O Fluminense de Eduardo Baptista cometeu uma blasfêmia na escalação. Entrou em campo com um lateral esquerdo chamado Léo Pelé.
Pelé!
O moleque é bom de bola, mas Pelé? É demais, né? Nem ele quer ser chamado assim.
E não é que Léo cruzou aos 29 minutos a bola para Fred fazer 1 a 0?
Milagre! Milagre!
Fred não marcava um gol desde que o Fluminense vencera pela última vez, há mais de um mês, fazendo 2 a 1 no Figueirense em jogo da 19ª rodada, o primeiro em que ele fez dupla com Ronaldinho Gaúcho neste Brasileirão.
E a bola que hoje Léo cruzou para Fred lhe foi passada por Ronaldinho, rápida e esperta cobrança de falta.
Foi tudo que Ronaldinho fez em campo, tanto que nem voltou para o segundo tempo, substituído no intervalo por Marcos Junior.
Logo aos 4 minutos, o garoto Gustavo Scarpa fez um golaço, com direito a lençol no zagueiro, fechando o placar em 2 a 0.
A vitória no Maracanã alivia a situação do Flu no campeonato, afastando-o da vizinhança da zona de rebaixamento
Como, no entanto, ensinava o apóstolo Armando Nogueira, “Deus castiga quem o craque fustiga”.
Talvez por isso o Flu do Léo que usa o nome d’Ele em vão tenha sido punido com seguidos cartões amarelos que tirarão Gustavo Scarpa, Fred e Cícero do jogo contra o Santos na Vila Belmiro, terra santa de Pelé, o verdadeiro.