de marketing e até de uma copeira.

– Não gostei deste “até de uma copeira”, mas o pior é a madame ter mandado embora minha colega. Se este casal aparecer aqui na redação, não sirvo nem cafezinho. Brioche, então, nem pensar!

Já disse mil vezes à nossa Mari Antonieta que o casal não tem o que fazer por aqui. A única vez que vi Carlos Miguel numa redação foi em 1994, no Estadão, para explicar uma notícia que a coleguinha Kássia Caldeira havia publicado em 9 de março sobre um  bom dinheiro movimentado pelo Esquema PC Farias, tesoureiro da campanha presidencial de Fernando Collor:

Ontem, em Brasília, a CPI anunciou que vai pedir ao Ministério Público que investigue a ligação do ex-presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, com o grupo IBF, que patrocinava o futebol do clube. O IBF depositou Cr$ 3.204.60,72 para Aidar e Cr$ 36.412.205,00 para o São Paulo dia 6 de fevereiro de 1992. Em 9 de março, Aidar recebeu Cr$ 4.011.906 43 e o clube recebeu Cr$ 44.774,195,00. Os depósitos foram feitos no Banco Excel, na agência da Rua Augusta.

Eu era o editor de Esportes do Estadão e, no dia seguinte à publicação da notícia, recebi Carlos Miguel Aidar para ouvir suas explicações, que estão na edição do dia 11: suas duas filhas, praticantes de jet ski, eram oficialmente patrocinadas pela IBF (Indústria Brasileira de Formulários, que então tinha exclusividade para imprimir os ingressos de jogos do São Paulo) e a família não tinha conhecimento dos caminhos percorridos pelo dinheiro até entrar na conta do pai.

Brasil x Venezuela: parece moleza, mas não é bem assim

O jogo de amanhã, dia 13, no Castelão, é para tranquilizar o mais aflito dos torcedores brasileiros, mostra a história das Eliminatórias Sul-Americanas:

Em 14 confrontos com a Venezuela, o Brasil venceu 13 e empatou o outro.

A Venezuela nunca marcou um gol na Seleção em campos brasileiros.

Nos dez últimos jogos como visitante nas Eliminatórias, a Venezuela venceu apenas um – 2 a 0 sobre o Paraguai, em 11 de setembro de 2012, em Assunção.

A história recente não é tão tranquilizadora para os brasileiros:

O único empate conseguido por aqui pelos venezuelanos aconteceu há praticamente seis anos, em 14 de outubro de 2009, na última vez que as duas seleções se enfrentaram nas Eliminatórias. Sob o comando de Dunga, embora já tivesse derrotado a Venezuela em San Cristóbal por 4 a 0, o Brasil não saiu do 0 a 0 em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul.

Nas duas últimas edições da Copa América, o Brasil empatou com a Venezuela em 2011, também por 0 a 0, e deu duro para vencer por 2 a 1 em 2015.

Ibrahimovic, 34, conecta o futebol de hoje ao século 20

Ibrahimovic, 34 @310@Ibrahimovic: outubro é o mês dos craques Foto: Official Zlatan Ibrahimovic/Instagram

É verdade que ele mal entrou em campo na Copa do Mundo de 2002, decepcionou em 2006 e nem sequer conseguiu classificar a sua Suécia em 2010 e 2014, mas Zlatan Ibrahimovic não se abate facilmente.

Quando perdeu para a seleção portuguesa de Cristiano Ronaldo, que ele costuma tratar com superior indiferença, a chance de vir ao Brasil, que ele tanto admira, para disputar a Copa de 2014, fez questão de proclamar, mais marrento do que o rival lusitano:

– Uma coisa é certa: uma Copa do Mundo sem mim não vale a pena ser vista.

Tanto valia que ele mesmo apareceu por aqui para ver alguns jogos.

O craque boquirroto, companheiro dos brasileiros Thiago Silva, David Luiz, Marquinhos, Maxwell, Thiago Motta e Lucas Moura no Paris Saint-Germain, festeja seus 34 anos neste sábado, na véspera de defender a liderança do Campeonato Francês no Parque dos Príncipes contra o Olympique de Marselha.

Um dos mais criativos e surpreendentes atacantes do século 21, fã declarado do fenômeno Ronaldo e do futebol brasileiro, o grandalhão Ibrahimovic, filho de um bósnio mulçumano e de uma croata católica, nascido e criado num bairro pobre de Malmö, ídolo do Ajax, da Juventus, da Internazionale, do Milan, do Barcelona, como agora é do PSG, nos conecta neste sábado com o século 20 para relembrar um dos mais deliciosos mistérios do futebol: outubro é o mês dos craques.

Foi em outubro que nasceram supercraques como Pelé (dia 23), Garrincha (28) e Maradona (30) e craques como os brasileiros Didi (8), Falcão (16) e Careca (5), os uruguaios José Leandro Andrade (1º) e Darío Pereyra (20), o argentino Omar Sívori (2), o alemão Fritz Walter (31), o russo Lev Yashin (22), o inglês Bobby Charlton (11), o francês Raymond Kopa (13), o espanhol Francisco Gento (21), o holandês Marco Van Basten (31), o liberiano George Weah (1º) e o croata Zvonimir Boban (8).

E não tão craques assim, mas jogadores importantíssimos para suas seleções, também nasceram em outubro Niels Liedholm (8), compatriota de Ibrahimovic, vice-campeão do mundo, autor do primeiro gol contra o Brasil na final da Copa de 1958 e, anos mais tarde, treinador de Paulo Roberto Falcão e Toninho Cerezo na Roma; e Carlos Caetano Bledorn Verri, o nosso Dunga (31), destaque e capitão da Seleção que ganhou em 1994 o tetra mundial e a admiração do aniversariante de hoje pelo futebol brasileiro.

O mundo da bola festeja Ronaldo, a CBF ignora

Ronaldo, 39 anos: festa na Fifa e na Uefa

Ronaldo, 39 anos: festa na Fifa e na Uefa

O aniversário de Ronaldo Luís Nazário de Lima, o Fenômeno que chega aos 39 anos nesta terça-feira, 22 de setembro, é festejado com alegria no mundo do futebol.

 A primeira página do site da Fifa registra:

¡FELIZ CUMPLEAÑOS! – Una historia ‘fenomenal’

A chamada leva a um grande e elogioso texto (leia em espanhol) sobre o craque brasileiro, com 15 links laterais para outros 17 artigos e álbuns publicados anteriormente no site.

A primeira página do site da Uefa http://pt.uefa.com/ chama, com destaque:

RECORDAÇÃO: Ronaldo

O UEFA.com assinala os 39 anos do brasileiro Ronaldo recordando os três golos que apontou em Old Trafford, em 2003, quando foi ovacionado de pé pelos adeptos da casa: “Foi especial.”

O texto interno pode ser lido clicando aqui.

E no site da CBF?

Nada.

Leia uma nota postada neste blog em 3 de junho : Artilheiros fazem dobradinha contra presidente da CBF. Talvez explique o esquecimento da CBF.

A dimensão humana de um deus do futebol

Messi aaa                                Messi: quatro pênaltis perdidos em 2015, 17 na carreira

Ele fez dois gols, um de pênalti, nos 4 a 1 do Barcelona sobre o Levante, mas chutou por cima do travessão do goleiro Rubén Martínez um segundo pênalti, o que é algo comum em sua vitoriosa carreira, mas destoa no currículo de um supercraque que é quase unanimemente reverenciado como o número 1 da atualidade.

Em 65 cobranças, foi o 17º pênalti desperdiçado por Lionel Messi, 15 pelo Barcelona e dois pela Argentina; 11 defendidos pelo goleiro, três chutados nas traves e três fora do gol; o quarto em 2015, o segundo neste Campeonato Espanhol, que está na quinta rodada.

Os 23% de erros não parecem preocupar o técnico Luís Enrique, que enxerga o craque em dimensão quase divina:

– Messi tem muito pouco de humano. Erra um pênalti, mas daí marca dois gols e dá a assistência para outro.

Foi exatamente o que aconteceu ontem  no Camp Nou.