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Brasil está nas oitavas, por obra e graça de Andressa

Não foi exatamente de contra-ataque, como ela pedira antes do jogo, mas foi aproveitando um lançamento longo de Rafaelle, quase do meio de campo, que Andressa Alves invadiu a área e, como se fosse centroavante, tocou para o gol a bola que a zagueira espanhola ainda salvou em cima da linha, mas suavemente lhe voltou aos pés para decretar: Brasil 1 x 0 Espanha.

Estava definido o placar do jogo aos 44 minutos do primeiro tempo e a classificação antecipada da seleção brasileira feminina para as oitavas de final do Mundial disputado no Canadá.

Outra seleção já garantida nas oitavas é a japonesa, que ontem derrotou as camaronesas por 2 a 1.

Brasil x Espanha vale vaga nas oitavas

Andressa Alves: a força do contra-ataque - Foto: CBF

Andressa Alves: a força do contra-ataque – Foto: CBF

Se vencer a Espanha neste sábado (às 17 horas daqui), o Brasil de Marta e Formiga garantirá antecipadamente a presença nas oitavas de final do Mundial de Futebol Feminino disputado no Canadá.

Na rodada de abertura, a Espanha empatou com a Costa Rica por 1 a 1 e o Brasil venceu a Coreia do Sul por 2 a 0, mas Vadão espera dureza no Estádio Olímpico de Montreal:

– A tendência é ser um jogo muito equilibrado, muito difícil. Nós sabemos que a Espanha fez uma campanha muito boa nas eliminatórias; foi incontestavelmente a melhor equipe, se classificando em primeiro lugar.

De fato, a Espanha venceu nove dos dez jogos eliminatórios antes de chegar, pela primeira vez, ao Mundial. Andressa Alves, destaque no meio de campo do Brasil, tem a receita para encarar as espanholas:

– O futebol delas é um pouco mais parecido com o nosso e, pelo fato de terem empatado a primeira partida, devem sair mais para o jogo e a gente espera aproveitar o contra-ataque, que é o nosso ponto forte.

Vadão e Formiga mostram autocrítica após os 2 a 0

Formiga: alerta contra erros

Formiga: alerta contra erros da estreia

Com a devida permissão do internauta para usar o verbo da moda entre os boleiros que comentam os jogos de futebol pelas tevês do Brasil afora, a seleção feminina leu bem o jogo de estreia no Mundial do Canadá.

Assim falou o técnico Vadão após os 2 a 0 sobre as coreanas:

– Acho que o Brasil fez um bom jogo, mas tem de melhorar. Nós desaceleramos muito no final do jogo. Isso, em determinados momentos, poderia ter nos custado caro. Acho que a competição não permite não permite este tipo de comportamento.

E Formiga, maior destaque em campo, completou:

– A gente sabe que rolaram muitos erros que não podem se repetir.

Nem sempre se vê (ou se lê) autocrítica tão sincera no futebol dos rapazes.

Formiga brilha entre as meninas do Brasil

Formiga fez gol e sofreu pênalti

Formiga, destaque na estreia, fez gol e sofreu pênalti

As meninas do Brasil cumpriram a obrigação no Estádio Olímpico de Montreal e venceram as coreanas por 2 a 0 na noite em que a estrela foi a veterana Formiga.

Formiga, 37 anos, fez 1 a 0 no primeiro tempo e, no segundo, sofreu pênalti que Marta cobrou para fechar o placar e se garantir, já na rodada de abertura desta sétima edição, na maior artilheira da história dos Mundiais.

O Brasil teve 62% de posse de bola, mas não chegou a brilhar neste primeiro jogo em campos do Canadá. É preciso jogar muito mais para aspirar ao título do Mundial.

Mesmo assim, pode garantir a classificação para as oitavas de final já na próxima rodada. Se vencer a Espanha, que hoje empatou com a Costa Rica por 1 a 1, estará classificado.

Marta: um sonho feito de gols

Marta  96Marta: maior goleadora da história dos Mundiais sonha com  título de campeã no Canadá

Ela já disse mais de uma vez que trocaria todos os prêmios e honrarias pessoais conquistados ao longo da carreira, inclusive os cinco troféus de melhor jogadora do mundo, pelo título de campeã mundial ou campeã olímpica.

Não é impossível, embora difícil, que seu desejo seja finalmente atendido nos campos do Canadá, onde a seleção brasileira estreia nesta terça feira no Mundial de Futebol Feminino enfrentando, como favorita, a seleção da Coreia do Sul.

Bem mais provável, no entanto, é que a alagoana Marta Vieira da Silva, aos 29 anos, enriqueça sua riquíssima biografia no Mundial que, em sua sétima edição, tem as alemãs, as norte-americanas e as japonesas como principais candidatas ao título.

Marta, que já levou o Brasil à final em 2007, divide com a alemã Birgit Prinz, a marca de maior artilheira dos Mundiais – cada uma com 14 gols.

Em seguida, com 13, aparece a norte-americana Abby Wambach, que ontem não fez nenhum gol na vitória por 3 a 1 sobre as australianas.

Como a alemã Birgit Prinz deixou os campos em 2011, a brasileira Marta precisa apenas fazer tantos gols quanto a americana Wambach no Canadá para se isolar nas estatísticas como a maior goleadora da história dos Mundiais.

Se fizer pelo menos um hoje, já larga em vantagem. E será fazendo gols que a nossa eterna camisa 10, agora também capitã, pode conduzir o Brasil ao título com que tanto sonha.