Arquivo diário: 11 de dezembro de 2015

Vamos navegar em novas águas

Uma boa notícia para quem acompanha este blog, nascido em 8 de março: estamos em nova e grandiosa embarcação para navegar os mares da internet – o portal R7.

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Venha com a gente.

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Por que tantos amam o coronel?

Alguns andam encantados com o catarinense Delfim de Pádua Peixoto Filho, que já é vice-presidente da CBF e preside a Federação de seu Estado há três décadas, mas a paixão recente da maioria é o coronel Antonio Carlos Nunes de Lima, que preside a Federação do Pará desde 1998, quando voltou ao cargo que já ocupara de 1982 a 1987,   e agora também quer ser vice-presidente da CBF.

Entre as muitas esquisitices da entidade que manda e desmanda – aliás, mais desmanda – em nosso futebol, uma é de caráter geográfico: o vice-presidente que representa a região centro-oeste é do Espírito Santo; o da região Norte é do Nordeste; e agora querem colocar o coronel do Pará para representar o Sudeste.

Por que será?

Você se recorda de um time do Pará na Primeira Divisão do futebol brasileiro desde que o coronel Antonio Carlos Nunes de Lima reassumiu o poder na Federação em 1998?

O Paysandu foi o último, no Brasileirão de 2005: ficou em penúltimo lugar, caiu para a Série B, de lá para a C e entre as duas vem oscilando.

Se você se der, porém, ao trabalho de conferir a lista de delegações que o coronel já chefiou em viagens ao exterior, verá como é importante o futebol paraense no âmbito da CBF.

Por que será?

Os que estão encantados com Delfim de Pádua Peixoto Filho, que conta com Delfim Pádua Peixoto Neto como assessor especial na condução da Federação Catarinense de Futebol, garantem que, brigado com Marco Polo Del Nero, ele vai modernizar a CBF e transferir aos clubes o poder de reorganizar nosso futebol.

Qualidades do modernizador: vai fazer 75 anos em janeiro e, portanto, será o sucessor natural do presidente licenciado tão logo ele seja definitivamente afastado do cargo. Afinal, as esquisitices da CBF não se limitam à geografia. Os mais velhos herdam estatutariamente os cargos vagos. E o moderníssimo genitor do assessor Delfim Pádua Peixoto Neto é o mais velho vice-presidente da CBF.

O encanto do coronel Antonio Carlos Nunes de Lima, que já tem 77 anos e portanto mais virtudes para presidir a CBF, é de outra ordem: a fidelidade absoluta ao modelo atual e ao chefão Del Nero, que, colocando-o na vice-presidência reservada à região Sudeste, assim poderá deixar oficialmente o comando da entidade sem deixar de comandá-la.

Com um ou com outro, ficará tudo como está, pelo menos até que os clubes brasileiros se toquem de que nunca houve oportunidade tão boa para explodir o viciado esquema de poder da CBF e das Federações para mudar as coisas em nosso futebol.

Ou será que a Polícia Federal terá de fazer por aqui o que o FBI começou a fazer em boa parte do mundo da bola?

O M1to deixa os campos, mas fica na história

Rogério Ceni se despede dos campos:  mais do que mito, o M1to

Rogério Ceni se despede dos campos: mais do que mito, o M1to

O futebol do São Paulo é povoado por figuras mitológicas como os treinadores Béla Guttmann, Rubens Minelli e, acima de todos, Telê Santana, comandante da conquista do bi mundial em 1992 e 1993, e os supercraques Arthur Friedenreich, Leônidas da Silva e Tomás Soares da Silva, Zizinho, o Mestre Ziza, a quem o Rei Pelé presta frequentes homenagens de primeiro súdito.

Pois há um único são-paulino em toda a história que a torcida trata como mito: Rogério Mücke Ceni, o Rogério Ceni que era apenas Rogério quando vestiu pela primeira vez a camisa 1 do time titular em  25 de junho de 1993 e encerra hoje uma carreira de 1.237 jogos, 18 títulos e 131 gols pelo seu time de coração, o único que defendeu em mais de duas décadas no futebol profissional.

Que mais se pode dizer deste goleiro-artilheiro do aquilo que tem sido lembrado por toda a mídia nos últimos dias? Reveja neste balanço do R7 alguns de seus momentos inesquecíveis com a camisa tricolor.

Mais do que mito, Rogério Ceni é para os são-paulinos o M1to.

A despedida dos campos será no Morumbi num amigável confronto entre os são-paulinos bicampeões mundiais em 1992/1993 e os são-paulinos campeões mundiais em 2005. Rogério, é claro, está nas duas turmas. Vai jogar no time de 2005 e promete ir para a linha nos últimos minutos do amistoso que começará às 21 horas.

A festa começa uma hora antes, com show do Ira!

O M1to merece.