É o fim: caiu a casa de Careca e Neto

Penhorado há quase quatro anos como garantia em processo trabalhista, o Brinco de Ouro não será mais do Guarani se os tribunais confirmarem a decisão tomada hoje pela juíza Ana Claudia Torres Vianna, da 6ª Vara do Trabalho de Campinas, que aceitou a proposta de R$ 105 milhões da Maxion Empreendimentos Imobiliários para arrematar o estádio. A Maxion pertence ao grupo gaúcho Zaffari, quinta maior redes de supermercados do País.

Sem teto, o Guarani tem novo técnico. Para substituir Marcelo Veiga, demitido ontem, contratou hoje Ademir Fonseca.

Campeão brasileiro de 1978 e vice em 1986, duas vezes vice-campeão paulista, a última em 2012, o Guarani disputa atualmente a Segundona do Paulistão.

Triste fim de linha para um clube que deu ao futebol brasileiro craques como Careca e Neto.

Mineira vai bandeirar na Copa do Mundo

A mineira Janette Mara Arcanjo será a única representante da arbitragem brasileira na Copa do Mundo de futebol feminino que será disputada no Canadá de 6 junho a 5 de julho.

A brasileira é uma das sete árbitras sul-americanas que trabalharão como bandeirinha na Copa do Mundo.

O apito está reservado a outras quatro representantes da Conmebol – uma argentina, uma colombiana, uma paraguaia e uma uruguaia.

Curiosamente, as seleções de Argentina, Paraguai e Uruguai não se classificaram para o Mundial.

A temporada começa (ou termina) na quarta

Muricy (2)Muricy, sempre combativo, anda abatido com o São PauloImagem: Beneclick 

Os números até que não são ruins: o São Paulo lidera, com folga, o Grupo A do Paulistão, tem quase 75% de aproveitamento e se classificou com boa antecedência para as quartas de final, e é o segundo colocado no Grupo 2 da segunda fase da Libertadores, com 66,6% de aproveitamento, dependendo apenas do próprio esforço para ir às oitavas.

A bolinha que o time está jogando é o problema. O São Paulo comandado por Muricy Ramalho já começou mal outras temporadas e soube reverter o início ruim em conquistas significativas – como o tri brasileiro em 2008, por exemplo. Desta vez, porém, a torcida  não parece acreditar numa reviravolta.

O São Paulo tem jogado muito mal, mesmo nas muitas vitórias sobre os pequenos, tropeçou diante dos grandes no Paulistão e na Libertadores, venceu até agora somente um adversário significativo –  por pífio 1 a 0, no Morumbi. Foi o San Lorenzo de Almagro, que o recepcionará em Buenos Aires na quarta disposto a lhe fechar de vez o caminho para a classificação na mais importante competição entre clubes das Américas.

A desconfiança da torcida e a má vontade de boa parte da cartolagem tricolor parecem abater o sempre combativo Muricy, que também anda com problemas de saúde e não tem mostrado nesta temporada a força interna indispensável à mobilização mental de um time fragilizado pelas críticas e incapaz de reagir por conta própria.

Para complicar a vida dos são-paulios, o San Lorenzo –  atual campeão da Libertadores e terceiro colocado no Grupo 2, três pontos atrás do São Paulo – está voltando a jogar bem e assumiu no fim de semana a liderança do Campeonato Argentino ao golear o Lanús por 4 a 0 embora com apenas dez jogadores durante boa parte da partida.

A vida do São Paulo em 2015 e talvez até o emprego de Muricy Ramalho vão se decidir no jogo das 19h45 desta quarta-feira. Ou o São Paulo consegue pelo menos um empate no Nuevo Gasómetro e continua vivo na Libertadores ou encerra a temporada sem ao menos tê-la iniciado.

A bola não perdoa

Está sentindo cheiro de queimado?

É a língua de um palpiteiro que eu conheço muito bem.

Como era de esperar, o Fluminense venceu o Barra Mansa por 4 a 2 e o Grêmio bateu o São Paulo-RS por 2 a 0, mas nos outros dois jogos das 18h30, ambos pelo Campeonato Paulista, os pequenos se deram bem: o São Bento empatou por 2 a 2 com o Santos na Vila Belmiro e, em Campinas, o Red Bull derrotou o Palmeiras por 2 a 0.

É muito jogo para nenhuma surpresa

Faltam os jogos das 18h30, mas assim rolou a bola nos principais campeonatos regionais do País até agora:

  • Em São Paulo, Bragantino 0 x 1 Corinthians e São Paulo 3 x 0 Linense.
  • No Rio, Flamengo 2 x 0 Bonsucesso e Vasco 1 x 1 Botafogo.
  • Em Minas, Atlético 3 x 0 Vila Nova e URT 0 x 2 Cruzeiro.
  • No Rio Grande do Sul, União Frederiquense 0 x 1 Internacional.

Ou seja: com exceção do empate mais ou menos óbvio no Campeonato Carioca, a vitória mais do que óbvia de todos os grandes nos jogos contra pequenos.

Alguém espera alguma novidade nos confrontos Santos x São Bento, Red Bull x Palmeiras, Fluminense x Barra Mansa e Grêmio x São Paulo-RS de logo mais?

Bastou meia hora de futebol

Firmino marca em LondresFirmino dribla Bravo e faz Brasil 1 x 0 Chile no Emirates Stadium – Foto: Rafael Ribeiro / CBF

Dunga mudou seis figurinhas do álbum e consequentemente mudou o figurino do Brasil que entrou no Emirates Stadium para enfrentar o organizado e combativo Chile do argentino Jorge Sampaoli.

Nada deu certo no primeiro tempo. O meio de campo, todo renovado, muito combateu, mas nada criou. Luiz Adriano, com a emblemática camisa 9, engessou mais uma vez o ataque, obrigando Neymar a abusar do individualismo. Em vão.

Joguinho duro de encarar no primeiro tempo. Mais parecia uma disputa entre gangues por espaço nas ruas. Muita briga e pouco futebol. Neymar levou e bateu. Foram cinco faltas nele, seis dele.

Deve ser por isso que botaram um policial inglês para apitar o jogo.

No segundo tempo, batendo menos e jogando mais, o Chile continuou ligeiramente superior ao Brasil. Como no primeiro, o Brasil empacava diante da marcação dura e incansável dos chilenos em todo o campo.

Dunga resolveu, então, recompor o figurino que lhe valeu as sete vitórias nos sete amistosos anteriores, incluindo uma sobre a Argentina e a da semana passada sobre a França.

Entre os 14 e os 17 minutos, tirou Souza, Philippe Coutinho, Luiz Adriano e Douglas Costa, substituindo-os por Elias, Robinho, Firmino e Willian.

O Brasil recuperou a fluência de outros jogos, voltou a jogar bola e, aos 27, Danilo enfiou da intermediária uma bola perfeita para Firmino, que driblou o goleiro Bravo e tocou para as redes.

Pela última meia hora de jogo, talvez a Seleção tenha merecido este 1 a 0, a oitava vitória em oito jogos da nova era Dunga.

Hoje é o dia da Pátria

Às 11 horas, a Seleção jogará em Londres contra o Chile o último amistoso antes de Dunga anunciar os convocados para a Copa América.

Às 17 horas, em São Luís, a seleção sub-23, que se prepara para a Olimpíada do Rio, recebe o México. O time terá Jean; João Pedro, Bressan, Gustavo Henrique e Douglas Santos; Filipe Augusto, Fred, Talisca e Erik; Vinícius Araújo e Marcos Guilherme.

Às 22 horas, na cidade paraguaia de Luque, o Brasil Sub-17 precisará, no máximo, de um empate  com a Colômbia para conquistar o título sul-americano da categoria. Dependendo dos resultados anteriores da Argentina e do Uruguai, pode entrar em campo como campeão. O técnico Caio Zanardi só anunciará o time à tarde.

O domingo virou o dia da Pátria – pátria de chuteiras, evidentemente.

Vettel corre contra Senna

Ao vencer o Grande Prêmio da Malásia, o alemão Sebastian Vettel fica a uma vitória do brasileiro Ayrton Senna na história da Fórmula 1.

Foi a 40ª vitória do tetracampeão Vettel em 148 GPs. Senna, tricampeão da F-1, venceu 41 dos 161 GPs que disputou.

Vettel pode alcançar o francês Alain Prost, que tem 51 vitórias, mas será quase impossível que chegue às 91 vitórias de seu compatriota Michael Schumacher.

Firmino precisa jogar

Firmino: um novo parceiro para Neymar - Foto: Rafael Ribeiro/CBFFirmino: um novo parceiro para NeymarFoto: Rafael Ribeiro/CBF

Ainda em Paris, embora sem muita ênfase, Dunga chegou a dizer que escalará hoje um time bem diferente daquele que venceu a França por 3 a 1.

Já em Londres, após o treino de ontem no Emirates Stadium, disse apenas que ainda está estudando as mudanças na escalação e se recusou a anunciar o time que enfrentará o Chile logo mais.

Há razões, principalmente de ordem física, para mexer no time. Afinal, o intervalo entre os dois amistosos é de apenas 64 horas.

Isso não deveria impedir, porém, a repetição em Londres de uma experiência que deu certo em Paris.

Ao reassumir o comando técnico da Seleção, Dunga trocou Fred por Diego Tardelli como parceiro de Neymar no ataque. O Brasil passou a jogar sem um típico camisa 9, como tão bem faz a Alemanha quando escala Thomas Muller. E ganhou, nos amistosos disputados até agora, fluência e maior volume de jogo do meio de campo em diante.

A escalação de um típico centroavante como referência no ataque é um modelo ofensivo que se justifica cada vez menos no futebol de nossos dias, a não ser que o técnico disponha de fenômenos da área como Ronaldo ou Romário.

O centroavante é uma espécie em extinção, como prenunciavam a Hungria de Hidegkuti em 1954, o Brasil de Tostão em 1970 e as várias Holandas que antecederam o fenômeno Van Basten.

Na Copa do Mundo de 2014, por exemplo,  seleções como a holandesa e a alemã também mostraram que mais vale a versatilidade do que e a especialização no arremate a gol.

O futebol é criação. A finalização não pode ser uma especialidade. É um fundamento técnico que se deve cobrar de todos que se aproximam do gol adversário.

A Seleção de Felipão não se preparou para tal realidade e o modelo que tinha funcionado na Copa das Confederações acabou não dando certo nos jogos do Mundial. Às vezes, o Brasil passava a impressão de entrar em campo com um jogador a menos, tal era o isolamento de Fred na linha de frente.

Dunga acertou ao mudar o figurino ofensivo da Seleção, optando pela versatilidade de Tardelli. Sem poder contar com ele contra a França e logo mais contra o Chile, acertou de novo ao escolher como substituto o meia Roberto Firmino, que tem faro de gol e finaliza com precisão, mas também se movimenta por todo o ataque e troca naturalmente de posição com Neymar, Willian e Oscar.

Nos 3 a 1 sobre a França, Firmino se saiu muito bem e mostrou que pode ser mais do que o substituto de Tardelli. Pode até brigar com ele pela vaga de titular  na Copa América que será disputada no Chile a partir de 11 de junho, até porque tem 23 anos e Tardelli chegará aos 30 em maio.

Como a Seleção fará hoje em Londres o último jogo antes da convocação para a Copa América, nada mais indicado do que repetir a dupla que deu certo em Paris. Neymar quer jogar, Firmino precisa jogar.

Garoto de 17 anos garante vitória do Fla

Foi a sexta vitória consecutiva do Flamengo, mas os 2 a 0 sobre o Bonsucesso talvez valham mais do que a liderança do Campeonato Carioca, pois o Botafogo pode retornar ao topo amanhã se vencer o Vasco: uma nova e muito jovem estrela começa a encantar os rubronegros.

Revelado pelo Desportivo Brasil e destaque dos juniores desde que chegou ao Flamengo no ano passado,  o meia Matheus Sávio ainda é menor de idade. Fará  18 anos  em 18 de abril, mas vai conquistando progressivamente a confiança de Vanderlei Luxemburgo e, com certeza, ganhará novas oportunidades entre os titulares.

– Ele é o mais jovem dos juniores, mas tem muito potencial – disse o treinador após o garoto estrear como profissional marcando um gol apenas seis minutos depois de entrar no amistoso em que Leo Moura se despediu da torcida.

Em seu primeiro jogo oficial, novamente Matheus Sávio entrou no time já com o segundo tempo em andamento e repetiu a façanha aos 32 minutos, fazendo em cobrança de falta o gol que fechou o placar. É uma pena que apenas 4.207 pagantes  tenham testemunhado no Maracanã o bis da nova promessa rubronegra.

Pouca gente, não é?

Pois saiba que, em Conselheiro Galvão, o vice-líder Madureira venceu o Macaé por 1 a 0 diante de 530 pagantes.