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É dos trintões que Eurico gosta mais

Cada vez mais ameaçado pelo fantasma do rebaixamento, o Vasco finalmente contratou dois reforços capazes de contribuir tecnicamente para a salvação do time:

Nenê e Eurico: esbanjando confiança - Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

Nenê e Eurico: autoconfiança – Foto: Paulo Fernandes/Vasco.com.br

O meia Nenê, como é conhecido o jundiaiense Anderson Luiz de Carvalho, que acaba de fazer 34 anos e passou os últimos 12 perambulando pelo mundo da bola, tendo jogado pelos espanhóis Mallorca, Alavés, Celta de Vigo e Espanyol, pelos franceses Monaco e PSG, pelo catariano Al-Gharafa e, não muito, pelo inglês West Ham.

Chegou ao clube inglês em fevereiro, entrou em campo oito vezes, tendo jogado menos de 130 minutos ao todo, saiu no final da temporada europeia e desembarcou em São Januário esbanjando autoconfiança em entrevista acompanhada com atenção pelo onipresente Eurico Miranda:

– Tenho habilidade, gosto de driblar, meu passe é bom e gosto de fazer gol também.

O último gol que Nenê marcou um foi em novembro de 2014, ainda pelo Al-Gharafa.

Eurico e Jorge Henrique: pesando em títulos - Foto: Carlos Gregório Jr./Vasco.com.br

Eurico e Jorge Henrique: título? – Foto: Carlos Gregório Jr./Vasco.com.br

Jorge Henrique, de sobrenome Souza, 33 anos, atacante por vocação, polivalente por necessidade, também cigano da bola, mas com circulação restrita aos campos brasileiros, tendo vestido em pouco mais de uma década as camisas de Náutico, Atlético Paranaense, Santo André, Ceará, Santa Cruz, Botafogo, Corinthians e Internacional.

Estava no Inter desde a metade de 2013 e, nesta temporada, participou de 22 jogos e marcou um gol. Menos personalista, prometeu acabar com a fama de indisciplinado e também mostrou confiança ao lado de Eurico:

– Conquistei títulos por onde passei e espero que não seja diferente no Vasco. A primeira missão é ajudar a tirar o time da situação incômoda no Brasileiro, mas um clube com a grandeza do Vasco tem de pensar sempre em títulos importantes.

Com a dupla Nenê e Jorge Henrique, o Vasco de Eurico completa uma dúzia de trintões em seu elenco. Experiência para encarar o sufoco não vai faltar. Fôlego, talvez.

PS: Em meio a tantos veteranos, o Vasco desistiu de abrir vaga no elenco para o jovem Antônio Wellington Batista da Silva, aquele cearense de 23 anos vindo do Gonçalense de quem falamos aqui em 25 de julho na nota É de Sabão que o Vasco está precisando?  Sabão foi dispensado na terça-feira e vai disputar a Série B do Brasileirão pelo Macaé. Melhor assim.

O nome dele é Jhon Cley

Jhon Cley: destaque do Vasco nos  2 x 1 sobre Flu, com assistência e gol

Jhon Cley: destaque do Vasco nos 2 x 1 sobre Flu, com assistência e gol

O brasiliense Jhon Cley Jesus da Silva acaba de demonstrar empiricamente no Maracanã que o modelo euriquiano não é mera teoria matemática. Como especulávamos mais cedo em É uma questão matemática: vai dar Vasco, quatro notas abaixo, a certeza de 90% dos vascaínos deste blog de que daria Flu no clássico desta tarde significava que o Vasco ganharia o jogo.

 A presença de Ronaldinho Gaúcho com a camisa do Flu no Maracanã era a primeira evidência de que o modelo euriquiano se confirmava na prática: a 90% de certeza se contrapõem 100% de realidade. A verdade está na inversão, demonstrou o garoto de 21 anos ao fazer a assistência para Andrezinho abrir o placar no Maracanã e marcar, ele próprio, o gol que sacramentou a vitória do Vasco por 2 a 1.

Assim, o Flu, que chegou à 14ª rodada como vice-líder, cai para o terceiro lugar e o Vasco, que era vice-laterna, fica a um ponto de escapar da zona de rebaixamento.

A 14ª rodada não foi nada camarada para o pelotão de frente do Campeonato Brasileiro.

O Atlético Mineiro perdeu ontem para o Corinthians o jogo e a folga de três pontos na liderança. O Corinthians foi o único do quarteto da frente que se deu bem e agora é vice-líder, empatado em pontos com o líder. O Grêmio, derrotado ontem pelo Flamengo, cai para o quinto lugar, cedendo a última vaga no G-4 ao Sport, que venceu o São Paulo por 2 a 0.

O sexto é o Palmeiras, que derrotou o Santos por 1 a 0, e ultrapassou o São Paulo, agora sétimo colocado no Brasileirão, com 24 pontos, cinco a menos do que o líder.

Eurico Miranda vai ficar achando que foi tudo obra dele. No máximo, no máximo, 90%.

De olho no vizinho, Eurico não vê o que se passa em casa

Eurico Miranda não se dá conta de que a torcida já sumiu

Eurico Miranda não se dá conta de que a torcida já sumiu

Como se o Vasco não tivesse problemas urgentes para resolver dentro e fora do campo, Eurico Miranda abriu hoje uma nova guerra contra o Fluminense por conta do jogo pela 14ª rodada do Brasileirão daqui a quase um mês, no dia 19 de julho:

–  O problema é do Fluminense. Ele tem o mando de campo e pode jogar com 100% do Maracanã. Se nossa torcida não ficar do lado direito, digo para o torcedor não ir ao jogo. É 100% deles. Vamos ver se têm capacidade para lotar. Só que o Vasco, em termos de torcida, não participa.

E promete prestigiar o clássico com a própria ausência:

– Talvez nem eu vá nesse jogo. Se o jogo for lá, a volta é aqui em São Januário, com 100% de torcida do Vasco.

Pedir à torcida que se poupe de ver o time atual em campo é piada dispensável a esta altura do Brasileirão: somados os quatro jogos que o Vasco mandou em São Januário, foram vendidos 20.966 ingressos – 5.241 por jogo.

Eurico: “Eu não mando treinador embora”

Boa resposta de Eurico Miranda a um repórter do Globoesporte.com  que queria saber o risco que Doriva correr de perder o emprego de treinador do Vasco:

– Por que razão todo mundo gosta de perguntar, quando o time perde, se o treinador vai embora? Você pode cometer duas ou três gafes e ninguém te manda embora. Por que eu vou ter de mandar embora o treinador que perdeu dois ou três jogos? Eu não mando treinador embora.

Justiça se faça: esse erro Eurico não costuma mesmo cometer.

Doriva tem de vencer o Internacional

Doriva: semana complicada

Doriva: semana complicada

A cinco dias de fazer 43 anos, Dorival Guidoni Júnior, paulista da pequena Nhandeara, está vivendo no Rio de Janeiro as primeiras agruras como treinador de futebol e precisa conduzir o seu Vasco a uma vitória sobre o Internacional às 18h30 deste sábado, dia 23, para não sair de São Januário de mal com a torcida que, há três semanas, o saudava como comandante do campeão carioca.

Depois de quatro empates seguidos, dois pelo Brasileirão, dois pela Copa do Brasil, três deles por 0 a 0, não falta vascaíno disposto a apupar o ‘retranqueiro’ que deu forma ao Ituano campeão paulista de 2014 e a este Vasco que, depois do título carioca, tem como aspiração mais viável em 2015 escapar do retorno à Segundona em 2016.

Doriva vai fazendo competente sua parte no esforço para manter o Vasco pelo menos naquela parte cinzenta da tabela de classificação do Campeonato Brasileiro em que não estão os candidatos a uma vaga na Libertadores nem os condenados ao rebaixamento. Com alguma sorte, dá até para sonhar com uma vaga na Copa Sul-Americana.

Ele não escolheu o time que está treinando, não bate nem desperdiça pênaltis, não chuta a gol e, portanto, pode se dar por satisfeito quando vê o Vasco dominando os jogos, embora o domínio não se reflita no placar. E seu trabalho conta até agora com o reconhecimento do presidente Eurico Miranda, que tem muitos defeitos, mas não o de se intrometer no dia a dia dos treinamentos.

Doriva é o 12º treinador a tentar dar um jeito no Vasco de 2010 para cá – e o segundo a conquistar um caneco; o outro foi Ricardo Gomes, campeão da Copa do Brasil em 2011.

Por que diabos, então, Doriva vive seus primeiros dias de agruras como treinador empregado em um grande clube?

Como não é bobo, o jovem treinador já deve ter sacado que as limitações do elenco vascaíno, exceção feita ao goleiro Martín Silva e a alguns jovens promissores que ele pouco tem escalado nos jogos importantes, vão afligi-lo até o fim da temporada e progressivamente aumentarão a impaciência dos nunca pacientes torcedores vascaínos.

Se não bastassem os problemas caseiros, o técnico do Vasco ainda teve de conviver nos últimos dias com uma inoportuna proposta do Grêmio para trocar o Rio por Porto Alegre e um timinho fraco por outro. Resolveu ficar onde está, mas certamente perdeu a concentração para o jogo tão importante desta noite contra os reservas do Internacional.

Além de não conseguir o que queria, o cartola gremista Romildo Bolzan atrapalhou o trabalho de Doriva e, atrapalhado como todo bom cartola, acabou ajudando o Inter. Os colorados agradecem.

Um slogan para o Vasco: ‘o desrespeito continua’

Umbro veste a camisa de Eurico

Umbro veste  camisa de Eurico

Tem loja oficial do Vasco vendendo, por R$ 199,90, uma camisa produzida pela Umbro, fornecedora de material esportivo do clube, com o slogan usado por Eurico Miranda desde a campanha para voltar à presidência: “o respeito voltou”.

Parece brincadeira.

E é: o Conselho Deliberativo do Vasco muito provavelmente anulará hoje uma dívida de Eurico Miranda que, em seu mandato anterior, gastou R$ 1,3 milhão do clube para pagar a indenização numa ação movida contra ele, pessoa física, pelo Tribunal de Justiça do Rio. Condenado, Eurico quis fazer de conta que o problema era do Vasco.

Na gestão de Roberto Dinamite, o Vasco moveu uma ação por perdas e danos contra Eurico, pedindo o ressarcimento do dinheiro – cerca de R$ 3 milhões em valores atuais.

É o que os amiguinhos de Eurico querem anular.

O desrespeito continua.

Atualização

O Conselho Deliberativo do Vasco não se deu ao respeito e decidiu que Eurico Miranda não deve mais ao Vasco.

Como deve!