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Fofão se despede como campeãFofão: campeã da Superliga pela sexta vez ao se despedir da torcida – Imagem: Beneclick

Hélia Rogério de Souza Pinto, 45 anos completados em 10 de março, acaba de se despedir das quadras brasileiras com mais uma vitória na carreira de tantas glórias.

Daqui em diante, só se verá Fofão em quadras suíças, no  começo de maio, de novo com a camisa do seu Rio de Janeiro, disputando pela última vez o Mundial de Clubes.

Campeã pela sexta vez da Superliga, e mais vezes teria sido se não tivesse saído do Brasil e rodado o mundo para ser igualmente campeã italiana, campeã espanhola e campeã turca, Fofão disputou cinco Olimpíadas, ganhou o ouro em Pequim e o bronze em Atlanta em Sydney.

São tantos os títulos, por times e pela Seleção, que, ao se despedir da torcida brasileira na vitória por 3 sets a 0 do Rio de Janeiro sobre o Osasco e levantar pela sexta o caneco da Superliga, esta incomparável levantadora paulistana nos surpreende apenas por mostrar que, ao contrário do que todos pensávamos, não é eterna.

Ficará, porém, eternamente na história do vôlei.

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Entre as meninas do Rio e os marmanjos da seleção

BernardinhoBernardinho: depois da Superliga Feminina, a seleção masculina – Imagem: Beneclick

Definiu-se há pouco, no Ginásio do Tijuca, o primeiro finalista da Superliga Feminina de Vôlei e, como era previsível, o Rio de Janeiro do incansável Bernardinho vai disputar pela 11ª consecutiva o título. Depois de vencer o Minas por 3 sets a 1 na primeira partida das semifinais, em Belo Horizonte, o Rio bisou o feito em casa, desta vez por 3 sets a 0, e assim eliminou a possibilidade de um terceiro confronto.

 Natália foi mais uma vez brilhante, Fofão parece eterna, Fabi se multiplica na quadra, mas este Rio que decidirá o título com o Osasco ou o Sesi, é obra de um dos mais vitoriosos técnicos do vôlei em todos os tempos: Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, incansável trabalhador que já comandou a seleção feminina na conquista de duas medalhas olímpicas de bronze, e a seleção masculina na conquista de duas pratas e um ouro. Em cinco Olimpíadas, jamais deixou seu time fora do pódio.

No front interno, Bernardinho comanda o Rio de Janeiro desde 2004, acumulando títulos, sem jamais perder a disposição quase compulsiva para o trabalho. Dá duro nos treinamentos e cobra de suas atletas a entrega total à equipe. Quando para de dar atenção ao time, se é que para alguma vez, é para se dedicar à seleção masculina, como vai acontecer na segunda-feira, 13, dia em que anunciará oficialmente a  lista dos convocados para disputar a Liga Mundial e a programação para o restante da temporada, já com a cabeça na Rio-2016.

Nem por isso as meninas do Rio terão tranquilidade depois de decidir o título Superliga Feminina de Vôlei. Quando está com elas, Bernardinho não se dispensa de enviar mensagens a cada dia para um dos marmanjos da seleção perguntando-lhe o que ele tem feito ou está fazendo para render o máximo nos próximos compromissos. Quando está com eles, a cobrança diária é feita a elas.

Não é a toa que um de seus livros tem como título: “Transformando Suor em Ouro”.