Benebol também é cultura

Este blog estará ofertando, como diria um diligente operador de telemarketing, valioso prêmio ao primeiro internauta que acertar os campeonatos disputados pelos seguintes times:

  • União Frederiquense
  • Boa Esporte Clube
  • Audax
  • Tigres Brasil

O prêmio: assinatura gratuita e perpétua do blog – perpétua, é claro, enquanto durar este Benebol.com

Futebol x Novela: os números do Ibope

Nos últimos tempos, executivos da Globo, sempre em off, têm falado insistentemente mal da audiência dos jogos de futebol.

Pois bem: no final da tarde da quinta-feira, o amistoso França 1 x 3 Brasil rendeu 20 pontos de audiência na Grande São Paulo – o que, segundo o Ibope, significa que televisores de 1.340.000 domicílios estavam sintonizados na Globo.

Sabe quanto rendeu de audiência o capítulo da novela Babilônia no horário nobre da Globo? 25 pontos.

Imagine se o jogo do Brasil fosse transmitido às 21 horas e a novela às 17!

Tudo bem com Talisca

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

                                                     Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Ele jogou apenas cinco minutos nos 4 a 1 sobre o Paraguai, o suficiente para marcar o último gol brasileiro e dar um enorme susto na comissão técnica da seleção sub-23.

O baiano Anderson Talisca, meia ofensivo de 21 anos que se tem destacado no Benfica e já foi chamado por Dunga para a Seleção, substituiu Vitinho aos 14 minutos do amistoso da sexta-feira em Vitória e, aos 19, fez de cabeça o gol que assustou, mais do que alegrou, os companheiros.

Ao subir para aproveitar um cruzamento, Talisca acertou também a cabeça do marcador, caiu lesionado, foi imediatamente substituído e levado para um hospital de Vitória. Já de madrugada, após uma tomografia de crânio, foi liberado pelos médicos e viajou para São Luís, onde o Brasil jogará contra o México amanhã.

O adeus de um craque incomparável

Alex - 28.3.2015Imagem: Beneclick

Poucas horas depois da conquista do título brasileiro de 2003, perguntei ao maior craque do melhor Cruzeiro de todos os tempos:

– O Alex teria vaga naquele time?

E Tostão me respondeu, de pronto:

– Ele teria de jogar na minha posição ou na do Dirceu e acho que está no mesmo nível da gente. Como jogávamos com um volante, o Piazza, dois meias, o Dirceu Lopes e eu, dois pontas e um centroavante, poderíamos também tentar uma mudança tática para encaixar o Alex sem tirar um de nós dois.

Haverá elogio maior ao regente daquele Cruzeiro campeão de 2003?

Os craques sempre se rendem ao talento incomum deste meia que, em três passagens anteriores pelo Palmeiras, brilhara com igual intensidade e por isso será homenageado hoje à noite, em reconhecimento raro no nosso futebol, com um jogo oficial de despedida no Allianz Parque. Devidamente autorizado por Ademir da Guia, a quem se achou no dever de pedir permissão, Alex vestirá a camisa 10.

Basta conferir uma pequena parte da lista de craques que confirmaram presença na festa para entender a importância de Alex na história do nosso futebol: além do próprio Ademir, estarão lá Djalminha, Edmundo, Evair, Felipe, Gamarra, Júnior, Leonardo, Marcos, Rivaldo, Zico e Zinho.

Os muito palmeirenses que me perdoem, mas, dentre os vários textos que já escrevi sobre este craque marcado por certa aura intelectual, hoje acentuada pelo ar grave que lhe impõem os óculos de grau e pela lúcida atuação como um dos líderes do Bom Senso, reproduzo, a seguir, A bola pequenina do craque Alex, publicado no site NoMínimo uns quatro meses antes de ele se sagrar campeão brasileiro de 2003. Continuar lendo

É preciso ter saúde de ferro

A seleção brasileira sub-23, que se prepara para brigar pelo ouro olímpico na Rio-16 sob o comando técnico de Alexandre Gallo, acaba de golear o Paraguai por 4 a 1 em Vitória.

No domingo, às 17 horas, em São Luís, enfrentará o México.

São apenas de 42 duas horas de intervalo entre os dois jogos, disputados a 2.600 quilômetros um do outro.

 O que têm a dizer os fisiologistas?

Embromação Futebol Clube

Com exceção de Robinho, que ajudou o Santos a derrotar  o Marília por 4 a 1 no último sábado, os escolhidos de Dunga terão perdido três rodadas dos seus campeonatos estaduais quando retornarem ao Brasil após o amistoso com o Chile no domingo, em Londres.

E daí? Quase nada se alterou por aqui.

É certo que os campeonatos deveriam ter sido paralisados nas datas reservadas pela Fifa para jogos entre seleções, o que é feito em praticamente todo o mundo da bola, mas o futebol brasileiro não está nem aí para esses luxos da civilização.

No Brasil, a bola não para, embora nem sempre corra redondinha.

É fácil entender por que somente 4.907 torcedores pagaram ingresso ontem no Moisés Lucarelli para ver a Ponte Preta vencer por 3 a 1 e encerrar a invencibilidade do Santos na temporada.  Ou por que, também ontem à noite, apenas 2.781 pagantes prestigiaram no Maracanã o Flu 3 x 0 Cabofiiense, estreia  do técnico Ricardo Drubscky no comando técnico tricolor.

É o chamado futebol profissional administrado pela CBF e pelas federações, que faturam milhões com os prejuízos crescentes dos clubes.

Para os clubes, os campeonatos estaduais não funcionam mais nem como caça níqueis, principalmente nos centros futebolísticos mais importantes.

Se você se dispuser a conferir o topo da tabela de classificação das longuíssimas primeiras fases dos campeonatos de São Paulo, RioMinas  e Rio Grande do Sul, verá que, entre os 12 grandes times, se imiscuem hoje somente dois pequenos: o Madureira, no Rio; e a Caldense, em Minas.

No mais, é o óbvio de sempre, o que deveria dispensar tantos jogos. Os grandes ocupam as primeiras posições em todos eles.

Para que tantos jogos que não valem nada?

O futebol brasileiro, para sobreviver, precisa enxugar o calendário. É preciso treinar mais e jogar menos, melhorar a qualidade do espetáculo e o caixa dos clubes. Basta de embromação.

Brasil Sub-17 está a um ponto do título sul-americano

A vitória sobre o Paraguai por 3 a 2 na penúltima rodada valeu a liderança do hexagonal Sul-Americano Sub-17 à garotada brasileira e garantiu sua participação no Mundial que será disputado em outubro e novembro no Chile.

Argentina e Equador também se classificaram antecipadamente para o Mundial.

O Uruguai e o Paraguai disputarão, em confronto direto no domingo, a quarta vaga sul-americana na competição organizada pela Fifa. Os uruguaios, que venceram ontem os argentinos por 2 a 1 e assim ajudaram o Brasil a chegar à liderança do Sul-Americano, precisam apenas do empate com os donos da casa.

Basta também um empate com a Colômbia para assegurar o título sul-americano ao Brasil, que conta com pelo menos quatro destaques: o atacante Leandro, da Ponte Preta, artilheiro da competição com oito gols; o volante Andrey, do Vasco, e os meias Evander, também vascaíno, e Lincoln, do Grêmio.

Brasil de Marta fica em sétimo lugar no ranking da Fifa

O Brasil subiu do oitavo para o sétimo lugar no ranking do futebol feminino que a Fifa divulga hoje (confira em espanhol ou em  ou em inglês), a 70 dias da Copa do Mundo que será disputada no Canadá.

Agora, a oitava posição no ranking é da seleção anfitriã do Mundial. À frente do Brasil de Marta, estão a líder Alemanha, os EUA, a França, o Japão, a Suécia e a Inglaterra.

E o Brasil de Dunga vence pela sétima vez

Brasil x França - Stade de France Neymar festeja virada brasileira no Stade de FranceFoto: Rafael Ribeiro/CBF

Logo aos 7 minutos, o Brasil levou um susto pelo alto, relembrando 1998, e pelo alto levou o primeiro gol aos 21 em cabeçada certeira do zagueiro Varane.  Não que a França fosse melhor em campo, mas as jogadas de bola levantada na área, claramente ensaiadas, são sempre perigosas.

Aos 40, após uma boa troca de bola com Firmino, Oscar invadiu a área francesa e, de biquinho, decretou o empate. O 1 a 1 era o mínimo que a Seleção merecia. Embora sem brilho, em jornada muito discreta de Neymar, procurou mais o jogo e o gol do que Les Bleus, muito organizados na defesa, mas pouco criativos no ataque.

Acontece que Neymar sempre pode ser Neymar. Aos 11 minutos do segundo tempo, uma saída rápida da defesa, com precisa troca de passes entre os jogadores do meio de campo, encerrou-se com a bola enfiada por Willian para Neymar, de dentro da área, bombardear o goleiro Mandanda e fazer 2 a 1 para o Brasil.

A França acordou, perdeu duas oportunidades seguidas de empatar o jogo, mas insistiu demais nas bolas altas e acabou entregando o contra-ataque aos brasileiros. Num deles, mandou para escanteio um chute de Oscar. Escanteio cobrado, aos 23 minutos, Luiz Gustavo foi lá em cima e, de cabeça, fez 3 a 1. Não é pelo alto que estes franceses gostam de jogar?

Em seguida, pelo chão, quase Willian faz o quarto. Seria um exagero.

E assim já são sete vitórias do Brasil em sete jogos na nova era Dunga.

Sete? Desde a Copa, não é número que a gente deva ficar remoendo, né?