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O problema é que a gente fica enxergando coisas

Veja só o que o árbitro Jailson Macedo Freitas escreveu no item Ocorrências/Observações da súmula de Chapecoense 5 x 1 Palmeiras:

Nada houve de anormal.

E ainda acrescentou:

Motivo de atraso no início e/ou reinício, e de acréscimos: Acréscimos devido as substituições, paralisações e entrada da maca.

No item Observações Eventuais, repetiu, usando maiúsculas:

NADA HOUVE DE ANORMAL.

O relatório do assistente é mais sucinto:

Nada houve.

Você viu, como eu, o lateral Egídio ser expulso por uma falta que não cometeu e, cinco minutos depois, ser chamado de volta a participar do jogo por sugestão do quarto árbitro?

Viu demais. Puro delírio. Nada houve de anormal. NADA HOUVE DE ANORMAL.

E Jailson fez Egídio sofrer até o fim

Egídio: cinco minutos depois de expulsão, é chamado de volta ao jogo pelo árbitro

Egídio: cinco minutos depois de expulso, é chamado de volta pelo árbitro

A comissão de arbitragem da CBF inaugurou nesta 29ª rodada do Brasileirão a arbitragem por controle remoto.

Coube ao baiano Jailson Macedo Freitas a desonra de ser o primeiro a receber ordens de fora do campo para voltar atrás em lance que ele julgara por contra própria – erradamente, reconheça-se – e, assim, chamar de volta ao gramado o palmeirense Egídio que tinha mandado para os chuveiros da Arena Condá.

Aconteceu aos 15 minutos de Chapecoense 2 x 0 Palmeiras. William Barbio, em arrancada rumo ao gol de Fernando Prass, driblou Vitor Hugo e foi desarmado em seguida por Egídio com um carrinho perfeitamente legal. Jailson marcou falta e expulsou o lateral palmeirense.

Cercado por jogadores do Palmeiras, o árbitro se rendeu às reclamações e foi conversar com o bandeirinha até que apareceu na rodinha o quarto árbitro, o gaúcho Daniel Nobre Bins, para convencê-lo de que ele tinha errado na marcação da falta e na expulsão.

Jailson mandou chamar Egídio de volta, voltou ele mesmo ao campo, anulou tudo o que fizera e recomeçou o jogo com uma bola ao chão.

Tudo certo. Cinco minutos depois de errar em dose dupla, o árbitro corrigira os erros.

Fica uma pergunta, porém: de sua mesinha ao lado do campo, como o quarto árbitro enxerga melhor do que o árbitro principal lá dentro?

A tecnologia eletrônica, cujo uso não é autorizado pelas regras do futebol e foi oficialmente negado à CBF pela Fifa  há poucos dias, talvez explique.

O jogo teve outros quiproquós produzidos pela arbitragem, que felizmente acabaram não influindo no resultado: acachapantes 5 a 1 para a Chapecoense.

Se tivesse direito de escolha, muito provavelmente Egídio teria preferido continuar no vestiário.