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Números retratam os campeonatos estaduais

Foi uma tarde de poucos gols, pouco público e muitos cartões nos jogos disputados por seis grandes times grandes e dois pequenos em fases decisivas dos quatro principais campeonatos estaduais do País.

No Maracanã, Vasco 0 x 0 Flamengo: 21.289 pagantes, dez cartões amarelos. No próximo  domingo, dia 19, tem reprise, novamente no Maracanã.

Na Vila Belmiro, Santos 3 x 0 XV de Piracicaba: 11.260 pagantes, seis cartões amarelos. O Santos pega o São Paulo na semifinal do Paulistão,  Corinthians e Palmeiras fazem o outro jogo.

No Independência, Atlético 1 x 1 Cruzeiro: 16.153 pagantes, dez cartões amarelos, um vermelho. No dia 19, tem reprise no Mineirão.

Em Caxias, Juventude 0 x 1 Grêmio: nove cartões amarelos.  Público: ainda não foi divulgado. No sábado, 18, reprise na Arena do Grêmio.

O futebol brasileiro precisa ser amplamente debatido ou vai afundar no brejo. Para lá já está se dirigindo.

E o padrão global de qualidade?

Como a Globo está transmitindo Vasco x Flamengo para quase todo o Brasil, mas preferiu programar para São Paulo o filme “O Espetacular Homem Aranha”, resolveu também castigar os assinantes paulista do pay per view.

A transmissão do clássico do Maracanã, fora dos dois canais em HD reservados ao pay per view, é tão indigente que deveria valer indenização aos assinantes.

E quem vai pagar as contas?

Números levantados pela repórter Gabriela Chabatura e disponíveis no IG comprovam o insucesso de público que são os principais campeonatos estaduais do País.

Até agora, o Campeonato Paulista teve em média 6.729 pagantes por jogo; o Carioca, 4.279; o Gaúcho, 3.449; o Mineiro, 3.853.

Os 120 jogos da Taça Guanabara renderam menos de R$ 2,5 milhões nas bilheterias.

Sneijder anuncia faca em terra de esfaqueados

Reprodução do Twitter

Reprodução do Twitter

Pegou muito mal para o meia Wesley Sneijder anunciar um requintado jogo de facas com a marca do Galatasaray, seu clube atual, ao se completarem 15 anos da morte de dois torcedores do Leeds United, esfaqueados em Istambul na véspera de um jogo das semifinais da Copa da Uefa.

O craque holandês fez o anúncio infeliz no Twitter.

E no Twitter  teve de se desculpar: “Muito triste. Eu não sabia disso e já tirei a promoção de minha página”.

Por irônica coincidência, Sneijder tem como companheiro no meio de campo do Galatasaray o volante Felipe Melo, aquele que sempre parece jogar com a faca entre os dentes e se despediu da Seleção, aos 28 minutos do segundo tempo da derrota por 2 a 1 para a Holanda nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, após pisar em Arjen Robben e receber cartão vermelho.

A crise joga fora da área

O setor de artigos esportivos não parece dar bola para a crise, pelo que se lê no Valor Econômico em reportagem de Cibelle Bouças sobre o grupo SBF, dono das lojas Centauro, By Tennis e Nike Store.

Após faturar R$ 2,6 bilhões em 2014, 17% a mais do que no exercício anteriores, as três redes de comércio esperam novo crescimento nesta temporada – um pouco mais modesto, é claro, mas suficiente para matar de inveja os executivos de outras áreas: 11,5%. Portanto, um faturamento de R$ 2,9 bilhões.

Para ler o texto de Cibelle Bouças, se você é assinante do Valor, clique aqui.